Zema reata aliança com Bolsonaro de olho em 2026 e duelos com a extrema direita

Nas últimas semanas, o governador de Minas foi atacado pelo círculo próximo de Bolsonaro O governador de extrema direita de Minas Gerais, Romeu Zema, e Jair Bolsonaro trocaram afagos durante a visita do ex-ocupante do Palácio do Planalto a Belo Horizonte neste fim de semana. Bolsonaro e Zema tomaram café da manhã em uma padaria na Pampulha juntos no sábado, em um clima sorridente e descontraído, sinalizando uma reaproximação após o núcleo duro do bolsonarismo partir para cima de Zema nas últimas semanas. “Com um cafezin e pão de queijo, todo mundo se entende!”, publicou Zema nas redes sociais, referindo-se a Bolsonaro como “presidente. Ainda durante o encontro, Bolsonaro declarou ao jornal Estado de Minas não ter “nenhum tipo de briga”, e que é comum ter “desentendimentos”. Nas últimas semanas, o governador de Minas foi atacado pelo círculo próximo de Bolsonaro, especialmente pelo vereador Carlos Bolsonaro. Essa onda de críticas foi desencadeada após Zema destacar diferenças entre ele e Bolsonaro, incluindo, segundo ele, não empregar familiares e criticar a resposta federal à pandemia de Covid-19. Em resposta, Carlos chamou Zema de “insosso” e “malandro com cara de pastel”. Tanto Zema quanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já descartaram concorrer à presidência em 2026. Mas, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar Bolsonaro inelegível em junho, devido à disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral em um encontro com embaixadores, Zema emergiu como um dos principais nomes para unificar os bolsonaristas em torno de uma candidatura presidencial. Enquanto Zema tenta atrair os bolsonarristas mais fervorosos, Tarcísio age para não ficar em desvantagem.

Trem Rio-Minas começa a funcionar em 2023; saiba o que está em discussão

Com um investimento de R$ 45 milhões, projeto teve a sua primeira etapa finalizada e vai ligar os dois estados A primeira fase do trem turístico ‘Rio-Minas’ foi concluída, com previsão de início de operação ainda em 2023. O percurso liga a cidade de Três-Rios/Sapucaia (RJ) a Chiador (MG), cobrindo uma distância de 37 km e conectando os dois estados do sudeste. Até agora, o projeto recebeu um investimento de R$ 45 milhões. Após o início das operações, espera-se que o projeto continue, atendendo aos próximos módulos, atravessando mais cidades mineiras e percorrendo um total de 168 km. O projeto para a implementação do trem turístico que conectará os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro teve início no ano de 2016 e foi idealizado por Paulo Henrique do Nascimento, falecido aos 45 anos em 2018, vítima de um câncer. Para dar início às operações, a presidente da Ocisp Amigos do Trem, Cyntia do Nascimento, informa que só falta a assinatura do Contrato de Operações Específico, necessário para a circulação. O contrato já foi revisado pela Ocisp e está sob o aguardo de retorno. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem, responsável pela iniciativa, prevê que o trem comece a operar em dezembro deste ano. A reforma se iniciou há 8 anos. “Também estamos fazendo, em Recreio, uma nova reforma do material das locomotivas e dos carros de passageiros para iniciar o projeto. Nós fizemos uma reforma em 2016, quando compramos o maquinário, e estamos fazendo outra para iniciar o projeto. Agora, estamos aguardando, com a expectativa de inauguração para dezembro”, lembra Cyntia, em uma entrevista. De acordo com ela, em novembro, devem ser realizadas viagens de teste para verificar questões relacionadas à velocidade e ao combustível. Cada viagem terá a capacidade de transportar 873 turistas, com seis locomotivas e quinze vagões de passageiros. Isso significa que o trem poderá transportar 20.952 turistas por mês e 251.424 por ano. Vale lembrar que o preço da passagem ainda não foi definido. “É um projeto grandioso, mas que poderia ser melhor visto pelos órgãos públicos”. De acordo com Cyntia, todos os maiores desafios para tirar o projeto do papel foram superados. No entanto, ela ressalta que “atualmente a ONG só recebe apoio institucional, sem receber recursos governamentais ou emendas parlamentares”. Geração de renda e cultura “Conduzimos inúmeros estudos e percebemos claramente que o trem terá um impacto significativo na vida das pessoas, promovendo o crescimento do emprego, da renda, da economia e do turismo. Os estabelecimentos locais, como hotéis, pousadas, bares e restaurantes, já estão se preparando para essa nova realidade”, destaca a presidente. A ideia é que o trem turístico funcione sábado, domingo e feriado. Segundo ela, haverá diversos pacotes disponíveis para quem deseja fazer a viagem, incluindo a opção de escolher um atrativo dentro do trem e um ponto turístico. “Vão ser várias opções que estão no nosso planejamento, como por exemplo festivais de cerveja dentro do trem ou festival gastronômico. Vamos trabalhar com personalidades locais para impulsionar essas atividades”. Em 2018, foi conduzida uma viagem experimental do trem “Rio-Minas”, que percorre oito cidades entre os dois estados, sendo o trajeto turístico ferroviário mais extenso do país. Atualmente, está em andamento uma segunda fase de reformas no material rodante, que engloba locomotivas, carros de passageiros e vagões de alta linha. Além disso, estão sendo realizados trabalhos de funilaria e pintura, bem como os ajustes necessários para integrar esses elementos ao projeto, sempre em conformidade com as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Governo Zema propõe aumento de impostos para cerveja e smartphone

