Monumento de São Francisco, em Pirapora, é restaurado pela Prefeitura

Prefeitura de Pirapora e a Empresa Municipal de Turismo (EMUTUR) reinstalaram a imagem de São Francisco de Assis na Praça Três Palmeiras, no centro da cidade. O retorno da escultura – reformada e restaurada pelo Artesão Expedito Viana Rodrigues – recebeu as bênçãos do Cônego Jolly Puliprakalathil, da Paróquia de São Sebastião. Foi a culminância de um longo e minucioso trabalho de recuperação da estátua de madeira tamboril, esculpida em 1996 pelo artista, que se encontrava bastante deteriorada, sob sério risco de perda total. Remodelada, recebeu reforço estrutural e pintura especial que garante mais resistência e durabilidade aos efeitos do tempo, sol, chuva e pragas urbanas. A operação de transporte e fixação do monumento de (de 3,37 metros, pesando 510 kg) mobilizou a Secretaria municipal de Obras e a Guarda civil. Posteriormente, o pedestal de suporte da imagem será reestruturado e receberá nova pintura, melhorando o visual da praça que liga o centro da cidade ao Bairro Bom Jesus e ao trecho da Avenida Benjamim Constant. “Nossa cidade e o Rio São Francisco merecem esse presente. Por isso, nosso agradecimento ao Artesão Expedido pela dedicação extra na recuperação da imagem”, comentou o Prefeito Alex Cesar. Mais uma ação de reconstrução do patrimônio histórico e cultural de Pirapora, valorizando um monumento de inestimável simbolismo, especialmente entre a comunidade católica, ambientalistas e turistas

Número de cidades em situação de emergência pela seca chega a 81

Além de ações de suporte imediado voltadas para as cidades, o governo investe em políticas públicas permanentes no estado Minas Gerais tem 81 municípios em situação de emergência por causa da seca. Nesta sexta-feira (28/10), o Governo de Minas publicou, no Diário Oficial, decreto que autoriza a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) a prestar suporte às cidades atingidas. A diretriz entra em vigor no dia 12/11 e vale até março de 2023. Neste contexto, como a Defesa Civil trabalha de forma integrada e em sistema, o papel da Cedec-MG é o de preparar os municípios para situações adversas e dar apoio in loco, quando necessário. Trata-se, portanto, de apoio complementar. Preparação   Em maio de 2022, a Cedec-MG realizou o ‘Seminário de Convivência com a Seca’ em Montes Claros, no Norte de Minas. O evento orientou os municípios para o enfrentamento das consequências da seca e contou com a presença de mais de 300 pessoas presencialmente, dentre elas 25 prefeitos e quatro vice-prefeitos. Participaram cerca de 130 municípios. Ações  Por meio do Transporte e Distribuição de Água Potável (TDAP), a Cedec atendeu 55 municípios, levando água para mais de 91 mil pessoas. Para isso, foram utilizados 70 caminhões pipa e 61.473.000 litros de água. Cestas básicas também foram distribuídas para as comunidades mais prejudicadas. Programa Água Doce   Fora as ações emergenciais, a Cedec trabalha em parceria com o governo federal e órgãos estaduais como Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) para promover o Programa Água Doce (PAD), que leva água apta ao consumo humano para comunidades do semiárido mineiro. Na quarta-feira (26/10), foram inaugurados e entregues quatro sistemas de dessalinização de água do PAD, na comunidade de Bom Jesus, município de Monte Azul. Além disso, ocorreu a assinatura do contrato de construção e entrega de mais 30 sistemas de dessalinização, além dos 69 que já estão em construção em Minas Gerais. O investimento de R$ 9,3 milhões será utilizado para expandir o acesso à água no estado. Confira os municípios que decretaram situação de emergência por causa da seca  Almenara, Aricanduva, Arinos, Berilo, Berizal, Bocaiúva, Bonito de Minas, Botumirim, Buritizeiro, Capelinha, Capitão Enéas, Caraí, Carbonita, Catuti, Chapada do Norte, Cônego Marinho, Coronel Murta, Cristália, Curral de Dentro, Divisópolis, Espinosa, Felisburgo, Francisco Dumont, Francisco Sá, Gameleiras, Grão Mogol, Guaraciama, Ibiaí, Ibiracatu, Icaraí de Minas, Indaiabira, Itacambira, Itacarambi, Itinga, Jacinto, Janaúba, Januária, Japonvar, Jequitaí, Jequitinhonha, Jordânia, José Gonçalves de Minas, Josenópolis, Juramento, Juvenília, Lagoa dos Patos, Luislândia, Mamonas, Manga, Mato Verde, Minas Novas, Miravânia, Montalvânia, Monte Azul, Montezuma, Ninheira, Novo Cruzeiro, Pai Pedro, Pedra Azul, Pintópolis, Pirapora, Ponto Chique, Ponto dos Volantes, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rubelita, Rubim, Santa Cruz de Salinas, Santa Fé de Minas, Santo Antônio do Jacinto, Santo Antônio do Retiro, São Francisco, São João das Missões, Taiobeiras, Ubaí, Urucuia, Várzea da Palma, Varzelândia, Verdelândia, Veredinha e Virgem da Lapa. Via Agência Minas

