Cansado de esperar por Zema, Bolsonaro define apoio a Viana em Minas

Em reunião nesta terça, em Brasília, Bolsonaro definiu que Viana será o seu candidato ao governo de Minas, e dará palanque a ele no Estado Após uma semana de negociações frustradas com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e com integrantes da cúpula do Novo, o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, confirmou nesta terça-feira que seguirá com a pré-candidatura do senador Carlos Viana (PL) ao governo de Minas, conforme informações obtidas pela reportagem de O TEMPO. Em reunião nesta terça, em Brasília, Bolsonaro definiu que Viana será o seu candidato ao governo e dará palanque a ele no Estado. Participaram do encontro, além de Bolsonaro e Viana, o pré-candidato ao Senado, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL), o presidente estadual do União Brasil, deputado Marcelo Freitas e, por videochamada, o presidente estadual do Republicanos, deputado Gilberto Abramo. Embora o presidente ainda não tenha feito uma declaração de apoio pública, a pré-candidatura de Viana ganhou fôlego nas últimas semanas após uma possível aliança de Bolsonaro com Zema não ter caminhado. No começo da semana passada, conforme mostrou O TEMPO, Zema, acompanhado do deputado Marcelo Aro (PP) e do secretário de Governo, Igor Eto, se encontrou com Bolsonaro e discutiram sobre o possível apoio mútuo no Estado. No entanto, as conversas não avançaram, porque o Novo teria oferecido apoio informal à candidatura à reeleição de Bolsonaro no primeiro turno, apoiando formalmente apenas em um eventual segundo turno. Possibilidade que não agradou o PL que busca palanque competitivo em Minas. Após a reunião desta terça-feira, o senador confirmou à reportagem que Bolsonaro reforçou a candidatura dele ao Palácio Tiradentes. “Hoje o presidente reforçou que eu sou o candidato dele em Minas. Reforçou minha candidatura. Agora, vamos trabalhar em uma data para o lançamento dela no Estado”, afirmou Viana. “Eu sei que houve conversas com a chapa do Zema, mas fizeram uma proposta que não funciona para o presidente. Que é eles manterem a chapa cheia deles e declarar apoio no segundo turno. Isso está fora de questão para o presidente e para o PL”, contou Chapa do PL A convenção partidária do PL em Minas está marcada para o dia 20 de julho, caso a pré-candidatura do senador se mantenha, será nessa ocasião que a chapa será confirmada. Até o momento, a chapa majoritária do PL em Minas, conta com Viana, como pré-candidato ao governo e o deputado e ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio na briga pelo Senado. Para a vaga de vice-governador, Viana afirma que já vem discutindo com partidos que podem coligar com o PL. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o nome para a vaga pode vir do Republicanos ou do União Brasil. Questionado, Viana pontuou que, pessoalmente, tem uma preferência pelo nome do deputado Bilac Pinto (União Brasil). O parlamentar chegou a ser convidado para ser vice na chapa de Zema, mas não se confirmou na vaga. “Estamos conversando com os partidos para a construção da chapa e para essa vaga para o vice. Ainda estamos acertando apoios. Eu tenho uma preferência no nome do deputado Bilac Pinto. O apoio do União Brasil a nossa candidatura seria de extrema importância”, avalia Viana.
Isolado e sem palanques, Ciro Gomes agora busca aliança com Aécio Neves

No desespero, pré-candidato do PDT tenta acordo com um dos principais responsáveis pelo golpe de estado de 2016 Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, que ainda não conseguiu selar alianças e construir palanques para sua candidatura, agora está tentando um acordo com o político mineiro Aécio Neves – um dos principais responsáveis pelo golpe de estado de 2016, que destruiu a economia e a imagem do Brasil. É o que informa a jornalista Camila Zarur, do Globo. “Isolado nacionalmente, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, ainda tenta articular palanques nos estados para fortalecer sua candidatura. Em Minas Gerais, o partido de Ciro chegou a procurar um adversário histórico, o deputado federal Aécio Neves, do PSDB, para tentar formalizar uma aliança”, escreve Camila. “As conversas, ainda iniciais, envolvem um apoio do PDT ao candidato tucano ao governo de Minas, Marcus Pestana, em troca de apoio ao presidenciável. No estado, a negociação é tocada por Aécio e Pestana, do lado tucano, e pelos pedetistas Carlos Lupi (presidente da sigla) e Mário Heringer (deputado federal)”, acrescenta. Nem mesmo um encontro entre os dois políticos está descartado. “Segundo os envolvidos na operação, há a previsão de que Ciro se encontre com Aécio e com o pré-candidato ao Palácio Tiradentes na próxima semana, quando o pré-candidato fará agendas da pré-campanha em Minas”, aponta Camila. Derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio questionou o resultado das urnas e articulou o golpe de estado que abriu espaço para o neofascismo no Brasil.