Dois meses após conceder benefícios substanciais às locadoras de veículos, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, está promovendo um projeto de lei que visa aumentar os impostos sobre produtos considerados supérfluos. O projeto em questão modifica a legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se aprovado, implicará na implementação de uma alíquota adicional de 2% na tributação de mercadorias como cerveja, smartphones e até mesmo ração para animais de estimação. A expectativa do governo é arrecadar anualmente entre R$ 800 milhões e R$ 1,2 bilhão com essa proposta, uma quantia equivalente ao valor das isenções fiscais concedidas às empresas em aliança com o governo, especialmente às locadoras de veículos. Os recursos provenientes desse aumento de impostos estão destinados ao Fundo de Erradicação da Miséria (FEM). Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o projeto tem sido alvo de críticas, inclusive de parlamentares pertencentes à base de apoio de Romeu Zema. Durante as discussões na Comissão de Fiscalização Financeira, o deputado Noraldino Júnior (PSC) expressou sua discordância em classificar a ração para animais como produto supérfluo, chamando a medida de “covardia” e argumentando que a ração é essencial para a alimentação de animais de estimação. Do partido Republicanos, o deputado Doorgal Andrada também não manifestou apoio ao projeto e prevê desafios para sua aprovação, destacando a estranheza do mesmo e questionando a definição de “supérfluo” para a maioria dos produtos. Além das críticas dentro da Assembleia, entidades fora dela também rejeitaram a proposta do governo. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que normalmente apoia Romeu Zema, emitiu uma nota de repúdio ao texto e à ideia de aumentar os impostos sobre a população, afirmando que essa medida prejudicaria o setor produtivo industrial, diversos segmentos da economia e todos os consumidores mineiros. É importante destacar que essa repercussão negativa ocorre durante a viagem internacional de Romeu Zema, que está na Europa desde o dia 5 e tem seu retorno previsto para esta sexta-feira. Até o momento da publicação deste artigo, o governo de Minas Gerais não havia se pronunciado em resposta às críticas. A oposição na Assembleia, com o objetivo de questionar a destinação dos recursos arrecadados para o FEM, denunciou que, no ano passado, o governo Zema utilizou parte do montante do fundo, que deveria ser destinado à erradicação da miséria, para cobrir despesas que não estavam relacionadas ao fundo. Isso incluiu o direcionamento de R$ 40 milhões para operações de servidores da Minas Gerais Administração e Serviços SA (MGS), R$ 2,5 milhões para comissões e R$ 291 milhões para o transporte escolar. O líder da oposição, Ulysses Gomes, relembrou também a aprovação anterior de um projeto que concedeu anistia às locadoras de veículos, um tema que foi votado a pedido do próprio governador: — Esse mundo não gira, capota. O governo abre mão de arrecadação para os próximos quatro anos uma quantia de R$ 3,5 bilhões e a mentira de dois meses atrás que o estado poderia abrir mão de arrecadação, que o estado está bem. Agora está mal e precisa de uma arrecadação. É relevante observar que desde 2011, a Constituição de Minas Gerais prevê a cobrança adicional no ICMS, uma medida que foi mantida ao longo dos governos subsequentes, incluindo o governo de Fernando Pimentel, do PT, e Romeu Zema em 2019. No entanto, o projeto atual não estabelece um prazo de validade como os anteriores, propondo um aumento fixo que poderia elevar a tributação de produtos com alíquotas atualmente em 25% para até 27%. A lista de produtos que seriam afetados por esse aumento de impostos inclui: Cervejas sem álcool e bebidas alcoólicas, exceto aguardentes de cana ou de melaço; Cigarros, exceto os embalados em aço, e produtos de tabacaria; Armas; Refrigerantes, bebidas isotônicas e bebidas energéticas; Rações tipo pet; Perfumes, águas-de-colônia, cosméticos e produtos de toucador, exceto xampus, preparados antissolares e sabões de toucador de uso pessoal; Alimentos para atletas; Telefones celulares e smartphones; Câmeras fotográficas ou de filmagem e suas peças ou acessórios; Equipamentos para pesca esportiva, exceto os de segurança; Equipamentos de som ou de vídeo para uso automotivo, incluindo alto-falantes, amplificadores e transformadores. Vale destacar que em julho deste ano, a Assembleia Legislativa já havia aprovado benefícios tributários para as locadoras de veículos, o que gerou críticas relacionadas a doações de campanha e à concessão de descontos substanciais a empresas do setor. Continua após a publicidade Em nota, o governo de Minas Gerais argumentou que a redução de alíquotas tributárias para o setor de locadoras está em vigor desde 2004, sendo adotada em 15 unidades federativas. Embora a nota não mencione a mudança legislativa atual, destaca a importância de manter as locadoras no estado Fonte: O cafezinho

Hoje é o dia de levantar nossos copos em homenagem à cachaça e à cultura brasileira

