Mais rigor na cobrança do passaporte de vacinação em Montes Claros

Essa é a medida a ser adotada pelo setor de eventos, temendo novo fechamento das atividades com aumento dos casos de Covid-19 na cidade – Com medo de que a nova onda de casos de Covid-19 possa provocar novamente o fechamento das atividades, empresários do setor de eventos estão elaborando uma campanha para incentivar as pessoas a se vacinarem e para conscientizar os organizadores de festas, shows e outros eventos a cobrarem o passaporte de imunização com pelo menos duas doses. A campanha deverá ser lançada na próxima semana em Montes Claros. O objetivo é que os eventos ocorram da forma mais segura possível. “Nosso intuito não é obrigar ninguém a se vacinar, apenas incentivar a vacinação e cobrar o passaporte para ter acesso aos eventos em Montes Claros”, explica Luiz Fernando Nobre, diretor regional das Associação Mineira de Eventos e Entretenimentos (Amee). “Nós, do setor de eventos, casas de festas, buffets, estamos nos unindo para fazer a nossa parte e fiscalizar apenas os eventos. Não estamos aqui para fiscalizar órgãos públicos. Os eventos estão funcionando a todo vapor com a ampla flexibilização e muitos têm se descuidado em não cobrar o cartão de vacinação, medida esta que passou a ser comum a todos os setores da cidade”, explica o diretor. DECRETO CUMPRIDO Uma reunião foi realizada ontem, entre representantes do setor, para se discutir a campanha e mostrar a importância de se cumprir o decreto, para que haja uma cobrança mais rígida pelo documento em todos os eventos. “Passamos por um momento muito difícil com a pandemia e são muitas questões por parte dos órgãos de fiscalização. Entendemos que o entretenimento faz parte da vida das pessoas e elas precisam disso para sobreviver”, afirma a promoter Thamires Pimenta. No entanto, ela ressalta que a fiscalização tem que ser feita e que é preciso esclarecer que há muitas denúncias falsas sobre eventos que estariam descumprindo os decretos. “Há pessoas tentando prejudicar a imagem desses organizadores, que têm feito de tudo para seguir o decreto, cobrando o passaporte vacinal e todos os cuidados necessários para realização do evento”, ressalta. De acordo com Luiz Fernando Nobre, o setor foi um dos mais prejudicados em Montes Claros com a pandemia e o risco de um novo fechamento os leva a fazer ajustes para que os eventos aconteçam da forma mais segura, com todos os participantes devidamente vacinados e munidos do passaporte vacinal. Montes Claros confirmou 314 novos casos da Covid-19 em 24 horas, de acordo com boletim divulgado ontem. No total, são 46.280 registros desde o início da pandemia. Não foram computadas mortes nas últimas 24 horas. A cidade soma 990 vidas perdidas para o coronavírus. Recorde de casos Pelo segundo dia consecutivo, Minas quebrou o recorde de novos casos da Covid-19. Em boletim publicado nesta quarta-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram contabilizados 27.683 novos registros da doença. Essa é a terceira maior marca do Estado, superando sábado (15), com 19.153 infecções, e terça (18), com 20.810. No total, são 2.410.724 casos desde o começo da pandemia. Minas já perdeu 56.866 vidas para a Covid-19, sendo 33 nas últimas 24 horas. “Esta nova variante é bem mais contagiosa, é impressionante o quanto ela consegue ser transmitida de uma pessoa para outra. Estudos mostram que ela só perde para o sarampo em termos de transmissibilidade”, explica o secretário estadual da Saúde, Fábio Baccheretti. Por outro lado, ele alerta que os casos associados à variante Ômicron são menos letais, como pode ser visto pelo registro em 24 horas. “Estamos com 87% da população vacinada com as duas doses, e a proporção de internações e de óbitos é bem menor que a variante Gama, como aconteceu em março de 2021”, avaliou. Via O Norte
