Multa milionária pedida por Zema pode inviabilizar Sind-UTE

“O objetivo não é simplesmente o pagamento da multa, o objetivo é fechar o sindicato que dá voz a categoria”, diz Denise Romano, coordenadora do Sind-UTE – Foto: Leo Costa/Sindutemg e Studium/João Pedro Judicialização da greve realizada pelos trabalhadores da educação em 2022 ameaça funcionamento do Sind-UTE Por Amélia Gomes – Brasil de Fato O maior sindicato de Minas Gerais e terceiro maior da América Latina está sob risco de fechar as portas. Isso porque o governador do estado, Romeu Zema (Novo), judicializou uma greve realizada em 2022 pelos trabalhadores da educação, cujo processo resultou em uma multa de R$ 3,2 milhões. O valor inviabiliza as atividades da entidade por três meses. Diante dessa situação, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) iniciou uma campanha de arrecadação para manter a instituição. “Não podemos aceitar esse ‘cala boca’, porque essa multa é para inibir a ação sindical”, declara Paulo Henrique, diretor da entidade. “O Sind-UTE é importantíssimo para que o movimento sindical tenha vigor em Minas Gerais e para que a classe trabalhadora tenha êxito nas suas reivindicações”, reforça. Perseguição política A categoria chama a atenção para o fato de que a greve em questão já foi paga com dias repostos. Além disso, outros servidores que também cruzaram os braços no ano passado, como os trabalhadores das forças de segurança, não enfrentam a mesma situação. Desde 2019, início do primeiro mandato de Zema, todas as paralisações realizadas por educadores foram judicializadas. Também na Justiça, o governador tenta tornar inconstitucional a Lei 21.710/2015, que estabelece o piso salarial em Minas Gerais. Denise Romano, coordenadora do Sind-UTE, destaca outros ataques ao setor, como o não cumprimento do investimento mínimo determinado por lei na educação pública e a aplicação inadequada do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em projetos privados. Na avaliação da dirigente, as denúncias e atuação aguerrida do Sind-UTE são motivos para a perseguição política. “O objetivo não é simplesmente o pagamento da multa, o objetivo é fechar o sindicato que dá voz a categoria, que está sendo massacrada pelo governo. Minas Gerais não paga o piso proporcional que propagandeia nas ações de mídia e redes sociais. Minas Gerais pratica o pior vencimento básico do país”, denuncia Romano. Desmonte dos serviços públicos A dirigente ressalta que, além da força e dimensão da categoria, e do papel que a educação representa na formação social dos indivíduos, o setor também é assediado por deter recursos garantidos em lei. “A grande sanha, a grande virulência com que a educação é atacada, é justamente porque nós temos recursos vinculados. E o objetivo aqui em Minas Gerais é privatizar esse recurso”, diz Denise. Avaliação compartilhada por Jairo Nogueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT Minas). Para o presidente, a manobra do governo integra sua política neoliberal e privatista, de desmonte dos patrimônios e serviços públicos. “Nós da CUT Minas, com os nossos sindicatos, vamos nos unir para manter o Sind-UTE enquanto corre esse processo na Justiça”, compromete-se. Procurado pela nossa equipe, o governo de Minas Gerais não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para um posicionamento do Executivo. Contribua Quem quiser contribuir com a campanha de arrecadação do Sind-UTE, basta entrar no site www.sindutemg.org.br. Também é possível fazer um pix por meio da chave sindute@sindute.org.br. Fonte: BdF Minas Gerais