BEBIDA TÍPICA – No Dia da Cachaça, conheça um pouco da história da bebida e marcas produzidas por assentamentos da reforma agrária Criado pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) em 5 junho de 2009, durante a feira Expocachaça, em Belo Horizonte, o Dia Nacional da Cachaça é comemorado em 13 de setembro. A popular “pinga”, que tem muitos outros nomes populares, confunde-se com a própria história do Brasil. “Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro.” Cachaça é coisa séria. A definição do parágrafo anterior consta do decreto 6.871, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2009, durante seu segundo mandato. A bebida “típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil” tem até um dia próprio: 13 de setembro. A origem da data, inclusive, mostra como a cachaça (em alguns lugares conhecida por pinga – ou por apelidos carinhosos, como “caninha”, “marvada”, “mé” e muitos outros) está diretamente ligada à história do Brasil. A referência é o ano de 1661. Sim, isso mesmo, mais de 360 anos atrás. É muito provável que a cachaça tenha sido criada ainda no século XVI, por negros escravizados em fazendas de cana e engenhos de açúcar. Por muito tempo considerada uma bebida que não era adequada à nobreza, ela foi proibida pela corte portuguesa, visando proteger a bagaceira, destilado de uva tradicional do país, da concorrência do aguardente nascido na colônia. Entre idas e vindas na proibição da produção da bebida, houve uma rebelião, que, não por acaso, foi mais tarde batizada de Revolta da Cachaça. No Rio de Janeiro, onde legislação local permitia a fabricação e a venda, a reclamação era contra altos impostos. Após muitos meses, a cachaça voltou a ser permitida definitivamente em 13 de setembro de 1661, daí a data. Produtos da reforma agrária Vencidos todos os preconceitos e proibições, a cachaça hoje é orgulho nacional. Encontrada em diversas formas e cores, ela é consumida pura; com gelo, limão e açúcar, na tradicionalíssima caipirinha; em outros drinks; e é usada também em receitas. Em suma, uma bebida versátil. Nas prateleiras do Armazém do Campo, por exemplo, são encontradas marcas que já se tornaram tradicionais, produzidas por camponeses de assentamentos da reforma agrária: Campesina; Vidas Secas – Lula Livre!; Veredas da Terra; Camponeses… A lista de rótulos é grande. Produzida pela Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória (Copavi) no assentamento Santa Maria em Paranacity (PR), a cachaça da marca Camponeses, artesanal e orgânica, é armazenada em diferentes tipos de barris antes de ser engarrafada: amburana, bálsamo, carvalho e aço. São 25 famílias envolvidas na produção de 15 mil litros da bebida por ano. “A cana de açúcar orgânica, após colhida, é transportada até a agroindústria. Passa pelo processo de moagem, filtragem do caldo e depois vai para tanques de fermentação. Após a fermentação, é colocada no alambique para destilação. Terminado o processo de destilação temos a cachaça, que é colocada nos barris para armazenamento. Após seis meses ou mais, a cachaça é padronizada e destinada para o envase e segue para o estoque e venda”, conta Valmir Stronzake, um dos produtores. Outra marca reconhecida em várias partes do país é a Veredas da Terra, que vem dos assentamentos Estrela da Terra e Darcy Ribeiro, em Montes Claros (MG). Além de ser oferecida nas lojas do Armazém do Campo, ela é enviada ao Rio Grande do Sul, onde é trocada por produtos como suco de uva e arroz. “Para nós é muito satisfatório, você ser reconhecido nos estados onde passa. Falam ‘Veredas’, o povo já conhece bastante, é um produto bem conhecido. É muito satisfatório para nossa cooperativa ter produtos que são reconhecidos no Brasil inteiro”, orgulha-se um dos produtores, Rodrigo Tiago. Via Brasil de Fato

