Morre aos 75 anos Rita Lee, rainha do rock nacional, vítima de câncer de pulmão

A cantora e compositora Rita Lee morreu aos 75 anos no final da noite desta segunda-feira (8) em sua casa, São Paulo após enfrentar um câncer de pulmão, diagnosticado em 2021. Considerada a “rainha do rock brasileiro”, a artista, escritora e ativista havia sido homenageada no “Altas Horas” no mês passado. Na ocasião, foi filmada pelo marido, Roberto de Carvalho, acompanhando a atração pela TV. Em fevereiro, Rita Lee foi internada em hospital de São Paulo durante tratamento contra a doença. Em abril de 2022, a artista revelou ter ficado curado do tumor pulmonar, a quem deu um apelido curioso. O velório da cantora e compositora será no Planetário do Parque do Ibirapuera e aberto aos fãs. Em seguida, o corpo da artista nascida no último dia de 1947 e que vendeu mais de 55 milhões de discos será cremado. Essa é mais uma grande perda para o meio artístico em 2023. A família da compositora compartilhou uma nota em rede social. “Comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no fim da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”   RECORDE A CARREIRA DA CANTORA, COMPOSITORA E ESCRITORA RITA LEE Uma das maiores artistas da música popular brasileira, Rita Lee Jones foi incentivada desde cedo pela mãe, a italiana Romilda Padula, a estudar piano e a cantar ao lado das irmãs. A carreira começaria aos 16 anos em um trio feminino, batizado de Teenage Singers, e não demoraria para ser descoberta por Tony Campello. Em seguida, Rita passou pelo grupo de rock Six Seded Rockers.

Lula recria o Brasil Sorridente, programa que foi desmontado pelo golpe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (8) o Projeto de Lei que inclui a Política Nacional de Saúde Bucal na Lei Orgânica da Saúde. Na prática, a medida recria o programa Brasil Sorridente, lançado pelo próprio Lula em 2004 e desidratado nos últimos anos, especialmente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A legislação, aprovada pelo Congresso em novembro de 2022, garante acesso universal aos serviços de saúde bucal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, governos municipais e estaduais, além do Governo Federal, devem manter orçamento para esse tipo de atendimento. A nova versão do Brasil Sorridente prevê investimentos públicos de cerca de R$ 136,9 milhões para contratação de 3.685 novas equipes de saúde bucal, que atuarão em todos os estados do país e no Distrito Federal, com foco em locais onde há vazios assistenciais. Com isso, serão mais de 33 mil equipes ativas. Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a meta é chegar a 100 mil ainda neste mandato presidencial. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 10 milhões de pessoas que não tinham acesso a serviços públicos de saúde bucal passarão a ser atendidas, totalizando 111,6 milhões de pessoas cobertas. Pelo menos 85 municípios terão equipes da área pela primeira vez. Os serviços são oferecidos em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde da Família (USF), Unidades Odontológicas Móveis (UOM), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e hospitais. O programa tem ainda os Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). “Estamos empenhados na reconstrução de programas fundamentais que vêm desde o primeiro governo do presidente Lula”, destacou a ministra da Saúde, que apontou, ainda, que um dos principais objetivos é garantir o combate ao câncer bucal, que atinge cerca de 12 mil pessoas no Brasil todos os anos, causando cerca de 6 mil mortes. Além dos atendimentos das equipes, o programa prevê atenção a questões como qualidade dos alimentos e da água, que têm influência direta na saúde bucal. Além disso, Lula disse que fez questão de garantir que haja visitas de dentistas a instituições de ensino para orientar crianças em idade escolar. “O Brasil Sorridente é uma coisa extraordinária, porque recupera não o sorriso, recupera a dignidade, o orgulho do ser humano”, disse o presidente, sendo fortemente aplaudido.”Tudo isso, para mim, é investimento. Não me fale em gasto, porque tratar da saúde do povo é investimento. Um cidadão com saúde é muito produtivo que um cidadão doente, sem força, sem qualidade para prestar um serviço que ele gostaria de prestar”, prosseguiu.