Senador diz que recebeu R$ 50 milhões do orçamento secreto por ter apoiado Rodrigo Pacheco

“O critério que ele colocou para mim foi o critério de eu ter apoiado ele enquanto outros não apoiavam” O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou que recebeu R$ 50 milhões em emendas do orçamento secreto do ano passado por ter apoiado a campanha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à Presidência do Senado, em fevereiro de 2021. O parlamentar disse ter sido informado da “gratidão” pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articulador da eleição do pessedista. “O critério que ele colocou para mim foi o critério de eu ter apoiado ele enquanto outros não apoiavam”, disse Marcos do Val em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (7). O parlamentar negou ter dado apoio ao atual presidente do Senado em troca de votos, mas, de acordo com Marcos do Val, houve um acordo para enviar dinheiro aos senadores que estiveram ao lado de Pacheco na campanha. “O Rodrigo Pacheco virou e falou para mim assim: ‘Olha, Marcos, nós vamos fazer o seguinte: os líderes vão receber tanto, os líderes de bancada tanto, essa foi a nossa divisão’. E ele me passou isso porque eu fui um dos que ajudei ele a ser eleito presidente do Senado. E aí eu falei: ‘Pô, legal, está transparente e tal’. Aí, ele falou: ‘Olha, se a gente conseguir mais uma gordura, eu direciono para você’. Não foi uma coisa: ‘Mas eu preciso que você me apoie’”.
Em Minas Gerais, pesquisa Datafolha mostra que Zema tem 48% contra 21% de Kalil

No segundo maior colégio eleitoral do país (mais de 15,8 milhões de eleitores), em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) tem 48% das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha divulgada no início da noite desta sexta-feira (1º). O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) está com 21%. É a primeira sondagem feita pelo instituto no estado em 2022. Na sequência, Carlos Viana (PL, partido do atual presidente da República) aparece com 4%, enquanto Vanessa Portugal (PSTU) tem 3%. Miguel Corrêa (PDT) e Renata Regina (PCB) estão com 2% cada. Depois, com 1%, vêm Lorene Figueiredo (Psol), Marcus Pestana (PSDB) e Saraiva Felipe (PSB) – este último retirou a candidatura. Segundo o Datafolha, 10% não sabem em quem votar. E 8% afirmam que votarão em branco ou nulo, ou em nenhum dos candidatos. Capital e interior Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 59% afirmaram não saber em quem votar. Zema é citado por 22% e Kalil, por 11%. Mas o ex-prefeito vence em Belo Horizonte: 46% a 32%. Já no interior mineiro, o governador lidera com folga (52% a 14%). Além disso, Kalil tem 27% de rejeição e Zema, 22%, quase o mesmo que Carlos Viana (21%). Ainda segundo o instituto, 27% votariam em um nome indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recentemente formalizou aliança com Kalil. Apenas 15% disseram votar em um candidato apoiado por Jair Bolsonaro. Aliança mineira Pesquisa do F5 Atualiza Dados, divulgada em junho pelo jornal Estado de Minas, mostrou que, após a confirmação da aliança, a diferença entre Zema e Kalil caiu de 29,4 para 17,3 pontos (45,7% a 28,4%). Já Lula ampliou sua vantagem, atingindo 43,6% no estado, ante 31,5% de Bolsonaro. O Datafolha ouviu 1.204 pessoas em 52 municípios de Minas Gerais entre quarta-feira (29) e hoje. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números MG 07688/2022 e BR 08684/2022.
