Padilha diz que projeto de Moro favorece milícias ligadas a Bolsonaro

O cineasta José Padilha, que dirigiu Tropa de Elite, filme que já abordava a questão das milícias do Rio de Janeiro, afirma que projeto de segurança pública apresentado pelo ministro Sergio Moro favorece mafiosos e milicianos, ligados ao clã Bolsonaro. “Sergio Moro finge não saber o que é milícia porque perdeu sua independência e hoje trabalha para a família Bolsonaro”, diz ele. “É obvio que o pacote anticrime de Moro vai estimular a violência policial, o crescimento das milícias e sua influência política” ‘Imagina quando ele ler a sentença’, diz Lula sobre mea culpa de José Padilha O perfil no Twitter do ex-presidente Lula comentou nesta terça-feira (16) o artigo do diretor de cinema José Padilha publicado na Folha de S.Paulo, em que o produtor do “Tropa de Elite” faz mea culpa e também expõe ter errado ao apoiar o ministro da Justiça, Sergio Moro, durante sua atuação como juiz e condutor da operação Lava Jato; “Imagina quando ele ler a sentença e descobrir que Moro condenou Lula sem provas”, ironizou o perfil Após se arrepender do apoio a Moro, Padilha é cobrado a corrigir a série O Mecanismo O cineasta José Padilha está sendo cobrado nas redes sociais a fazer uma retificação na série O Mecanismo, da Netflix, que retrata a operação Lava Jato, após o artigo em que ele faz duras críticas ao ex-juiz Sérgio Moro, cujo pacote pacote anti-crime ele classifica como “pró-milícia”; “Quando ele irá gravar a errata de “O Mecanismo”? Aguardo”, escreve a jornalista Rita Lisauskas; “Precisamos de um filme que mostre o golpe contra a Dilma e a injustiça contra Lula, o verdadeiro Mecanismo. Aí a “mea culpa” será prática”, defende a deputada Gleisi Hoffmann; “Elegeram um fascista e agora pulam do barco”, destaca o ator José de Abreu
Supremo tenta sair do curé declarando guerra contra a Operação Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu guerra contra a Operação Lava Jato: o ministro Alexandre de Moraes autorizou dez operações de busca e apreensão em seis estados do país. Na mira, computadores, telefones e documentos. Militares da reserva que pregaram o fechamento do STF e alguns procuradores foram chamados a prestar depoimento. Segundo a jornalista Daniela Lima, na coluna Painel, “investigadores que acusaram o STF de pactuar com a corrupção serão ouvidos”. A Corte também ordenou buscas na casa do general da reserva do Exército brasileiro Paulo Chagas, cogitado como companheiro de chapa de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. Foi candidato derrotado ao governo do Distrito Federal pelo PRP, com apoio de Bolsonaro. “Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandato de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebe-los pessoalmente”, disse. A ação acontece na esteira da decisão do ministro do STF que censurou reportagem do site O Antagonista e da revista Crusoé, de extrema direita, ligadas à Lava Jato, que postaram uma reportagem que trazia um codinome “O amigo do amigo de meu pai” que, segundo as publicações, seriam usados pela Odebrecht para se referir ao presidente da Corte, Dias Toffoli. Procuradores que tiveram contato com o documento da Odebrecht que cita o presidente do STF, Dias Toffoli,serão ouvidos. “Ministros dizem que é preciso entender 1) o timing da provocação que levou à menção e 2) o vazamento e suas motivações”, escreve Daniela Lima. Com as ações, o STF declara guerra à Lava Jato, com desdobramentos imprevisíveis para a relação da Corte com o governo Bolsonaro, especialmente Sérgio Moro, e o ativismo judicial da extrema-direita no país.
