Sônia Gomes participará da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, em Roma

Leiga da Arquidiocese de Montes Claros e presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), Sônia Gomes de Oliveira, foi escolhida para participar da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos que terá como tema “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”. A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos divulgou nesta sexta-feira, (7), o elenco de participantes e delegados à XVI Assembleia Geral Ordinária dos Bispos cuja primeira sessão da fase da etapa universal acontece de 4 a 28 de outubro deste ano, em Roma e reunirá, além de bispos, de forma extraordinária, por determinação do papa Francisco, cristãos leigos e leigas, que participarão de forma plena. Os nomes dos cinco bispos escolhidos na 60ª Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP), para representar o Brasil foram divulgados. O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, também participa da etapa universal como presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam). No elenco, constam também os nomes de brasileiros indicados como testemunhas do processo sinodal – participantes da Assembleia Continental, membro do Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo, chefe de dicastérios da Cúria Romana e peritos. Entre os representantes leigos, a norte mineira, Sônia Gomes estará presente. Confira, abaixo, todos os brasileiros que constam da lista divulgada pelo Vaticano. Participantes brasileiros na XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo 1. Eleitos pela 60ª Assembleia Geral da CNBB – Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito de Mariana (MG) – Dom Joel Portella Amado, bispo-auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) – Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) – Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus (AM) – Dom Dirceu de Oliveira Medeiros, bispo de Camaçari (BA) 2. CELAM – Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB e do Celam 3. Testemunhas do processo sinodal – participantes da Assembleia Continental – Maria Cristina dos Anjos da Conceição – Cáritas Brasileira – Sônia Gomes de Oliveira – presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) 4. Membro do Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo – Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de São Salvador da Bahia (BA) 5. Chefes de dicastérios da Cúria Romana – Cardeal João Braz de Aviz, prefeito do dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica 6. Peritos – Padre Adelson Araújo dos Santos – Padre Agenor Brighenti – Padre Miguel Martin Confira a lista geral: Acesse a lista completa divulgada pela Santa Sé (aqui) Processo no Brasil Com a publicação em junho de 2023 do Instrumentum Laboris, documento que será a base para o trabalho dos participantes do Sínodo sobre a Sinodalidade, a Equipe de Animação do Sínodo no Brasil realizou uma reunião online, dia 26 de junho, para fazer uma leitura e análise do texto. A Equipe de Animação do Sínodo no Brasil está organizando uma live, marcada para o dia 3 de agosto, às 20h, e a ser transmitida no Youtube da CNBB para aprofundar o Instumentum Laboris. A proposta é que ela seja direcionada às equipes diocesanas que vão ser responsáveis pela continuidade do processo sinodal. Fonte: Arquimoc
Mestre lagartixa – A capoeira montes-clarense no velho mundo – Por João Figueiredo

O capoeirista montes-clarense, Wilton Marcos Araújo, o Mestre Lagartixa, 54 anos, líder do Grupo Geração Capoeira Internacional, desenvolve atividades docentes de Capoeira na Europa há mais de 30 anos. Atualmente coordena academias na Suíça e na França e seu trabalho é amplamente reconhecido e respeitado entre os europeus. Ele foi convidado pela nossa reportagem para falar um pouco sobre o seu trabalho com a Capoeira fora do Brasil e propôs conceder a entrevista no espaço em que o seu amigo, Mestre Tadeu, líder do Grupo Arundê Capoeira, leciona, no Salão de Eventos da Associação Desportiva Ateneu: foi ao mesmo tempo uma entrevista e uma vivência com alunos do Mestre Tadeu. O Mestre Lagartixa começou na Capoeira no início da década de 1980, ainda criança. Seu pai, Clemente Pereira Araújo, conhecido como “Senhor Quezinho”, homem ligado a atividades culturais e à boemia montes-clarense (era proprietário de uma casa de jogos), hospedou em sua residência, certa época, um amigo capoeirista, o Mestre Alfredo Carne de cobra, que lecionava em Montes Claros. O menino Wilton ficava observando o capoeirista treinar no quintal da sua casa. O pai não queria