Em Salinas, Kalil garante que o Norte de Minas vai voltar a receber investimentos

O pré-candidato ao governo de Minas alegou que a região não aguenta mais quatro anos de abandono; Kalil visitou Mercado Municipal e Expocachaça O pré-candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PSD), foi recebido com festa na manhã deste sábado (16/07), na cidade de Salinas, no norte de Minas. Ele visitou o Mercado Municipal, o Museu da Cachaça e a Expocachaça e confirmou o compromisso de, junto com o ex-presidente Lula, retomar a atenção com essa região do estado, totalmente abandonada pelo atual governo. “Isso aqui tem que ser olhado, tem que ser cuidado, tem que ter um planejamento para os quatro anos de governo, porque essa região não aguenta mais quatro anos de abandono. O que eu prometo é atenção e a minha proximidade com o presidente Lula, que vai facilitar porque ele tem um carinho muito especial aqui, colocou muita faculdade, curso técnico, estrada, fez muita coisa para esse povo. O que eu prometo é que o povo que me elege é um povo protegido e cuidado”. Ele citou o parcelamento em 96 vezes do recurso devido pelo estado aos municípios como exemplo do abandono da saúde pública pelo atual governo. “Será que a população sabe disso? Esse recurso foi tirado da saúde da população. Mais de R$ 4 bilhões é uma dívida do atual governador e ele acha espetacular pagar em quase dez anos”. Kalil convidou as pessoas do Norte a conhecerem o seu trabalho como prefeito de Belo Horizonte e fazerem uma comparação com a atual administração de Minas Gerais. “Eu tenho um lugar no coração da população de Belo Horizonte, que sabe que eu cuidei, que eu a protegi. E eu quero fazer isso para Minas Gerais, e eu acho que chegou a hora de levar isso tudo. O Lula vai levar para o Brasil todo e nós vamos trabalhar juntos, e levar esse olhar humano para Minas Gerais”. Ao fazer uma comparação entre a sua gestão à frente da prefeitura de Belo e o trabalho desenvolvido pelo atual governado estadual, Kalil afirmou: “Eu não sou um cara que pensa só em mim. Eu não acho que eu tenha que descascar manga, eu acho que nós temos que distribuir manga, eu não tenho que lavar vasilha, eu tenho que pôr o prato na mesa para o pobre ter vasilha pra lavar”. Durante a visita a Salinas, Kalil esteva acompanhando do pré-candidato a vice-governador, deputado estadual André Quintão (PT), e o senador Alexandre da Silveira (PSD), pré-candidato à reeleição.