Codanorte realiza o 1° encontro de seretários de educação do Norte de Minas

Evento discutiu as novas tecnologias e desafios no processo educacional O Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário Para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas – Codanorte promoveu nesta terça-feira, 25 de outubro, o primeiro Encontro de Secretários Municipais de educação do Norte de Minas, no Auditório da AMAMS. Cerca de 150 representantes de mais de 60 municípios da região participaram das atividades. Na pauta, foram apresentados os desafios no processo educacional e como as tecnologias podem ser utilizadas para a melhor aprendizagem dos alunos, principalmente em um período pós-pandemia. “O objetivo foi propor e discutir soluções eficazes para o desenvolvimento da educação nos municípios do norte de Minas de Gerais. Durante a manhã, por meio de três oficinas, apresentamos teorias e experiências que possuem o potencial de impactar positivamente nos processos educacionais, abrindo espaço para o diálogo entre os participantes e proporcionando a interação entre o meio acadêmico e os gestores municipais”, comentou Eduardo Rabelo, presidente do Codanorte e prefeito de Francisco Dumont. “Aqui, não só apontar os desafios relacionados à educação que são enfrentados pelos municípios, mas discutimos, de forma coletivam, ações e pensamentos que contribuem nessa busca diária por um Norte de Minas melhor para se viver, com uma educação reconhecida no estado de Minas Gerais e em todo o país”, disse o professor Guaracy Silva, que ministrou a oficina com o tema “A Sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo”, junto com a Profa. Nídia Miriam Rocha Félix. Também foram ministradas as seguintes oficinas: “Transformações na educação: tecnologia, indicadores e políticas públicas”, pela Profa. Dra. Nídia Miriam Rocha Felix – Doutora (UNIMEP); e “Tecnologia no processo educacional”, ministrada pela contadora Bárbara de Souza Otoni Silveira. Os resultados, segundo os secretários participantes, foram satisfatórios. Rejane Veloso, secretária municipal de educação de Montes Claros, participou do encontro representando o município sede do Consórcio. “Quero parabenizar o Codanorte que olhou esse lado dos desafios no processo de enino e que quer discutir esse momento. É bom termo essas parcerias, poder compartilhar com o outro o que passamos e o que vivenciamos enquanto secretários. Agora, o trabalho triplicou, mas temos aqui na pauta, algo que nos instiga, que é a questão da tecnologia. Saímos daqui com novas possibilidades, novas alternativas e com divisão conhecimentos”, destacou a professora Rejane Veloso, secretária de Montes Claros, município sede do consórcio. “Essas parcerias tem nos ajudado grandemente a enfrentar os desafios. Vivemos em um momento pós-pandemia cheio de desafios. E a tecnologia tem sido a peça-chave para desenvolver o ensino e a aprendizagem. Por isso é importante discutir a educação em um âmbito regional, para trocarmos ideias e agregar qualidade no processo educacional”, completou Ivonete Neres, secretária de educação de Lagoa dos Patos. O evento teve o apoio da Associação da Área Mineira da Sudene (AMAMS). No discurso, o secretário executivo da AMAMS, Ronaldo Dias, enfatizou a necessidade da promoção de encontros enriquecedores. “Todo curso de capacitação serve de aprendizado, serve para levar uma benfeitoria aos nossos municípios que estão lá na ponta e precisa da ajuda das associações e consórcios que detenham capacidade de promover esse conhecimento a todos”. Ainda no evento, foram apresentadas soluções para a formação dos profissionais da educação dos municípios participantes. Na oportunidade, o diretor comercial da Uniasselvi, Eduardo Albuquerque esclareceu sobre a parceria público-privada, entre o Codanorte e a Instituição de Ensino para proporcionar cursos especializados para o corpo docente.