Ministro abre inquérito contra funcionários que não foram puxar saco

O presidente do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, Adalberto Eberhard, pediu demissão. O motivo? O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, resolver abrir inquérito sobre a ausência dos servidores do ICM-Bio num evento de ruralistas a que compareceu no Rio Grande do Sul. Para o qual, aliás, nem foram convidados. Diz ele, segundo a Folha: “Gostaria que os servidores do ICMBio viessem aqui participar conosco. Não tem nenhum funcionário?”, questionou Salles no microfone. “Na presença do ministro do Meio Ambiente e do presidente do ICMBio, não há nenhum funcionário aqui, embora tenham nos esperado lá em Mostardas [cidade vizinha]. Determino a abertura de processo administrativo disciplinar [PAD] contra todos os funcionários”. É inacreditável que o Ministério Público não abra um inquérito por abuso de poder e desvio de finalidade de um ato administrativo, como a aberutra de um PAD. Um inquérito é um ato vinculado, cuja abertura gera consequências, funcionais e morais, sobre um servidor. Não se pode reduzir a administração pública aos anos 20, onde o servidor era obrigado a “puxar saco” dos chefes de plantão. Essa turma é um retrocesso de 100 anos. Via Tijolaço
80 tiros contra família acendem o debate sobre racismo e responsabilidade do Exército

Ao lamentar o que chamou de “incidente”, Bolsonaro diz que “responsável vai aparecer”, mas descarta chamar Exército de assassino. “O Exército não matou ninguém não” A família Santos Rosa ia no domingo passado a uma festa para celebrar a iminente chegada de um bebê quando seu carro foi baleado pelo Exército no Rio, em um subúrbio pobre chamado Guadalupe. Nada menos que 80 tiros foram disparados pelos militares, que mataram o motorista. Era músico e segurança. Chamava-se Evaldo dos Santos Rosa. Tinha 51 anos. Sua esposa, seu filho de sete anos, sua enteada e seu sogro sobreviveram, embora este último tenha ficado ferido. O Exército afirma que confundiu o carro dessa família negra com o de dois criminosos que tinham disparado antes contra os militares. “É um carro de família”, gritaram os moradores na tentativa de alertar para o erro. O caso reacendeu vários debates no Brasil: sobre os riscos da militarização da segurança, a impunidade das forças de segurança (5.000 das 64.000 mortes violentas de 2017 ocorreram em operações policiais), o racismo… A viúva do músico Evaldo dos Santos Rosa durante seu funeral na quarta-feira no Rio de Janeiro O presidente, que enviou ao Congresso uma proposta de lei que pretende isentar de culpa os policiais que matarem um criminoso “por medo ou surpresa”, evitou se referir ao assunto até sexta-feira, quando foi indagado pela imprensa. “O Exército não matou ninguém não. O Exército é do povo, e não se pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente”, respondeu. “No Exército sempre tem um responsável”, acrescentou, manifestando sua confiança na investigação interna. Dez dos 12 militares envolvidos no caso foram detidos dias depois por inconsistências entre o que foi declarado inicialmente e os fatos comprovados. São acusados de descumprir as normas para abrir fogo. O assunto está sendo investigado e será julgado pela Justiça Militar, o que preocupa organizações de defesa dos direitos humanos. Não é o primeiro incidente desse tipo. Em 2015, cinco jovens negros mortos a tiros em seu carro. Naquela ocasião, foram 111 disparos. Também eram negros, também ocorreu em um bairro pobre do Rio, e os agentes eram policiais militares. As estatísticas sobre a violência no Brasil ocultam frequentemente que os brancos vivem muito mais seguros que os negros. É como se vivessem em países distintos. O Atlas da Violência de 2018 indica que “a desigualdade racial no Brasil é cristalina no que se refere à violência letal e às políticas de segurança”. Um exemplo: enquanto o total de negros assassinados aumentou 23%, o de brancos caiu quase 7% no ano passado. E sua visão da polícia também é diferente. Entre os jovens negros de baixa renda, cerca de 60% têm medo da polícia, enquanto 40% confiam nela, segundo uma pesquisa do Datafolha. A