Geraldo Azevedo condena apoio de Elba a Bolsonaro e se ressente de Gal e Bethânia

Músico é um dos homenageados no Carnaval do Recife e fez show no Marco Zero junto de Elba Ramalho e Alceu Valença Não a aridez do sertão, mas o horizonte que se desperdiça, cimentado. Não o mar que arrebenta na praia, mas São Paulo, cidade armada pelo concreto. “Olho passeio perdido/ a golpes de pedra e cal/ o horizonte ferido”, diz a letra de Carlos Fernando para a canção “Domingo de Pedra e Cal”, de 1977, incluída no primeiro disco de Geraldo Azevedo, artista homenageado no Carnaval do Recife neste ano. Na noite desta sexta-feira, Azevedo, agora com 78 anos, subiu ao palco do Marco Zero no centro da capital pernambucana, onde fez um show de mais de duas horas, cantando sucessos e recebendo convidados, como os amigos Elba Ramalho e Alceu Valença. Durante a apresentação, ele ainda lançou uma nova música, “Frevo Encarnado”, em parceria com Fausto Nilo. Cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo, homenageado do Carnaval do Recife, em 2023 – Virgínia Ramos “A canção tem tudo a ver com o momento em que estamos vivendo, essa volta à felicidade, e também pude retomar os trabalhos com Fausto como fazia antes, eu faço a música e ele põe a letra”, diz ele. Com a amiga Elba Ramalho, a relação anda estremecida por causa da política. Azevedo sente dificuldades de entender os acenos de Ramalho ao bolsonarismo, o que criou rusgas. “Ficamos chateados com ela, desde a época que ela fez campanha para o Fernando Collor, eu não discuto mais, eu faço show com ela, mas a gente não fala em política, porque teve momentos em que discutimos, e ela teve atitudes mais grosseiras”, diz Azevedo. “Às vezes Alceu se exalta, eu não diria que isso afeta a amizade, mas afeta a convivência, nunca vou deixar de ter carinho pela Elba, mas não tenho mais a mesma disponibilidade que tive com ela, porque fica muito desagradável em determinadas situações.” Se é possível ferir o horizonte Recife é também obra da imaginação. Uma cidade inapreensível, como sugere o seu conjunto de ilhas. Resta sendo um enigma o Recife real, se tudo o que há na história é toda uma produção discursiva na literatura, na música e nas artes plásticas sobre a capital pernambucana. Para a invenção do Recife, Azevedo é reconhecido como um dos compositores que revolucionaram o discurso sobre o Nordeste desde os anos 1970, quando toda uma geração de artistas da região apareceu na paisagem da moderna música popular brasileira. O cantor, porém, se ressente de Gal Costa ter morrido sem gravar uma música sua. Em sua carreira, Azevedo não guarda mágoas de nada, mas ele se lembra de Gal ter se negado a participar de seu disco “Bossa Tropical”, de 1997. E não só. Cinco anos depois, Gal gravou um álbum com o mesmo nome e não incluiu no repertório a canção homônima do compositor pernambucano. Mas a novidade trazida na discografia do cantor falou por si. A seca e a migração, temas a que Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro se dedicaram, ainda aparecem nos discos do