Lula aumenta valor da merenda escolar e critica desmontes de Temer e Bolsonaro

A verba destinada à merenda escolar não passava por uma revisão desde 2017 O presidente Lula (PT) anunciou nesta sexta-feira (10) um aumento nos valores da merenda escolar, abrangendo desde creches até o ensino médio, com reajustes que variam de 28% a 39%. No Palácio do Planalto, o mandatário convocou dezenas de prefeitos para divulgar a iniciativa, cujo preço é estimado em R$ 5,5 bilhões. O governo informou que o reajuste dos valores da merenda escolar ficará acima da variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Essa medida beneficiará cerca de 40 milhões de alunos da rede pública de ensino. A verba destinada à merenda escolar não passava por uma revisão desde 2017, quando o governo de Michel Temer (MDB) aumentou o valor em 20%. Durante um discurso realizado nesta sexta-feira (10), o presidente Lula afirmou que as gestões de Temer e Bolsonaro praticaram o “desmonte” da educação. “Essa merenda está há sete anos sem reajuste. O servidor público está há sete anos sem reajuste. O aconteceu neste país foi produção de fake news, mentiras e mais mentiras”, disse o presidente. “Foi um desmonte o que foi feito nesse país”. Durante o evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), declarou que o aumento no valor da merenda escolar terá um efeito positivo na produção de alimentos variados pelos agricultores locais e, por consequência, contribuirá para o fortalecimento da economia das cidades. Ele também instou os prefeitos a aplicarem a lei que exige a aquisição de pelo menos 30% dos produtos provenientes da agricultura familiar nas compras destinadas às escolas. Em sua intervenção, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que Lula deu autorização para regularizar obras em andamento na área da educação nos municípios. Além disso, o ministro mencionou que o governo federal irá restabelecer os conselhos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para intensificar o diálogo com as prefeituras. Veja os reajustes médios no PNAE (Programa de Alimentação Escolar): Ensinos fundamental e médio: 39% Pré-escola e educação básica de indígenas e quilombolas: 35% Creches, escolas de tempo integral, EJA (Educação de Jovens e Adultos) e atendimento especializado: 28%. (Artigo escrito com apoio de inteligência artificial).

Petições públicas pela cassação de Nikolas Ferreira explodem na internet

Nikolas Ferreira coloca peruca em discurso misógino e transfóbico na Câmara. Petições públicas pela cassação  idiota bolsonarista explodem na internet – Créditos: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Cresce a pressão pela cassação do mandato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por fala misógina e transfóbica proferida na tribuna da Câmara na última quarta-feira (8). Desde o discurso criminoso, além de ações na própria casa legislativa e na Justiça, vem explodindo na internet a adesão a petições públicas para que o parlamentar seja punido com a remoção de seu cargo. Em pleno Dia Internacional das Mulheres, com tom de deboche, Ferreira subiu à tribuna e vestiu uma peruca para desvirtuar o conceito de lugar de fala, ridicularizando a população feminina e atacando as mulheres trans. “Hoje é o Dia Internacional das Mulheres. A esquerda disse que eu não poderia falar porque eu não estava no meu local de fala. Então, solucionei esse problema aqui, ó. Hoje, eu me sinto mulher. Deputada Nicole”, disparou. Na sequência, emendou um discurso transfóbico: “As mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. E para vocês terem ideia do perigo de tudo isso é que eles querem colocar uma imposição de uma realidade que não é a realidade”. Em reação ao discurso, deputados do PSOL, PSB, PDT e PT apresentaram pedidos de cassação do bolsonarista junto ao Conselho de Ética da Câmara. Há também uma notícia-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo PSOL para que Nikolas Ferreira responda pelo crime de transfobia, que é equiparável ao de racismo e pode levar a até 3 anos de prisão. Em outra frente, a pressão popular por punição ao deputado tem se dado através de petições públicas na internet. Ao menos duas delas, uma encabeçada por Erika Hilton e outra por Sâmia Bomfim, ambas deputadas federais pelo PSOL de SP, ultrapassaram as 180 mil e 100 mil assinaturas, respectivamente, pouco mais de 24 horas após seus devidos lançamentos. Ambas as petições somam, até o momento, quase 300 mil adesões. “Em pleno 8 de março o bolsonarista Nikolas Ferreira utiliza o púlpito da Câmara para destilar ódio contra mulheres trans. Esse discurso incentiva e autoriza a violência em nosso país, que é líder em número de mortes dessa população. É inaceitável: transfobia é crime, a truculência da extrema direita não nos assusta e um mandato parlamentar não pode ser escudo para a impunidade!”, disse Sâmbia Bomfim em entrevista à Fórum. Fonte: Revista Fórum

Bolsonaro entra para livro ‘Como não ser um babaca’