pesquisa mostra uma imagem inversa entre idosos brancos de alta renda. Manifestantes fazem ato em SP contra morte de músico baleado pelo Exército no Rio: ’80 tiros em uma família negra’ Faixa com a frase: ‘parem de atirar em nós’ marcou ato em frente ao Masp, na Paulista. Músico negro foi morto após o Exército disparar 80 vezes contra o carro em que estava com sua família. Protesto na Paulista contra a morte de músico pelo Exército no Rio — Foto: Abraão Cruz/TV Globo Manifestantes vinculados a movimentos negros fizeram um protesto neste domingo (14) na Avenida Paulista contra a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, no último domingo (7) no Rio de Janeiro. Rosa foi morto quando o carro que dirigia foi alvo de pelo menos 80 tiros de fuzil disparados por soldados do Exército. Com o nome “80 tiros em uma família negra, 80 tiros em nós!”, o ato se reuniu em frente ao Museu de Arte Assis Chateaubriand (Masp). Uma imensa faixa com a frase “Parem de atirar em nós” marcou o protesto. Manifestantes se alternaram no microfone para falar sobre a perseguição de negros na periferia. Entre as entidades que convocaram e apoiam o ato estão a Uneafro Brasil, Marcha das Mulheres Negras de SP e Kilombagem. Com El País e G1 SP
Após derrota do governo na CCJ, votação da reforma na Câmara pode ser adiada

Comissão aprovou inversão da pauta e iniciou aprovação de outra matéria antes da PEC da Previdência Por Cristiane Sampaio – Brasil de Fato Por 50 votos a 5, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (15), um requerimento que inverteu a ordem da pauta do colegiado e fez com que o debate sobre a reforma da Previdência fosse adiado. Assim, a PEC do Orçamento Impositivo (PEC 358/13) será apreciada pelos parlamentares antes da PEC 6/2019 – nome oficial da reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). O adiamento do debate foi articulado por membros do chamado “Centrão”, que inclui partidos como PP, PR e DEM. Ressentidos diante dos problemas de interlocução do governo com aliados, eles tentam empurrar a votação da reforma enquanto aguardam a possibilidade de fortalecer, em paralelo, as barganhas de bastidores com o Planalto. O requerimento também teve voto favorável da oposição, que vem trabalhando pela obstrução da pauta desde as últimas semanas. O resultado da votação é interpretado como uma derrota do governo, que segue enfrentando dificuldades de articulação política para garantir uma margem de apoios que lhe dê segurança na votação do texto da PEC da Previdência. “O governo está inseguro. Ele não tem votos, cedeu sem querer à pressão do ‘Centrão’, e nós fizemos um acordo com o ‘Centrão’ pra ver se estendemos a votação da PEC para a próxima semana. É claro que ambos os lados correm risco, mas a política é uma zona de perigo sempre, portanto, foi o melhor”, avalia o deputado José Guimarães (PT-CE), um dos principais interlocutores da oposição nas negociações entre os diferentes grupos políticos da Casa. Antes da inversão da pauta, a votação de outro requerimento também terminou de modo desfavorável para o Planalto: a CCJ aprovou a inversão da ordem dos trabalhos – um rito que implica em ler primeiro a ata do colegiado. O tempo de leitura costuma diminuir o ritmo da sessão, por isso favorece os opositores, uma vez que retarda ainda mais a votação da reforma. A inversão foi aprovada com considerável vantagem para a oposição, deixando o placar em 41 a 18. “Isso mostra a fraqueza e a desarticulação do governo aqui na Casa. Evidentemente que o governo não tem base na Câmara, e é isso que uma votação após a outra estão mostrando. É um barco à deriva”, criticou o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ). Governo Na CCJ, aliados de Bolsonaro tentaram disputar a narrativa sobre a inversão como uma vitória do governo, sob o discurso de que a PEC do Orçamento seria mais urgente para as contas públicas. À imprensa, os apoiadores da matéria não falaram da dificuldade de obtenção de votos para a pauta. O comportamento é percebido, por exemplo, na postura do presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), colega de legenda de Bolsonaro e defensor da reforma. Questionado se