compositor, mas com o tom intimista, próprio da bossa nova. Em sua poética, o autor de “Bicho de Sete Cabeças”, “Dona da Minha Cabeça” e “Caravana” preferiu rimar o amor, o sorriso e a flor. “Essa coisa da pedra e da cal, por exemplo, tem a ver com a sensação que tive quando visitei São Paulo, quando já morava no Rio de Janeiro”, afirma. “Eu me deparei com muitas construções, senti uma dureza para os nordestinos, chegando àquela terra cheia de esperança para todos nós.” Mas ele nunca abandonou a sua identidade. Por isso, as duas maiores festas populares do Nordeste, a festa junina e o Carnaval, são onipresentes em sua discografia. Delas, saem ritmos estruturantes para a sua música, como o frevo, o maracatu e o maxixe. Em Petrolina, a cidade pernambucana onde nasceu, ele ficava na porta dos clubes, esperando que algum conhecido o pusesse para dentro do baile de Carnaval. Aos 15 anos, zanzava pelo salão até cair sentado, em meio a confetes e serpentinas. Gostava tanto da música, que, um ano depois, passou a integrar as bandas de frevo dos clubes. Atualmente, acha estranho a chegada de outros ritmos às festas populares. “Teve uma época aí que a Prefeitura do Recife decidiu que o carnaval seria multicultural, então tinha um dia só de rock, eu não gosto muito. Assim como festa junina com música sertaneja, pode ser um preconceito meu, mas eu acho que são festas tradicionais de cada lugar. E eu não vou mudar, porque estão aparecendo outras coisas, vou continuar sendo Geraldo Azevedo.” Se, em seus discos, o compositor não se limita aos temas do regionalismo, sua música é também híbrida, se aproximando da sigla MPB. Nessa Babel rítmica, que vai de Johann Sebastian Bach ao canto árabe, Azevedo se impõe como um virtuose do violão. Em suas apresentações, o instrumento não serve apenas ao acompanhamento das canções, obtendo valor expressivo autônomo em longos solos. Ou, nas palavras do próprio violonista, o instrumento “é um contraponto de mim mesmo”. Nesse sentido, sua maneira de tocar violão se distancia da bossa nova ou da tropicália, atingindo um estilo todo particular. Nascido no bairro Jatobá, às margens do rio São Francisco, Azevedo conviveu com a música desde cedo. Sua mãe, Nenzinha, promovia eventos na escola que funcionava em sua própria casa. Aos cinco anos, o menino, aguçado pela música, recebeu do pai o primeiro violão. Na juventude, Azevedo se mudou para o Recife, onde prestou vestibular para arquitetura. Durante certo tempo, chegou a trabalhar como desenhista e projetista. A música, porém, se impôs em sua vida. Em 1967, chega ao Rio de Janeiro, passando a acompanhar Geraldo Vandré, com quem compôs “Canção da Despedida”. Com os poetas Fausto Nilo, Capinan e Carlos Fernando, lançou seus principais discos —”Inclinações Musicais”, de 1981, “Tempo Tempero”, de 1984, e “De Outra Maneira”, lançado dois anos depois. Com Elba Ramalho e Alceu Valença, formou grupo “O Grande Encontro”, excursionando Brasil afora há mais de 20 anos. À primeira vista, os ritmos carnavalescos parecem vocacionados à felicidade.