A publicação se propõe a, de forma irreverente, ensinar os homens a evitar “piadas bem-intencionadas” O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi incluído no livro “Como não ser um babaca”, lançado pelo Sindilegis, que representa os servidores do Poder Legislativo, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. A publicação se propõe a, de forma irreverente, ensinar os homens a evitar “piadas bem-intencionadas”. Principalmente em um ambiente ainda predominantemente masculino, como o político, tais agressões ainda passam por brincadeiras. O livro estará disponível para download gratuito pela Amazon. A segunda versão do guia, lançada agora, faz menção a duas falas do ex-presidente em um capítulo chamado “Sobre a babaquice inacreditável”, dedicado a uma espécie de teste. A primeira é a agressão de Bolsonaro contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS), quando ele ainda estava na Câmara. “Ela não merece ser estuprada porque ela é muito feia. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar porque não merece”, disse o então parlamentar. O livro oferece duas opções de contexto, para o leitor escolher a verdadeira: “durante a invasão de colonização” ou “em pleno Congresso Nacional”. A segunda foi proferida por Bolsonaro já na Presidência, a respeito das características do turismo no Brasil. “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”, disse, após afirmar que o país não poderia ser um paraíso do turismo gay. O livro pergunta se a fala foi feita em “1980, em um bar do Rio de Janeiro” ou “na última década, dita por um presidente, em um evento oficial”. Juliana Braga Folhapress

Irmã de Adélio denuncia ter recebido oferta em dinheiro depois de dar entrevista à TV 247

Adélio, a irmã Maria das Graças e os advogados Edma e Alfredo: primeira visita (Foto: Rede social, divulgação e Joaquim de Carvalho) Maria das Graças fez a revelação depois de tentar visitar Adélio pela 2a.vez, o que não conseguiu por falha do presídio federal de Campo Grande. Joaquim de Carvalho acompanhou A dona de casa Maria das Graças Ramos de Oliveira, irmã de Adélio, disse que recebeu uma oferta de dinheiro, depois que sua entrevista à TV 247 foi publicada, em dezembro passado. “Uma pessoa foi até a minha casa, disse que era jornalista e me ofereceu dinheiro para dar entrevista”, comentou. O homem, que estava sozinho num carro branco, insistiu, e ela disse ter respondido rispidamente. Como não cessou a insistência, o marido de Maria das Graças teria comentado: “Você não está vendo que ela não quer?”. Maria das Graças fez a revelação na entrevista que concedeu a Joaquim de Carvalho, sexta-feira da semana passada, em Montes Claros, para onde o repórter foi para acompanhar sua segunda visita virtual a Adélio, que se encontra no presídio federal em Campo Grande, cumprindo medida de segurança por conta do episódio de Juiz de Fora em que Bolsonaro foi internado na Santa Casa de MIsericórdia da cidade, para tratar um ferimento. Maria das Graças disse não ter perguntado o nome de quem lhe ofereceu dinheiro, nem anotado a placa do carro. “Estava muito nervosa. Meu irmão não está à venda”, afirmou. Considerado inimputável, por ser doente mental, segundo laudo psiquiátrico, Adélio está há quatro anos e meio em cela isolada no presídio. Depois de muita insistência, a irmã conseguiu realizar sua primeira visita ao irmão em dezembro. Foram apenas vinte minutos de conversa. O presídio marcou a segunda visita para sexta-feira da semana passada (03/03), mas o encontro virtual não ocorreu, porque o Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça, não enviou o código para ingresso na sala online. Maria das Graças voltou para casa frustrada. “Não vou desistir. Quero o bem do irmão e ouvir dele o que aconteceu lá (Juiz de Fora)”, disse. Sua luta não tem sido fácil. Desde dezembro, ela tenta se tornar curadora de Adélio, para afastar definitivamente o advogado Zanone Júnior, que o irmão de Maria das Graças denunciou por entender que ele não defendia seus interesses. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu a ação, depois que a Justiça em Montes Claros se declarou incompetente por não ser o foro adequado. Mas até agora a justiça sul-mato-matogrossense não tomou nenhuma providência. Zanone deixou de ser advogado de Adélio, mas o juiz federal Bruno Savino, de Juiz de Fora, o nomeou curador processual. “Ele (Zanone) nunca procurou a família”, disse Maria das Graças. A entrevista de Maria das Graças está publicada na íntegra na TV 247. Veja o vídeo abaixo. Via Brasil 247