Cidades em Minas podem agendar instalação da nova parabólica digital

Essa substituição de parabólicas é necessária porque, em breve, as parabólicas tradicionais deixarão de funcionar Mais 14 cidades em Minas Gerais já estão na lista para ofertar a famílias de baixa renda o kit com a nova parabólica digital. As novas cidades se juntam a outros 22 municípios mineiros que tiveram o agendamento liberado em julho. O serviço é gratuito para pessoas inscritas em algum programa do governo federal (CadÚnico) e que têm a parabólica tradicional funcionando em casa. O trabalho é realizado pela Siga Antenado. Essa substituição de parabólicas é necessária porque, em breve, os equipamentos antigos deixarão de funcionar, o que acarretará corte do acesso à TV de quem não fizer a substituição pela antena digital. O modelo tradicional corre o risco de interferência no sinal da TV quando a tecnologia 5G for ativada em sua cidade ou região. Como o sinal do 5G é transmitido na mesma frequência da parabólica tradicional, poderão ocorrer chuviscos, chiados, a imagem pode travar e até ser interrompida. As exceções para a troca são aqueles que utilizam outros sistemas de transmissão para assistir à televisão, como antena digital tipo espinha de peixe (instalada no telhado da casa), antena digital interna e TV por assinatura. O CEO da Siga Antenado, Leandro Guerra, cita os benefícios da nova antena: “A nova parabólica digital oferece melhor qualidade de imagem e de som, programação regional e vai continuar sendo gratuita, como sempre foi”, afirma. “É muito importante que as pessoas procurem nossos canais de atendimento quanto antes para saber se têm direito ao kit gratuito”. Outras 169 cidades de Minas Gerais aguardam a liberação do agendamento para instalação do kit gratuito. A previsão é de que, no final, 120,6 mil famílias tenham direito à instalação gratuita em Minas. Para saber se tem direito ao kit gratuito, o beneficiário deve entrar em contato pelo número 0800 729 2404 ou pelo site, com o número do CPF ou do NIS em mãos. Siga Antenado A Siga Antenado é uma instituição não governamental criada por determinação da Anatel. Sem fins lucrativos, a entidade é a responsável por apoiar a população de menor renda durante a migração do sinal de TV utilizado pelas parabólicas tradicionais (Banda C) para o sinal das parabólicas digitais (Banda Ku). Cidades com agendamento aberto em MG na 4ª fase do programa: Alpinópolis Antônio Carlos Araxá Barbacena Bela Vista de Minas Bicas Cachoeira de Minas Cascalho Rico Catas Altas da Noruega Conceição dos Ouros Diamantina Goianá Guarda-Mor Ibertioga Itabira Itaverava Ituiutaba João Monlevade Lavras Muriaé Nova Era Nova Serrana Paracatu Patos de Minas Pouso Alegre Rio Piracicaba Santa Rita de Ibitipoca Santa Rita do Sapucaí Santana dos Montes São José da Barra Teófilo Otoni Tiradentes Ubá Vargem Bonita Varginha Vazante

Nikolas Ferreira votou contra projeto que limita juros do cartão de crédito

Além do fedelho, 17 parlamentares votaram contra o projeto de lei que remete ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a fixação de limites para os juros do cartão de crédito e cria o programa Desenrola Brasil de refinanciamento de dívidas pessoais. Com voto contrário de 18 deputados bolsonaristas radicais, a Câmara aprovou na noite desta terça-feira (5) Sob relatoria do deputado Alencar Santana (PT-SP), o PL 2685/22 de autoria de Elmar Nascimento (União-BA) incorporou a Medida Provisória 1176/23, sobre o programa Desenrola, criado pelo governo Lula para incentivar o refinanciamento de dívidas. Redução dos juros De acordo com o texto aprovado, os emissores de cartão de crédito e de outros instrumentos de pagamento pós-pagos utilizados em arranjos abertos (cartão de bandeira) ou fechados (cartões de redes varejistas) deverão apresentar ao CMN proposta de autorregulação das taxas de juros e encargos financeiros cobrados no crédito rotativo e no