Michelle Bolsonaro defende fim de cota para mulheres para cargos no Legislativo

Após atacar a política que prevê igualdade de gêneros nas Casas, ex-primeira-dama afirma que sua sigla cuida das mulheres A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro defendeu, em um evento do PL Mulher, realizado neste sábado 6, o fim da obrigatoriedade da destinação de 30% das vagas nos partidos para mulheres. Ainda não cumpridas em sua totalidade, as cotas para mulheres foram instituídas na tentativa de equilibrar a participação política feminina. “Queremos erradicar a cota dos 30%, queremos a mulher na política pelo seu potencial”, disse Michelle. Após a fala, ela foi ovacionada pelos presentes na Assembleia Legislativa de São Paulo. Após atacar a política afirmativa para igualdade de gênero, Michelle disse lutar para que “mais mulheres venham pra vida partidária”. Ela ainda afirmou que o “PL é um partido que cuida das mulheres”. A ex-primeira-dama também disse que “a mulher não vai entrar na política pelo poder, a mulher entra na política por uma causa”. No evento, a sigla empossou a deputada Rosana Valle no diretório paulista do PL Mulher. Michelle é a representante nacional da aba. Carta Capital

Marina Silva é alvo de deboche de grupo de médicos negacionistas do Acre

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, internada no sábado 6 no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor), em São Paulo, após testar positivo para Covid-19, foi alvo de deboche de um grupo de médicos do Acre. As mensagens vazaram De um grupo de Whatsapp chamado Médicos Unidos. Pelo menos três profissionais estão envolvidos no caso. Na troca de mensagens, um médico chega a questionar: “Ué, não era vacinada?”, ao que outro profissional responde: “Coisas da vida, é da vacinação!”. Um terceiro autor ainda escreve “Tomara que os vírus da covid estejam bem”. As informações foram divulgadas pelo portal de notícias local ContilNet. No domingo 7, um boletim médico divulgado pelo Incor atestava que a ministra seguia com quadro clínico estável e com boa evolução. “A paciente permanece em acompanhamento pelo cardiologista Prof. Dr. Sérgio Timerman, pela infectologista Profa. Dra. Tania Mara Varejão Strabelli, e pelo Diretor de Divisão de Pneumologia do Incor, Prof. Dr. Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho”, prosseguia o documento. Boletim médico divulgado neste domingo (7/5) informa que a ministra Marina Silva segue sob cuidados médicos no InCor (HCFM-USP), após infecção por covid-19 sem complicações. "Sua condição clínica mantém-se estável, com boa evolução." pic.twitter.com/0eZSe8A37n — Marina Silva (@MarinaSilva) May 7, 2023 Após o vazamento do caso, o Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) divulgou uma nota afirmando que o grupo “Médicos Unidos” não é administrado pela entidade. A diretoria do sindicato ainda prestou solidariedade à ministra Marina da Silva

Zeca Baleiro expulsa bolsonarista que questionava a Lei Rouanet

Venha aqui falar sobre a Lei Rouanet. Sabe porra nenhuma, bicho”, desafiou Zeca Baleiro após ser interrompido durante show em Alagoas. O cantor Zeca Baleiro teve de parar um show que fazia neste fim de semana na Festa Literária de Penedo (FliPenedo), em Alagoas, para, enfurecido, dar uma bronca em um bolsonarista que questionou a Lei Rouanet. Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, prevê que produtores culturais busquem investimento privado para financiar projetos. Em troca, as empresas podem abater parcela do valor investido no Imposto de Renda. Zeca Baleiro foi interrompido enquanto falava sobre seu apoio ao presidente Lula nas últimas eleições. “E a Lei Rouanet?”, questionou um bolsonarista na plateia. “Tu sabe o que é Lei Rouanet? Fala aqui (sic.)”, retrucou o artista, que, com ânimos exaltados, desceu do palco em direção ao bolsonarista. O bolsonarista foi convidado a se retirar do show pelo próprio Zeca Baleiro após receber uma lição de moral do cantor. “Venha aqui falar sobre a Lei Rouanet. Sabe porra nenhuma, bicho. Cala sua boca ai. Não sabe o que falar, não fala. Não sabe o que é Lei Rouanet. Tem parente seu que foi beneficiado pela Lei Rouanet, porque isso gera trabalho para uma cadeia imensa de trabalhadores. Isso é ignorância sua. Não saia falando isso por ai, não. Pode se retirar do meu show se quiser”, disse o cantor, após retornar ao palco. A altercação se deu sob aplausos dos fãs de Zeca Baleiro. A Lei Rouanet foi amplamente atacada nos últimos anos, durante os governos ultraneoliberais de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Já o presidente Lula, através da ministra da Cultura, Margareth Menezes, estabeleceu novos valores do cachê por apresentação de artista, subindo para até R$ 25 mil, de R$ 3 mil na gestão anterior. Veja: ZECA BALEIRO pic.twitter.com/kJAV4gUdg4 — Renan Brites Peixoto (@RenanPeixoto_) May 7, 2023 Com informações do G1).