Museu, uma vontade de memória – Por Marcelo Valmor*

Até então sem um arcabouço institucional seguro para definir uma rota, os museus ganharam, a partir de 14 de janeiro de 2009, o Estatuto dos Museus através da Lei 11.904. Essa Lei será, a partir desta data, portanto, o instrumento normatizador dessas instituições. Já no seu artigo 2º ela define a relação dos museus com a sociedade que os cerca: a valorização da dignidade humana; a promoção da cidadania; o cumprimento da função social; a valorização e preservação do patrimônio cultural e ambiental; a universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural; o intercâmbio institucional. Assim sendo, os museus são instituições sem fins lucrativos que estabelecem com a comunidade na qual estejam inseridos um princípio identificador com a memória, aqui tomando memória como elementos físicos, ambientais e históricos, conservando, investigando, comunicando, interpretando e expondo, para fins de preservação, estudo,  pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, conforme preconiza a Lei 11.904, no seu Artigo 1º. A própria origem etimológica da palavra museu nos revela essa função básica. Museu vem do grego e quer dizer musas. As musas eram entidades da mitologia grega, filhas de Zeus e de Mnemosine, a deusa da memória. É nesse quadro, portanto, que se insere o Museu Regional do Norte de Minas Gerais (MRNMG), instituição vinculada à pró reitoria de Extensão da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A nossa missão, assim, está definida na perspectiva de uma universidade pública e gratuita, formadora de profissionais e cidadãos para Montes Claros, Minas Gerais e o país, tendo o MRNMG como um braço dessa estrutura, capaz de gerar relações culturais entre os membros das comunidades nas quais está inserido, levando em consideração o passado não apenas como um mero depositário do que “ficou para trás”, mas como um elemento vivo e ativo, presente em nossas atitudes, sonhos e desejos, e que vislumbram sempre um futuro melhor e mais justo. * Professor, jornalista e membro do grupo de trabalho do MRNMG

STF julgará Zema por fake news contra Lula

O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), encaminhou nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que sugeriu criminosamente que o presidente Lula fez “vista grossa” diante da ação terrorista em Brasília no 8 de janeiro para “poder posar de vítima”. Diante do desgaste crescente de Jair Bolsonaro, o oportunista mineiro já tenta se apresentar como alternativa da extrema-direita para a eleição presidencial de 2026. Nos últimos tempos, Romeu Zema tem radicalizado seu discurso.E Em seu despacho, o magistrado alegou que o caso deve ser julgado pelo STF que já apura outras iniciativas contra as instituições democráticas do país. “Martins enfatizou que caberá ao Supremo avaliar as declarações do governador mineiro e apontar a necessidade ou não de aplicar alguma punição. A ação ficará sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas investigações dos atos golpistas impetrados por vândalos bolsonaristas. Ela foi movida pelos deputados federais Zeca Dirceu (PT-PR) e Reginaldo Lopes (PT-MG), que recorreram ao STJ para que Romeu Zema prove as ‘ilações’ feitas contra Lula”, registra o site UOL. O oportunista mineiro O empresário Romeu Zema foi reeleito governador de Minas Gerais no primeiro turno em outubro passado. Ele teve 56,18% dos votos válidos, contra 35,08% de Alexandre Kalil (PSD), o ex-prefeito de Belo Horizonte apoiado por Lula. Oportunista convicto, ele disfarçou que sua meteórica carreira política se deu na onda bolsonarista para ludibriar os eleitores. Na véspera da eleição de 2018, ele gravou vídeo com o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Ao final, ouvia-se o grito “Bolsozema”, em referência ao seu apoio declarado ao fascista Jair Bolsonaro. Já na disputa do ano passado, temendo o crescimento da campanha de Lula, principalmente no norte mineiro, ele se travestiu de “neutro” para surtar na chamada onda “Luzema”. Agora, porém, o malandro volta a assumir sua postura de extrema-direita, destilando veneno e disparando fake news. De forma cada vez mais agressiva, o ultraneoliberal tenta herdar os votos e os apoios de Jair Bolsonaro, o “fujão” contrabandista de joias. Ele tem pressa para se cacifar como candidato dos agrotrogloditas e da cloaca burguesa urbana. Via Blog do Miro

