Homem vai para a cadeia, após agredir cigana que previu sua prisão

Um russo pediu a uma cigana para ler seu destino. Como previsão, ouviu dela que ele seria preso sem muita demora. O homem não gostou nada do que viria a lhe acontecer e agrediu a vidente. A profecia tornou-se verdade e Gennady Osipovich entrou em cana. Segundo informações do jornal The Moscow Times, a cigana conseguiu escapar do homem que a agredia e chamou a polícia. Quando os agentes chegaram preparados para atender uma banal ocorrência de agressão por motivo fútil, constataram que Osipovich era procurado pela morte de duas pessoas vítimas de um assalto, ocorrido havia dois anos. Segundo o jornal russo, em tese, Osipovbich sabia que um dia pagaria suas dívidas com a justiça e que a culpa não era da cigana. Recolhido ao presídio, o homem vai cumprir uma pena de 22 anos.

Com dinheiro do povo brasileiro, Bolsonaro já torrou, nos Estados Unidos, R$ 950 mil

Ex-presidente viajou dois dias antes do fim de seu mandato; assessores seguem ganhando diárias por estarem no exterior. A viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos nos últimos dias de seu mandato já custou ao menos R$ 950 mil aos cofres públicos. O valor inclui dados repassados pelo Ministério das Relações Exteriores após pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) e informações do Portal da Transparência. Do total, R$ 667,5 mil envolvem diárias, hospedagens, aluguel de veículos e intérpretes, entre outras despesas, de quando Bolsonaro ainda era presidente. Ou seja, do dia 28 de dezembro, quando os primeiros servidores foram em missão precursora até os EUA, até 31 de dezembro. Outros R$ 271 mil foram pagos em diárias para os assessores que ficaram com Bolsonaro após ele deixar a Presidência. A lei permite que ex-mandatários do Executivo mantenham seis assessores remunerados pelo Orçamento, além de dois carros com motorista. Dessa forma, a permanência de Bolsonaro nos Estados Unidos, mesmo na condição de ex-presidente, ainda envolve gastos ao erário. Como os servidores não moram em Orlando, onde Bolsonaro está desde o fim do mandato, eles recebem diárias além dos respectivos salários. Quem mais recebeu em diárias foi Sergio Cordeiro, que já embolsou R$ 73,6 mil. Em seguida vem Marcelo Câmara, com R$ 69 mil, e Max Guilherme, com R$ 64,5 mil em diárias. Ricardo Dias e Osmar Crivelatti receberam cada um R$ 32,1 mil. A conta não contempla gastos com o voo para os EUA, no avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Procurados, o ex-presidente e o Itamaraty não quiseram comentar. A Aeronáutica também não informou o custo do voo. Nos Estados Unidos Bolsonaro viajou para os Estados Unidos em 30 de dezembro, dois dias antes do fim de seu mandato presidencial, para não ter de passar a faixa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dessa forma, o ex-presidente ignorou o rito democrático de transferir simbolicamente o poder a seu sucessor. Como ainda era presidente da República, Bolsonaro se beneficiou até 1º de janeiro de todas as prerrogativas do cargo para realizar a viagem aos Estados Unidos. No primeiro dia do ano, ele deixou de ser presidente e foi substituído por Lula, que tomou posse em Brasília. Além de viajar em avião da FAB, Bolsonaro teve direito a aluguel de veículos custeados pelo governo federal. Foram US$ 65,3 mil -ou R$ 338 mil- para esse fim. As viagens presidenciais envolvem o deslocamento de uma comitiva. As hospedagens e as diárias para essas pessoas totalizaram US$ 57,8 mil (R$ 299 mil). O Itamaraty também custeou intérpretes por US$ 7,6 mil (R$ 39,4 mil). Na Flórida, Bolsonaro se hospedou em uma casa pertencente ao lutador de MMA José Aldo. A sua entrada como presidente permitia uma estadia nos EUA de 30 dias, período que se encerrou em 30 de janeiro. Perto do fim do prazo, diante da decisão de continuar no país estrangeiro, Bolsonaro pediu conversão para um visto de turista, o que permite que ele fique no país por até seis meses – mas autorizar atividades remuneradas. Isso impede, por exemplo, que o ex-presidente receba por palestras, o que foi cogitado pelo seu entorno para financiar sua estadia. Depois dos atos golpisas de 8 de janeiro, deputados democratas nos EUA chegaram a pedir a expulsão de Bolsonaro, mas o presidente Lula descartou qualquer chance de fazer um pedido com esse fim. Quando Bolsonaro retorna ao Brasil? A data de retorno de Bolsonaro para o Brasil ainda é incerta. Em entrevista ao Wall Street Journal, o ex-presidente disse que voltará ao país em março para liderar a oposição a Lula. Ele mencionou ainda ao jornal que o movimento de direita no Brasil está vivo e vai continuar. Sua esposa, Michelle Bolsonaro, também viajou para os EUA, mas já voltou para o Brasil. Seu nome foi mencionado para concorrer a algum cargo eletivo em 2026, mas ela descartou qualquer pretensão eleitoral em seu perfil no Instagram. “Oposição, fiquem tranquilos. Eu não tenho nenhuma intenção de vir candidata a nenhum cargo eletivo”, escreveu De acordo com o ex-presidente, a missão de Michelle será comandar o PL Mulher. Bolsonaro também negociou para si um cargo no PL, com direito a remuneração e uma casa custeadas pelo partido. O plano, entretanto, está em compasso de espera enquanto o ex-presidente permanece nos Estados Unidos.