Mel de abelha – Cresce a expectativa pela florada da aroeira no Norte de Minas

A produção do mel de aroeira tornou-se um dos grandes potenciais dos apicultores no Norte de Minas nos últimos anos, especialmente após a conquista da Indicação Geográfica, comprovando características terapêuticas deste mel e os vários benefícios à saúde, chamando a atenção do mercado mundial. Diversas cidades produtoras iniciam neste mês o preparo para a colheita da nova florada, que já começa a colorir o cenário de mata seca, tornando-o rico para as abelhas. Em média, são produzidas 400 toneladas por ano somente deste tipo de mel na região. No apiário de Geovanni Alves, na região de Bocaiuva, muitos favos já estão com o mel percolado. A expectativa dele é que a produção do mel de aroeira supere o que foi registrado em 2021. “Aqui para o nosso lado o ano passado foi ruim, produzi cerca de 600kg da aroeira. Apesar das chuvas intensas no início deste ano, a expectativa agora é atingir ou passar os 800kg. Hoje, o mel de aroeira representa um produto que está mostrando o Norte de Minas para o mundo, é da nossa região. Tem tido muito mais crescimento para o mercado, um produto com potencial e grande qualidade nutricional”, afirmou Geovanni, que já foi assistido pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Em Januária a expectativa também é de um bom aproveitamento da florada, ainda que neste momento não atinja patamares de anos anteriores. O produto, que até poucos anos atrás não era valorizado comercialmente, tem sido um dos principais sustentos do apiário de José Antônio Guedes Alves, que atua como apicultor desde 2005 e faz parte do ATeG nos últimos dois anos. “A florada ainda não está tão boa, mas, para este ano, a expectativa é chegar em cerca de uma tonelada. Sempre produzi mel de aroeira, mesmo na época que ainda não tinha valorização. Lembro que já houve alguns anos que distribuí de graça o que produzia, pelo preconceito com méis escuros que existia no mercado. Após essas pesquisas, valorizou muito. Hoje, o valor de venda dele é melhor do que o mel claro no meu apiário”, explicou o apicultor, que tem clientes no mercado local e em outros estados. Técnico de campo do ATeG e com grande experiência na cadeia produtiva do mel, Gláucio Gurgel Spínola explica que a aroeira tem uma grande importância para a manutenção da renda e crescimento dos apicultores no Norte de estado. Ele destaca que a planta é extremamente adaptada ao semiárido e tem um diferencial grande: “Ela dá flores e produz néctar exatamente no período de seca. A florada da aroeira quebra um ciclo de vários meses sem chuvas, evita a ocorrência dos chamados ‘apiários sanfonas’, que só atuam nas águas. Se não fosse a florada da aroeira, estes apicultores ficariam sem produção por um período grande. Para 2022 devemos registrar uma produção mais modesta, porém, ainda assim importante e de boa expectativa”, comentou o especialista. Segundo a Associação Pontense dos Apicultores e Meliponicultores (APAM), uma das entidades atuantes para o fomento da apicultura no Norte de Minas, a produção do mel de aroeira é a mais importante para os 120 associados da entidade. A expectativa para essa nova florada é que sejam produzidos um total de 12 a 15 toneladas da variedade. “Todos associados produzem mel de aroeira e alguns fazem migração das abelhas para florada da aroeira, representando uma importante fonte de renda destes apicultores. E a expectativa de que o mel tenha uma melhor valorização aumentou ainda mais com o selo de Indicação Geográfica. Hoje estamos com nossa produção sendo entregue no entreposto do mel para a venda no atacado e também para envase com marca própria, disponibilizada nos comércios da região e também com a venda institucional para a merenda escolar”, explicou a presidente da APAM, Genilza Mendes Ribeiro, que destaca que a produção da associação também já conta com selo de Serviço de Inspeção Federal (SIF). Conhecimento e técnica são importantes Gláucio explica que a planta da aroeira é rica em energia, fazendo com que a abelha não tenha dificuldades com o néctar e reduzindo o trabalho para manusear o mel. “Neste caso a abelha tem rendimento grande e em pouco tempo um alto índice de produção dentro da colmeia. Com pouco trabalho, já está quase pronto para o que é exigido de qualidade deste mel”. Mas, apesar do recurso natural tão valioso, a produção do mel de aroeira requer dos apicultores uma atuação ainda mais técnica, trabalho que tem sido feito ao longo dos últimos anos pela Regional de Montes Claros do Sistema FAEMG, através de cursos, treinamentos e dos diversos grupos de ATeG. “Todo o processo de floração é muito curto aqui no Norte de Minas em relação a outros biomas. Por isso não adianta fortalecer o enxame só próximo da florada. É preciso estimular a rainha, manter uma alimentação artificial e manejo adequado, para entrar na florada com enxame bem forte. Para o produtor que não recebe a assistência técnica e não se preocupa com estes pontos importantes a tendência é a produção cair. Estes são alguns dos diferenciais levados pelo ATeG. Não é só colocar a abelha no mato e ficar coletando mel”, alertou Gláucio Gurgel. Como a aroeira é tipicamente da mata seca, os longos períodos de chuva podem ser prejudiciais. Neste aspecto, os apicultores precisam ficar atentos à quantidade de pólen que as abelhas vão levar para dentro dos enxames. “A aroeira produz muito pólen. Em solos mais secos a aroeira abriu mais. E o produtor precisar ficar atento nessa variação das primeiras que vão florir, que vão levar pólen para dentro do enxame. Em excesso, este pólen pode enfraquecer o enxame, e o apicultor precisar manter sempre certo espaço no enxame para a rainha fazer a postura. São cuidados pontuais para evitar um enxame fraco e a baixa produção”, finalizou Gláucio. Foi exatamente após a chegada de novos conhecimentos no apiário, que José Antônio Guedes viu a produção crescer. Hoje, com 141 caixas produtivas, com destaque ao mel de aroeira, 90% do