que ele se envolvesse com Capoeira na infância, temia que o filho se afastasse dos estudos ao se envolver com a Capoeira. O menino então começou a praticar, às escondidas, os movimentos que observava o amigo do pai treinar diariamente. Tempos depois passou a observar a Roda de Capoeira que acontecia na Praça da Matriz, e não demorou a estar praticando com outros meninos o que aprendia ali; o pai continuava sem saber da paixão e do envolvimento do filho com a arte-luta. O menino era um autodidata disciplinado. Quando procurou uma academia para treinar, já conhecia muito de Capoeira. Começou com o Mestre Zé Maria, que na época era instrutor. Ali recebeu o apelido de “Lagartixa”, pela sua magreza e pela habilidade de fazer movimentos corporais difíceis. Praticou com ele até chegar à graduação de instrutor (cordão amarelo-azul). Praticou com o Mestre Reinaldo e dele recebeu a graduação de professor. Em 1992 decidiu ir com sua Capoeira para a Europa. Conseguiu juntar algum dinheiro, com ajuda dos amigos, e viajou. Esteve na Bélgica, seguiu para a Holanda, onde ficou um tempo, e depois foi para a Suíça. Na Suíça se adaptou melhor e conheceu pessoas que se tornaram seus amigos e que o ajudaram a divulgar seu trabalho. Casou-se com uma moça suíça, Franzisca Soerensen, com quem tem um filho já adulto que mora em Las Vegas – EUA. Em 1998 recebeu a graduação de Contramestre, do Mestre Teté e Mestre Zabelê, na Suíça. Em 2004 recebeu o título de Mestre, do Mestre Zabelê, no mesmo país. Criou o Grupo Geração Capoeira Internacional. Esteve um período de volta a Montes Claros, mantendo suas academias na Europa, época em que aproveitou para estudar: concluiu o curso de licenciatura em História em uma faculdade local. Já formou vários discípulos, no Brasil e na Europa; levou vários brasileiros para trabalhar com ele na docência de Capoeira no Velho Mundo. Sente orgulho em dizer que sempre viveu de Capoeira, nunca trabalhou em outra profissão – antes de ir para a Europa chegou a fazer uma experiência em serviço de segurança, mas foi por pouco tempo e, mesmo nesse período, não deixou de praticar e ensinar a arte-luta. “A Capoeira me ajudou a conhecer o mundo, a conhecer vários países, e me deu tudo que eu tenho, apesar de ter encontrado algumas dificuldades no início, quando cheguei na Europa!”, afirma o Mestre. Ele fala quatro idiomas estrangeiros, aprendidos na lida com a Capoeira: fala fluentemente Espanhol e Francês, e tem um bom domínio de Inglês e Alemão. Seus discípulos europeus aprendem Capoeira em Português: “Eles precisam aprender Capoeira na língua original; por isso eu ensino a eles Capoeira e Língua Portuguesa; todos os meus alunos falam Português. Eu comunico com eles na língua deles quando for necessário, mas na hora de praticar Capoeira nós conversamos em Português”. Diz ao falar do seu trabalho fora do Brasil. Na Europa ele conheceu vários capoeiristas brasileiros que lá estavam e reencontrou alguns que ele já conhecia: inclusive o Mestre Alfredo Carne de cobra, que indiretamente o estimulou a praticar Capoeira, ele o encontrou na Alemanha – o Mestre Alfredo voltou para o Brasil posteriormente e hoje é falecido. Vários capoeiristas montes-clarenses atualmente estão vivendo na Europa e para lá foram em função da Capoeira. Ele cita alguns nomes que lembrou rapidamente: Mestre Marreta, Mestre Paulo Chocolate, Mestre Sombra, Mestre Hélio Jacaré, Mestre Cebolinha, Contramestre Maré, Contramestre Faísca, Professor David Bom Cabelo, Professor Márcio Bicudo, Professor Cóe, Professor Moisés, Professor Marrom, dentre outros. O Mestre Lagartixa está passando alguns dias na sua terra natal em virtude do falecimento recente do seu pai e brevemente voltará para a Europa. * João Figueiredo é jornalista, escritor e sociólogo
AINDA 08 DE JANEIRO – Por Wagner Rocha (*)

A destruição do patrimônio público causada no dia 08 de janeiro nas sedes dos três poderes da República em Brasília/DF foi devastadora. Percebe-se ali um ato extremamente organizado, planejado com muito cálculo e racionalidade. Toda aquela baderna tinha como motivação a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições do ano passado. Diante do fracasso do ex-presidente nas urnas muita gente graúda, dona de infinitos monopólios, sentiu-se ameaçada, com medo de perder as benesses lucrativas advindas dos acordos feitos com Bolsonaro. Distante dos pobres, dos trabalhadores, das minorias sociais, o bolsonarismo nada fez pelas populações carentes. Ao contrário, só atuou contra o crescimento econômico que poderia beneficiá-las e limitou-se a encher os cofres de pastores evangélicos e