Bolsonaro gastou quase R$ 100 mil no casamento do filho Eduardo

Farra do cartão corporativo: Foram bancados com o cartão da Presidência da República quase R$ 100 mil no casamento do filho Eduardo, com hospedagem de convidados e lanchinhos para militares que fizeram a segurança  – Créditos: Instagram O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou R$ 98.975 do cartão corporativo da Presidência da República para bancar viagem ao Rio de Janeiro para o casamento de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em maio de 2019. Levantamento feito pelo site Metrópoles revela que o cartão corporativo foi utilizado para custear a hospedagem e alimentação da comitiva. Os maiores gastos foram realizados com alimentação de militares que trabalharam na segurança da área onde Bolsonaro se hospedou. Ao todo foram 1.850 lanches, no valor de R$ 55.500. Os itens comprados para os miliares foram: 1.850 maçãs (R$ 2,99 a unidade); 1.850 refrigerantes (R$ 5,99 a unidade); 3.700 mistos frios (R$ 7,80 a unidade); 1.850 águas sem gás (R$ 3,90 a unidade); e 1.850 barras de cereais (R$ 1,61 a unidade). Além disso, o cartão foi usado para bancar a hospedagem de 49 pessoas no Hotel Mercure de Copacabana, no valor de R$ 32.775, e de outras 28 pessoas no Hotel Laghetto Stilo Barra, por R$ 10.150. Integraram a comitiva: o ex-presidente Bolsonaro; a então primeira-dama Michelle Bolsonaro; a filha mais velha de Michelle, Letícia Firmo; a filha do casal, Laura; o filho de Bolsonaro, Jair Renan; o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ); e a intérprete de libras, Elizângela Ramos. Bolsonaro usou cartão corporativo para bancar motociata durante campanha eleitoral Levantamento feito pelo UOL revela que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou o cartão corporativo para bancar despesas da campanha política. A partir da identificação de notas fiscais pagas com o cartão corporativo do ex-presidente, é revelado que Jair Bolsonaro gastou R$ 697 mil com o cartão corporativo para bancar atividades da campanha eleitoral. Ainda de acordo com reportagem do UOL, os valores dos gastos podem ser ainda maiores, pois, até este momento nem todas as notas fiscais foram tornadas públicas. O uso do cartão corporativo para bancar despesas de campanha eleitoral é controverso, pois, a lei prevê que o partido ou a coligação deve ressarcir a União em gastos de transporte pessoal do candidato e sua comitiva durante o período eleitoral no prazo de dez dias. No entanto, não especifica os demais gastos. As planilhas dos gastos foram tornadas públicas por meio da agência Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação. As notas estão em relatórios classificados como “atividade eleitoral”. Motociata Entre os gastos identificados e que foram pagos com o cartão corporativo, está uma motociata realizada na Bahia, em Vitória da Conquista. Na motociata o cartão corporativo foi usado para bancar 1.024 lanches e 512 barras de cereal, num total de R$ 50 mil. Além disso, o cartão corporativo foi usado para custear a hospedagem de cerca de 50 pessoas. Segundo a justificativa, esse pessoal era para garantir a segurança presidencial, totalizando um gasto de R$ 44,7 mil. Também foi registrado que, a quatro dias do segundo turno, Bolsonaro subiu em um palanque eleitoral em Teófilo Otoni (MG). Nesta passagem, o cartão corporativo bancou R$ 63 mil em hospedagem, lanches e um cercadinho. Já no dia 12 de outubro, quando o ex-presidente foi à Aparecida (SP), foram gastos R$ 64 mil com o cartão corporativo. No dia 15 de outubro, em Fortaleza (CE), o cartão custeou a compra de 566 kits lanches por R$ 20,3 em evento classificado com o “atividade eleitoral”. Também consta como pagamento com o cartão corporativo, no dia 24 agosto, um pedido de R$ 8.650 no iFood. Bolsonaro e o PL não se manifestaram sobre os gastos durante a campanha eleitoral com o cartão corporativo.