Capetinha duzinfernos! * Por Manoel Gusmão

Ele passou a mão nas vestes da verdade e sai por aí contando mentiras vestido delas. E o que é tenebroso é que ele amedronta o povo, dizendo que sua adversária, a verdade, vai fazer as coisas que ele já está fazendo. E as pessoas estão morrendo de medo do que vai ser feito, sem temer o mal que já é feito por ele. E o traste fica lá dusinfernos dando gargalhadas. Mas o seu sucesso se realiza por meio de auxiliares endiabrados, que conquistam auxiliares enganados. E aí se forma a corrente do cão. E se não pisarmos na cabeça da serpente agora, ela se alastrará para todos os poderes da República, com muito mais força e poder. E aí, tchau República, tchau democracia, tchau liberdade. Pior ainda, tudo como se fosse em nome de Deus Por favor! Aos olhos da mente aberta, da alma, do coração, de espírito livre para a voz de Deus, busquem a verdade onde ela se encontra. Esse Satanás nasceu de encomenda. Tendo a tapeação até no nome: “messias”. O mito, para os maís chegados. Mas, só se engana quem se permite enganar. Pois, da boca e das ações do diabólico só saem coisas imprestáveis. Muita feiúra, maldade e podridão. * Contador

Bolsonaro corta doação de leite a famílias na miséria do Norte de Minas e do Nordeste

O ódio de Jair Bolsonaro contra os pobres é nítido em suas ações; durante governo Dilma, o programa de distribuição de leite atingiu ‘ápice’ (Imagem: Reprodução) Uma das principais ações do governo federal no combate à fome no interior nordestino e de Minas Gerais, a distribuição de leite às famílias em extrema pobreza pelo programa Alimenta Brasil — antigo PAA, Programa de Aquisição de Alimentos —, foi “desmontado” pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). Entre janeiro e agosto de 2022, o total de litros distribuídos caiu 87% em comparação ao mesmo período do ano passado. As informações são do UOL. A distribuição de leite dentro do programa Alimenta Brasil é executada apenas no território da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que abrange os nove estados da região Nordeste e o norte e nordeste de Minas Gerais. A escolha dessa área ocorre pelo maior grau de insegurança alimentar. É na região da Sudene que estão 11 milhões —ou seja, mais da metade— dos 20 milhões de famílias que recebem o Auxílio Brasil. O programa do leite, como é conhecido, é tradicional no Nordeste há pelo menos duas décadas e, segundo gestores, enfrenta hoje o seu maior desfinanciamento federal e a menor quantidade distribuída. Em agosto deste ano, por exemplo, apenas 54 produtores venderam ao governo um total de 236 mil litros de leite. Para efeito de comparação, em outubro de 2021, eram 4.443 produtores leiteiros que venderam 5,9 milhões de litros de leite. Em janeiro deste ano, nenhum litro de leite foi comprado. Entre 2011 e 2012, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o programa atingiu o ápice, quando 28 mil produtores vendiam leite ao governo federal. Descaso do governo Bolsonaro com a população pobre Para Kiko Afonso, diretor-executivo da ONG Ação da Cidadania, a redução na compra de leite é “assustadora” e revela como o governo tem deixado de lado programas de segurança alimentar de locais com mais famílias vulneráveis. “Isso está ligado à visão de gasto essencial do governo, que é vencer a eleição a qualquer custo, mesmo que isso signifique tirar leite das crianças”, afirma. Ele lembra que o leite é um dos principais componentes alimentares das crianças, e a redução no momento em que país tem recorde de pessoas com fome no século é um contrassenso. “Você nota que tem mês [janeiro] que isso chega a zero. Isso é completamente absurdo, somando a problemas como o congelamento do repasse da merenda e corte nos programas de auxílio de entrega alimenta as famílias. Isso aumenta a fome das pessoas”, avalia.