Aplicativo para declarar Imposto de Renda já está disponível para download

O LEÃO TÁ CHEGANDO – Para utilizar o serviço em um celular ou tablet é necessário baixar o app Meu Imposto de Renda – No computador, o Programa Gerador de Declaração pode ser baixado gratuitamente e é possível utilizá-lo tanto nos sistemas Windows, MacOS e Linux – Marcello Casal Jr. / Agência Brasil A partir desta quinta-feira (9) está liberado para download o Programa de Imposto de Renda 2023, que permite aos contribuintes gerar a declaração do IR, que deve ser entregue até maio deste ano. No computador, o Programa Gerador de Declaração pode ser baixado gratuitamente por meio deste link e é possível utilizá-lo tanto nos sistemas Windows, MacOS e Linux. Para utilizar o serviço em um celular ou tablet é necessário baixar o app Meu Imposto de Renda, que também é compatível com aparelhos Android e iOS. O prazo para entrega da declaração abre no dia 15 de março e fecha em 31 de maio deste ano. Entretanto, visando evitar possíveis congestionamentos, a Receita Federal liberou os sistemas ainda nesta semana. A liberação do aplicativo antes do início da entrega das declarações também tem o intuito de que os contribuintes já preparem os documentos que devem ser apresentados, evitando imprevistos. Para ter mais informações sobre como acertar as contas com o leão em 2023 acesse a página da Receita Federal. Novidades Neste ano, a Receita Federal está disponibilizando a partir do dia 15 de março a versão pré-preenchida da declaração, a qual importa automaticamente do sistema informações atualizadas sobre o contribuinte, para facilitar o processo da declaração. A Receita afirmou que quem utilizar as informações disponibilizadas pela declaração pré-preenchida terá prioridade nos lotes de restituição do IR. Além disso, a prioridade também contemplará aqueles que, no momento da declaração, optarem por receber a restituição via Pix.