parcelamento de saldo devedor das faturas de cartões de crédito. Os limites deverão ser anuais e apresentados com fundamento. Caso esses limites não sejam aprovados pelo conselho no prazo de 90 dias, contados da publicação da futura lei, o total cobrado de juros e encargos não poderá ser superior, em cada caso, ao valor original da dívida. “Para que não seja acusado o Parlamento de intervir na economia, nós estamos dando um prazo de 90 dias ao setor que emite cartão de crédito, aos bancos e às demais instituições financeiras para que apresentem uma proposta ao Conselho Monetário Nacional”, disse Alencar Santana. “A média anual de juros rotativos do cartão é de 440%. Isso é um absurdo, a pessoa acaba se enrolando, sem pagar seu compromisso, resultando em um lucro abusivo, sem qualquer parâmetro no mundo”, afirmou. Ele lembrou que o limite dos juros a 100% da dívida já ocorre na Inglaterra. “Estamos baixando os juros anuais de 440%, na média, para 100%, uma redução de 340%, uma redução significativa e muito importante”, disse o relator. Uma novidade em relação ao projeto original é a portabilidade da dívida do cartão de crédito e de outros débitos relacionados a ele, mesmo os já parcelados pelo próprio cartão ou de contas vinculadas ao cartão para seu pagamento (instrumento de pagamento pós-pago). Assim, o consumidor poderá buscar ofertas de juros menores para equacionar sua dívida junto a outra instituição financeira. A instituição credora original não poderá cobrar custos relacionados à troca de informações e à efetivação dessa portabilidade. Desenrola O texto aprovado pelos deputados incorpora o conteúdo da Medida Provisória 1176/23, que cria o Programa Desenrola Brasil a fim de incentivar a renegociação, com garantia do governo federal, de dívidas somadas até o valor de R$ 5 mil por pessoa inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou por quem tenha renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos (R$ 2.640,00). Poderão entrar nessa negociação dívidas com bancos, mas também com fornecedores (como água, luz e telefone) ou com o varejo e até mesmo de crédito pessoal consignado. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil deverão, de forma gratuita em todas as suas agências, prestar instruções de forma presencial aos devedores que tiverem dificuldade em acessar a plataforma digital do programa. Dados da Serasa, no começo do ano, mostravam um total de cerca de 69 milhões de brasileiros inadimplentes, com dívidas em atraso no valor total de R$ 301,5 bilhões. Em média, a dívida de cada pessoa inadimplente era R$ 4.400. O devedor cujas dívidas ficarem aptas poderá aderir ao Desenrola Brasil por meio do Gov.br e poderá escolher: as dívidas que serão renegociadas, conforme o desconto obtido no leilão; o agente financeiro com o qual contratar novo empréstimo para refinanciar a dívida; e a forma de parcelamento, respeitando o valor mínimo de parcela e o tempo máximo de pagamento. Para fins de contratação da nova dívida, o texto considera que a renda mensal para prover o mínimo existencial da pessoa física, definida pelo Decreto 11.150/22 em R$ 600,00, não será impedimento para a contratação da operação de crédito. Assim, a pessoa poderá comprometer valores de sua renda a ponto de lhe sobrar menos que esse montante. Já a entidade operadora deverá ofertar ao devedor um curso de educação financeira. Veja a lista dos bolsonaristas que votaram contra o Projeto. Abilio Brunini (PL-MT) Adriana Ventura (Novo-SP) Bibo Nunes (PL-RS) Daniel Freitas (PL-SC) Delegado Ramagem (PL-RJ) Filipe Barros (PL-PR) Gilson Marques (Novo-SC) Gustavo Gayer (PL-GO) Julia Zanatta (PL-SC) Junio Amaral (PL-MG) Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) Marcel van Hattem (Novo-RS) Marcio Alvino (PL-SP) Mauricio Marcon (Podemos-RS) Nikolas Ferreira (PL-MG) Ricardo Salles (PL-SP) Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) Zucco (Republicanos-RS)