a inversão da pauta significaria uma derrota para o governo, o deputado deu uma resposta evasiva. “O governo é que tem que dizer. O governo está ligando pros deputados, está dialogando, está se esmerando para aprovar a reforma? Se ele está fazendo isso, então, eu torço pra que a gente possa votar o mais rápido possível. Mas isso só o governo pode dizer”, disse o presidente, deixando dúvidas sobre uma eventual tentativa de alfinetar indiretamente o Planalto pelos problemas de articulação. Calendário Com a inversão da pauta da comissão, o calendário oficialmente previsto pelo governo para a votação da reforma da Previdência pode ser frustrado. A PEC 6 tem votação marcada para a próxima quarta-feira (17), mas o prazo pode não dar conta dos mais de cem deputados inscritos para se manifestar no debate no âmbito da comissão. Na semana passada, o presidente da CCJ sinalizou a possibilidade de encerramento antecipado da discussão, caso seja aprovado um requerimento com esse teor. A ideia seria estancar o debate sobre a matéria depois da manifestação de dez oradores, mas essa decisão ainda ficará a critério do colegiado, que poderá votar o pedido nesta terça (16). Nos bastidores, porém, a projeção dos deputados é de que a votação deverá ser empurrada para a próxima semana. O texto da PEC 6 recebeu parecer favorável do relator da proposta, delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), no último dia 9. A matéria conta também com um voto em separado apresentado pela bancada do PSOL, que pede a inconstitucionalidade da reforma. Caso o parecer do relator seja derrotado no colegiado, a CCJ deverá colocar em votação o texto dos psolistas. Sociedade A reforma da Previdência é considerada a pauta mais impopular do governo Bolsonaro e por isso tem sido alvo de mobilizações de diferentes setores sociais. Nesta segunda (15), por exemplo, um grupo ligado ao Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e do MPU no Distrito Federal (Sindijus-DF) protestou ao longo da tarde contra a reforma na porta da Câmara dos Deputados. Empunhando faixas e cartazes, os trabalhadores organizaram uma batucada para pedir que os deputados rejeitem a matéria. Protesto contra o desmonte da Previdência. (Foto: Mídia Ninja) “A gente quer fazer uma pressão e dizer que essa reforma pra gente, servidor publico, é maléfica. Não é uma reforma boa. Os beneficiários são os militares. Não teve igualdade. São várias as classes trabalhadoras se movimentando. Esse movimento é grande”, afirmou Roberto Giovani, um dos coordenadores do Sindijus-DF. Os servidores da entidade têm se mobilizado ainda de outras formas, como, por exemplo, por meio de protestos no aeroporto de Brasília, onde a entidade vem fazendo atividades de recepção dos parlamentares para intensificar o “corpo a corpo” e conquistar votos contrários à PEC.
Esquerda corre o risco de cair na armadilha neoliberal

* Por Leonardo Attuch – A aversão legítima e necessária de todos os democratas ao bolsonarismo criou uma armadilha para o campo progressista. Agora mesmo, há o risco de que a esquerda assuma o discurso neoliberal apenas porque tudo que Bolsonaro faz deve estar sempre errado. Falo do caso Petrobrás. No Twitter muitas pessoas do campo progressista, muito bem intencionadas, criticam o desastre que teria sido causado pelo Bolsonaro ao intervir na estatal e segurar o aumento do diesel. A evidência do desastre seria a queda de R$ 32 bilhões no valor de mercado da Petrobras em apenas um dia, como que se a queda das ações fosse o melhor parâmetro para avaliar a gestão de uma empresa que tem óbvia finalidade pública. Se Bolsonaro errou ao suspender o aumento, devemos concluir, portanto, que a política entreguista do Paulo Guedes e do Roberto Castello Branco está correta, certo? E aí, se Bolsonaro recuar e liberar o aumento, valorizando as ações, todos nós deveremos aplaudi-lo? O fato real é outro: a economia está afundando, com queda de 5.2% do consumo em janeiro e fevereiro. Um dos motivos é a disparada da inflação e dos preços dos combustíveis, com diminuição da renda do trabalho. Por isso mesmo, o governo suspendeu o aumento. Para Bolsonaro, que se vendeu como mito neoliberal, não há saída fácil. Se decidir atenuar a recessão, apanhará do mercado. Se seguir o modelo fracassado de Paulo Guedes, aprofundará a crise econômica. O que não faz sentido é o campo progressista assumir a defesa da política econômica de Paulo Guedes. A menos que seja uma estratégia para que Bolsonaro nos ouça, aprofunde a recessão e se torne ainda mais impopular. Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247, além de colunista das revistas Istoé e Nordeste