Crematório aguarda licença para operar em Montes Claros

O cemitério particular de Montes Claros, está dependendo apenas da licença de funcionamento para colocar em operação o primeiro e único crematório do Norte de Minas. A obra foi concluída e está disponível para iniciar a cremação dos mortos, mas depois que a Prefeitura de Montes Claros liberar a autorização. O valor da cremação será de R$ 6,4 mil, sendo que o valor altera para quem pagar antecipadamente ou mesmo pagar em parcelas de imediato. A empresa que explica a concessão do cemitério explica que “a cremação é um processo ecológico, moderno e ajuda no processo de luto. Possuímos um espaço agradável e uma equipe preparada para lidar com a partida de um ente querido. E como parte deste serviço, dispomos de uma urna padrão e sala para despedida”. Porém, a Prefeitura de Montes Claros explica que a licença para entrar em funcionamento depende ainda de acordo celebrado com a empresa, que em 2015 inaugurou o cemitério particular, mas deixou de cumprir o acordo de pavimentação de toda estrada de acesso ao cemitério. O vice-prefeito Guilherme Guimarães, que é secretário municipal de Serviços Urbanos afirma que enquanto não for cumprido esse acordo da pavimentação da via de acesso, podendo inclusive ser assinado o compromisso com a fixação de penalidades, não será dada a liberação do crematório. A Arquidiocese de Montes Claros expediu orientações sobre o rito de exéquias no crematório e deposição da urna com cinzas, onde impede que elas sejam levadas para a casa da família o arcebispo dom João Justino de Medeiros Silva, administrador Apostólico da Arquidiocese de Montes Claros e o padre Cleydson Rafael Nery Rodrigues, coordenador do Secretariado para a Liturgia explicam no documento que “a celebração do velório e das exéquias é, sem dúvida, um momento pastoral de grande importância. A morte e o morrer são temas que tocam o mais profundo do ser humano. Ao lembrar a morte, sepultura e ressurreição do Senhor, mistério à luz do qual se manifesta o sentido cristão da morte, o sepultamento é, antes de mais, a forma mais idônea para exprimir a fé e a esperança na ressurreição corporal. “Os cristãos sempre preferiram sepultar o corpo na terra, por considerar mais conforme a fé na ressurreição de Jesus: “Eu vos transmiti, antes de tudo, o que eu mesmo recebi, a saber: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e, ao terceiro dia, foi ressuscitado, segundo as Escrituras, e apareceu a Cefas e, depois, aos Doze”. No nosso tempo, todavia, também devido à alteração das condições de ambiente e de vida, está a consolidar-se a prática da cremação do corpo defunto. A esse propósito, a legislação eclesiástica dispõe quanto à possibilidade de conceder-se o Rito das Exéquias Cristãs àqueles que escolheram a cremação do seu cadáver, a não ser que essa decisão tenha sido feita por motivações contrárias à doutrina cristã. Diretório sobre a piedade popular e a Liturgia. A Igreja não se opõe a essa prática, visto que, em si, não tem nada de contrário à fé. Mas, reafirma e explicita-se, pela cremação, igualmente, o sentido pascal da morte cristã, pois o fogo tem um sentido simbólico de purificação dos pecados e evoca o sentido de oferta pascal do próprio corpo que, pelo batismo, já foi ofertado e consagrado ao Senhor pelo fogo do Espírito Santo. A Igreja continua a preferir a sepultura dos corpos, como nosso Senhor mesmo quis ser sepultado, mas não se opõe à cremação. Diante dessa realidade, orientamos aos que escolheram a cremação do próprio corpo deve-se conceder os ritos das exéquias cristãs, a não ser que conste terem eles feito essa opção por razões contrárias à fé cristã e as exéquias sejam celebradas conforme os Rituais da Igreja. Orienta-se que em nosso território arquidiocesano seja utilizado o subsídio pastoral editado pela Paulus e intitulado “Nossa Páscoa”. O