Uberaba é a primeira cidade de MG a multar por viodeomonitoramento

Agentes vão acompanhar o trânsito remotamente em uma central para onde as imagens captadas nas 120 câmeras espalhadas por Uberaba estão instaladas — Foto: Divulgação / Prefeitura de Uberaba Pegou uma contra-mão, avançou o semáforo ou dirigiu enquanto mexia no celular? Fique atento pois, mesmo que nenhum agente de trânsito esteja à vista, as câmeras de videomonitoramento já podem ser usadas para fiscalizar e até autuar de forma remota os motoristas que forem flagrados cometendo essas e várias outras irregularidades. Em Minas Gerais, a primeira cidade a adotar essa prática é o município de Uberaba, no Triângulo Mineiro. A medida começa a valer na cidade no dia 1º de julho, após um mês de testes. Nesse período, além da campanha de conscientização da população através de sinalizações instaladas nas ruas e avenidas onde o monitoramento será feito, os agentes de trânsito que vão acompanhar as imagens a partir de uma central de monitoramento também receberam um treinamento específico para identificarem as infrações. O objetivo da medida é diminuir o número de acidentes e, por consequência, o número de óbitos na cidade de Uberaba, que possui a 6ª maior frota de veículos em Minas Gerais, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e ocupa também a mesma posição no quesito acidentes de trânsito, ficando atrás de como Uberlândia, Contagem, Betim e até Belo Horizonte. “O nosso trânsito mata mais que Belo Horizonte, que possui uma frota veicular 9,8 vezes maior que a nossa. E a principal causa dos acidentes é a imprudência do condutor, aliada ao excesso de velocidade, uso de celular enquanto dirige e avanço do sinal vermelho”, avalia a chefe da Seção de Educação no Trânsito do município, Dalci Borges. Em outras cidades A emissão dessas autuações de forma remota só é possível graças a Resolução 909/2022, do Conselho Nacional de Trânsito, publicada no dia 1º de abril deste ano. O texto, em si, não trouxe nenhuma novidade, já que o monitoramento remoto do trânsito é algor pevisto em lei desde 1997. No entanto, a decisão deste ano consolidou o assunto e autorizou o início da fiscalização remota. Segundo o professor do departamento de Engenharia de Transportes do Cefet-MG, Agmar Bento, o aumento do rigor na fiscalização, mesmo que polêmico, é benéfico para o trânsito uma vez que eleva a certeza de que as regras básicas serão cumpridas pelos motoristas. “Existem diversas pesquisas que apontam que, quando existe a possibilidade de ser multado, o motorista tende a ter um comportamento mais adequado no trânsito. Na possibilidade de uma não fiscalização, o que ocorre é justamente o contrário. Se eleva a chance de que esse motorista descumpra com as regras” explica o professor, que cita o exemplo dos radares de controle de velocidade. “Basta ver que o comportamento padrão é o motorista desacelerar à medida que o radar se aproxima, e voltar com a velocidade acima do permitido após passar pelo radar”, diz. Para cidades de grande porte, como é o caso de Belo Horizonte, o professor Bento acredita que a implementação dessas autuações identificadas por câmeras de segurança seja a única saída possível para a melhora no trânsito. “Para garantir segurança no trânsito, a gente precisa de ruas bem sinalizadas e fiscalização. Esse último ponto geralmente é algo mais difícil de acontecer pois depende de um grande número de agentes e em uma cidade grande como Belo Horizonte, por exemplo, o contingente de fiscais nunca vai suficiente cobrir toda cidade. Não dá pra ter uma agente em toda esquina, mas podemos ter câmeras”, comenta o professor.