Centrais repudiam relator da PEC da Previdência: ‘Desmantelamento’

A “nova Previdência” vai desconstruir a proteção social e jogar a velhice na miséria, afirmam sindicalistas As centrais sindicais reconhecidas formalmente divulgaram nota nesta sexta-feira (12) para reafirmar sua discordância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, de “reforma” da Previdência, particularmente ao parecer do relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), pela aprovação. Para as centrais, o objetivo principal da proposta é “o desmantelamento da proteção social duramente conquistada pelos brasileiros, uma conquista, como reconhece o próprio governo, que ‘poucos países emergentes foram capazes de estruturar’, e que foi capaz de erradicar a pobreza entre idosos”. Em uma sessão tumultuada, na última terça-feira (9), Freitas argumentou que à CCJ cabe apenas avaliar a admissibilidade do texto – a análise do mérito caberá a uma comissão especial. O colegiado deverá votar o parecer do relator na próxima quarta-feira (17). “Esta ‘nova Previdência’ vai exatamente desconstruir a proteção social e jogar a velhice na miséria. Não temos dúvida que a retirada de direitos históricos dos trabalhadores e trabalhadoras do País é o objetivo deste governo”, afirmam as centrais. Ontem (11), os sindicalistas fizeram o lançamento do 1º de Maio deste ano, que pela primeira vez unirá todas as entidades, em um ato programado para a Praça da República, em São Paulo. Confira a íntegra do documento: Nota das centrais sindicais sobre a proposta de reforma da Previdência Tendo em vista a previsão de votação de admissibilidade da PEC 06, que trata da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça, no próximo dia 16/04, as centrais sindicais do Brasil, reafirmam a sua unidade e a total discordância com o relatório apresentado pelo relator da Comissão Especial, uma vez que ele tem como objetivo principal o desmantelamento da proteção social duramente conquistada pelos brasileiros, uma conquista, como reconhece o próprio governo, que “poucos países emergentes foram capazes de estruturar”, e que foi capaz de erradicar a pobreza entre idosos. Esta “nova Previdência” vai exatamente desconstruir a proteção social e jogar a velhice na miséria. Não temos dúvida que a retirada de direitos históricos dos trabalhadores e trabalhadoras do País é o objetivo deste governo. É inadmissível, e não podemos aceitar, que os trabalhadores e trabalhadoras tenham de trabalhar e contribuir por 40 anos para ter acesso à aposentadoria integral, que professores e professoras tenham de trabalhar até os 60 anos, que os Benefícios de Prestação Continuada (BPC) sejam reduzidos a R$ 400,00 até os 65 anos de idade, que homens e mulheres do campo tenham acesso dificultado e se aposentem com a mesma idade. É cruel a redução das pensões por morte, que atingem principalmente as famílias pobres. Estes são apenas alguns exemplos dos enormes prejuízos que essa pretensa reforma vai trazer para os trabalhadores e trabalhadoras, e também para a população carente do Brasil. Enquanto isto, grandes empresas, bancos e milionários acumulam dívidas de quase R$ 400 bilhões que não são cobradas, e o governo deixa de arrecadar quase R$ 300 bilhões em desonerações. A verdadeira intenção desta reforma é acabar com o atual Sistema Previdenciário e de Seguridade Social para entregar aos banqueiros, por meio de um sistema de capitalização privado, sem contribuição dos empregadores e do Estado, que vão administrar a poupança dos trabalhadores e trabalhadoras e lucrar bilhões com a especulação no mercado financeiro, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras terão os valores de