empresários exploradores que patrocinaram todo aquele terrorismo. A manipulação e a desordem sempre foram fortes características do comportamento descompromissado de Bolsonaro. Desde o início já estava claro que esse “senhor do terror” sempre fora um desastre para o Brasil. Tentou forjar um governo teocrático como estratégia de poder. Como deputado federal foi uma lástima. Como presidente continuou sendo uma lástima. Trata-se de um político sem política, um homem que nunca entendeu o sentido da vida social e se arvorou contra o Estado democrático de direito, juntamente com os seus fieis seguidores. Ao invés de garantir a ordem e a paz como líder que deveria ser, acabou por semear a discórdia. Nos últimos quatro anos o Brasil vivenciou dias terríveis devido ao destempero do ex-presidente, sua falta de preparo para o cargo e a sua nítida ideologia fascista. Não é preciso repetir que a sua ascensão à presidência só foi possível graças à prisão arbitrária de Lula em 2018. Caso contrário, não teríamos testemunhado tantos atentados contra a democracia e a soberania popular. Autodenominadas “patriotas”, as pessoas responsáveis pela depredação e ataques às sedes dos três poderes pareciam viver uma realidade paralela desde o fim das eleições, chegando ao ponto de ocuparem portas de quarteis e rodovias até culminar com a invasão em Brasília/DF uma semana após a posse histórica de Lula. Símbolos da República foram destruídos, além das obras de arte de grande valor monetário e cultural. Os golpistas fizeram uma quebradeira deixando perdas irreparáveis. O efeito Bolsonaro produziu no país um bando de arruaceiros. Vestidos de verde-amarelo, alguns até com bíblia na mão, fieis ao seu “mito foragido” nos EUA revelaram-se como extremados agressores da democracia, sendo que grande parte deles foram presos. Assim, uma questão foi fundamental: punir os responsáveis por esses atos. Ainda no exercício do cargo, Bolsonaro por tantas vezes afirmou, sem provas, haver fraudes no sistema eleitoral e proferiu ameaças à democracia, sugerindo fechar o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF), e outras instituições guardiães dos direitos democráticos. Após os ataques em Brasília/DF, o presidente Lula, ao se reunir com governadores, falou sobre a importância da união de todos a fim de manter viva a democracia e ressaltou que o grupo de invasores – embora nada justifique tais atos – não tinha nenhuma pauta de reivindicações ao governo empossado. Apenas queria – a todo custo -, executar o golpe que, felizmente, foi malsucedido. (*) Wagner Rocha é professor da Unimontes.
Reforma tributária será votada em 1º e 2º turno na Câmara até sexta, diz Reginaldo Lopes

Por se tratar de uma PEC, a reforma tributária precisa dos votos favoráveis de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação para então ir ao Senado Reuters – A proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária será votada em primeiro e segundo turno na Câmara dos Deputados até sexta-feira, disse nesta quinta o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), coordenador do grupo de trabalho da reforma. “Nós vamos terminar primeiro e segundo turno até amanhã”, afirmou Lopes em entrevista à GloboNews. Na noite de quarta foi lido no plenário da Casa o texto do relator da matéria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e a proposta deve ser discutida na manhã desta quinta em plenário para que o processo de votação comece no início da noite. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) anunciou que pretende votar a reforma em primeiro turno na noite desta quinta. Segundo Ribeiro, ainda será apresentada uma nova versão do parecer com ajustes, para contemplar acordos fechados durante negociações sobre a matéria. A reforma tem sido apontada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como crucial para impulsionar o crescimento econômico, mas tem sido alvo de críticas de alguns governadores que temem uma perda de arrecadação de seus Estados. Lopes, no entanto, afirmou que o crescimento econômico que será estimulado pela reforma fará com que todos os entes federados saiam ganhando. “Acho que ninguém tem mais dúvida de que essa reforma permite ao Brasil voltar a crescer. E com esse crescimento, não tenha dúvida, todo mundo vai ganhar. Todos os entes federados vão melhorar sua situação financeira”, defendeu. Por se tratar de uma PEC, a reforma tributária precisa dos votos favoráveis de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação para então ir ao Senado, onde necessitará do aval de 49 dos 81 senadores também em dois turnos para ser promulgada.