Queda nos índices de vacinação em Minas Gerais põe população em risco

Profissionais de saúde podem orientar sobre atualização da caderneta de vacinação — Foto: Prefeitura de BH/Divulgação – “Fake news” estão entre fatores que fazem crescer a chance de doenças consideradas erradicadas voltarem, dizem especialistas “O cenário é muito ruim. Vivenciamos uma redução nacional da vacinação de crianças, e isso é um problema para a imunidade coletiva”. O alerta é da professora Fernanda Penido, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A baixa procura pelas vacinas ameaça a segurança sanitária de toda a população ao aumentar a chance de doenças consideradas erradicadas voltarem, segundo a pesquisadora, que coordena o projeto “Estratégias para o aumento da cobertura vacinal em crianças menores de 2 anos no Estado de Minas Gerais: uma pesquisa-ação”. Superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Elice Ribeiro concorda: “O Programa Nacional de Imunizações foi muito eficiente por décadas, tanto que já não tínhamos pólio, sarampo e outras doenças evitáveis com vacina. Mas, por não ter contato com esses problemas, muitos acham que eles sequer existem e, erroneamente, não confiam nas vacinas”. Para o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde de BH, Fabiano Pimenta, a baixa adesão às vacinas para a população infantil é desanimadora. Ele exemplifica o que houve com a campanha de vacinação contra a gripe, iniciada em 4 de abril e prorrogada: apenas 36,6% das crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias haviam sido imunizadas em BH até 21 de junho – o prazo final seria 24 de junho. A meta do Ministério da Saúde é 95%. Ele destacou que BH procura disponibilizar alternativas para alcançar a cobertura vacinal, como busca ativa e vacinação em escolas e shoppings. “Apesar de todos os esforços, essa cobertura não é atingida. Chega a ser frustrante”, lamenta. (Com Malú Damázio) Divulgação de fake news agrava a situação Um dos principais desafios apontados por especialistas em saúde pública para aumentar os índices de vacinação é driblar a disseminação de notícias falsas. “A causa para a baixa cobertura vacinal é multifatorial, mas a disseminação de informações sem qualquer comprovação científica agrava a situação”, afirma o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde de BH, Fabiano Pimenta. “É uma questão de natureza histórica, sociocultural e ambiental. Temos, hoje, muitas fake news sobre as vacinas, indicando que elas não seriam boas”, ressalta Elice Ribeiro, superintendente de vigilância epidemiológica da SES-MG. Para barrar as notícias falsas, ela defende a divulgação sobre o fato de as vacinas serem feitas com muita tecnologia e segurança. A pesquisadora Fernanda Penido concorda e faz um pedido: “Meu apelo, enquanto mãe e pesquisadora, é que os pais busquem informações baseadas em evidências científicas. Procurem ajuda de profissionais da área, capacitados para orientar sobre a atualização da caderneta de vacinação”. Via Jornal O Tempo
Queijo canastra é eleito o melhor do mundo por site estrangeiro

Internautas comemoraram ranking liderado por queijo brasileiro (Emater-MG/Divulgação) E os mineiros venceram mais uma vez! Um levantamento feito pelo TasteAtlas, que avalia comidas ao redor do mundo, classificou o queijo canastra como o melhor que existe. De acordo com publicação nas redes sociais, o ranking é resultado da opinião da audiência que acompanha o site. Fundado por um jornalista croata, o site em questão listou os 50 melhores produtos da categoria. A notícia de que um queijo com origem mineira foi classificado como o melhor do mundo causou alvoroço entre internautas, que manifestaram o orgulho nas redes. “Minas Gerais é outro sistema planetário, sô”, escreveu um homem no post do Instagram, que já ultrapassa as nove mil curtidas. “Canasta é o melhor!”, exclamou outra pessoa, orgulhosa. “Canastra no topo é bem preciso. Nenhum queijo é melhor que o queijo de Minas Gerais. Viva!”, comentou uma terceira. Lek, o queijo canastra ganhou como melhor queijo do MUNDO, não entra na minha cabeça o quanto os ingrediente/produtos brasileiros são tão desvalorizados pelos próprios brasileiros, mania ANTIGA, de achar que coisa boa é coisa importada. A cultura culinária do Brasil é F O D A. — Brunão ???? (@BrunaoanurB) June 21, 2022 O nosso mineiríssimo "QUEIJO CANASTRA" foi eleito pelo Site Especializado "The Taste Atlas",simplesmente o melhor queijo do mundo !Alguém mais gosta ? pic.twitter.com/qHQFeB1vL0 — ????Champ Rooster ???? (@ChampRooster) June 23, 2022 Além de queijos, o TasteAtlas permite buscar a reputação de outros alimentos em todo o mundo. “Descubra ingredientes locais, pratos tradicionais e restaurantes autênticos”, diz a chamada. Confira a lista dos 50 melhores queijos do planeta:
CORRIDA PRESIDENCIAL – Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro em Minas Gerais

Em nova pesquisa do Instituto F5, petista aparece 12 pontos à frente do presidente da República na disputa pelo Planalto; distância era de 8 em fevereiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera, com 43,6%, a mais recente pesquisa sobre intenções de voto para presidente em Minas Gerais. Ele é seguido por Jair Bolsonaro (PL), que tentará a reeleição e tem a preferência de 31,5% do eleitorado. Os dados estão em relatório do Instituto F5 Atualiza Dados, divulgado com exclusividade pelo Estado de Minas neste domingo (19/6). Em fevereiro, mês do levantamento anterior da F5, Lula tinha 36,1% em Minas, ante 27,7% de Bolsonaro. Houve, portanto, crescimento de 7,5 pontos percentuais para o petista. Paralelamente, o presidente da República subiu 3,8 pontos. O terceiro colocado é Ciro Gomes (PDT), que soma 5,5%. Atrás do trabalhista, está o deputado federal André Janones (Avante-MG), dono de 3,8% das menções. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), tida como “herdeira” da terceira via, não chegou a um ponto percentual – aparece com 0,9%. Luciano Bivar (União Brasil), Felipe d’Avila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros) estão empatados na casa do 0,1%. Leonardo Péricles (Unidade Popular), que foi candidato a vice-prefeito de BH em 2020, não conseguiu nenhum décimo. Há, ainda, 8,3% de pessoas indecisas e 5,6% de possíveis votos nulos ou em branco. A abstenção foi de apenas 0,4%. Os números se referem à pesquisa estimulada, em que os eleitores precisam opinar sobre uma lista predefinida de possíveis candidatos. Disputa mais apertada na pesquisa espontânea No levantamento espontâneo, em que os participantes podem mencionar livremente qualquer político, o petista tem 30,8%, contra 24% do pré-candidato do PL. Na pesquisa de fevereiro, o resultado tinha sido 22,4% para Lula e 18,8% para Bolsonaro. No levamentamento atual, eles são seguidos de longe por Ciro, que conseguiu 1,2%, e por Janones, dono de 1%. Simone Tebet e Sergio Moro (União Brasil) não chegaram a um ponto. Embora tenha sido citado, o ex-juiz está fora da eleição presidencial e deve tentar um mandato pelo Paraná. Na pesquisa espontânea, existem 27,9% de indecisos e 10,6% de brancos e nulos. Outros 3,4% não responderam. A F5 Atualiza Dados fez 1.560 entrevistas telefônicas em Minas entre os dias 13 e 16 deste mês. A margem de erro dos resultados é de 2,5% – para mais ou para menos. ‘Voto útil’ fortalece Lula e Bolsonaro Do início do ano para cá, a busca por um nome capaz de romper a polarização entre Lula e Bolsonaro sofreu idas e vindas. João Doria (PSDB), que na semana passada anunciou a saída da vida política, era o pré-candidato tucano ao Planalto e tentava se cacifar como a terceira via. Sem emplacar nas pesquisas, porém, o ex-governador de São Paulo renunciou à disputa. Outro tucano, Eduardo Leite, ex-governador gaúcho, também teve o nome defendido por aliados, mas não conseguiu entrar, de fato, no jogo. PSDB, Cidadania, MDB e União Brasil chegaram a anunciar uma aliança para tentar buscar um nome de consenso. O União, porém, deixou a coalizão e lançou a pré-candidatura de Bivar. Paralelamente, a fim de substituir Doria, os emedebistas anunciaram Tebet – que conseguiu os apoios do Cidadania e dos tucanos. Para Domilson Coelho, diretor-executivo da F5 Atualiza Dados e pós-graduado em Ciência Política, a ausência de uma terceira via clara explica a transferência de votos a Lula e Bolsonaro e, consequentemente, o crescimento das duas pré-candidaturas. “O eleitor que estava indeciso e esperava um nome de conciliação por não querer Lula ou Bolsonaro, não encontrou isso. Quem não quer Lula presidente já está declarando voto em Bolsonaro; quem não quer Bolsonaro presidente novamente, declara voto em Lula”, diz. Domilson crê que Tebet não será capaz de aglutinar o eleitorado que busca uma alternativa ao petismo e ao bolsonarismo. “Ela não veio com tempo suficiente para construir. É muito desconhecida e não representa uma terceira via”, opina. “Ciro também não consegue encabeçar esse projeto”, emenda. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MG-00062/2022 e BR-02909/2022. O nível de confiabilidade dos dados coletados é de 95%. Conteúdo: EM
Kalil reduz vantagem de Zema em Minas Gerais, indica levantamento F5