suas aposentadorias reduzidos e o seu acesso cada vez mais dificultado. As centrais sindicais não aceitam o regime de capitalização que, como aconteceu em outros países, vai jogar milhões na miséria. As centrais sindicais não aceitam, também, a retirada dos direitos. Nossa luta é por uma Previdência Social Pública, universal e solidária, com um piso não inferior a um salário mínimo, que amplie a proteção social e os direitos. Por isto, estamos mobilizando os trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho, nos municípios e nas comunidades, para lutarem contra esta nefasta proposta de reforma da Previdência. Estamos realizando um abaixo-assinado que vai colher milhões de assinaturas contra a reforma para ser entregue aos parlamentares. E vamos realizar um grande 1º de Maio unitário e nacional, com todas as centrais sindicais, onde deveremos anunciar as próximas etapas desta nossa luta. São Paulo, 12 de abril de 2019 Vagner Freitas, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores Miguel Eduardo Torres, presidente da Força Sindical Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores Adílson Araújo, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil Antonio Neto, presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical Escrito por: Redação RBA
Davi venceu Golias e vai enterrar a CPI da lava toga e o impeachment de Gilmar

PRESIDENTE DO SENADO, ALCOLUMBRE REJEITA ‘CPI DA LAVA TOGA’ O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), declarou que não pretende colocar em pauta na Casa a CPI dos Tribunais Superiores, conhecida como CPI da Lava Toga, que pretende investigar o Judiciário. “A maioria dos senadores entende que não é bom para o Brasil uma briga institucional”, afirma, em entrevista ao Estado de S.Paulo. “Não temos previsão. Isso não está na pauta. Deixa ela ficar do jeito que ela está, na CCJ”, ressalta. Na última quarta-feira 10, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado recomendou o arquivamento do pedido de criação da CPI. O colegiado acatou o relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). A decisão final será do plenário, a depender, no entanto, de Alcolumbre. Sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF, declarou: “nem passa pela cabeça”. “Isso que não está na pauta e nem está passando na cabeça do presidente do Senado pautar isso. Estamos vivendo um momento delicado para o Brasil. Uma briga institucional não vai fazer bem para 200 milhões de brasileiros.
Expelindo racismo, machismo e intolerância, Sperling venceu o 19° BBB

A mineira Paula von Sperling é a grande vencedora do Big Brother Brasil 19. Anunciado na noite desta sexta-feira (12), a advogada de 28 anos levou para casa o prêmio de R$ 1,5 milhão com pouco mais de 61% dos votos. Sua participação no programa foi marcada por muitas polêmicas Apesar de seus lados positivos, Paula envolveu-se em polêmicas em relação a alguns comentários que fez no programa. Um dos comentários que mais fizeram o público repensar o apoio em Paula, foi sobre a religião de Rodrigo. O carioca é do candomblé e foi alvo de comentário da mineira. “Ele mexe muito com esses treco. Ele falou hoje lá, o tempo todo. Ele sabe cada Oxum deles lá. Ele conhece e eu tenho medo disso”, declarou. “Nosso Deus é maior”, disse Paula em uma de suas falas. Por esse motivo, Paula está sendo acusada de racismo religioso. Em outro momento, quando falava sobre um caso de feminicídio, Paula disse que ficou surpresa ao ver que o homem era branco e não um “faveladão”. Ela também fez um comentário polêmico sobre o cabelo de Elana dizendo que ele era “ruim”. O RACISMO VENCEU NO BBB, APONTA DE LUCCA William De Lucca ✔@delucca Ser notadamente racista, ser seguidamente homofóbica e repetir discursos sistemáticos de opressão virou “ousadia de ser real”. Poucas vezes um reality show mostrou tanto a “realidade” na qual estamos afundados. Big Brother Brasil ✔@bbb #RedeBBB: Paula é a campeã do #BBB19 com 61,09% dos votos! #FinalBBB19 “BBB 19”: “Ela é racista, assim como a sociedade brasileira”, afirma irmão de Rodrigo sobre sister Paula “Não acredito nessa inocência que ela diz ter, ainda mais por ser formada em