Dia Internacional da Mulher: Nikolas Ferreira ultrapassa todos os limites

A democracia pressupõe muita coisa boa, inclusive a liberdade de opinião e expressão, mas igualmente pressupõe limites e responsabilidades. Sou pai de uma adolescente – confesso sem qualquer falsa modéstia – encantadora; e em todos os sentidos. Atravessamos, eu e ela, aliás, uma fase muito interessante. No meu caso, com um grau de sofrimento que só eu sei, mas natural e passageiro. No dela, a explosão de sentimentos e sensações típicos dos 17 anos. Ah, que saudade! Uma de minhas “funções” nesta transição de relação é ser Pai Uber, tarefa que realizo com extremo prazer – e sono, hehe. Dia desses, em um leva e traz típico, deixamos em casa uma colega dela. Logo que a porta do carro fechou, minha filha me perguntou: “pai, você viu que ela é trans?”. Por uns dez segundos fiquei como o Windows se reiniciando. Até em casa, a conversa fluiu de forma maravilhosa. Trocamos opiniões e reflexões a respeito da condição de um garoto, com apenas 16 anos, que não se enxerga nem se compreende garoto, mas garota. Como pai amoroso, zeloso e companheiro que sou, só consegui pensar se aquela menina estava devidamente amparada em seu lar. Custei a dormir, e não pelo sol que já nascia, mas por pensamentos sobre o ocorrido. Tenho 55 anos e sou de uma geração que ainda não compreende nem aceita naturalmente certos comportamentos sociais, ainda que naturais. Sim, “confusão” de gênero é natural, não é doença, não é escolha, a despeito de tanta ignorância e preconceito a respeito. Senti muito orgulho de minha filha – e de mim mesmo, admito. Cheguei à conclusão de que somos bons seres humanos: tolerantes, sensíveis, empáticos, sempre prontos e dispostos a estender a mão a quem precisa e merece. Jamais me passou pela cabeça proibir novos encontros entre elas ou mesmo impedir a continuidade da amizade. E por que deveria? A digressão acima – longa, para não variar – é uma forma de autocontrole (meu). Se eu começasse a escrever tudo o que estava sentido, certamente seria um texto raso e sem o menor proveito. Serviria para me aliviar o espírito, mas não me aquietaria a alma. Eu continuaria tomado pela ira e indignação, sem qualquer sombra de apaziguamento. CALMO, PERO NO MUCHO Não vou mentir e dizer que estou com calmo e sem raiva. Não. Mas ao menos consigo levar a você, leitor amigo, leitora amiga, com alguma profundidade, não o que sinto por Nikolas Ferreira, pois impublicável, mas pelo Brasil que experimentos já há alguns anos. Um País que se tornou, além de tudo de ruim que já era, caixa de ressonância do mal absoluto. Matamos-nos uns aos outros como moscas. Espancamos-nos uns aos outros como selvagens ferozes. Roubamos-nos uns aos outros como se não houvesse amanhã. Uma nação majoritariamente cristã esqueceu de vez o ensinamento de Cristo: “amai-vos uns aos outros como vos amei”. Pois agora, não bastasse tudo isso, temos os Nikolas. Não, eu sei, ele não é único. Ao contrário! “Ele” são milhões! Ao menos 1.5 milhão, no mínimo, que foram os seus eleitores. E “ele”, em maior ou menor grau de, digamos, escrotidão (não disse que a raiva não havia passado?), tem vários nomes hoje em dia: Engler, Damares, Zambelli, Bolsonaro (pai e filhos) e tantos outros da espécie. “Ele” assume formas diversas: um garoto idiota qualquer; um velho metido a adolescente; um tiozão do Zap; uma senhora cafona, sedizente nobre; uma velha oxigenada, com camisa da CBF, na porta de um quartel; uma mentirosa, espalhando fake news em culto evangélico. Ou uma contrabandista de joias, com carinha de anjo, em nome de Jesus. ATÉ QUANDO?  O espetáculo (mais um! Até quando?) grotesco de transfobia explícita protagonizado pelo deputado federal por Minas Gerais (que vergonha docê, Minas), Nikolas Ferreira, em pleno Dia Internacional da Mulher, durante sessão oficial na Câmara dos Deputados, não guarda precedentes mínimos em toda a nossa triste história e trajetória política. O que este rapaz fez (repito: mais uma vez! Até quando?) é de uma infâmia, de um despropósito, de um acinte, de uma crueldade, de uma falta de decoro, de um nível tão baixo, tão rasteiro, tão gratuito, que mesmo sabendo ser este o “modus operandi” de quem não tem qualquer conteúdo, senão isso, beira o Inacreditável Futebol Clube. Nikolas não ofendeu apenas as pessoas trans, mas a Casa que deve ser de todos, que deve abrigar a todos, pois representante de… todos! Ao fazer chacota com a figura feminina, estereotipada sob uma peruca loura, desrespeitou as mulheres em sua data. Como alguém pode ser tão pobre de espírito assim, meu Deus? https://youtu.be/ITuKERKd_7s Fico pensando nos pais da colega da minha filha ao assistirem à uma cena destas. E nos pais de tantos garotos e tantas garotas trans Brasil afora. Não bastassem todos os problemas de ordem emocional, psicológica, social, enfim, que enfrentam, têm de ser humilhados por um ser vil, inútil à democracia e à civilização, como é Nikolas. A democracia pressupõe muita coisa boa, inclusive a liberdade de opinião e expressão, mas igualmente pressupõe limites e responsabilidades. Não há direito absoluto, principalmente quando se fere terceiros. Se queremos um País um pouco – só um pouco!! – melhor que o que temos, não será com esse tipo de político que conseguiremos. Na boa, já deu! Cassem esse delinquente, já. Do contrário, amanhã os alvos serão outros: deficientes, gordos (estes já são, Nikolas os odeia!), pretos, nordestinos e quaisquer outros padrões que fujam da “perfeição” do hetero, branco, saudável, cristão e de extrema direita. Fascismo, nazismo, fundamentalismo etc. a gente sabe como termina, mas nunca como começa. Eu acho que já começou. A prova está aí. Só não vê quem não quer.