Lewandowski vota para que militares sejam julgados pela Justiça comum

 Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para derrubar o foro privilegiado dos militares no Judiciário.  Ele foi o quinto a votar na ação retomou o julgamento da ação que questiona a lei que prevê que integrantes das Forças Armadas devem ser julgados exclusivamente pela Justiça Militar quando são acusados de crimes contra civis em ações consideradas militares. Entre as ações estão a atuação na defesa civil, na segurança das eleições ou em operações de garantia da Lei e da Ordem. Em seu voto, Lewandowski disse que “a norma questionada cria uma espécie de hipótese de foro por prerrogativa de função [o foro privilegiado]” e que esse privilégio não deve abranger os militares que cometem crimes fora de ações estabelecidas na Constituição como atribuições das Forças Armadas. “Esta Suprema Corte já decidiu que só o texto constitucional pode elencar os agentes públicos que gozam de tal privilégio”, justifica o ministro. Os casos, então, só iriam para a Justiça Militar se os crimes fossem cometidos na “defesa da Pátria, na garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Atualmente, o placar está 3 a 2 para os militares. Os ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes votaram à favor dos integrantes das FA. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski votaram contra. A expectativa é de que a decisão seja finalizada durante votação no plenário virtual na sexta-feira (17).

Deputada é barrada em evento oficial por ser oposição ao governo de Romeu Zema

Lohanna França (PV) foi impedida de acessar área destinada às autoridades em cerimônia em Divinópolis; líder de Governo pede desculpas – Foto: Divulgação A deputada estadual Lohanna França (PV), que faz oposição ao governo de Romeu Zema (Novo), foi barrada de acessar a área destinada às autoridades durante a cerimônia realizada pelo governo de Minas na última sexta-feira (10) para anunciar a retomada das obras do Hospital Regional de Divinópolis. Ex-vereadora da cidade, ela foi convidada para o evento pela Prefeitura de Divinópolis, mas não conseguiu entrar na sala em que o governador Romeu Zema (Novo) estava com outros deputados e nem foi chamada para compor a mesa do evento. “A chefe do cerimonial disse à minha assessora parlamentar que eu não poderia acessar esse espaço por não compor a base de governo. E ainda disse, em tom irônico, que se nós entendêssemos que valeria a pena ser base, a base estava de braços abertos para nos receber”, disse Lohanna França em discurso no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (14). “Não foi um deslize do cerimonial. Foi um ato planejado pelo governo de Minas que trata de forma desrespeitosa, politiqueira, suja e baixa todos aqueles que ousam não dizer apenas ‘amém’ às decisões do governador”, acrescentou a deputada, ressaltando que se tratava de um evento do governo de Minas e não do próprio Zema ou das empresas da família do governador. O governo de Minas Gerais informou que a chefe do cerimonial não se dirigiu à deputada ou à equipe dela da forma como relatado por Lohanna. O governo também negou que a parlamentar tenha sido barrada. Segundo a assessoria de imprensa, ela apenas não pôde acessar uma sala reservada às autoridades que fariam parte da mesa do evento. Líder de Governo, Gustavo Valadares (PMN) pediu desculpas à deputada e reconheceu que ela, assim como os demais parlamentares, não podem ser barrados em eventos do governo independentemente de posições ideológicas ou de qual partido são filiados. “Houve um equívoco na última sexta-feira. A deputada Lohanna tinha todo o direito de adentrar em qualquer espaço da solenidade assim como os outros parlamentares que estavam presentes tiveram oportunidade de fazê-lo”, disse ele. Para Valadares, a cerimonialista presente estava apenas cumprindo ordens e não teve culpa. “Depois desse episódio, já tivemos várias conversas internas com o governo, o deputado Cássio Soares (PSD), líder do bloco de governo, também. A partir de agora teremos um tratamento igualitário a todos os parlamentares em todas as solenidades do governo”, declarou o líder de Governo de Zema na ALMG. Valadares pediu ainda que todos os parlamentares ponham “uma pedra” em eventuais problemas que tiveram durante o primeiro mandato de Zema para que uma nova relação possa ser construída junto ao Palácio Tiradentes. “Me coloco à disposição para ser essa ponte”, disse o parlamentar. Integrante da base de Zema, Coronel Sandro (PL) considerou falta de educação o que foi feito com Lohanna, mas criticou a deputada por ter ido ao evento. “Se quer usufruir da popularidade do governo, então vire governo. Faça parte da base do governo. O que não pode é ser oposição de dia e situação de noite”, afirmou ele. Jornal O Tempo