Centro Cultural de Montes Claros recebe exposição em homenagem a Konstantin Christoff

Nesta quinta-feira, 6, o Centro Cultural Hermes de Paula, no centro histórico de Montes Claros, realiza a abertura oficial da exposição em homenagem aos 100 anos de nascimento de Konstantin Christoff, artista búlgaro que, chegando em Montes Claros com apenas 10 anos de idade, mudou para sempre o panorama cultural da cidade. A exposição, denominada “A Grande Beleza”, reunirá 45 obras do artista, dividindo com a cidade toda a exuberância de sua arte, propondo reflexões sobre seu universo, suas transgressões, seus sentimentos e sua genialidade. A cerimônia de abertura da exposição acontecerá às 20 horas, e contará com uma intervenção musical do grupo Cotovia Art/Educa, com os solistas Christiane Franco, Vera Alencar e Roberto Mont’Sá, além do instrumental de Carmerindo Miranda e Wesley Fagundes. Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Tony Garcia faz desafio definitivo a Sérgio Moro pelo Twitter

As acusações do empresário contra Moro foram feitas em 2021, num depoimento à juíza Gabriela Hardt, que não deu prosseguimento ao caso O ex-deputado e empresário Tony Garcia, que afirma ter se transformado em um “agente infiltrado” do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) durante a operação Lava Jato, voltou à carga contra o atual senador na noite desta quarta-feira (6), em sua conta do Twitter. O empresário pergunta: “É mentira que vc me chamava em seu gabinete e me dava alvos para buscar? É mentira que vc combinava comigo e com o MPF como proceder com esses alvos? Tenha dignidade uma vez na vida e responda se sim ou não. Vou AFIRMAR isso qdo for ouvido pela PF E @MPF_PGR.” Pergunto ao @SF_Moro : É mentira que vc me chamava em seu gabinete e me dava alvos para buscar?É mentira que vc combinava comigo e com o MPF como proceder com esses alvos? Tenha dignidade uma vez na vida e responda se sim ou não. Vou AFIRMAR isso qdo for ouvido pela PF E @MPF_PGR — Tony Garcia (@tonygarciareal) July 6, 2023 Caso engavetado Tony Garcia, pivô da prisão de Beto Richa no Paraná, em 2018, afirmou em delação premiada que fez gravações ilegais do ex-governador e outras autoridades da República a mando do ex-juiz Sérgio Moro e de procuradores da operação Lava Jato. Garcia afirmou ainda que as provas clandestinas eram trocadas por promessas de benefícios na Justiça. Ele afirma que era obrigado a omitir até mesmo de seus advogados a parceria ilegal. As acusações contra Moro foram feitas em 2021, num depoimento à juíza Gabriela Hardt. O caso ficou parado na 13ª Vara Federal de Curitiba até que foi remetido pelo juiz Eduardo Appio, hoje afastado do cargo, ao Supremo Tribunal Federal (STF). As acusações de Tony Garcia estão numa petição enviada recentemente ao gabinete do ministro Dias Toffoli no STF.