rito das exéquias pode realizar-se no próprio prédio do crematório e, no caso de faltar um lugar idôneo, na própria sala de cremação, sempre com o cuidado de evitar escândalo e indiferentismo religioso. Quaisquer que sejam as motivações legítimas que levaram à escolha da cremação do cadáver, as cinzas do defunto devem ser conservadas, por norma, num lugar sagrado, isto é, no cemitério, ou, se for o caso, numa igreja ou num lugar especialmente dedicado a esse fim, determinado pela autoridade eclesiástica. A conservação das cinzas num lugar sagrado pode contribuir para que não se corra o risco de afastar os defuntos da oração e da recordação dos parentes e da comunidade cristã. Por outro lado, se evita a possibilidade de esquecimento ou falta de respeito que podem acontecer, sobretudo depois de passar a primeira geração, ou, então, cair em práticas inconvenientes ou supersticiosas pelos motivos mencionados anteriormente, a conservação das cinzas em casa não é consentida. A Igreja não permite que as cinzas sejam divididas entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas. Muitas vezes as cinzas são espalhadas num jardim, no mar ou no alto de uma montanha. Essa prática não se coaduna bem com a índole cristã e pode ser motivada por uma concepção panteísta da vida. Por isso, a Igreja Católica não a recomenda. Para evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista, não seja permitida a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água ou, ainda, em qualquer outro lugar exclui-se, ainda, a conservação das cinzas cremadas sob a forma de recordação comemorativa, em peças de joalheria ou em outros objetos, tendo presente que para tal modo de proceder não podem ser adotadas razões de ordem higiênica, social ou econômica a motivar a escolha da cremação. No caso de o defunto ter claramente manifestado o desejo da cremação por razões contrárias à fé cristã, devem ser negadas as exéquias, segundo o direito. Há, também, um rito específico que poderá ser utilizado depois da cremação, para o momento da deposição da urna, com as cinzas, no cemitério ou noutro lugar a ele
Montes Claros começa a vacinar crianças de 5 a 11 anos, contra a Covid-19

Começou nesta terça-feira (18), a vacinação de crianças contra a Covid-19 de 5 a 11 anos em Montes Claros. A secretária municipal de Saúde, Dulce Pimenta explica que serão aplicadas em três locais a cidade: nos CAICs do Maracanã e Renascença e ainda na Praça de Esportes, na área central, sendo que nesse momento a prioridade é para crianças com comorbidades e deficientes. A vacinação prossegue até às 15 horas e as crianças devem estar acompanhadas dos pais e ainda apresentar o atestado da comorbidade. Montes Claros recebeu 2.260 doses. O atendimento será pela ordem de chegada. Ontem, a Superintendência Regional de Saúde entregou as 10.130 doses aos municípios do Norte de Minas. Dulce Pimenta frisa que não tem noção da quantidade de crianças a serem vacinadas na cidade, pois sequer recebeu o relatório. Lembra que um dos segmentos a serem atendidos é dos autistas. Porém, a Secretaria Municipal de Saúde não sabe quantos são na cidade. Ela espera que essa semana, Montes Claros receba uma nova remessa da vacina, pois acredita que as 2.260 doses são insuficientes para atender a demanda. ECN com Jornal Gazeta
Faz escuro sem Thiago de Mello – Por Wagner Rocha (*)