Zema, a volta dos mortos vivos golpistas e uma nova operação Brother Sam?

Engana-se quem acredita que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja somente um político oportunista, desinformado e que, com frequência, destila preconceito. Ele é isto, mas não apenas. Por Ângela Carrato* Empresário dos mais ricos, sua eleição para o governo de Minas, em 2018, foi um golpe de sorte, movido a toneladas de fake news. No último minuto do último debate entre os candidatos no primeiro turno ele, que integrava o partido Novo, anunciou apoio a Jair Bolsonaro, que disputava pelo PSL. Detalhe: o Novo tinha candidato à presidência, João Amoedo. Zema estreou na política golpeando seu próprio partido. Numa eleição marcada pelo ódio ao PT destilado pelas fake news bolsonaristas e pela memória ainda viva dos desmandos dos tucanos em Minas Gerais, o voto no desconhecido Zema pareceu, para muita gente, uma opção correta. Candidato à reeleição, Zema apoiou Bolsonaro e fez de tudo para garantir a própria vitória e a do ex-capitão. Além de se valer de parceria com as empresas de mineração que destoem a Serra do Curral, em Belo Horizonte, Zema atuou como rolo compressor contra prefeitos que insistiam em apoiar Lula, o candidato de oposição a Bolsonaro em 2022. A pressão não deu certo. Lula venceu em 630 dos 853 municípios mineiros, totalizando 48,29% dos votos. Bolsonaro, no entanto, foi o vitorioso nas três cidades mais populosas do Estado: Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem. Se esse foi o motivo que levou Zema a permanecer ao lado de Bolsonaro, mesmo após a derrota do ex-capitão, está longe de ser o único ou mesmo o principal. Com Bolsonaro inelegível por oito anos, os sonhos políticos de Zema são vários. O primeiro e mais evidente é se tornar uma espécie de herdeiro político dos votos da extrema-direita em Minas e no Brasil. O segundo – e não tão evidente – é tentar cacifar-se, a exemplo do que fez no passado o também governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, como principal líder da oposição e até mesmo de uma deposição de Lula. As articulações de Magalhães Pinto junto aos então governadores do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, e de São Paulo, Ademar de Barros, nos idos de 1964, foram fundamentais para o golpe civil-militar que derrubou o presidente João Goulart. Zema parece acreditar que possa repetir a proeza, uma vez que os golpes tradicionais deram lugar aos modelos híbridos, patrocinados por parlamentares, judiciário e mídia, a exemplo do que aconteceu em 2016 com Dilma Rousseff. Inicialmente um tanto confuso em relação ao terceiro governo Lula, Zema demonstra não ter mais dúvidas. Além de críticas diretas ao Planalto e ao próprio Lula, ele vem combinado tal postura com visíveis grosserias: faltou a encontro em que o presidente reuniu os governadores, não poupa ataques ao PT e não esteve presente ao lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o principal do terceiro governo Lula. Só em Minas Gerais, a iniciativa vai investir R$ 171,9 bilhões em obras e serviços. A mais recente grosseria de Zema foi anunciar que viajará ao exterior entre 5 e 15 de setembro, logo após Lula ter dito que virá ao estado nos próximos dias para uma série de eventos nos quais, claro, o governador estaria convidado. A viagem de Zema é a mais sem necessidade possível. Oficialmente ele irá à Áustria e à Itália atrás de investimentos (!) e fará uma vistoria nas obras da empresa italiana que venceu o processo de licitação para construir, operar e manter o controvertido Rodoanel, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Detalhe: a obra favorece as empresas mineradoras internacionais, ameaça moradores e destrói o meio ambiente. As articulações de Zema contra Lula ficam mais claras se juntarmos algumas de suas atitudes recentes e as colocarmos num contexto mais amplo. Do nada, ele fez uma declaração sobre as regiões brasileiras que nitidamente visava jogar a população do Sul e do Sudeste contra a do Norte e do Nordeste. Mesmo repercutindo mal em todo o país, sua fala, longe de ser um ato falho, foi um ato consciente, que tem tudo para ser mais um projeto político antipopular e contrario à soberania brasileira. Um dos primeiros atos de Bolsonaro como presidente, um mês após assumir, foi ter depositado junto ao Secretariado-geral da ONU o instrumento de ratificação da Convenção de Viena sobre a Sucessão de Estados em Matéria de Tratados que entrou em vigor para o Brasil, em 9 de março de 2019. De que se trata tal Convenção? A sucessão de Estados ocorre sempre que houver substituição de um Estado (o predecessor) por outro (o sucessor) no exercício da soberania sobre parte ou a totalidade de um território. A título de exemplo, a dissolução da antiga União Soviética deu lugar a vários estados independentes. A Iugoslávia se desintegrou e vários estados a ela se seguiram, como é o caso da Bósnia, Croácia, Montenegro e Macedônia, que se tornaram independentes. Antes do Brasil apenas 22 países haviam ratificado a referida convenção. Da América do Sul, somente o Equador, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai assinaram a Convenção, mas não a ratificaram. Daí soar absolutamente estranho que um país como o Brasil, que se orgulha de sua unidade nacional e territorial, tenha confirmado seu vinculo jurídico a esta Convenção. Estados Unidos, Rússia, França, China, Alemanha, Itália, Espanha, Índia, Japão, Inglaterra, México, Canadá e tantos outros países afirmam os especialistas em direito internacional Evandro Menezes de Carvalho e Raul Bradley Cunha sequer assinaram o tratado. Por desinformação ou má fé, a mídia corporativa brasileira ignorou a assinatura deste tratado. Na semana passada, Zema entregou o título de cidadão honorário de Minas Gerais a Bolsonaro. A entrega se deu cinco dias depois de Bolsonaro ter se internado num hospital em São Paulo, para não comparecer ao depoimento que teria que prestar à Polícia Federal, e três dias antes dele, em outro depoimento sobre as ações golpistas de 8 de janeiro, optar pelo silêncio. Para prestigiar Bolsonaro, o governador de Minas Gerais não se incomodou em transformar Belo Horizonte em praça de guerra.