Por trás do golpe: todos os generais da República – *Por Francisco Carlos Teixeira

Ação rápida do governo e do STF paralisou o golpe e não permitiu uma GLO, que daria mais poderes aos militares – “Doutrina do Gradualismo” fez com que quadros bolsonaristas se mantivessem na estrutura da inteligência do governo Lula – Marcelo Camargo/Agência Brasil  A compreensão plena, transparente, do golpe de Estado fracassado de 8 de janeiro de 2023 torna-se cada vez mais complexa com as novas revelações advindas do episódio dos vídeos revelados pela CNN, em 19 de abril, a fragilidade das instituições de garantia estratégica como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e a partir de agora – 3 de maio – com as ações em torno do “círculo interno” de poder, altamente militarizado, durante a presidência Bolsonaro. Tornou-se claro que a ação do novo governo Lula da Silva foi, na área de segurança institucional, logo nos primeiros dias do mandato, lenta e, no mínimo, parcial. A confiança depositada no general Gonçalves Dias para criar um ambiente de convivência cívica, e também no ministro da Defesa José Múcio Monteiro, mostrou-se por demais otimista. Tanto o general Dias, como José Mucio – com apoio excedente do ministro do Exterior Mauro Vieira, preocupado com a “imagem” de fragilidade das instituições brasileiras no Exterior – buscaram, desde confirmada a eleição de Lula, defender um diagnóstico que apontava no pós-eleições, já em 30 de outubro de 2022, uma volta “gradual” e “sem traumas” à normalidade, sem a necessidade de um enfrentamento direto com o bolsonarismo. Consideraram que o “perigo” bolsonarista, depois do segundo turno e, em especial, depois da apoteótica cerimônia da posse presidencial, começava a desmilinguir-se por si mesmo, como aquele “leite em pó que dissolve sem bater”. Falharam, entretanto, em identificar a clara tentativa de golpe articulado pelo então ministro da Justiça no segundo turno eleitoral como uma ameaça direta de intervenção indevida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) visando anular os resultados da eleição presidencial. Tratava-se, claramente, de passar à continuidade real, concreta, as falsas argumentações sobre as urnas eletrônicas e bem como todo o sistema eleitoral brasileiro, explicitando o ânimo golpista do “circulo íntimo” do presidente, tratado na mídia como “Gabinete do Ódio”. O próprio Lula – que surge como aquele que mais entendeu a extensão, e as dimensões, do oito de janeiro – reafirmou que havia um “complô”, uma inteligência geral do golpe, que se exigia punições para todos os envolvidos, denunciando uma completa “falha de segurança” no dia oito. No entanto, no GSI, na Abin e nas Forças Armadas, em especial no comando do Exército, a “Doutrina do Gradualismo” imperou até o oito de janeiro e, mesmo depois, só sendo questionada seriamente a partir de 19 de abril, quando da revelação da presença do ministro-chefe do GSI, e vários dos seus funcionários, não só presentes no Palácio do Planalto, como ainda interagindo com os depredadores invasores e que, mesmo em face das ilegalidades cometidas, não acionaram, em momento algum, o “Plano Escudo” de defesa integrada – Polícia Militar, Forças Armadas, PF e PRF – da capital federal e nem mesmo o “Plano Scooby”, de defesa do Palácio do Planalto. Lembramos que o Batalhão Duque de Caxias possui cinco companhias de pronta ação para defesa do palácio presidencial, cada uma delas com 200 homens e duas delas de choque, que, entretanto, permaneceram acontonadas, e inativas, na garagem do anexo do palácio. Na verdade, o “Plano Scooby” é um desdobramento do próprio “Plano Escudo”, que abrange a proteção do conjunto da Praça dos Três Poderes, que não foi ativado por pedido seja do coronel Fernandes da Hora, comandante da Guarda Presidencial, seja pelo general Dutra, então chefe do Comando Militar do Planalto e, tampouco, pelo também então comandante do Exército, general Arruda. Mas os órgãos federais cuja a função precípua é a proteção e a prevenção de crises, como o GSI, não avaliaram as dimensões e os riscos da imensa aglomeração de populares com ânimo golpista desde sexta-feira (6/1) em Brasília. Já era, no sábado (7/1) calculada a multidão em cerca de 20 mil pessoas, das quais 4 mil se dirigiram ao Palácio do Planalto. Nesta marcha, foram “escoltados” pela própria PM do DF, então sob comando de Anderson Torres, ex-Ministro da Justiça de Bolsonaro. Houve a revelação da existência de 160 de vídeos não relatada – nos quais aparecem os funcionários do GSI em atitudes não adequadas junto aos depredadores – e que não foram apresentados ao próprio governo e à sociedade. A justificativa de que os vídeos estavam “sub judice” não parece convincente, em especial quando o próprio STF ordenou a total publicização do material. Assim, a “falha de segurança” apontada corretamente por Lula da Silva, confirmada pela ação posterior do ministro da Justiça, pelo interventor federal Ricardo Capelli e a AGU com o ministro Jorge Messias, mostrou-se mais profunda e larga que o imaginado. Das três bases de sustentação do golpe de oito de Janeiro – (i) a multidão de depredadores financiados por empresários e transportados para Brasília, além da multidão concentrada no acampamento da Praça dos Cristais em frente ao quartel general do Exército; (ii) a ação e a inação no âmbito do governo do Distrito Federal, incluindo a PM e (iii), no entanto, foi na “terceira base”, com os órgãos federais de prevenção de crises e de aconselhamento estratégico como o GSI e a Abin, mas também os serviços de inteligência das Forças Armadas, em especial do Exército, no caso do Centro de Inteligência do Exército/CIE (criado por meio do decreto nº 60.664, de 2 de maio de 1967, como “Centro de Informações do Exército”, foi parte importante do aparato repressivo do Estado brasileiro, durante o regime militar), que se deram as “falhas de segurança” mais graves e vastas, como vemos agora nos vídeos liberados, e que acabaram por derrubar um ministro-chefe, e da “cota pessoal”, do presidente Lula da Silva. Devemos ter claro em mente que a “falha de segurança” apontada por Lula da Silva não se deu no vazio. Há causas e estas devem ser analisadas e corrigidas. Já sabemos que houve lentidão na substituição do quadro do GSI comprometido com o bolsonarismo. No entanto, tal “lentidão” – que segue em outros âmbitos do Estado