Morreu o poeta Thiago de Mello. Foram 95 anos de idade e uma marcante história de lutas a favor das causas humanas. Thiago partiu, mas as suas utopias permanecem conosco, sobretudo agora neste tempo turvo em que a vida vai perdendo o brilho em meio ao caos cotidiano. A perda de Thiago de Mello nos diminui, mas ao mesmo tempo nos fortalece para acolher cada vez mais o seu legado aguerrido e continuar atuando através da poesia e da verdadeira ação política. Foi ele um sacerdote do verso, um profeta da esperança, da alegria e da libertação dos povos. Nessa hora as árvores e os pássaros da Amazônia estão mais tristes: Thiago era uma das vozes mais contundentes em defesa da preservação ecológica e, de um modo especial, daquela majestosa floresta, tão agredida pela barbárie capitalista. Destemido, enfrentou a ditadura militar do Brasil e os generais carrascos. Não hesitou em arriscar a própria vida pela conquista democrática. E, com isso, foi perseguido, preso e viveu a experiência do exílio em solo chileno e em outros países. Solidário com os que sofrem, desafiou o autoritarismo e a arrogância, sempre se posicionando como um homem de grande alma socialista. Falar sobre Thiago de Mello é falar sobre nós mesmos, sobre a nossa identidade enquanto pessoas que historicamente têm resistido à subalternidade, aos ditames da opressão. Assim, vale lembrar o horizonte sonhado pelo poeta: “Fica decretado que os homens/estão livres do jugo da mentira./Nunca mais será preciso usar/a couraça do silêncio” (versos de um dos seus mais belos poemas, “Os estatutos do homem”). Falar sobre Thiago de Mello é concordar com o que dele se pronunciou, certa vez, Otto Maria Carpeaux: “Thiago de Mello é um homem aberto aos anseios coletivos do povo brasileiro”. Segundo as palavras de outro notável poeta, Pablo Neruda, num texto de 1965, “Thiago pasa por nuestras almas para invitarmos a vivir”. Em carta remetida a Thiago em 1974, Paulo Freire se refere a ele, de maneira emocionada, como um “andarilho da liberdade” e diz que o seu discurso poético “deixará atônitos e medrosos os atuais donos do mundo”. Seus livros, suas ideias, seu ativismo e a sua consciência transformadora são registros indeléveis de alguém que fez da sua trajetória uma grandiosa missão e exemplo de compromisso com os oprimidos. Sem dúvida, faz escuro sem Thiago de Mello, mas continuaremos cantando a humanidade dos seus versos. (*) Wagner Rocha é poeta e professor da Unimontes.
Montes Claros é destaque em aumento de receitas no Sudeste

Oito municípios de Minas Gerais registraram os maiores aumentos de receita entre os 38 municípios avaliados da região Sudeste. Os dados são do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que analisou 38 cidades da região, além de apresentar o comportamento das receitas e despesas do conjunto dos municípios do país e de cada região. Na amostragem da publicação, Minas Gerais entra com nove municípios entre eles, Montes Claros que registrou maior incremento na receita total nas cidades do Sudeste. A cidade passou de R$ 946,4 milhões registrados em 2019 para R$ 1,15 bilhão em 2020, alta de 21,8%. Em seguida estão Uberlândia, com crescimento de 21,2% e receita total de R$ 2,93 bilhões; Uberaba, com aumento de 20,3% e receita de R$ 1,55 bilhão em 2020; Ribeirão das Neves, com 17,3%; Juiz de Fora, com 17,2%; Betim), com 16,1%; Contagem, com 14,4%; e Governador Valadares, com 13,8%, no mesmo ano. Complementam o ranking dos 10 maiores aumentos em receitas nas cidades avaliadas do Sudeste dois municípios capixabas: Vila Velha (ES) e Cariacica (ES). No entanto, o desempenho da receita dos municípios do Sudeste não reflete, na mesma intensidade, a alta das maiores cidades mineiras. Na região, a expansão foi de apenas 4,4%, a menor entre as cinco do país. De acordo com a publicação, a economia do Sudeste e do Sul sofreu fortemente os impactos da pandemia e, além disso, os auxílios emergenciais repassados pelo Governo Federal pesaram menos nos orçamentos desses municípios, uma vez que suas receitas já são mais robustas que as das demais áreas. O anuário pode ser consultado no site da FNP (www.fnp.org.br) ou da Aequus Consultoria (www.aequus.com.br). Receitas das cidades aumentaram durante a pandemia Em 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, a receita total do conjunto dos municípios