Novo arcebispo de Montes Claros toma posse neste domingo

Natural de Itaúna, dom José Carlos de Souza será o nono bispo e o quarto arcebispo a comandar a Arquidiocese, após vacância de mais de um ano Neste domingo (19/2), será empossado o novo arcebispo metropolitano de Montes Claros (Norte de Minas), dom José  Carlos de Souza Campos. A cerimônia de posse está marcada para as 18h, na Catedral Metropolitana da cidade. Natural de Itaúna, no Centro-Oeste do estado, dom José Carlos, de 55 anos, será o nono bispo (e o quarto arcebispo) a comandar a Arquidiocese da cidade-polo do Norte de Minas  (413,4 mil habitantes), que foi criada em 1910 pelo Papa Pio X, com abrangência de 69 paróquias e 40 municípios. Nomeado pelo Papa Francisco em 14 de dezembro de 2022, o novo arcebispo assume após um período de vacância da Arquidiocese de Montes Claros de mais de um ano, iniciado em 9 de dezembro de 2021. Naquela data, seu antecessor, dom João Justino de Medeiros Silva, foi nomeado arcebispo de Goiânia. Durante a sede vacante (”vacância episcopal”), a Arquidiocese da cidade-polo do Norte de Minas teve como administrador o monsenhor Silvestre José de Melo. Ele foi eleito pelo “colégio de consultores” das paróquias em 18 de fevereiro de 2021. Portanto, neste sábado (18/1), completa exatamente um ano no cargo. Conforme informou a assessoria da Arquidiocese de Montes Claros, para a cerimônia de posse do novo arcebispo, além de autoridades, bispos, padres e outros integrantes do Clero, estão previstas as presenças do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado; e do secretário-executivo de campanhas da entidade máxima da Igreja Católica no Brasil, padre Samuel Batista. Quem é Dom José Carlos Dom José Carlos Souza Campos nasceu em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, em 3 de janeiro de 1968. Em 1983, entrou para o Seminário Diocesano, em Divinópolis. Morou em cidades como Pará de Minas, no seminário, em 1984 e 1985, e Belo Horizonte, onde cursou filosofia e teologia. Ele foi ordenado sacerdote em Itaúna, no dia 30 de maio de 1993. Dom José Carlos fez seu curso de mestrado em teologia na Pontifícia Università Gregoriana, em Roma, de 2000 a 2002. Durante boa parte de sua vida, exerceu o magistério. José Carlos foi professor em Belo Horizonte e Pará de Minas. Trabalhou no Colégio Berlaar Sagrado Coração de Maria, como professor de língua portuguesa. Lecionou filosofia e espanhol no Seminário São José. Foi professor de filosofia da religião, antropologia filosófica e outras disciplinas nas escolas da região. No dia 26 de fevereiro de 2014, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo da Diocese de Divinópolis, e no dia 25 de maio do mesmo ano foi ordenado bispo e tomou posse naquela cidade.  Em 14 de dezembro de 2022, foi nomeado pelo Papa Francisco como arcebispo metropolitano de Montes Claros. A história da arquidiocese A Diocese de Montes Claros foi instituída no dia 10 de dezembro de 1910 pela Bula Postulat Sane do Papa Pio X. Foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, em 25 de abril de 2001, pelo Papa  João Paulo II, pela Bula Maiori Christifidelium. Bispos e arcebispos de Montes Claros Dom João Antônio Pimenta (1911 – 1943); Dom Aristides de Araújo Porto (1943 – 1947); Dom Antônio de Almeida Morais Júnior (1948 – 1951); Dom Luis Vitor Sartori (1952 – 1956); Dom José Alves Trindade (1956 – 1988); Dom Geraldo Majela de Castro (1988 – 2007) – foi também o primeiro arcebispo da cidade, com elevação da Diocese para Arquidioce, em 25 de abril de 2001 pelo Papa João Paulo II; Dom José Alberto Moura (2007 – 2018); Dom João Justino de Medeiros Silva (2018 – 2021); José Carlos Souza Campos, nomeado em 14 de dezembro de 2022, toma posse em 19 de fevereiro de 2023; EM

Carlos Viana pede impeachment de Barroso

Cinco senadores e um ex-senador assinaram um pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi protocolado nessa sexta-feira (17/2). Entre os signatários, está o senador por Minas Gerais Carlos Viana (Podemos-MG). O grupo afirma que Barroso deveria ter se declarado suspeito de participar do julgamento do STF que retirou da vara da Justiça Federal sediada em Curitiba (PR), a competência para analisar as denúncias contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Lava-Jato. Segundo eles, Barroso não deveria ter atuado no caso por ser próximo a Cristiano Zanin, advogado de Lula. Além de Viana, assinam o pedido os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Styvenson Valentim (Podemos-RN). O ex-senador Lasier Martins (Podemos-RS) também subscreve o documento. “Uma vez havendo esses destaques fáticos, Luís Roberto Barroso deveria ter se julgado suspeito, não contrariando o estabelecido no Código de Ritos e, de outra sorte, se eximindo de qualquer suspeita das partes”, lê-se em trecho da petição, encaminhada ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Na visão dos senadores, Barroso também não deveria ter participado de casos ligados a temas como o aborto e a descriminalização das drogas. EM

Metade dos presos pelos ataques golpistas em Brasília recebeu auxílio emergencial

Um grupo técnico do Ministério Público Federal (MPF) mostrou que das cerca de mil pessoas presas pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, metade recebeu o Auxílio Emergencial. A informação foi publicada nesta sexta-feira (17) pelo portal G1. Em 8 de janeiro, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) invadiram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional no início de janeiro. De acordo com os números, aproximadamente 60% dos presos são homens, a maioria dos detidos possui idade entre 36 e 55 anos e cerca de um quinto é filiado a algum partido. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou pelo menos 835 pessoas por envolvimento nos atos golpistas.  