STF inicia o terceiro julgamento de envolvidos nos atos de 8 de Janeiro

Tribunal analisa, até o dia 8 de maio, o caso de mais 250 pessoas envolvidas nos atos de terrorismo em Brasília; Moraes, relator, já depositou sem voto para receber as denúncias. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na madrugada desta quarta-feira 3, o terceiro julgamento de envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, em Brasília. O grupo alvo do tribunal nesta ocasião reúne 250 presos pelos atos de vandalismo. Até o momento, apenas Alexandre de Moraes, relator do caso, votou. Assim como nos dois primeiros julgamentos, o ministro depositou sua posição favorável ao recebimento das denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. Os demais ministros têm até o dia 8 de maio para expressarem suas posições no plenário virtual. Se a maioria dos ministros aceitar as denúncias, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornam réus no processo. Eles deverão responder pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de estado, dano qualificado e incitação ao crime. Até o momento, 300 investigados se tornaram réus pelo STF nos dois primeiros julgamentos. Nas duas ocasiões, apenas André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao tribunal, divergiram integral ou parcialmente do relator. Com a leva que está na mira do tribunal nesta quarta-feira, chega a 550 o número de envolvidos com casos avaliados ou em avaliação. Após o encerramento do julgamento, restarão cerca de 850 denunciados pela PGR para serem julgados. Presos Conforme levantamento do STF, das 1,4 mil pessoas que foram presas no dia dos ataques, 294 continuam no sistema penitenciário do Distrito Federal. Destas, 86 são mulheres e 208 homens. Os demais já foram soltos – com restrições – por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações. (Com informações de Agência Brasil)