Campanha Setembro Verde busca conscientizar população sobre doação de órgãos

Diversas ações são realizadas durante o mês com o objetivo de aumentar notificações de possíveis doadores, sensibilizando as famílias “Sim”. Três letras que podem salvar diversas vidas. A campanha Setembro Verde, de conscientização sobre a doação de órgãos, incentiva a realização de inúmeras ações neste mês, cujo objetivo é único: que esta pequena palavra seja dita por mais famílias de possíveis doadores. O MG Transplantes, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), participa ativamente da campanha todos os anos e, atualmente, está promovendo várias iniciativas para incentivar mais doações e menos recusas de familiares. O número de transplantes em Minas Gerais vem aumentando – foram 1.573 procedimentos efetivados em 2020, 1.733 em 2021 e 2.003 em 2022 -, o que revela a retomada das doações com a estabilidade dos casos da covid-19 no país. Porém, as estatísticas permanecem distantes do necessário para atender à demanda de transplantes no estado. A média de recusa para a doação de órgãos também cresceu: está em torno de 45%, sendo que, em 2019 (antes da pandemia) chegou a 25%. Para a doação ocorrer, apenas a resposta positiva dos familiares é necessária – não é preciso deixar nenhum registro sobre esse desejo em vida. A lista de espera por órgãos e tecidos para transplantes em Minas somava, até julho deste ano, 5.949 pessoas. Informação De acordo com o coordenador do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado, um dos principais motivos para a alta recusa de doações é a falta de informação. “As campanhas são de extrema importância, pois o grande público pode entender mais sobre o que é a morte encefálica, por exemplo. Isso ajuda para que, caso a pessoa tenha um familiar que seja um potencial doador de órgãos, simplifique a comunicação do diagnóstico a ela e, consequentemente, a tomada de decisão”. Omar ressalta também a falta de diálogo sobre o assunto dentro da sociedade. “As pessoas precisam conversar mais, principalmente dentro de casa, e expor suas ideias a respeito da doação de órgãos. Levar informação à população faz com que o público dialogue mais”, opina. Omar ainda destaca a necessidade de melhora dos índices de notificação de possíveis doadores nas unidades de saúde. “O diagnóstico de morte encefálica demanda muitos profissionais e exames complementares que não estão disponíveis em todos os lugares. É preciso que a rede estadual de saúde possa identificar estes pacientes”, completa Omar. Por isso, em 2023, o MG Transplantes retomou os cursos de diagnóstico de morte encefálica, interrompidos durante a pandemia. Somente este ano foram treinados cerca de 450 médicos pelas equipes da instituição. Lançamento da campanha A Rede Fhemig realizou, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), nesta sexta-feira (1/9), ação em prol da doação de órgãos. O evento, que abriu a campanha Setembro Verde, aconteceu em frente à praça Floriano Peixoto e contou com a presença de representantes de diversas instituições de saúde de Minas Gerais e de pessoas que já foram transplantadas. “O setembro verde é uma das campanhas, de responsabilidade da Fhemig, de maior importância. Esperamos fazer – não só neste mês, mas durante todo do ano – um amplo trabalho voltado à sensibilização da população, que é essencial para a captação de órgãos” afirmou a presidente da fundação, Renata Dias. Ela aproveitou para lembrar ainda o aumento da taxa de recusa durante a pandemia. “Tivemos níveis muito baixos de doação durante a pandemia da covid-19. Neste primeiro semestre, conseguimos retomar mais de 30% e, com a campanha, esperamos conseguir alavancar ainda mais o número de doações”. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, também esteve presente e destacou a importância da campanha. “Viemos aqui hoje para lembrar sobre a importância de avisarmos nossas famílias e amigos que somos doadores. É um ato simples, que pode salvar as vidas de pessoas que estão aguardando na fila – hoje, somente em Minas, quase 6 mil pessoas esperam por um transplante”, disse Fábio. O secretário ressaltou, ainda, o aumento da atuação de Minas Gerais na causa. “Recentemente, aprovamos a reformulação da nossa política de transplantes. Por muito tempo, os transplantes de pulmão e alguns realizados em crianças eram transferidos para outro estado, o que em breve não será mais necessário. Desta maneira, o estado vem aumentando a captação de órgãos e aumentando a agilidade do processo, atendendo mais pessoas e dando maior qualidade de vida a elas”, finalizou. Superação Psicóloga, escritora e pesquisadora, Ailla Pacheco, de 33 anos, levava uma vida normal, em 2020, quando, após um dia de muito trabalho, resolveu ir ao hospital devido a alguns desconfortos que sentia. Tratava-se de um quadro de hepatite fulminante. “Fui imediatamente internada com sepse (infecção generalizada). Parei de comer, andar, falar. Fui percebendo o meu corpo parar e morrer gradualmente. Em seguida, tive encefalopatia hepática, seguida de um coma. No hospital, tive 12 infecções, realizei três arriscadas cirurgias, seis procedimentos e tinha pouquíssimas chances de sobreviver”, lembra. Apesar do quadro grave, ela nunca perdeu a esperança. “Naquele momento, no hospital, eu compreendi a importância da saúde mental que sempre cultivei e, sobretudo, da fé. Entendi que tudo o que eu havia ensinado para as pessoas ao longo dos últimos 15 anos, trabalhando com psicologia e autoconhecimento, eu precisava – mais do que nunca – cultivar em meu próprio ser”. A situação começou a mudar quando, em 10/10/2020, quatro dias antes do seu aniversário, Ailla recebeu o transplante de fígado – no caso dela não seria possível a doação parcial do órgão, que pode ser feita por um doador vivo. Após a cirurgia, a psicóloga continuou internada por mais dois meses e meio para reabilitação. “Foram 120 dias direto de internação, em que precisei lutar muito para enfrentar a morte e abraçar a vida. Após o transplante, foi necessário reaprender a andar, falar, respirar e comer. A reabilitação completa durou aproximadamente um ano. Hoje, tenho uma vida incrível. Reabri minha clínica, que foi fechada quando eu adoeci, e vou me casar em poucos dias. A gratidão ao meu doador e à sua família