Cuida Chagas: Norte de Minas fará pesquisa inédita para diagnóstico da doença

Serão utilizados testes rápidos para garantir agilidade no tratamento aos pacientes  A partir de janeiro de 2023, os municípios de Montes Claros e Janaúba, sediados na área de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, vão sediar, em caráter pioneiro no estado, o Projeto Cuida Chagas – Comunidades Unidas para Inovação, Desenvolvimento e Atenção para a Doença de Chagas. Trata-se de uma iniciativa internacional inovadora que visa testar, tratar e cuidar de pessoas diagnosticadas com a doença na América Latina. O projeto está sendo implementado pelo Instituto Nacional de Infectologia (INI), integrante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até 2025, o Instituto pretende consolidar modelos de implementação para a doença de Chagas, incluindo a utilização de testes rápidos eficazes para o diagnóstico e formas de tratamento de pacientes, que poderão ser replicadas em diferentes contextos. Além do INI, o projeto tem a participação da Fundação para o Desenvolvimento Científico Tecnológico Saúde (Fiotec) e atua em parceria com o Instituto Nacional de Laboratórios de Salud (Inlasa), sediado na Bolívia; o Instituto Nacional de Salud (INS), da Colômbia; o Servicio Nacional de Erradicación del Paludismo (Senapa), do Paraguai; e a Aliança Global para Diagnósticos (Find). O projeto é financiado pela Unitaid, agência global ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e cofinanciado pelo Ministério da Saúde. Nessa quarta-feira (19/10), a Superintendência Regional de Saúde sediou a primeira reunião realizada em Montes Claros para a apresentação do projeto, que envolve a participação de pesquisadoras da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O encontro contou com a participação da coordenadora do estudo de inovação e validação de testes rápidos diagnósticos da Fiocruz, Franciana Rosa da Silva, e coordenadores de vigilância em saúde e de atenção primária à saúde do município de Montes Claros. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi representada pela coordenadora de vigilância em saúde da SRS Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, e pelo coordenador de Atenção à Saúde, João Pereira Alves. Em junho deste ano, o município de Janaúba sediou encontro de apresentação do Projeto Cuida Chagas, quando foram alinhadas ações a serem executadas visando a realização das pesquisas envolvendo a população das zonas urbana e rural. Por meio do projeto, Janaúba e Montes Claros vão sediar pesquisa com o objetivo de testar a eficácia da utilização de quatro diferentes tipos de testes rápidos para o diagnóstico da doença de Chagas em crianças, jovens e adultos. Um dos testes rápidos foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz. Utiliza a mesma metodologia desenvolvida para testes que atualmente já estão disponíveis para o diagnóstico de HIV, sífilis, hepatites virais, covid-19, entre outras doenças. “Os trabalhos a serem realizados no Norte de Minas, envolvendo a população e profissionais de saúde, vão servir de referência para a implementação do projeto no Paraguai, Colômbia e Bolívia”, destacou a coordenadora da Fiocruz. No Brasil, além de Minas Gerais, as pesquisas também serão realizadas em municípios do Pará, Bahia, Goiás e do Rio Grande do Sul. Por meio de uma estratégia que combina estudos de implementação e inovação, engajamento comunitário e intervenção no mercado, o projeto busca contribuir para a eliminação da transmissão vertical da doença de Chagas. Nesse contexto, mulheres em idade fértil, crianças e contatos domiciliares serão os principais beneficiários de um conjunto de intervenções. Em áreas das zonas urbanas e rurais de municípios selecionados para participar do projeto, a população será convidada a realizar exames de sorologia e de testes rápidos para o diagnóstico da doença. Além de pesquisar quais testes rápidos são mais eficazes, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que trabalham em unidades básicas de saúde também terão a oportunidade de avaliar quais tipos de exames são mais fáceis de serem utilizados, obtendo maior eficiência e rapidez nos diagnósticos. Além da análise de amostras de testes rápidos em laboratório da Unimontes, a Superintendência Regional de Saúde enviará materiais para análise na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte. O objetivo será confirmar os diagnósticos por meio de exames de contraprova. O projeto Cuida Chagas também vai avaliar o impacto econômico e social que a doença de Chagas causa à população. Até 2025, a previsão é de que o projeto seja implementado em 32 municípios no Brasil, Bolívia, Colômbia e Paraguai, envolvendo 220 unidades de saúde; 235 mil participantes, além de viabilizar o encaminhamento de aproximadamente 9,5 mil pessoas para tratamento. Na avaliação dos coordenadores de vigilância em saúde e de atenção à saúde da SRS de Montes Claros, Agna Menezes e João Alves, respectivamente, “a inclusão de Montes Claros e Janaúba no Projeto Cuida Chagas traz boas perspectivas para o controle de uma doença que ainda acomete muitas pessoas residentes em áreas onde o barbeiro, principal transmissor da doença, tem grande presença”. A doença Segundo a Fiocruz, “a doença de Chagas é considerada uma das doenças tropicais negligenciadas mais silenciadas. Estima-se que, no mundo, entre 6 e 8 milhões de pessoas têm a doença e mais de 75 milhões moram em áreas de risco de contágio”. Ainda de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, aproximadamente 12 mil pessoas morrem por causa de Chagas em todo o mundo. Desse total, entre 8 mil e 15 mil óbitos têm como vítimas bebês que se infectam durante a gravidez ou o parto. A doença pode ser tratada e curada quando diagnosticada a tempo. “Avançar no seu controle e prevenção é uma tarefa fundamental para garantir o direito à saúde às pessoas afetadas”, concluiu a Fiocruz.