Psicólogo, ex-jogador e inovador: Quem é Fernando Diniz, o novo técnico da Seleção Brasileira

Relembre a trajetória do novo técnico interino da seleção, que dividirá a função com o comando do Fluminense, clube que o projetou como atleta e treinador Na noite da última terça-feira (4) a CBF finalmente colocou fim à novela sobre quem será o novo técnico da seleção brasileira e anunciou Fernando Diniz, do Fluminense, como interino. Que esperaria cerca de um ano para a chegada do tarimbadíssimo Carlo Ancelotti, italiano hoje no Real Madrid, já estava decidido. Mas a entidade máxima do futebol brasileiro vinha sendo cobrada justamente sobre o desempenho da seleção nesse meio tempo – sobretudo após as recentes derrotas para Marrocos e Senegal. É verdade que se por um lado o anúncio de Diniz acalma a imensa maioria dos críticos, que apontavam para a inédita total falta de planejamento da entidade em relação à próxima Copa do Mundo, por outro, também divide os mesmos críticos. Se há aqueles que reconhecem em Diniz um importante talento entre os treinadores brasileiros da atualidade, que inova com saídas de jogo completamente fora dos padrões e situações de jogo em que as posições dos atletas perdem a centralidade; há também aqueles que, embasados pelos números da sua carreira e da dificuldade que apresentou, até aqui, em construir trabalhos bem sucedidos, duvidem do seu desempenho à frente da seleção. Nascido em 27 de março de 1974, em Patos de Minas (MG), além de técnico do Fluminense e da seleção brasileira, Diniz é também psicólogo, formado pela Universidade São Marcos, localizada em Paulínia, no interior de São Paulo. Confira a seguir sua carreira como atleta e, posteriormente, como treinador. Carreira como jogador Entre 1993 e 1996, Diniz teve os seus primeiros anos como jogador profissional atuando pelo Juventus da Mooca, em São Paulo. Em seguida se transferiu para o Guarani, que acabava de vender seu trio de sucesso composto Amoroso, Djalminha e Luisão. No segundo semestre foi contratado pelo Palmeiras, mesmo destino de dois dos atletas bugrinos supracitados. Em um alviverde que vivia um semestre pouco inspirado, logo após um inesquecível primeiro semestre, Diniz não brilhou muito. Sua passagem ficou marcada por uma situação inusitada. O atacante estava concentrado, já no vestiário, para uma partida contra o Atlético-MG, mas foi retirado do jogo para servir como mesário nas eleições municipais daquele ano. Em 1997 trocou o Palmeiras pelo seu principal rival, o Corinthians, onde foi campeão Paulista (97) e Brasileiro (98). Apesar dos títulos, Diniz não foi titular, mas uma importante peça que saía do banco de reservas. Após uma rápida passagem pelo Paraná Clube em 1999, chegou ao Fluminense em 2000, onde finalmente teve uma excelente passagem. Em um contexto de retomada da grandeza do tricolor carioca, que anos antes havia se envolvido em rebaixamentos e polêmicas sobre viradas de mesa, foi o atacante de um time que marcou o retorno do clube entre os principais do Brasil. Apesar das dificuldades e da escassez de títulos em 2000 e 2001, Diniz finalmente foi campeão carioca em 2002, como um dos destaques da equipe. Curiosamente é o mesmo clube e o mesmo título que 21 anos depois o consagraram como treinador. Assim como havia feito em São Paulo, trocou o Flu pelo rival Flamengo no segundo semestre de 2003. Mas sua curta passagem foi marcada por lesões e pela dificuldade em repetir os bons tempos no Tricolor. Em 2004 Diniz passou por Juventude e Cruzeiro, onde foi campeão mineiro. Em 2005 jogou pelo Santos e entre 2006 e 2007 atuou pelo Paulista de Jundiaí e pelo Santo André. No ano seguinte, o último de sua carreira, jogou o campeonato paulista pelo Juventus da Mooca no primeiro semestre e pendurou as chuteiras meses depois atuando pelo Gama, do Distrito Federal. Carreira como treinador Mal pendurou as chuteiras, Diniz começou sua carreira como treinador no ano seguinte, em 2009, onde se destacou no comando do pequeno Votoraty, da cidade de Votorantim, no interior de São Paulo. Foi campeão do Campeonato Paulista da Série A3 e da Copa Paulista com o clube. No ano seguinte, em 2010, foi bicampeão da Copa Paulista, dessa vez no comando do Paulista de Jundiaí. Em 2011, cheio de prestígio no futebol do interior paulista, foi para um dos maiores clubes da região: o Botafogo de Ribeirão Preto. Mas a passagem durou pouco, apenas quatro jogos. Ele teve ainda três passagens pelo Audax, além de passagens por Atlético Sorocaba, Guaratinguetá, Oeste e Paraná Clube, antes de retornar ao Audax em 2015 e, no ano seguinte, surpreender o futebol paulista chegando à final do