Festival Mundial da Cachaça de Salinas terá maior edição de todos os tempos

A 19ª edição do Festival Mundial da Cachaça de Salinas 2022 começa nesta sexta-feira (15) e termina no domingo (17), na Passarela da Alegria, no Centro da capital nacional da cachaça Neste ano, terá um roteiro de visitações dos alambiques. Logo após, um almoço às margens da Barragem de Salinas encerrará a programação. Já o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNM) sediará um ciclo de palestras, programadas para a sexta-feira (15 de julho). O IFNM é um dos principais polos de ensino de tecnologia de produção de cachaça. Também está em planejamento a realização de uma rodada de negócios. Em paralelo à festa e em mais uma comprovação de como o Festival Mundial da Cachaça de Salinas mobiliza o Norte de Minas Gerais, já estão programados um passeio ciclístico e um encontro de motociclistas. E, claro, haverá a programação musical que encerra as noites e só será fechada em maio. Mas o que interessa aos devotos é, obviamente, a degustação nos estandes, com direito àquela boa prosa com os produtores. Por isso, sempre é bom lembrar: chegue na Passarela da Alegria mais cedo para evitar aglomerações.

Febre Amarela -Microrregião de Salinas é a primeira de MG a receber capacitação

A capacitação é fruto de uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fundação Ezequiel Dias (Funed), Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte e o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG). Subordinada à SES, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros promoverá a 1ª capacitação de referências técnicas de seis municípios – Salinas, Fruta de Leite, Novorizonte, Padre Carvalho, Rubelita e de Santa Cruz de Salinas – que integram a microrregião. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, diz que a descentralização das atividades ocorre em “momento oportuno”, “já que nos últimos anos, tivemos confirmada a ocorrência da doença em primatas não humanos em municípios da região.” Ela explica que a capacitação permite “agilizar os processos de coleta de amostras para análise laboratorial e, consequentemente, a investigação de casos. Isso possibilitará à SES-MG agir com maior rapidez junto com os municípios visando conter a disseminação da doença.” Morte de primatas Entre as atividades previstas estão aulas teóricas e práticas sobre coleta, armazenamento e transporte de vísceras de primatas, além da identificação e capacitação de agentes para a vigilância de epizootias e entomologia para o controle da febre amarela e utilização do Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-GEO). Dados da SES apontam que dos 20 primatas encontrados mortos com febre amarela nos últimos três anos, 90% erma das seguintes cidades do Norte de MG: 2020: Juramento 2021: Brasília de Minas, Coração de Jesus, Icaraí de Minas, São João da Lagoa e Ubaí 2022: Brasília de Minas e Ubaí Vacinação Estratégia fundamental para evitar a propagação da febre amarela, a importância de aumento da cobertura vacinal também será abordada. Como afirma a coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, MG tem risco de ocorrência de surto da doença, sendo que os dois últimos episódios foram registrados entre os anos de 2016 e 2018, com letalidade que variou de 34,1% a 33,5% em algumas regiões do estado. A vacina contra a febre amarela é disponibilizada pelo SUS e deve ser tomada da seguinte forma: Crianças com nove meses de vida – uma dose Crianças com quatro anos de idade – uma dose de reforço; Pessoas entre 5 a 59 anos de idade, não vacinados ou sem comprovante de vacinação – uma dose Quem recebeu uma dose antes de completar cinco anos deve tomar uma dose de reforço, independentemente da idade Sobre a doença (Informações da SRS de Montes Claros) A febre amarela é uma doença febril aguda, de evolução rápida e de gravidade variável. Possui elevada letalidade nas suas formas mais graves. É transmitida por mosquitos e pernilongos infectados e não há transmissão de uma pessoa para outra. É uma doença de notificação compulsória imediata, ou seja, todo caso suspeito (tanto morte de macacos, quanto casos humanos com sintomas compatíveis) deve ser prontamente comunicado pelos gestores de saúde dos municípios em até 24 horas após a suspeita inicial. Em seguida, os serviços estaduais de saúde devem notificar ao Ministério da Saúde os eventos de febre amarela suspeitos. No ciclo silvestre os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Já no ciclo urbano o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão da febre amarela ocorre a partir de vetores infectados, entre eles o mosquito Aedes aegypti, também transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus.