Luisa Mell resgata bode que teve boca costurada, em Porteirinha

A protetora dos animais Luisa Mell foi até a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, e resgatou o bode que teve a boca costurada com nylon e um cadeado pendurado na costura. Luisa acordou 5h da manhã pegou dois voos e ainda viajou de carro para fazer o resgate. O bode já tinha recebido os primeiros socorros e está com os ferimentos na boca já em fase de cicatrização. Luisa fez imagens com o animal e disse que ele será feliz no instituto dela, em São Paulo, para onde ele foi levado. “Você vai conhecer meus outros bodes, minhas cabras”, disse a protetora que levou o bicho para o caminhão no colo. O caso O bode foi encontrado com a boca costurada com nylon e com um cadeado em Porteirinha, no Norte de Minas Gerais, na última segunda-feira (3). Uma foto do bode foi publicada pela Organização Não-Governamental (ONG) Proteção Animal de Porteirinha. De acordo com a Polícia Militar, moradores da cidade encontraram o animal no quintal de uma residência amarrado e com a boca costurada. A moradora da residência disse que saiu para resolver questões pessoais e quando voltou encontrou o bode na casa dela. Ela disse ainda que, a princípio, acreditou que o animal estava comendo algo, mas depois percebeu que sua boca estava costurada. Com a ajuda de vizinhos, eles cortaram a linha da costura e retiraram o cadeado. Leia também Decreto libera militante de esquerda nas eleições O bode foi deixado aos cuidados da ONG e passa bem. A Polícia Militar foi acionada para o local e aprendeu a linha e o cadeado. O caso foi repassado à Polícia Civil para investigações.

Bode é encontrado com a boca costurada por fio de nylon em Porteirinha

Animal foi visto por moradores do povoado de Salobro, em Porteirinha, no Norte de Minas. Além da costura, o bode teve a boca ‘trancada’ com cadeado Um bode foi encontrado com a boca costurada no povoado de Salobro, em Porteirinha, Região Norte de Minas, nessa segunda-feira (3/10). Acionada por populares, a Polícia Militar encaminhou a ocorrência para ser investigada. Segundo o boletim, uma denúncia anônima foi registrada via 190, informando que um bode estava com a boca costurada por um fio de nylon preso a um cadeado. A PM entrou em contato com uma ONG de animais de Porteirinha, que também recebeu a denúncia anônima do caso. De acordo com o boletim de ocorrência, uma moradora saiu de casa e se deparou com o bode no quintal. Ela chamou vizinhos para ajudar a libertar o animal. Os moradores perceberam que o cadeado estava trancado junto à linha de nylon, e não à boca do bode. A situação foi encaminhada a um grupo de mensagens, e um dos participantes se disponibilizou cuidar do bicho até que fosse definido um novo lar. A PM foi acionada, visitou a casa do homem que está cuidando do animal e colheu relatos dos moradores, que afirmaram ter visto o bode desde sexta-feira (30/9). Contudo, ninguém sabe quem pode ser o autor do crime. Segundo a ONG de Proteção Animal de Porteirinha, o bichinho foi acolhido por moradores e recebeu o nome Diamante. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que que a ocorrência de maus-tratos foi registrada e um procedimento investigativo foi instaurado para apurar as circunstâncias e a autoria do crime. “Até o momento, o proprietário do animal não foi localizado e ele ficou sob custódia de um voluntário para os devidos cuidados. A investigação está em andamento”, conclui a PCMG. Fonte: EM