estadual. Naquele momento, algumas características hoje observadas nos seus clubes e que já era marcam do seu trabalho desde o Votoraty, começam a fazer sucesso, como as saídas de bola e as trocas de passe características, além da ausência de posições em determinadas situações de jogo. Depois da bela campanha com o Audax no Paulistão 2016, Diniz passou o segundo semestre de 2017 no Guarani e então foi para o Athlético Paranaense em 2018, onde acabou demitido antes da temporada acabar. Em 2019, sua primeira passagem pelo Fluminense não foi nada brilhante. Acabou demitido em agosto, deixando seu time na zona de rebaixamento. Um mês depois foi para o São Paulo, que vivia péssima fase. Arrumou a casa e no ano seguinte, em 2020, disputou o título do Brasileirão contra Internacional e Flamengo, tendo ficado de fora da disputa apenas nas últimas rodadas. Entre 2021 e 2022 teve passagens discretas por Santos e Vasco da Gama até que em abril de 2022 foi anunciado pelo Fluminense. Ainda na temporada 2022, levou o Flu ao terceiro lugar do Campeonato Brasileiro e consequentemente à Copa Libertadores da América desse ano. No primeiro semestre de 2023, após vencer a Taça Guanabara, referente ao primeiro turno do Campeonato Carioca, mediu forças contra o poderoso Flamengo nas finais. E depois de perder por 2 a 0 no jogo de ida, o Fluminense de Diniz protagonizou uma verdadeira apresentação de gala no jogo da volta, e virou a disputa, goleando o forte rival
LUTO – Compositor e sanfoneiro Zé Lu morre em Montes Claros

Músico se projetou com o “forró pé de serra” , gravou discos e fez apresentações em BH e São Paulo. Ele animou festas com milhares de pessoas Por Luiz Ribeiro – Estado de Minas O compositor e sanfoneiro José Luiz Pereira da Silva, o Zé Lu, morreu, aos 62 anos, em Montes Claros, no Norte de Minas, na madrugada desta quarta-feira (5/07). Com vários discos gravados, Zé Lu tornou-se muito conhecido no Norte do estado e em outras regiões, por animar festas populares à base do “forró pé de serra”. Também fez apresentações em Belo Horizonte e São Paulo. O cantor e compositor Téo Azevedo, que também é natural do Norte de Minas, divulgou nota e ressaltou a trajetória e o talento do sanfoneiro, do qual produziu diversos discos. “Zé Lu, além de ser um músico fantástico e polivalente, foi um dos maiores amigos que tive na vida. Vem da dinastia dos grandes sanfoneiros raiz do norte de Minas como: Geraldo Colares, Piroleta Júnior, Zé do Jipe, Geraldo Sanfoneiro, Ezequiel, Zia e outros grandes companheiros”, afirma Azevedo. Ele lembra que durante mais de 30 anos, Zé Lu integrou o Terno da Folia de Reis de Alto Belo (distrito de Bocaiuva, liderado pelo próprio Teo Azevedo, nascido no lugar), tocando rabeca, violão, viola ou mesmo cavaquinho, além de ajudar nos cantos de reis. Zé Lu iniciou o trabalho musical como integrante do “Trio Mundo Novo”, formado em Montes Claros, na década de 1980 e que gravou um LP. Depois, seguiu carreira solo, se dedicando exclusivamente ao forró. Ele formou o grupo “Zé Lu e Banda”, com acompanhamento do zabumba e do triângulo. O músico comandou festas populares com a participação de milhares de pessoas em Montes Claros, como o “Forró do Pentáurea” (no clube campestre homônimo), a “Festa do Pequi” e a Exposição Agropecuária Regional (Expomontes). A morte do compositor e forrozeiro foi lamentada por artistas e outras pessoas ligadas à música. “Zé Lu foi um grande artista, um ser humano espetacular e muito instrumentista. Foi uma grande referência para mim e para os demais sanfoneiros de Montes Claros e região”, declarou o professor de música Marcionílio Martins Rocha Filho. O artista popular morreu, em decorrência de complicações renais e de um quadro de diabete, na Santa Casa de Montes Claros, onde estava internado. O corpo dele está sendo velado em uma funerária, na Vila Guilhermina, em Montes Claros, onde o sepultamento foi marcado para o final desta quarta-feira. Antes, às 16 horas, um grupo de artistas vai prestar uma homenagem especial a Zé Lu, convocada pelo compositor Téo Azevedo. Nota da Prefeitura A Prefeitura de Montes Claros divulgou nota, lamentando a morte do compositor e forrozeiro Zé Lu. “A Prefeitura de Montes Claros lamenta profundamente a morte do cantor e sanfoneiro José Luís Pereira da Silva, o nosso Zé Lú.Natural de Aparecida do Mundo Novo, distrito de Montes Claros, Zé Lú utilizou sua arte para honrar e dignificar nossa identidade regional. Ele é orgulho da cultura montes-clarense, tendo se tornado um dos maiores expoentes da nossa música. O prefeito Humberto Souto se irmana com amigos e familiares neste momento de dor”, diz a nota.