Violência contra mulheres – ‘Em briga de marido e mulher, o Estado mete a colher’

Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que a denúncia é o primeiro passo para combater a violência contra a mulher (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil) Tiago Pereira, Rede Brasil Atual – Na véspera do Dia Internacional da Mulher, a ministra Cida Gonçalves antecipou algumas das medidas que o governo federal deve anunciar nesta quarta-feira (8) para combater o aumento da violência contra a mulher. Serão entregues, por exemplo, 270 viaturas da Patrulha Maria da Penha, serviço que acompanha as mulheres em situação de violência. Para a ministra, a patrulha é a política publica mais eficaz na prevenção ao feminicídio. Ao lado da primeira-dama Janja da Silva e da atriz e apresentadora Luana Xavier, a ministra participou do programa especial Papo de Respeito: Enfrentamento à violência contra a Mulher, transmitido na TV Brasil e nas redes Sociais, nesta quarta-feira (7). Ela prometeu fortalecer as Casas da Mulher Brasileira e as delegacias especializadas. Disse que a denúncia é o primeiro passo para combater a violência. Citou o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher – como o mais importante serviço de informação e orientação à mulher vítima de violência. Mas para além do fortalecimento das políticas públicas, a ministra disse que a sociedade também precisa combater a violência machista. Nesse sentido, Cida Gonçalves lembrou que qualquer pessoa pode denunciar casos de violência contra a mulher, e não apenas a vítima. “‘Ah, mas vou meter a colher em briga de marido e mulher?’ – comentou a ministra, citando o dito popular que deve ser abandonado. “Não, você vai pedir para que o Estado intervenha”, afirmou. Para Janja, defender a mulher vítima de violência é responsabilidade de todo indivíduo. “Porque o Poder Público pode criar toda a rede de proteção, mas se você está ali do lado, vendo uma mulher sofrer em situação de violência, você tem, enquanto cidadão, a obrigação de acolher essa mulher e protegê-la”. Discurso machista Somente no primeiro semestre do ano passado, 700 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2021, foram 1.341 casos, contra 1.229 registrados em 2018. Para a ministra, também é preciso parar de “culpabilizar” a mulher. “Quando uma mulher é estuprada, fica aquela pergunta: ‘mas o que ela fez? que roupa você estava? 2h da manhã, o que estava fazendo na rua? Bêbada então, é pior ainda”. Esse tipo de “julgamento moral” não ajuda no combate à violência e provoca a “revitimização” da mulher agredida. Quando o agressor é o marido, Cida citou outra frase popular – “ele não sabe por que está batendo, mas ela sabe por que está apanhando” – que acaba “legitimando” esse tipo de violência. Armas e racismo Durante o governo Bolsonaro, a ministra ainda que aumentou o percentual de feminicídios executados por arma de fogo. Antes, os agressores preferiam facas e outras armas brancas. Para a ministra, isto se deve pela banalização do porte de armas na gestão anterior. “Hoje as armas estão dentro das casas das mulheres”, frisou Janja. A primeira-dama também fez questão de lembrar que 67% dos feminicídios são praticados contra as mulheres negras. São “maiorias minorizadas”, frisou Luana Xavier. A atriz e apresentadora destacou o projeto, desenvolvido em Mato Grosso, chamado Mulheres de Terreiro, que capacita líderes religiosas a receberem mulheres vítimas de violência. De acordo com o FBSP, 3% das vítimas procuram igrejas e outras instituições religiosas em busca de apoio. Entre as que procuraram ajuda, recorreram principalmente à família (17,3%) e amigos (15,6%). Somente depois, em terceiro lugar, que aparecem os serviços públicos de denúncia – como o 180, 190, delegacias convencionais ou especializadas. A maior parte (45%) acaba não tomando nenhuma atitude frente a um episódio grave de agressão. Seja por não acreditar na polícia, por vergonha ou medo de represálias do agressor. “Precisamos reforçar o serviço público, para ter credibilidade e a mulher ir até lá. Mas precisamos ter também a amiga, a mãe, o irmão, o pastor ou o padre do nosso lado. E dizer que é preciso dar um basta”, disse a ministra.