Deputado de Minas quer licença do trabalho para morte de pet

De autoria dos deputados Fred Costa (Patriota-MG) e delegado Bruno Lima (PP-SP), a matéria encontra-se ainda nas suas fases iniciais de tramitação, sem previsão para ser votado. O texto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e se refere apenas ao caso de falecimento de cães ou gatos. A licença de um dia serveria para o trabalhador lidar com o luto e também resolver as questões práticas relativas a morte do animal. A opção por apenas um dia de ausência do serviço é feita, segundo os deputados, tendo em vista a Licença Nojo, previsão legal de dois dias de folga em caso de morte de cônjuge, ascendente, descendente ou irmãos. ” Podemos fazer um paralelo, respeitadas as devidas proporções, com o falecimento do cachorro ou do gato de estimação. Além das questões burocráticas que a pessoa deve resolver quando houver um falecimento do seu pet, como entrar em contato com uma clínica veterinária ou com o Centro de Zoonose da cidade para fazer uma incineração, (…) a pessoa entrará em processo de luto”, diz a justificativa do PL.

Mineiros ganham espaço no segundo escalão do governo

Com apenas um dos 37 ministérios do presidente Lula, estado tem cargos ocupados em setores estratégicos de várias pastas – Nilmário Miranda, assessor especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade(foto: Tulio Santos/El/D.A Press – 26/10/2020 Estado de Minas Por trás dos discursos e das decisões tomadas por ministros do governo federal, assessores fornecem informações que subsidiam as escolhas feitas pelos “donos” da caneta. Sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vários postos no segundo escalão foram entregues a quadros de Minas Gerais. Embora o estado tenha ficado com apenas um dos 37 ministérios – Alexandre Silveira (PSD), nas Minas e Energia –, há mineiros espalhados por outras pastas, ocupando cargos estratégicos. A lista de representantes de Minas em Brasília (DF) tem nomes veteranos, como o ex-ministro dos Direitos Humanos Nilmário Miranda, agora assessor especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade. Há, também, figuras da nova geração petista, caso da economista Luiza Dulci, dona de importante sobrenome na trajetória do partido. Ela dá expediente na Secretaria-Geral da Presidência da República, chefiada por Márcio Macêdo, um dos homens de confiança de Lula. Passados pouco mais de 40 dias do novo governo, os mineiros que compõem a estrutura federal citam termos com significados similares à palavra “reconstrução”, vista no lema oficial da terceira gestão de Lula. Ex-deputado federal e um dos pioneiros no debate a respeito dos abusos cometidos pelos agentes da ditadura militar (1964-1985), Nilmário aponta lacunas deixadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Com a criação de novos ministérios, como o das Mulheres, a gente (dos Direitos Humanos) vai focar na reparação dos assuntos referentes aos crimes cometidos na ditadura porque todo o trabalho de retificação e investigação, como a busca por restos mortais, foi interrompido nos últimos seis anos, principalmente no governo Bolsonaro”, diz em entrevista ao Estado de Minas. “Aqui na Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade foi tudo destruído. Agora, vamos retomar o trabalho com dois focos principais: anistia e desaparecidos políticos”, emenda. Em outra sala da Esplanada dos Ministérios está Luiza Dulci. A sobrinha de Luiz Dulci, chefe da Secretaria-Geral da Presidência durante os dois primeiros governos de Lula, é doutora em sociologia e, no ano passado, concorreu a deputada estadual. Nomeada como gerente de projeto, atua diretamente com Maria Fernanda Ramos Coelho, secretária-executiva da pasta. “A principal tarefa da Secretaria-Geral é ser a porta de entrada para as demandas dos movimentos sociais e fazer essa