RADIOATIVIDADE – Césio-137 sumido em Minas: produto é perigoso para a saúde

Conheça o elemento químico radioativo que, no passado, provocou mortes no Brasil A Polícia Civil e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), do Governo Federal, estão investigando o sumiço de duas cápsulas de Césio-137, em uma mineradora em Nazareno, na Região Centro-Oeste do estado. O Césio-137, se não for manuseado de forma adequada, pode ser bastante nocivo para sociedade, gerando consequências irreversíveis. Por esta razão, a reportagem vai explicar o que é o elemento, principais características e suas consequências. O que é? A professora formada em Ciências Técnicas Nucleares pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Antonella Lombardi, explica que o Césio-137 (Cs) é um elemento químico radioativo que pode ser bastante perigoso para a saúde humana, devido às emissões de radiação beta e gama. O elemento vem da fissão nuclear do urânio ou plutônio, e o número 137 vem da massa, que corresponde à soma de 55 prótons com 82 nêutrons. Nocivo à saúde A radiação do Césio-137 é bastante perigosa para o ser humano, porque o elemento libera radiações beta e gama, capazes de atravessar vários materiais, incluindo a pele e tecidos do corpo, como explica a professora. Entretanto, ela diz que o Césio que sumiu da mineradora está bem protegido, por estar em uma pastilha cerâmica, que é difícil de ser quebrada, diferentemente do famoso caso do Césio-137 em Goiânia, como ela lembra, que estava em pó, o que facilitou a contaminação. Assim, para causar efeito grave, é necessário um tempo de exposição maior no corpo. “Tem que ser uma dose muito alta e por muito tempo mesmo, irradiando ali. Só se a pessoa ficar muitas horas de posse dessa fonte, com contato muito próximo do corpo, dentro do bolso por exemplo”, aponta. Caso o contato seja longo, a professora conta que o elemento pode mudar as moléculas do organismo, alterando a estrutura e podendo até destruí-las, causando efeitos irreversíveis, como o aparecimento de câncer. Antonella cita que existem áreas do corpo em que o dano pode ser maior, por haver órgãos mais sensíveis como: “a parte abdominal, do intestino, de reprodução e outros”, diz. Sintomas Quando uma pessoa entra em contato com o Césio-137, a professora afirma que os primeiros sintomas apresentados, que mostram uma destruição das células, são: cansaço, mal-estar, vômitos, diarreia e tonturas. Benefícios Se for usado adequadamente, o Césio-137 pode ser benéfico para a saúde. O elemento químico é utilizado em procedimentos de radioterapia para tratamento de câncer, em alguns tipos de tomografia. Ele também é empregado como agente esterilizante de utensílios médicos e alimentos, já que elimina fungos e bactérias que ocasionam a deterioração e possíveis contaminações da comida. Caso em Goiás Como a professora lembrou, não é a primeira vez que o Césio-137 é assunto no Brasil. Em setembro de 1987, em Goiânia, dois catadores de lixo encontraram uma cápsula de chumbo em um prédio abandonado, que era um antigo hospital. O chumbo é um material que armazena o Césio-137 de forma segura e também tem um alto valor comercial. Assim, os catadores levaram o material para um ferro velho e de lá abriram a cápsula. O chumbo foi vendido, mas o Césio-137 ficou com o dono, que levou para casa ao notar que o pó azul brilhava no escuro, e deu de presente para a filha. Em algumas semanas vários moradores da cidade foram contaminados. No total, quatro pessoas morreram e mais 14 ficaram em estado grave, com alterações na medula óssea e necessidade de amputação de órgãos. EM
CBF anuncia Diniz como técnico interino da Seleção e banca Ancelotti na Copa América

Acordo prevê continuidade do trabalho com o Fluminense paralelamente Fernando Diniz foi anunciado nesta terça-feira como técnico interino da Seleção, com contrato de um ano. Comandante do Fluminense, ele esteve na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, para acertar os últimos detalhes com o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues. O dirigente ainda afirmou que italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid, assumirá o cargo na Copa América e comandará a Seleção no ciclo até a Copa do Mundo de 2026. – (Diniz) Vai dirigir a Seleção com toda autonomia – afirmou Ednaldo, que confirmou a apresentação de Diniz para esta quarta-feira, às 15h (de Brasília), na sede da CBF. – Tem muitos treinadores