Bolsonaro foi vacinado contra COVID-19 em julho de 2021

O ex-presidente decretou sigilo sob seu cartão de vacinação, mas será revogado em breve; CGU adiantou os detalhes Um dos sigilos de 100 anos decretados por Jair Bolsonaro (PL) foi de seu próprio cartão de vacinação. O ex-presidente, inclusive, disse inúmeras vezes que não seria imunizado contra a COVID-19, o que teria incentivado apoiadores a fazerem o mesmo. Mas o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinícius de Carvalho confirmou que o capitão reformado recebeu a dose de vacina Janssen no dia 19 de julho de 2021. À CNN, ele confirmou que Bolsonaro recebeu a vacina: “Esse registro (Bolsonaro vacinado) existe. Pelo menos, pelo que a gente sabe das informações. Se isso está em um ofício da CGU, a CGU não faz uma pergunta à toa. Se esse registro está em um ofício da CGU, eu não tenho como negar”. Desde o dia 3 de fevereiro, quando foi divulgado o resultado do trabalho de revisão dos atos que impuseram sigilo indevido a documentos de acesso público na administração federal, a equipe técnica da CGU tem se dedicado a analisar os 234 casos, e as decisões serão divulgadas ao longo das próximas semanas. No caso específico relacionado ao cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro, o prazo legal para julgamento do recurso é 13 de março .Na nota, a CGU ainda informou que há, de fato, uma investigação preliminar sumária iniciada nos últimos dias do governo anterior, envolvendo denúncia de adulteração do cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Considerando que a investigação é sigilosa e não está concluída, a CGU submeteu a matéria à avaliação de sua Consultoria Jurídica para emitir parecer quanto à viabilidade de divulgação da decisão sobre o sigilo relacionado a esse tema, por estar em curso a apuração correcional. Bolsonaro Bolsonaro decretou sigilo ao próprio cartão de vacinação e qualquer informação sobre as doses de vacinas que ele possa ter recebido. A justificativa é que se trata de informação privada do ex-presidente. Ao assumir a presidência, Lula determinou à CGU que analise todos os sigilos impostos pelo governo Bolsonaro. A intenção é que aqueles que estiverem em desacordo com a legislação sejam derrubados.

Montes Claros decreta situação de emergência por causa da dengue e outras doenças

Através do Decreto Municipal nº 4.509, de 16 de fevereiro de 2023, a Prefeitura de Montes Claros declarou situação de emergência em saúde pública no Município em razão do surto de doenças infecciosas virais pelo período de 120 dias. A medida considera que o Município de Montes Claros enfrenta, neste momento, um cenário alarmante para a ocorrência de dengue, chikungunya e zika vírus. Para se ter uma ideia, o a última edição do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) identificou um índice de infestação predial de 15%, o que equivale a dizer que 15 a cada 100 imóveis apresentavam focos do mosquito. É pertinente lembrar que o Ministério da Saúde define que índices superiores a 3,9% são considerados de alto risco de epidemia. A situação de Montes Claros se repete, infelizmente, em todo o estado, e a população precisa se mobilizar para mudar esse quadro, já que quase 100% dos focos do mosquito são encontrados dentro das casas. A declaração do Estado de Emergência atende à necessidade de preparar e instrumentalizar a rede de serviços de saúde para ampliar a vigilância epidemiológica, controle vetorial e assistência aos pacientes. A ação também autoriza a adoção de todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias à contenção do surto, em especial a aquisição pública de insumos e materiais e a contratação de recursos humanos e serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial, seguindo o que foi estabelecido pela Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

Petro e Maduro se reúnem na fronteira, acertam ‘abertura total’ e falam em reativar comércio