articulação política, dentro do governo, a partir do que chega da sociedade civil”, explica. Luiza protesta contra a desidratação de conselhos de políticas públicas. “A maior parte dos conselhos foi desativada ou mesmo extinta formalmente. Agora, estamos no esforço de reativá-los”, pontua. Segundo a assessora de Márcio Macêdo, ainda neste mês Lula vai participar de um ato para simbolizar a retomada dos trabalhos do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), extinto em 2019. Na semana passada, aliás, André Quintão, outro mineiro, teve papel importante na reunião que aprovou o Programa Emergencial de Fortalecimento do Cadastro Único (CadÚnico), base de dados utilizada pelo poder público para identificar famílias que precisam ser assistidas por programas sociais. Componente da equipe do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Quintão foi deputado estadual pelo PT de Minas e, no ano passado, concorreu a vice-governador na chapa de Alexandre Kalil (PSD). Agora, chefia a Secretaria Nacional de Assistência Social. Em dezembro, ele já havia apontado ao EM a necessidade de mapear potenciais beneficiários de ações como o novo Bolsa-Família, que começou a repassar, em janeiro, R$ 600 mensais aos núcleos familiares cadastrados. “A gente precisa fazer com que as pessoas que não recebem o Bolsa-Família, mas têm direito, o recebam. E, também, qualificar o CadÚnico para que, de fato, o recurso seja bem utilizado.” A avaliação vai ao encontro de um problema verificado no CadÚnico. Logo que assumiu o comando da pasta de Desenvolvimento Social, o ministro Wellington Dias (PT-PI) afirmou que, em agosto do ano passado, uma significativa interrupção no fornecimento de energia gerou indisponibilidade dos serviços prestados pela plataforma que compila os dados dos beneficiários. A falha pode ter prejudicado parte dos brasileiros em situação de vulnerabilidade, que, em virtude do incidente, teriam ficado sem receber os repasses a que têm direito. No trabalho e na saúde No Ministério do Trabalho e Emprego, uma das principais funções foi entregue a Lene Teixeira, ex-vereadora de Ipatinga, no Vale do Aço. Filiada ao PT, ela é a chefe de gabinete do ministro Luiz Marinho, também pertencente às fileiras do partido. No cargo, Lene cumpre atribuições como a organização da agenda de Marinho. “Há um olhar comprometido com o projeto de reconstrução, considerando a importância da reinserção dos trabalhadores na economia”, garante, dizendo que a atual gestão herdou um “desmonte” das políticas de defesa do emprego. Segundo a ex-vereadora, estão sendo montados comitês para tratar, com representantes dos trabalhadores, sobre temas ligados aos direitos dos empregados. “As centrais sindicais encontraram uma porta aberta para a discussão e a inserção em mesas de negociação”, assinala. Ainda conforme Lene, setores do empresariado também têm procurado Marinho em busca de reuniões. “Trago uma bagagem das políticas públicas e a capacidade de diálogo com diferentes segmentos. Posso auxiliar o ministério contribuindo com a articulação, ajudando na entrega das políticas públicas que cabem ao Ministério do Trabalho.” Ainda que indiretamente, a geração de empregos também deve pautar a atuação de Rodrigo Leite. Ex-vice-presidente da Fundação Ezequiel Dias (Funed), onde é funcionário de carreira, ele foi convidado para compor a equipe do Ministério da Saúde. A chefe da pasta, Nísia Trindade, já solicitou ao governo de Romeu Zema (Novo) a cessão de Leite para o governo federal. Em Brasília (DF), ele vai atuar como coordenador-geral de Serviços, Informação e Conectividade do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O setor está ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde. Em termos práticos, os funcionários do departamento onde Leite vai bater ponto trabalham para desenvolver estratégias que