Cerco a Bolsonaro se fecha e ele terá de ajustar contas com a Justiça

Parlamentares avaliam que a situação dele é cada vez mais crítica. “O destino de quem comete crimes é numa hora se encontrar com a Justiça”, diz o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) Deputados e senadores avaliaram como crítica a situação de Bolsonaro que nesta quarta-feira (3) recebeu agentes da Polícia Federal (PF) na porta da sua casa num condomínio do Jardim Botânico, em Brasília. O ex-presidente e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tiveram os celulares apreendidos na operação Verine, que investiga suposta fraude no cartão de vacina do casal e da filha Laura Bolsonaro. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em Brasília e no Rio de Janeiro. De acordo com a PF, houve uma associação criminosa para inserir falsas informações relativas à vacinação contra a covid-19 no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), do Ministério da Saúde, e na Rede Nacional de Dados em Saúde (Rnds). “Conspirar contra a saúde pública é uma corrupção gravíssima”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante reunião nesta quarta-feira da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Desde quando chegou dos Estados Unidos, onde se autoexilou, Bolsonaro já depôs duas vezes à PF: a primeira no caso dos atos golpistas do 8/1 e depois no desvio das joias sauditas. Nesta quarta-feira, outro depoimento estava marcado quando ele foi surpreendido na operação de busca e apreensão. Repercussão “Bolsonaro e sua turma desdenharam a saúde, as leis, a Constituição, o povo brasileiro. O destino de quem comete crimes é numa hora se encontrar com a justiça, independente de quem seja. Fraudar cartões de vacina. Que gente é essa ?”, afirmou o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA). Para a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, o ex-presidente surpreendeu. “Bolsonaro prevaricou na pandemia, vendeu remédio ineficaz, infringiu medidas sanitárias, cometeu crime de responsabilidade e contra a humanidade. E quando a gente pensa que já viu de tudo sobre o genocida, descobre mais. Que homem é esse que falsifica o cartão de vacinação da própria filha?”, indagou. “É questão de tempo para o golpista responder por seus atos que em tese são: infração de medida sanitária preventiva, inserção de dados falsos de informação. Mas sabemos que daí vão surgir muitos mais!”, afirmou o senador Beto Faro (PT-PA) Sigilo O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo sobre sua decisão determinando buscas na casa de Bolsonaro. “Diante do exposto e do notório posicionamento público de Jair Messias Bolsonaro contra a vacinação, objeto da CPI da Pandemia e de investigações nesta Suprema Corte, é plausível, lógica e robusta a linha investigativa sobre a possibilidade de o ex-presidente da República, de maneira velada e mediante inserção de dados falsos nos sistemas do SUS, buscar para si e para terceiros eventuais vantagens advindas da efetiva imunização, especialmente considerado o fato de não ter conseguido a reeleição nas eleições gerais de 2022”, escreveu o ministro. Moraes também refutou a possibilidade do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de Bolsonaro, tenha inserido os dados falsos sem a autorização do ex-presidente. “Não há qualquer indicação nos autos que conceda credibilidade à versão de que o ajudante de ordens do ex-Presidente da República Jair Messias Bolsonaro pudesse ter comandado relevante operação criminosa, destinada diretamente ao então mandatário e sua filha, sem, no mínimo, conhecimento e aquiescência daquele, circunstância que somente poderá ser apurada mediante a realização da medida de busca e apreensão requerida pela autoridade policial”, justificou o ministro.