Entre 2018 e 2021, balança comercial entre Colômbia e Venezuela atingiu piores níveis dos últimos 20 anos Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniram nesta quinta-feira (16) na fronteira entre os dois países, nos estados de Norte de Santander e Táchira, para assinar um acordo comercial. Este foi o terceiro encontro entre os mandatários desde que Petro chegou à Presidência, em agosto de 2022, e decidiu retomar relações diplomáticas com o país vizinho. Segundo comunicado, o acordo firmado visa a “abertura total da fronteira” e combater as travessias migratórias e comerciais irregulares que vinham acontecendo desde que as passagens foram fechadas. “Para a fronteira colombo-venezuelana, os acordos alcançados significarão o encerramento da brecha social que havia se aprofundado em matéria de pobreza, desemprego, renda e fundamentalmente promoverão de forma acelerada a complementação produtiva, a criação de empregos e mais segurança social para os cidadãos”, disseram os presidentes em nota. Petro e Maduro ainda celebraram um acordo prévio assinado por Caracas e Bogotá no início do mês que pretende estabelecer um marco jurídico para investimentos fronteiriços conjuntos e fortalecer a balança comercial entre os países. Entre 2018 e 2019, o fluxo comercial entre os países registrou a pior queda dos últimos 20 anos e em 2020 as atividades alcançaram os níveis mais baixos das duas últimas décadas. A crise econômica venezuelana e o rompimento de relações induzido pelo ex-presidente de direita colombiano Iván Duque foram as principais causas da redução comercial entre Colômbia e Venezuela. Agora, com relações normalizadas e novos acordos comerciais, os países pretendem estimular os negócios bilaterais. Historicamente um país importador de bens de consumo, a Venezuela espera encontrar no vizinho fontes para suprir sua demanda interna. Já a Colômbia busca vantagens no comércio do gás e da ureia venezuelana. “Estamos em uma nova fase da construção das relações em todos os sentidos e nossas relações econômicas e comerciais, ainda que não tenham chegado no ponto que esperamos, vão crescendo em um bom ritmo e boa dinâmica”, afirmou Maduro durante a reunião. Os presidentes ainda mencionaram a proposta de estabelecer uma Zona Econômica Especial na fronteira, que criasse facilidades alfandegárias e financeiras para atrair empresas de ambos os países. “Temos que encher essas pontes de comércio, tirar as barreiras para esses comércios. Também temos que encher essas pontes de povo, para que possam passar e atravessar sem medo”, disse Petro. BdF

Bloco da Morada homenageia carnavalescos que marcaram época em Montes Claros

Os blocos carnavalescos de Montes Claros realizarão, entre os dias 17 e 21 de fevereiro, as festividades carnavalescas do município, com ampla programação que contempla todas as idades, com apoio dos órgãos de segurança do município. Neste clima de resgate das tradições, o Bloco da Morada, do bairro Morada do Parque, homenageará os carnavalescos que deram visibilidade ao carnaval montes-clarense, principalmente nas décadas 80 e 90. Os homenageados são: Vava Alfaiate, fundador da 1ª escola de samba de Montes Claros; Dona Linda e Betinho do Destak; Chita do Pandeiro; Nice David; João Rodrigues; Simonal Cor Morena Brasileira; Felipe Gabrich; Silvana Mameluque; Artur Leite; Vanda e Geraldinho Coelho; Josemar do Saci; Marlene Tavares; Carlos Feio, Nivaldo Feijão e Amelina Chaves. Para o artista, carnavalesco e representante do Bloco da Morada, Josessé Alves dos Santos, essa homenagem é uma forma de manter a imagem desses carnavalescos sempre viva no coração dos montes-clarenses. “Celebrar o legado dos nossos carnavalescos em vida e a memória, daqueles que já partiram é também celebrar a nossa própria história, nossas raízes e a nossa formação cultural”, disse Segundo o carnavalesco Nivaldo José Cardoso, o Nivaldo Feijão, que integrava o antigo bloco “Feijão Maravilha”, sua paixão pelo carnaval vem de berço. Por isso, ficou contente com a homenagem recebida do Bloco da Morada. “Fiquei muito alegre e emocionado com a lembrança do meu nome pelo Bloco da Morada, do bairro Morado do Parque, que prestará uma justa homenagem aos antigos foliões que sacudiram Montes Claros. Me sinto até mais revigorado”, comemorou Nivaldo Feijão “Eu nasci ouvindo a batucada do Carnaval de Montes Claros, que era muito contagiante. Esse resgate do nosso carnaval é motivo de aplausos, principalmente por essa merecida homenagem aos nossos foliões de outrora”, comentou o instrumentista e carnavalesco Aclindo Júnior, o “Júnior Queixada”, como é mais conhecido. “A festa de carnaval une povos e gerações, por isso deve ser celebrada com muita alegria e responsabilidade. E, definitivamente, a atual administração vem resgatando essa festa momesca no município, com muita alegria, ritmo, axé e diversidade, levando animação aos foliões de todas as faixas etárias, sendo uma ótima opção para curtir os cinco dias de carnaval de Montes Claros”, disse o secretário municipal de Cultura, João Rodrigues, que também será homenageado.