Direito”, disse Fábio França em entrevista Depois de inúmeras polêmicas envolvendo declarações de Paula dentro do Big Brother, o irmão de Rodrigo, Fábio França, declarou em entrevista ao Extra que considera a participante racista e não acredita em sua suposta inocência: — Ela é racista, assim como a sociedade brasileira. Rodrigo é educador por essência, não vai desistir de mostrar para ela que está errada. Não acredito nessa inocência que ela diz ter. A mineira Paula, de 28 anos, já fez inúmeras declarações polêmicas no reality, como quando igualou piadas contra loiras ao preconceito contra negros. Por essas e outras falas, a hashtag “Paula Racista” esteve nos assuntos mais comentados no Twitter, na última semana. Apesar disso, muitas defendem a sister afirmando que ela é “inocente” e não tem noção do que está dizendo dentro do Big Brother. É a opinião da mãe dela, que afirmou ao Extra que a filha não é racista: — Minha filha é a pessoa mais pura que conheço, não tem nada de racista, não. Estão interpretando de uma maneira equivocada o que ela fala. Minha mãe é negra — disse Adriana. — Peço ao divino espírito santo que guie as palavras da Paula, e que ela pare de causar polêmicas. São expressões que ela não deveria falar, mesmo sabendo que é tudo sem maldade. Ela se refere a algumas expressões ditas por Paula na casa, como “cabelo crespo é ruim”, “denegrindo” e “humor negro” que foram destacadas pelo público como preconceituosas. Dentro do próprio BBB, o brother Rodrigo tentou explicar didaticamente para ela porque tais expressões não devem ser utilizadas. Cientista social, especializado em direitos humanos, Rodrigo foi ouvido por Paula, que demonstrou boa vontade na frente dele. Para seus amigos dentro da casa, entretanto, ela classificou as palavras do brother como “mimimi”.
Há 40 dias que o Ministério Público está jejuando no deserto do caso Queiroz

Queiroz: 40 dias de silêncio e vergonha “Mais de 40 dias após afirmar ao Ministério Público do Rio de Janeiro que coordenava uma “desconcentração de remuneração” no gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício Queiroz ainda não entregou a lista dos funcionários informais que atuavam para o então deputado estadual e hoje senador.(…)o ex-assessor de Flávio disse por meio de sua defesa que recolhia parte do salário dos funcionários do gabinete para distribuir a outras pessoas que também trabalhavam para o então deputado estadual. Segundo ele, Flávio não tinha conhecimento da prática. Reparem que nem mesmo chamar a depor, pessoalmente, este sujeito o Ministério Público dignou-se a convocar. Contenta-se com uma declaração escrita do advogado, apresentada três meses depois dos convites feitos a esclaracer o caso. Fabrício não está internado e, no final do ano, teve condições de fazer dancinhas no Youtube. A imprensa, salvo notícias esporádicas como esta, está a anos-luz das campanhas que sempre fez “exigindo explicações”. Nem mesmo conseguiu, todos estes meses, descobrir onde estava Wally, digo, Fabrício. O laranja está mais que maduro mas, como na velha música, “tem marimbondo no pé”. Com Fernando Brito – Tijolaço Entenda Caso Queiroz Caso Queiroz ou Caso Fabrício Queiroz é o nome atribuído a uma crise política deflagrada a partir de 6 de dezembro de 2018, data em que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgou relatório apontando movimentações atípicas no valor de 1.236.838,00 reais entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 em uma conta bancária de titularidade de Fabrício José Carlos Queiroz, policial militar e ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, filho do Presidente Jair Bolsonaro, senador eleito e então deputado estadual. Na época das movimentações, Queiroz exercia as funções de motorista e segurança do político. O caso De acordo com o banco responsável pela conta, as movimentações financeiras seriam incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira do ex-assessor parlamentar Fabrício José Carlos Queiroz. No período, pelo menos oito funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro fizeram depósitos que totalizaram 150 mil reais na conta de Queiroz, sempre em datas posteriores aos pagamentos dos salários. Tais operações levantaram suspeitas de que o parlamentar se apropriasse indevidamente de parte dos salários dos servidores, na prática ilegal conhecida como “rachadinha”. Uma das movimentações de Queiroz mencionadas pelo relatório é um cheque de 24 mil reais emitido em favor da primeira-dama Michelle Bolsonaro, justificada pelo Presidente Jair Bolsonaro como pagamento de um empréstimo de 40 mil reais. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu procedimento de investigação de possível lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio e convocou Fabrício Queiroz e o Flávio Bolsonaro para prestar esclarecimentos. Queiroz faltou a dois depoimentos, agendados para 19 e 21 de dezembro de 2018, alegando problemas de saúde, mas foi gravado dançando no hospital em que estava internado. Segundo Lauro Jardim, abrigou-se na favela de Rio das Pedras, dominada pelas milícias. Flávio Bolsonaro recusou-se a prestar depoimento invocando prerrogativa de parlamentar[9] e pediu ao Supremo Tribunal Federal que suspendesse as investigações. O ministro plantonista Luiz Fux acatou o pedido de Flávio, contrariando a jurisprudência do ministro relator do caso, Marco Aurélio Mello. Em 18 de janeiro de 2019, foi revelado que Flávio Bolsonaro recebeu em sua conta 48 depósitos de dois mil reais no prazo de um mês, totalizando 96 mil reais. Depósitos fracionados foram usados como exemplo de tentativas de burlar a fiscalização do Coaf pelo atual Ministro da Justiça Sérgio Moro no livro Crime de Lavagem de Dinheiro. Os depósitos foram realizados em cinco dias, entre junho e julho de 2017, em terminais de autoatendimento localizados na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o senador eleito, os valores tratam-se de pagamento do excedente por uma permuta de imóveis realizados com o ex-jogador de vôlei Fábio Guerra, que confirmou a versão.[13] Entretanto, as datas dos depósitos não coincidem com as apontadas na escritura. Foi também revelado que o senador eleito pagou um título bancário da Caixa Econômica Federal no valor de 1.016.839,00 reais. A data de pagamento e o beneficiário não foram identificados. O gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro atestou a frequência da filha de Fabrício Queiroz, Nathalia de Melo Queiroz, onde exercia a função de assessora parlamentar, remunerada com cerca de 10 mil reais e benefícios. A ex-assessora trabalhava como personal trainer no Rio de Janeiro em horário comercial durante o período em que esteve lotada no gabinete, mas nunca teve falta nem licença registrada. Após a eleição de 2018, Nathalia foi contratada como assessora especial da prefeita de Araruama, Lívia de Chiquinho, e exonerada após a divulgação do relatório do Coaf, em 7 de dezembro. Nunca foi vista pela secretária da prefeita. Nathalia também já trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro e foi citada no relatório por ter transferido 97 mil reais a seu pai nessa época. Assim como ele, faltou ao depoimento marcado no MP-RJ. Em 4 de fevereiro, mudou-se o responsável por essa investigação criminal devido à posse de Flávio Bolsonaro como senador em 1 de fevereiro. Antes sob responsabilidade de Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do MP/RJ, passou para as mãos de Claudio Calo, da promotoria de investigação penal. O promotor Calo já relativizou os depósitos feitos na conta de Flávio Bolsonaro, alegando que o fracionamento do dinheiro pode gerar suspeitas, mas a origem do dinheiro pode ser lícita, e também divulgou em seu perfil do Twitter entrevistas de Flávio Bolsonaro à Rede TV! e à GloboNews, além de um tuíte de Carlos Bolsonaro exaltando a modéstia do presidente Jair Bolsonaro. Inicialmente, Calo negou que deixaria a investigação por conflito de interesses, mas acabou declarando-se suspeito e não assumiu a função. O Ministério Público do Rio de Janeiro ainda vai anunciar um novo responsável. Partes envolvidas Coaf O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) é um órgão administrativo brasileiro vinculado ao Ministério da Justiça (até 2018, ao Ministério da Fazenda). Foi criado pela Lei nº 9.613, de 3 de