Polícia Federal acha indícios de corrupção na Codevasf, estatal ligada ao Centrão

 Turbinada por bilhões de reais em emendas parlamentares, a Codevasf é uma estatal federal entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao controle do Centrão  A Polícia Federal deflagrou, no dia 29/9, quinta-feira, na capital maranhense, a segunda fase da Operação Odoacro, com a finalidade de desarticular o núcleo da organização criminosa composto por servidores públicos que auxiliavam nas fraudes licitatórias e no desvio de recursos públicos envolvendo verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A partir de indícios colhidos durante a investigação, constatou-se a existência de um engenhoso esquema de lavagem de dinheiro, perpetrado a partir do desvio do dinheiro público proveniente de procedimentos licitatórios fraudados. Descobriu-se, na ocasião, que eram constituídas pessoas jurídicas de fachada, pertencentes formalmente a pessoas interpostas, e faticamente ao líder dessa associação criminosa, para competir entre si, com o fim de sempre se sagrar vencedora das licitações a empresa principal do grupo, a qual possui vultosos contratos com a Codevasf. O líder da associação criminosa, além de colocar as suas empresas e bens em nome de terceiros, ainda possuía contas bancárias vinculadas a CPFs falsos, utilizando-se desse instrumento para praticar fraudes e dificultar a atuação dos órgãos de persecução penal. Diante desses fatos, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Odoacro, com o intuito de desarticular o núcleo empresarial da associação criminosa, bem como desvendar quem seriam os atores públicos envolvidos, tendo em vista que dificilmente um esquema dessa magnitude poderia existir sem a participação, ou, no mínimo, a condescendência de funcionários públicos. Ao iniciar a análise dos materiais apreendidos na primeira fase da operação, foi possível visualizar a participação de um gerente da Codevasf na associação criminosa, o qual recebeu cerca de R$ 250 mil das empresas investigadas. A despeito de as análises ainda estarem em estágio inicial, haja vista o volume de material apreendido, a Polícia Federal, com o fim de interromper os atos de vilipêndio ao erário, optou por representar de imediato pelo afastamento do servidor público da sua função. Além da medida cautelar de suspensão do exercício da função pública, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa do agente público. Se confirmadas as suspeitas, o investigado poderá responder por corrupção passiva e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 15 anos de prisão. Outros crimes O inquérito foi aberto pela PF em 2021 e também apura, além das fraudes em licitações, outros crimes. Segundo os investigadores, a Codevasf sempre esteve envolvida em esquemas com dinheiro público. A estatal, controlada pelo centrão do Congresso Nacional, teria sido beneficiada por bilhões de reais em emendas parlamentares. A investigação aponta que todos os contratos da Construservice com o governo federal foram firmados após 2019, no governo de Bolsonaro, somando mais de R$ 12,4 milhões de repasses feito por Costa. Desde 2019, o governo reservou para a empreiteira ao menos R$ 160 milhões, tendo desembolsado até agora R$ 14 milhões.