PM demitida por ‘dança inadequada’ denuncia assédio sexual na corporação

Em entrevista ao EM, Shirley Manacês, de 33 anos, relatou alguns dos episódios em que foi assediada sexualmente A ex-policial Shirley Manacês, de 33 anos, e o advogado dela, Berlinque Cantelmo, denunciaram ao Estado de Minas episódios recorrentes de assédio sexual na corporação e um processo administrativo — segundo eles, “irregular” —, que resultou na demissão da agente. Lotada no 36º batalhão em Vespasiano, na Grande BH, a então sargento foi desligada da corporação na quinta-feira passada (24/8) depois de publicar vídeos dançando na plataforma Bigo Live em 2019. Ela integrava o quadro de militares da PMMG desde 6 de janeiro de 2014. “Trata-se de uma plataforma pública, gratuita e com diretrizes para os usuários similares a outras redes, como Facebook e Instagram”, pontua o advogado, acrescentando que sua cliente foi demitida — depois de três anos de processo — por ter “adotado conduta ofensiva à honra pessoal e ao decoro da classe”, conforme, segundo ele, justifica a PM ao recorrer ao código de ética da lei estadual 14.310/2002 nos autos do processo. No entanto, os vídeos que ela gravou não têm conotação sexual, diz Cantelmo. “Ela nunca dançou de roupa íntima, por exemplo, ou fez menção à PM. Acontece que, ao longo de quase 10 anos, ela sofreu diversos tipos de assédio, como sexual, moral e psicológico. Policiais tentaram sair com ela, forçando um relacionamento, até que os vídeos foram descobertos pouco depois dela iniciar as publicações. Alguém entrou nessa plataforma e a reconheceu como policial militar. Desconfiamos que seja algum agente infiltrado da corregedoria da PM”, afirma Cantelmo, que é especialista em direito militar. Demissão na frente de militares e perda do bebê Cantelmo diz ainda que o desligamento de Shirley aconteceu na frente de outros militares abaixo dela na hierarquia da polícia, como cabo e soldado. “Na ocasião, ela estava grávida de oito semanas e foi chamada na frente deles, sendo escoltada até em casa para pegar a farda”, declara. hirley diz que imediatamente chamou o sargento responsável pelo destacamento do pelotão. “Ele pediu para eu não tomar providências, pois iria conversar com ele e que isso não iria mais se repetir. Fiquei constrangida e sem lugar. Antes disso, eu já tinha tomado conhecimento que esse mesmo sargento já tinha tirado foto minha de costas”, alega. Em 2018, em BH, Shirley conta que estava encarregada de um processo envolvendo um cabo, quando um oficial da corporação, que ela precisava ouvir, a fez ficar “o dia todo” no batalhão aguardando-o. “Após isso, ele fez contato via WhatsApp comigo e, por pelo menos uns três dias, sob alegação de que estava para ir embora para outra cidade, insistiu muito para sair comigo. Durante todo esse tempo na polícia, sempre conseguiam o meu telefone por meios que desconheço”, finaliza. Irregularidades no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) Antes da demissão, em 20 de julho, um médico da Polícia Militar emitiu um relatório no qual Shirley é diagnosticada com depressão. No documento, que a reportagem teve acesso, o profissional recomenda o afastamento da policial por um período mínimo de 60 dias e seu acompanhamento psicológico. “A continuação da tramitação do PAD desrespeitou ordens médicas. O processo deveria ter sido suspenso até que ela estivesse em plenas condições de respondê-lo”, avalia o advogado. “A segunda irregularidade é a ausência de critério na tomada de decisão por parte do conselho de ética, da comissão processante e da própria coronel corregedora. Outros militares submetidos a processos [semelhantes] não foram tratados da mesma forma e sequer foram demitidos da corporação”, pontua Cantelmo. Por fim, o advogado de Shirley diz que “determinados requerimentos da defesa” não foram colocados nos autos do processo. “Não trouxeram a cadeia de custódia das provas digitais e as origens efetivas dos vídeos, além de não demonstrarem se ela ganhou ou não dinheiro com qualquer tipo de exposição em rede social. Não fizeram porque isso não existiu. Foi uma falácia processual para persegui-la e demiti-la”, diz ele. O que diz a Polícia Militar Procurada pela reportagem para comentar a demissão da profissional, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) esclarece, por meio de nota, que Shirley Manacês foi “submetida a Procedimento Administrativo Demissionário (PAD), tendo sido garantido o direito ao contraditório e ampla defesa, com integral acompanhamento do seu defensor”. “Após o trâmite do devido processo legal foi decidido por sua demissão da Polícia Militar”, finaliza a instituição, que manteve a mesma nota ao ser questionada em um segundo contato da reportagem sobre as denúncias de assédio sexual. Fonte: EM

Eduardo Costa pede bloqueio de bens de comentarista da Globo Minas

O cantor sertanejo entrou com um pedido de cumprimento de sentença para que Fábio Júnior pague uma dívida de mais de R$ 1,6 milhão O cantor Eduardo Costa ingressou com um pedido de cumprimento de sentença para que o ex-jogador de futebol Fábio Júnior, que jogou por Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG, e outros clube, e que atualmente atua como comentarista da TV Globo em Minas Gerais, pague uma dívida de mais de R$ 1,6 milhão. De acordo com as informações do colunista Diego Garcia, do portal UOL, o ex-atleta foi condenado a pagar uma multa de R$ 1 milhão após desistir da compra de uma mansão do do sertanejo avaliada em R$ 10 milhões, após assinar o contrato de compra e venda. O imóvel fica no Bairro Bandeirantes, em Belo Horizonte. A juíza Lilian Bastos, da 21ª Vara Cível da capital mineira, determinou que o ex-esportista efetuasse o pagamento de 10% do valor do contrato, para que o processo, que foi aberto em dezembro de 2020 pelo músico, seja finalmente extinguido. A magistrada declarou que Fábio tinha conhecimento da multa prevista no acordo e que o valor da rescisão contratual do imóvel está dentro dos limites legais. Fábio não recorreu da sentença e nem pagou o valor, o que levou Eduardo a ir novamente à Justiça. O artista pede que o tribunal bloqueie os valores disponíveis em contas bancárias do ex-atleta. Caso não encontre nada, solicitou a penhora de seus bens. Continua após a publicidade A treta toda começou quando Júnior resolveu comprar a residência de Costa. Do total de R$ 10 milhões, o ex-craque deveria pagar R$ 6 milhões em agosto daquele ano para concretizar a negociação do imóvel. Porém, isso não aconteceu. O restante do valor seria dividido em 36 parcelas de R$ 111 mil cada. Fábio Júnior contestou a cobrança na Justiça de forma espontânea, após ter conhecimento sobre a ação pela imprensa. O réu afirmou que após assinar o contrato de compra e venda, descobriu um processo, que estava em segredo judicial, envolvendo a residência. Nos autos, o ex-atacante disse, ainda, que não foi dono da casa nem por um dia sequer e que tentou resolver tudo, amigavelmente, anunciando o seu direito de arrependimento pela compra, mas não obteve um retorno.