Em quatro meses, Zema oscilou 1,1 ponto percentual negativamente e Kalil, que selou uma aliança com Lula, cresceu 11 pontos Levantamento telefônico do Instituto F5, patrocinado pelo jornal Estado de Minas, mostra que diminuiu a vantagem do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para Alexandre Kalil (PSD) na disputa pela administração estadual. Dados divulgados neste domingo (19) mostram Zema com 45,7% das intenções de voto e Kalil com 28,45. Apesar de grande, a distância entre ambos já foi maior. No último levantamento do mesmo instituto, realizado em fevereiro, Zema tinha 46,8%, ante 17,4% de Kalil. De fevereiro para junho, Zema perdeu 1,1 ponto percentual, dentro da margem de erro. Kalil, que neste período formalizou sua aliança com o ex-presidente Lula (PT), favorito para vencer a eleição presidencial, cresceu 11 pontos. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MG-00062/2022, ouviu 1.560 pessoas por telefone entre 13 e 16 de junho. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Três ex-governadores de Minas Gerais se livram da Justiça e querem foro privilegiado

Aécio Neves (PSDB), Eduardo Azeredo (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) estão livres de processos na Justiça e serão candidatos a qualquer cargo eletivo neste ano para terem foro privilegiado, apostando inclusive na prescrição para se manterem impunes, como aconteceu com centenas de parlamentares, dentre eles, o ex-prefeito de Montes Claros e ex-deputado federal Jairo Ataíde Vieira. Ele foi condenado a dois anos de prisão, mas não ficou nenhum dia no xilindró, porque o crime prescreveu, por causa do tal foro privilegiado que deixou seu processo caducar. Aécio Neves Para manter seu foro privilegiado, Aécio Neves irá buscar sua reeleição para deputado federal, com chances de conquistar uma grande votação para garantir a sua continuidade na Câmara Federal. Ou até mesmo tentar voltar ao Senado. Mas como neste ano as eleições renovarão apenas 27 dos 81 senadores, que corresponde a um terço do Senado, um por unidade da Federação, o principal responsável pelo golpe de 2016 e pela imensa crise política desencadeada após não ter aceitado sua derrota eleitoral nas eleições presidenciais de 2014, vencidas por Dilma Rousseff, não quer deixar o certo para o duvidoso. Fernando Pimentel O ex-governador Fernando Pimentel (PT) é candidato a deputado federal pelo PT. Ele que foi condenado a dez anos e seis meses de prisão por tráfico de influência e lavagem de dinheiro no período em que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (2011/2014), e, por isso, teve de ficar o mandato inteiro no curé e batendo continência para os deputados estaduais de Minas Gerais, principalmente os da oposição. Agora, Pimentel também quer ter seu foro privilegiado, mesmo tendo sido absolvido de todas os processos contra ele, por falta de provas. Eduardo Azeredo Já o ex-governador Eduardo Azeredo que foi condenado no julgamento do chamado mensalão tucano e abandonado pelos seus correligionários, volta ao ninho tucano e também sinaliza a intenção em disputar um cargo eletivo nas eleições deste ano. Azeredo deixou o PSDB em maio de 2019, quando ainda estava preso em Belo Horizonte. Na época, havia pressão interna por parte de aliados do governador de São Paulo, João Doria, para que se expulsasse condenados em 2ª instância. Eduardo Azeredo foi preso em maio de 2018 e solto em novembro de 2019, a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância. O que é foro privilegiado? O foro privilegiado é um mecanismo pelo qual se altera a competência penal sobre ações contra certas autoridades públicas. Tecnicamente, o nome correto é foro especial por prerrogativa de função. Na prática, uma ação penal contra uma autoridade pública – como os parlamentares – é julgada por tribunais superiores, diferentemente de um cidadão comum, julgado pela justiça comum. Mas isso não contraria o princípio da igualdade? Pode-se dizer que sim. Não há como negar que o foro privilegiado quebra o princípio de que todos são iguais perante a lei. E que, portanto, estão submetidos a ela da mesma forma. Por que, então, foi criado o foro por prerrogativa de função? A justificativa é a necessidade de se proteger o exercício da função ou do mandato público. Como é de interesse público que ninguém seja perseguido pela justiça por estar em determinada função pública, então considera-se melhor que algumas autoridades sejam julgadas pelos órgãos superiores da justiça, tidos como mais independentes. É importante ressaltar também que o foro protege a função, e não a pessoa. Justamente por essa lógica, qualquer autoridade pública deixa de ter direito a foro especial assim que deixa sua função pública (ex-deputados não possuem foro especial, por exemplo).