bons no Brasil, e Diniz foi por conta de trabalho que entendi que era inovador, a partir do momento em que ele fez trabalho no Audax. Depois, passou por outros clubes tendo a mesma filosofia de jogo, sem ficar mudando. Sempre teve o mesmo método e gostei muito pela renovação que ele fez, das aplicações táticas. Então, é um treinador que realmente a proposta de jogo dele é quase parecida também com a do treinador que assumirá a partir da Copa América, o Ancelotti. Tem quase o mesmo tipo de proposta de jogo – explicou. Era um modo diferente de treinar os atletas. Saiu de uma mesmice para situações arrojadas. Tenho certeza que todo esse trabalho e competência que ele tem, vai aplicar na seleção brasileira e será muito bem exibida por todos os atletas – disse Ednaldo. Fernando Diniz também falou pela primeira vez como técnico interino da Seleção: – Um sonho para qualquer um, uma honra e um orgulho enorme poder prestar serviço para a Seleção. É uma convocação, ainda mais do que jeito que aconteceu. Um trabalho em conjunto da CBF com o Fluminense e eu tenho convicção de que a gente tem tudo para levar isso adiante e fazer com que dê certo – afirmou Diniz. O combinado nas negociações é que Fernando Diniz concilie o trabalho com o Fluminense e se apresente nas datas Fifa para comandar a Seleção. A CBF procurou o clube para tratar da liberação, e a resposta foi que isso só ocorreria mediante pagamento de multa. Posteriormente, as partes chegaram a um consenso. Com o acordo, o Tricolor não será prejudicado em momentos-chave da temporada, como o mata-mata da Libertadores. O presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, e o diretor de futebol, Paulo Angioni, acompanharam o treinador nesta terça-feira na sede da CBF. Ele é treinador, vai conciliar o Fluminense o período todo lá e como treinador da seleção brasileira. Como treinador da seleção brasileira, a gente não coloca ele como interino. Ele tem contrato de 12 meses de duração. Vai chegar e fazer a transição da seleção brasileira para o treinador Ancelotti, que vai assumir ali na Copa América – afirmou Ednaldo. Não há definição se Fernando Diniz permanecerá na comissão técnica da Seleção após a chegada do italiano. O primeiro compromisso do novo treinador será a abertura das eliminatórias, em setembro. Na data Fifa de 4 a 12 de setembro, o Brasil recebe a Bolívia, em local a definir, e visita o Peru, em Lima. O interino terá ainda mais quatro partidas em 2023, todas pelas eliminatórias: Venezuela (em casa) e Uruguai (fora), em outubro, Argentina (em casa) e Colômbia (fora), em novembro. Se Ancelotti não deixar o Real em janeiro, Diniz será o comandante da Seleção ainda na data Fifa de março de 2024, quando serão disputados dois amistosos, um deles já marcado, contra a Espanha, em Madri. Fica a dúvida a respeito de quem será o responsável por convocar e dirigir o Brasil nos compromissos de junho de 24. O contrato de Carlo Ancelotti com o Real Madrid termina no dia 30 daquele mês, por mais que a temporada europeia se encerre com a final da Champions, dia 1º. O calendário de seleções prevê uma data Fifa de 3 a 11 de junho e em seguida a realização da Copa América dos Estados Unidos, com abertura marcada para o dia 20. Outro ponto de interrogação no calendário de 2024 diz respeito ao pré-olímpico de janeiro, que tem boas chances de ser realizado na Venezuela e dará duas vagas para os Jogos de Paris-2024. Ramon Menezes, treinador interino nos três primeiros jogos da Seleção neste ano, com derrotas para Marrocos e Senegal e vitória sobre Guiné, segue no cargo na seleção sub-20. Não há, no entanto, calendário pré-definido para a categoria no segundo semestre deste ano. Ramon vai dar sequência na sub-20 e já fazendo trabalho também para o Pan-Americano, que tem datas até 5 de novembro. Depois tem Pré-Olímpico em janeiro, e eu acho que vai ser também importante para a seleção sub-23, que são atletas bem formados. Com certeza, ele tendo desprendimento, pelo melhor do futebol brasileiro, certeza o Diniz também pode ter informações que possam ser importantes para a boa apresentação da Seleção – comentou Ednaldo. Com o interino oficializado, a CBF agora corre para colocar em prática e no papel toda a confiança pelo acerto com Carlo Ancelotti. Apesar do otimismo, questões centrais ainda precisam ser discutidas, desde bases salariais até comissão técnica, passando por logística e local onde o italiano vai morar. GE