brasileiros cresceu 6%, no comparativo com 2019, ao atingir R$ 746,79 bilhões, em valores corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o anuário, o resultado positivo frente a um ano economicamente adverso é atribuído a dois fatores: o avanço das receitas correntes, puxado pelos auxílios emergenciais, e a expansão das receitas de capital, que foram impulsionadas pelas operações de crédito. A economista, Tânia Villela, explica que, não fossem os auxílios federais, a receita corrente municipal teria queda de pelo menos 0,9%. “Observando as receitas de capital, nota-se que houve expansão em seus dois principais componentes: as transferências de capital, recebidas pelos entes locais por meio de repasse feitos por outros níveis de governo, e as operações de créditos, que são contratadas com instituições financeiras”, pontuou. A economista ressalta que as transferências de capital subiram 32,8% entre 2019 e 2020, passando de R$ 10,40 bilhões para R$ 13,81 bilhões, sendo R$ 9,40 bilhões provenientes da União e R$ 4,14 bilhões, dos estados. Quanto às receitas de operações de crédito, o incremento disparou em 57,9%, elevando o montante para R$ 15,08 bilhões, o mais alto já registrado após três anos de seguidas altas substanciais. Fonte: Jornal Gazeta
Postagem sobre 12 montes-clarenses entre as vítimas de Capitólio, é falsa

A mentira repassada por Natália Gonçalves Fonseca Lima, sobre a tragédia que aconteceu em Capitólio, nesse Sábado, 8, e que chocou muita gente, afirmando em seu instagram que teria perdido 12 pessoas da sua família e que todos eram naturais de Montes Claros-MG, não passou de uma brincadeira de mau gosto. Segundo a Polícia Civil, ainda no sábado, sete corpos foram encontrados e, neste domingo, os três restantes. A princípio as vítimas estariam na lancha Jesus, mas, de acordo com a PC, será preciso aguardar laudo pericial para ter certeza. Após os trabalhos do Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil agora precisa identificar as vítimas formalmente. Até o momento, dois corpos foram identificados, sendo um deles Júlio Borges Antunes, de 68 anos, natural de Alpinópolis, no Sul de Minas. Segundo a instituição, as demais vítimas são: um homem de 37 anos, natural de Itaú de Minas, e o filho dele, de 17 anos, natural de Alfenas, no Sul de Minas; um homem, de 40 anos, natural de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, que seria o piloto da lancha; uma mulher de 43 anos, natural de Cajamar (SP), e a filha dela, de 18, natural de Paulínia (SP); um idoso de 67 anos, de Anhumas (SP), e a esposa dele, de 57 anos, natural de Itaú de Minas; um homem de 24 anos, natural de Campinas (SP); e um homem de 35 anos, de Passos (MG). Ou seja, nenhum de Montes Claros Segue abaixo a mentira divulgada nas redes sociais e em alguns órgãos de imprensa, dentre eles, a rádio Itatiaia e o site montesclaros.com Capitólio – 12 pessoas de família de Montes Claros estão entre os desaparecidos A Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, divulgou por volta das 21h deste sábado (08), que doze pessoas de uma mesma família, moradores de Montes Claros, no Norte de Minas, estão entre os desaparecidos na tragédia que ocorreu em Capitólio, no Sul do Estado. A informação foi repassada à Itatiaia pela jovem Natália Gonçalves Fonseca Lima, de 19 anos, parente das vítimas. Muito abalada, a jovem contou que a avó passou mal assim que soube da tragédia e precisou ser socorrida ao hospital. Segundo a família, os moradores de Montes Claros estavam nas duas embarcações que foram mais atingidas pelo paredão de pedra. ” Mensagens lamentando o ocorrido foram postadas nas redes sociais pela empresa de comunicação onde Natália trabalha em Montes Claros. O deputado federal delegado Marcelo Freitas, que também é da cidade, fez uma postagem em suas redes lamentando o desaparecimento.