Obras do artista Wagner Rocha homenageia à poeta mineira Adélia Prado

O Painel Permanente de Poesia Juca Silva Neto recebe, até o dia 28 de fevereiro, uma exposição de poemas intitulada “Caminhando com Adélia Prado”. Trata-se de uma homenagem que o artista Antônio Wagner Rocha está fazendo à poeta mineira, autora de diversas obras que a projetaram no cenário nacional. A atração, com entrada franca, está aberta à visitação pública de segunda a sexta, das 8 às 18 horas. O Painel fica dentro da Biblioteca Municipal “Dr. Antônio Teixeira de Carvalho”, no Centro Cultural Hermes de Paula. Em seus poemas, Antônio, que é professor universitário do Departamento de Filosofia e do Programa de Pós-graduação em Letras/Estudos Literários da Unimontes, faz uma defesa dos valores sociais, da dignidade humana e da democracia. O poeta é dono de uma lírica contundente, cujos versos refletem sobre a sociedade contemporânea. Ele é  autor dos livros “Os dias partidos” (2019), “Crepúsculo de arame” (2014), “Poesia e pós-metafísica em Heidegger” (2011) e “Lápis lapso” (1998). Para Antônio, é uma satisfação participar do Painel: “muito bom ter esse diálogo com a população através de meus poemas. É muito importante que a arte, a beleza estética, procure cada vez mais se manifestar, oferecendo ao homem a possibilidade de ele se enxergar a si mesmo”. Fonte: Prefeitura de Montes Claros

Medo de punição do PCC leva torcedores a buscar fim de brigas em São Paulo

Uma série de áudios, textos e postagens atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) tomou conta das redes sociais – Neo Química Arena é o novo nome do estádio do Corinthians (Foto: Wander Roberto) Uma série de áudios, textos e postagens atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) tomou conta das redes sociais e grupos de WhatsApp de torcidas organizadas de São Paulo ontem (15) e levou torcedores a propor o fim das brigas no futebol paulista. De acordo com reportagem do portal UOL, nos áudios, torcedores relatam reuniões nas quais integrantes do PCC teriam ordenado o fim da violência no futebol, motivados pela briga entre Mancha Verde e Gaviões da Fiel há uma semana. Na ocasião, dezenas de palmeirenses fizeram uma emboscada contra um ônibus da Gaviões, deixando vários rivais feridos. Entre eles, de acordo com os relatos, haveria ao menos um corintiano ligado ao grupo criminoso. Procurados, a Polícia Civil, o Ministério Público e as lideranças das organizadas não confirmaram a ordem do PCC. Jorge Luís, o presidente da Mancha Verde, negou enfaticamente qualquer contato com a organização (veja abaixo). Mas a mera possibilidade da ordem do PCC ser verdadeira já provocou medo em muitos torcedores. Eles agora têm a certeza de que não haverá episódios de violência entre as torcidas paulistas ao menos nas próximas semanas.