Comitiva do Norte de Minas participa de congresso internacional em João Pessoa-PB

Supervisores e técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG, que atuam pelo escritório regional de Montes Claros do Sistema Faemg, junto a presidentes de sindicatos de produtores rurais de diversas cidades do Norte de Minas, participam de dois importantes eventos que debatem alternativas para a convivência produtiva no semiárido. O 10º Congresso Internacional de Palma e Cochonilha e o 3º Agropec Semiárido reúnem, em João Pessoa-PB, representantes de 16 países em mais de 60 palestras e apresentações de 134 trabalhos científicos, além de visitas técnicas a fazendas de referência na região do nordeste do país. Os eventos têm como objetivo apresentar alternativas para que a produção rural não pare diante dos desafios com os períodos de seca e em regiões com chuvas escassas. Entre os temas em debate, o maior destaque ficou para o uso da palma forrageira na alimentação animal. A palma tem baixo custo de produção por quilo, se adapta a uma grande gama de climas e solos, e ainda permite a produção de um alimento de alta qualidade, rico em vários nutrientes. A região nordeste do país tem avançado em pesquisas com o uso da palma dentro da rotina de nutrição animal, como parte estratégica das propriedades rurais. “Grande parte do estado de Minas Gerais faz parte do semiárido e, cada vez mais, a gente tem que trabalhar estas questões de resiliência climática e convivência com a seca. Tudo isso possibilita ao produtor rural adotar estratégias para enfrentar o período de seca, com menos prejuízos, seja na pecuária de leite ou corte. No Norte de Minas temos muitos grupos de assistência técnica destas duas cadeias. Então, essa atualização de conhecimentos e tecnologias, especialmente com relação ao uso da palma forrageira, que é uma alternativa de alimentação do gado no período de seca, é importante”, destaca o gerente regional do Sistema Faemg, Dirceu Martins. Para dentro da porteira Através das ações do Sistema Faemg, técnicos de campo atuam diariamente para ajudar os produtores rurais a seguirem produzindo com qualidade. Ana Cláudia Maia Soares, uma das profissionais presentes no evento em João Pessoa, está no segundo grupo de assistência técnica e gerencial, atendendo de perto produtores dos municípios de Janaúba, Verdelândia, Nova Porteirinha e Jaíba. Para a técnica de campo, renovar os debates sobre o tema é de grande importância, especialmente sobre a cultura da palma que está sendo utilizada na região do ATeG como alternativa alimentar para os bovinos. “São informações relevantes que devemos atualizar constantemente e deixar nossos produtores ainda mais seguros para a implantação dessa cultura. Assim como também aprender sobre os corretos tratos culturais para aqueles produtores que já têm a cultura da palma implantada. Sempre passo aos meus produtores que conhecimento é riqueza e sempre aparecem inovações que devem ser seguidas. Inovações que buscam variedades mais resistentes à seca e pragas, melhor produtividade e melhor valor nutricional. Nós, como técnicos, temos que ser fontes de disseminação de conhecimentos”, finaliza Ana Cláudia. O uso da palma forrageira simboliza uma alternativa nutricional e econômica ao produtor. “Ela apresenta características específicas e necessárias para nós que estamos na região do Norte de Minas. Essa cultura tolera condições de baixa umidade no solo devido a eficiência no uso da água e a sua característica mais importante é o alto teor de carboidratos não fibrosos (CNF). Muitas vezes esse teor de CNF é duas vezes maior do que alguns alimentos utilizados tradicionalmente na alimentação de ruminantes”, finaliza a técnica de campo. Forrageiras para o Semiárido O Projeto Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável ganhou um estande especial no evento na capital da Paraíba. A ação, que também é desenvolvida no Norte de Minas, com pesquisas em duas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), visa estudar as melhores espécies de forrageiras adaptadas ao clima da região, entre elas a palma. Desde 2017 o Sistema CNA/Senar, através do Instituto CNA, em parceria com o Sistema Faemg, Embrapa e Epamig realiza este trabalho para introduzir a palma na alimentação do rebanho da região. “No período de fortes estiagens que acontecem no semiárido mineiro, observamos que a palma forrageira se mostra como uma das melhores opções para fazer parte do cardápio forrageiro na alimentação animal. Portanto, a adoção de novas tecnologias, novos conhecimentos, geram desenvolvimento econômico para a região e também representam uma grande oportunidade de atualização. A difusão de técnicas para o cultivo da palma é de extrema importância para os produtores rurais”, destacou a técnica do projeto Forrageiras, no Norte de Minas, Inez Pereira Silva, que acompanha a programação em João Pessoa.