Prefeitura de Montes Claros vai asfaltar os acessos de todos os seus distritos

A Prefeitura de Montes Claros vai asfaltar todas as vias de acesso aos distritos de Montes Claros. A medida vai melhorar as condições de tráfego, acabando com a lama, no período chuvoso e com a poeira, durante a estiagem. O edital já foi publicado no Diário Oficial do Município, gerando grande satisfação e alegria às lideranças comunitárias e moradores da área rural. As obras também beneficiarão, direta e indiretamente, crianças, jovens, adultos e idosos de mais de 300 comunidades e localidades da zona rural de Montes Claros. Um dos trechos a serem beneficiados liga a BR-135 (acesso ao distrito de Miralta, passando por Vila Nova de Minas) à Estrada da Produção. São cerca de 40 quilômetros, rota de transporte escolar e de produtores rurais, uma vez que possui comunidades afinadas com a agricultura familiar, uma das regiões com terras férteis do município de Montes Claros. A estrada, apesar das chuvas torrenciais dos últimos meses, ainda suporta o tráfego. Possibilita condições de segurança, mas surpreende com buracos e erosões provocadas pela chuva, bem como trechos escorregadios devido à característica do solo. Por outro lado, mostra características interioranas, com animais na pista e revela a esperança no olhar e no falar dos sertanejos, por acreditar que a obra transformará positivamente a região, melhorando a qualidade de vida. Com informação da Prefeitura de Montes Claros
Vereador critica farra com o dinheiro público e reforça posição contrária ao “fundão”

* Por Waldo Ferreira A farra com o dinheiro público autorizada pela Câmara dos Deputados ao aprovar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, semana passada, foi veementemente criticada pelo vereador Rodrigo Cadeirante na reunião da Câmara Municipal de terça-feira (21). Conhecido por ser contrário à utilização de recursos do erário para financiar campanhas políticas, Rodrigo baseia seu posicionamento no fato de que o país tem outras prioridades. Para ele, o dinheiro que vai para o “fundão”, nome bem adequado ao aumento descomunal da dotação para fins eleitorais, poderia ser utilizado em investimentos nas áreas da saúde, educação, social e na infraestrutura. O vereador lembrou que o valor é mais que o orçamento de 4 anos do município de Montes Claros (a estimativa da receita para 2022 é de R$ 1.404.822.800,00). Chama a atenção também, segundo Rodrigo Cadeirante, o fato de o aumento do valor do fundo ser proporcionalmente superior ao do salário mínimo e dos investimentos em setores estratégicos do país. “Essa atitude despropositada dos nossos representantes, no apagar das luzes, não leva em conta, por exemplo, uma legião de pessoas que passa fome e outras tantas desabrigadas pelas enchentes que assolam o país. Para eles, a prioridade é aumentar recursos para campanha política”, enfatizou. A crítica à utilização do fundo eleitoral se baseia ainda no próprio exemplo. Rodrigo foi o vereador mais votado do Norte de Minas abrindo mão dos fundos eleitoral e partidário, o que demonstra, na avaliação dele, que não é necessário utilizar recurso público para ser eleito. Ele também considera que o fundo é uma porta aberta para a corrupção nas campanhas e torna a disputa injusta. “O processo é desleal porque ganha um valor maior quem for amigo dos caciques políticos”, considera. Como alternativa e para corrigir essa distorção na distribuição dos recursos, ele prepara a elaboração de um anteprojeto, a ser enviado a todos os deputados federais, para destinar aos candidatos apenas o valor suficiente para a campanha, com o beneficiado sendo obrigado a devolver a verba caso seja eleito. O objetivo é possibilitar que, nos pleitos seguintes, o candidato que não tiver condições financeiras possa ter acesso ao montante devolvido, que será muito menor que o previsto nas regras atuais. Com isso, Rodrigo acredita que haverá uma distribuição mais justa e menos onerosa dos recursos. * Jornalista
Anac dá sinal verde e Aeroporto de Montes Claros deverá ser privatizado

Lista inclui terminais de Congonhas, Santos Dumont, estruturas em Minas Gerais e também no Centro-Oeste e no Norte do país A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou as minutas do edital dos contatos da sétima rodada de concessão de 16 aeroportos brasileiros (veja abaixo a lista), prevista para acontecer no ano que vem. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta terça-feira (21). Agora, os documentos seguem para a análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Na lista, estão aeroportos localizados nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, divididos em três blocos, que incluem, como maiores terminais, os de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). Segundo o governo, as estruturas que passarão por concessão na sétima rodada abrangem cerca de um quarto dos embarques e desembarques realizados em terminais aeroportuários no país. São esperados investimentos de R$ 8,6 bilhões em 30 anos. Os blocos: SP-MS-PA Neste bloco estão os aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, em São Paulo, além dos terminais de Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Parauapebas (PA) e Altamira (PA) Lance mínimo: R$ 525,2 milhões Investimento estimado: R$ 11,4 bihões RJ-MG Neste bloco estão os aeroportos de Santos Dumont e Jacarepaguám no Rio de Janeiro, além das estruturas mineiras de Montes Claros, Uberlândia e Uberaba. Lance mínimo: R$ 324 milhões Investimento estimado: R$ 5,8 bilhões Norte II Neste bloco estão os aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP). Lance mínimo: R$ 56,6 milhões Investimento estimado: R$ 1,9 bilhão O TEMPO agora está em Brasília. Acesse a capa especial da capital federal para acompanhar o noticiário dos Três Poderes.