Advogado e agente da PF de Montes Claros, morrem em grave acidente , na 040

O agente administrativo da Polícia Federal, Clewton Laércio Souza Oliveira e o advogado Amarildo Nunes Lopes, de Montes Claros, morreram, na madrugada deste sábado (11), em um grave acidente na BR-040, em Lagoa Grande, no Noroeste de Minas. Um ônibus de transporte de passageiros bateu em uma carreta carregada com milho. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus, que seguia em direção a Goiânia (GO) com 18 passageiros e mais dois motoristas, bateu na lateral da carreta. O veículo de carga tinha como destino o estado do Espírito Santo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local para prestar socorro às vítimas. De acordo com os militares, dois passageiros do ônibus morreram no local. As vítimas fatais são naturais da cidade de Montes Claros/MG, sendo Clewton Laércio Souza Oliveira, de 42 anos, que era agente administrativo da Polícia Federal e Amarildo Nunes Lopes, advogado que completaria 50 anos neste sábado (11). Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal – IML – de Patos de Minas para necropsia. Outras duas pessoas tiveram ferimentos graves e foram levadas por equipes da concessionária Via-040 e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para um hospital em Paracatu. Os motoristas de ambos os veículos não ficaram feridos. Com a batida, a carga de milho da carreta ficou espalhada pela pista. A rodovia chegou a ficar parcialmente interditada, mas já foi liberada. Até o momento a reportagem não conseguiu contato com a empresa responsável pelo ônibus. Com G1

Lula em Washington com Joe Biden: O retorno do Brasil à sua grandeza

Presidente brasileiro foi recebido na Casa Branca, em cerimônia oficial, pelo homem mais poderoso do mundo. Há muito a se reconstruir – Janja, Lula e Joe Biden, na Casa Branca – Créditos: Presidência da República/Reprodução Ladies and gentlemen, the President of Brazil, Luiz Inácio Lula da Silva. Com essa frase o cerimonial da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos da América, anunciou a entrada do ex-metalúrgico no local de onde despacha o homem mais poderoso do mundo. Segundos depois, Lula (PT), sorridente e a acompanhado da primeira-dama Janja, estendia a mão e cumprimentava seu anfitrião, o presidente Joe Biden. A última vez que o petista esteve no Salão Oval foi há quase 14 anos, em março de 2009, quando conversou amigavelmente com o Barack Obama. Naquela sala, onde a liderança com maior poder econômico, político e militar do planeta delibera e toma suas decisões, o experiente mandatário brasileiro, em seu terceiro mandato no Palácio do Planalto, sabe que tudo é e será diferente. E isso vale para o líder estadunidense também. Os dois têm inimigos em comum, enfrentam desafios em alguma medida semelhantes e precisam um do outro para reposicionarem suas nações no mapa geopolítico. Biden enfrentou a loucura dos desarrazoados seguidores de Donald Trump, as mentiras mortais e insanas, a violência de um discurso cínico, demagógico e puritano que jorra da boca de desajustados. Lula esteve face a face com o barbarismo colérico de uma matilha que mata e morre por Jair Bolsonaro (PL), o patético e mondrongo deputado de baixo clero que conseguiu se converter em bússola moral no Brasil. Os dois, Lula e Biden, duelam com o mesmo vilão: a extrema direita e seus métodos abjetos e sem limites. Saudado por militares dos quatro ramos das Forças Armadas da mais trucidante máquina de guerra de que se tem notícia na História ainda no aeroporto, a pompa e a circunstância da viagem oficial de Lula e do encontro com seu homólogo norte-americano já indicavam a particularidade dessa visita, muito diferente de outras entre presidentes do Brasil e dos EUA. O ar despojado de Lula ao passar pelo tapete vermelho estendido à frente do avião presidencial, trajando um sobretudo preto, calça de sarja, sapatênis e sem gravata, em nada refletia a seriedade de quem precisa anunciar ao mundo a retomada das relações civilizadas entre dois países de peso central no cenário das relações internacionais. Na pauta do formal e histórico encontro com Joe Biden, para além dos desafios de enterrar o extremismo reacionário em toda a extensão das Américas, muitas outras coisas se impuseram. O eixo principal das negociações ficou em torno da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente. As tentativas de golpe ocorridas em 2021 no Capitólio, em Washington, e em 2023 nas sedes dos três poderes da República, em Brasília, assim como a lida com oposições que não estão dentro do esquadro democrático, apelando às mentiras, desinformação e ao uso deletério e totalmente irresponsável das redes sociais é o que une os dois presidentes num primeiro momento. A conversa de Lula e Biden também transitou pela entrada dos EUA no Fundo da Amazônia, que foi desmontado pelo governo Bolsonaro como sinal de sua aberta rejeição às questões ambientais. Se tudo transcorrer conforme o esperado, estima-se que, para a proteção das florestas, o volume de recursos a ser transferido para o Brasil atinja os US$ 4 bilhões. Com a reabilitação da imagem brasileira no mundo no que tange o resguardo de sua exuberante natureza, Lula quer deixar claro que o país saiu do negacionismo climático e que para tanto irá apresentar todas as ações que a sua gestão já tomou no que diz respeito à proteção das florestas e da Amazônia, o que inclui, obviamente, as operações contra os garimpeiros de Roraima, o socorro aos indígenas do povo Yanomami e a reconstrução das instituições de Estado incumbidas da defesa do meio ambiente, como o Ibama e a Funai. Retomando o pragmatismo nas relações diplomáticas, uma marca histórica do Brasil e de seu prestigiado Itamaraty, desmontada pela psicose ideológica bufa de Bolsonaro, o encontro de Lula e Biden, de acordo com interlocutores do governo brasileiro, já estaria reorganizando a reabilitação de mais de dez mecanismos de cooperação bilateral, que não ficariam restritos aos acordos comerciais que estavam paralisados, mas também englobando temas como o combate ao racismo e a promoção dos Direitos Humanos. Só o que não ficou claro no encontro de Biden e Lula foi se houve algum tipo de conversa sobre um assunto incômodo aos dois: a permanência de Jair Bolsonaro em território norte-americano após o abandono de seu mandato no penúltimo dia de governo. O extremista militarista brasileiro tornou-se uma espécie de fantasma e, mesmo contra a vontade da Casa Branca e da maioria esmagadora do universo político dos EUA, segue pretendendo instalar um simulacro de Quartel-General do ultrarreacionarismo em pleno solo estadunidense, na mansão onde está instalado na cidade de Orlando, na Flórida. O resultado do badalado e esperado encontro oficial dos dois líderes, ao que tudo indica, pelo menos num primeiro momento, foi alcançado. Mostrar ao mundo que os dois gigantes estão de pé, plenos em suas democracias e na luta constante e aguerrida contra o autoritarismo da extrema direita, assim como tocando a vida e reafirmando suas parcerias, é o que importa depois de tanto tempo mergulhados na incerteza e flertando descaradamente com a incivilidade do radicalismo e do sectarismo de seus antigos governantes extremistas. Revista Fórum