Preso, auxiliar de Bolsonaro faz revelação à PF sobre assassinato de Marielle

Já é o segundo assessor preso que tem relação com o assassinato político da vereadora carioca; Cerco vai se fechando sobre o clã e seu entorno (Foto: Aílton Barros (PL-RJ) e Jair Bolsonaro (PL). Créditos: Reprodução /Redes Sociais)  Um dos auxiliares de Jair Bolsonaro (PL) presos nesta quarta-feira (3) pela Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram fraude no cartão de vacinação do ex-presidente e de sua filha Laura, de 12 anos, é Ailton Barros. Ele afirma em mensagens reveladas pela própria PF – informação confirmada pela imprensa nacional – que sabe quem foi o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido em 14 de março de 2018. Ailton Gonçalves Moraes Barros é ex-major do Exército formado na Aman (Academia Militar de Agulhas Negras) e em 2022 foi candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PL, partido do ex-presidente. Na campanha, se apresentava como “o 01 do presidente”. Eleito suplente, não é incomum ver em suas redes sociais fotos em que aparece ao lado de Bolsonaro. Na presente investigação, Barros foi preso por suspeita de ter participado na adulteração do cartão de vacinação de Bolsonaro. Ele faria parte do esquema que operava a fraude em postos de saúde de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). Marcello Siciliano Além de Barros, o ex-vereador carioca Marcello Siciliano também é investigado pela Polícia Federal no escândalo da falsificação dos cartões de vacinação, que pode levar Jair Bolsonaro para a prisão. O político teria ajudado o tenente-coronel e ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, a conseguir um cartão de vacinação falso para a sua esposa. Em 2018, a Polícia Civil captou uma ligação entre Siciliano e um miliciano, onde o então vereador conversava com milicianos sobre acelerar a investigação de um crime de interesse da organização criminosa e realização de projetos sociais em uma região controlada pelos bandidos. No encerramento da conversa, Marcello diz “te amo, irmão” para um miliciano. À época, o vereador negou a associação, dizendo que “não tem e nunca teve envolvimento com milícia”. Sobre a morte de Marielle Franco, Marcello Siciliano foi citado por uma testemunha como um dos interessados na morte da vereadora, ao lado do miliciano Orlando Curicica. Posteriormente, o motorista e ajudante de ordens de Curicica, Renatinho Problema, confirmou que o vereador e o miliciano se encontraram em quatro ocasiões anteriores ao assassinato de Marielle Franco. Siciliano nega envolvimento. “Eu fui injustamente acusado, há 10 meses, por um miliciano – réu confesso, um bandido, que eu também quero saber o porquê ele fez isso contra mim -, que prejudicou diretamente toda a minha família e a minha vida. Só quem sofre uma injustiça sabe o que é isso. Uma injustiça desse tamanho, então, nem se fala”, disse em 2020. Ainda em 2020, a campanha de Marcello Siciliano foi acusada de ameaçar fisicamente adversários políticos. “Nós procurávamos um local melhor para divulgar o nosso trabalho e resolvemos dar uma volta na orla da Barra (…) Intimidaram dizendo: ‘você não pode ficar aqui. Tem tanta área, tanto lugar para você fazer campanha. Aqui não. Aqui é a gente. Aqui quem manda somos nós. Você tem que sair daqui”, disse uma testemunha em anonimato.

PF faz operação de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e prende o coronel Cid

Além do Coronel Mauro Cid, ajudante de ordens e braço direito de Jair Bolsonaro, a Operação da Polícia Federal também prendeu Max Guilherme, ex-assessor do ex-presidente  A casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação que a Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quarta-feira (3), no bairro Jardim Botânico, em Brasília (DF). A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e cumpre 16 mandados de busca e apreensão, em Brasília e no Rio de Janeiro. Além disso, a operação da PF também cumpre mandados de prisão preventiva contra dois ex-assessores de Bolsonaro: o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-sargento do Bope Max Guilherme. Conforme nota da PF, operação batizada de ‘Venire’ apura o caso de uma “associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde.” A investigação analisa a inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde para geração de certificados de vacinação. “Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19″, informou a Polícia Federal. Esta operação ocorre dentro do inquérito que analisa a atuação das “milícias digitais” e os fatos investigados podem configurar, segundo nota da PF, os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.