Prefeito “peita” os intolerantes e passaporte da vacina está valendo em Montes Claros

* Por Waldo Ferreira – Apesar da intensa movimentação contrária de grupos bolsonaristas na rede social, o passaporte da vacina tornou-se realidade em Montes Claros. Na tentativa de barrar a medida, os negacionistas contaram até com a ajuda do juiz Isaías Caldeira, que a princípio conseguiu barrar a medida em caráter liminar. Posteriormente, porém, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou a validade do decreto do prefeito Humberto Souto, instituindo o passaporte. Com isso, já está valendo a exigência do comprovante vacinal para acesso a bares, restaurantes e similares, casas de festas e eventos, clubes de lazer e serviço, reuniões maçônicas, cinemas, shows artísticos, teatros e eventos. Na tentativa de reverter o decreto, grupos extremistas, autodenominados “direita conservadora”, pressionaram os 23 vereadores da cidade a se manifestarem contra a exigência, chegando a ameaçá-los em grupos de watssapp. A estratégia foi entupir suas caixas de e-mails com mensagens e vídeos recheados de fake news contra a vacina, cumprindo ameaça feita em áudios, nos quais os parlamentares são chamados de covardes e subservientes ao prefeito. Ironicamente, em se tratando de apoiadores da ditadura, alguns chegam a evocar a Constituição para pedir a revogação do decreto. Chama a atenção, ainda, os seguidores do presidente Jair Bolsonaro se referirem aos vereadores como “fascistas” e “ditadores”, exatamente os perfis ideológicos atribuídos a eles próprios. Nos áudios, reclamam do que chamam de “atitude tirânica e autoritária” do legislativo. Nas mensagens disseminadas na rede o objetivo é propagar ideias extremistas e reverberar falas de Bolsonaro contrárias aos protocolos de enfrentamento a Covid-19. Mesmo depois de confirmado pela Justiça, o comprovante de vacinação tem sido criticado com virulência pelos extremistas, que exigem, em tom intimidatório, que a medida seja revertida. A tônica é o ataque à vacina, com a repetição de informações falsas sobre os supostos efeitos colaterais do imunizante e a versão fantasiosa de que o objetivo dos governos mundiais é o controle populacional por meio da vacinação em massa, o que, na tese absurda deles, provocará mortes em série. A intolerância é intolerável, diz procurador A líder desse movimento extremista é uma advogada que se candidatou a vereadora nas eleições de 2020. Ela chegou a organizar manifestação nas imediações da casa do prefeito para exigir que ele revogue o decreto municipal. Para o procurador jurídico do Município, Otávio Rocha, há um grave equívoco dos defensores desse radicalismo. “Essa ideia de um liberalismo ingênuo, em que se imagina que as pessoas possam ser livres para fazer apenas o que bem querem, leva a um paradoxo que, ao final permite que a liberdade geral seja tolhida. A liberdade irrestrita de se poder fazer apenas o que bem entender leva as pessoas a avançarem sobre a liberdade alheia”, salientou. “Ninguém pode ter o direito de colocar a vida da coletividade em risco. Uma verdadeira democracia não pode tolerar os intolerantes. Deveriam ler mais Karl Popper e seguir menos Joseph Goebbels”, destacou o procurador. Rocha se refere ao filósofo austríaco Karl Raimund Popper (1902-1994) e ao ministro da propaganda nazista Joseph Gobbels (1897-1945). O primeiro defendia que a intolerância não deve ser tolerada, enquanto que o segundo era a própria personificação da intolerância. * Jornalista