Lula diz que EUA vão doar para o Fundo Amazônia

A reunião a sós entre Lula e Biden deveria ser de apenas 15 minutos, mas a conversa durou cerca de 50 minutos(foto: ANNA MONEYMAKER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP ) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou à imprensa na noite desta sexta-feira (10), na Casa Branca, após o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Lula defendeu uma nova governança global sobre a questão climática e anunciou que os Estados Unidos deverão aportar recursos no Fundo Amazônia. “Eu acho que [os EUA] vão [doar ao fundo], é necessário que EUA participem. O Brasil não quer transformar a Amazônia num santuário da Humanidade, mas também o Brasil não quer abrir mão de que a Amazônia é um território do qual o Brasil é soberano”,. afirmou Lula. “O que nós queremos é compartilhar com a ciência do mundo inteiro um estudo profundo sobre a necessidade da manutenção da Amazônia, mas extrair da riqueza da diversidade da Amazônia  algo que possa significar a melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram lá, que são mais de 25 milhões de pessoas”, disse Lula. “E fazendo isso, a gente vai estar garantindo que haja uma maior seguridade com relação ao planeta”, acrescentou. Sobre a guerra na Ucrânia, o presidente reiterou sua proposta de criar um grupo de países que promovam as discussões de paz com a Ucrânia e com a Rússia. “Falei com Biden o que tinha falado a Emmanuel Macron, Olaf Scholz, sobre a necessidade de se criar um grupo de países que não estão envolvidos direta ou indiretamente na guerra para que a gente encontre possibilidade de fazer a paz. Criar um grupo de negociadores que os dois lados acreditem”, afirmou.