Brasileiros vão menos à igreja e doações caem, segundo pesquisa Datafolha

As igrejas perderam membros e contribuições nos últimos anos, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (29). O hábito de frequentar igrejas mais de uma vez por semana ainda é alto entre os evangélicos, mas essa fatia caiu de 65% para 53% nos últimos seis anos, se comparadas pesquisas Datafolha feitas em 2016 e 2022.​ Todas as religiões tiveram uma contração, entre os fiéis que costumavam ir semanalmente a pelo menos dois cultos. Dos entrevistados que declaram alguma fé, 29% têm uma rotina de devoção intensa. Em 2016, eram 34%. Os evangélicos são mais generosos do que católicos nas contribuições financeiras para suas igrejas: 42% afirmam contribuir sempre, enquanto 34% do outro lado cristão doam regularmente. Os seguidores do Vaticano mantiveram a mesma taxa de doação. Houve uma queda de 14 pontos percentuais entre 58% dos crentes que relataram repassar dízimos e ofertas em 2016. O Datafolha realizou entre os dias 22 e 23 de junho entrevistas com 2.556 pessoas em 181 cidades, com questionamentos sobre a experiência religiosa no Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais

Apicultura cria nova fonte de renda para produtores em São João da Ponte

O técnico de campo, Alex Sandro, no primeiro plano da imagem, ao lado da supervisora de ATeG Abigair Duarte e a apicultora Maria Neuza (Foto: Ricardo Guimarães) A apicultura no Norte de Minas, cada vez mais, tem se tornado ponto de destaque no papel social e econômico, transformando a vida de pequenos produtores rurais através da geração de novas fontes de renda. Em São João da Ponte, Maria Neuza Muniz de Aguiar, a Nega, não esconde a satisfação em ver que o trabalho desenvolvido na sua propriedade, com a assistência técnica e gerencial do Programa AgroNordeste, do Sistema FAEMG, tem dado resultados e oferecido novas oportunidades para toda a família. “Nunca imaginei que pudesse colher mel. Conhecia sobre mel por causa dos familiares, como meu pai que atuava como meleiro, mas eu nunca tinha tido contato. A primeira colheita foi pouca, mas foi uma vitória. Fiquei satisfeita. Hoje me sinto mais motivada para seguir tentando crescer e também incentivando outros vizinhos para começarem a atuar na área”, destacou Maria Neuza. E a apicultora fala com orgulho da conquista pessoal exatamente porque foi através da produção de mel que ela interrompeu um ciclo de trabalho exaustivo na colheita de café. Por quase 28 anos, Nega deixava a sua pequena propriedade, junto ao marido, com destino à região do Triângulo Mineiro. Todos os anos ela fazia o percurso e ficava até cinco meses longe da casa e dos filhos. “A gente ia para a colheita de café, normalmente em Patrocínio. Todos os anos um longo período fora de casa. Deixa os quatro filhos com amigos ou com minha irmã. O valor recebido na colheita não valia tanto assim, mas era necessário. O pouco que a gente plantava na propriedade, quando voltava da colheita do café já estava tudo acabado. A atividade por aqui era só roça e cana. Agora, faz dois anos que não vou mais nas colheitas. Meu marido ainda mantém, mas o projeto é ele também deixar de ir, para atuarmos juntos com a apicultura”, explicou a produtora rural. Muitos motivos para sonhar   A história de Nega, que vive na pequena Comunidade João Moreira, reflete uma realidade local bem comum. Muitos amigos, vizinhos e familiares da apicultora fazem o mesmo trajeto até as plantações de café, geração após geração. A história da irmã de Nega, por exemplo, já foi apresentada por aqui. Cleuza de Jesus Antunes também atuou durante muitos anos com o café e hoje é uma das que se destaca na apicultura na região de São João da Ponte, passando do consumo próprio à venda do produto para várias cidades. E este crescimento através do mel não tem sido diferente com Nega, que hoje já entrega com regularidade sua produção para a Associação Pontense de Apicultores e Meliponicultores (APAM) e para a merenda escolar. “A chegada da assistência técnica foi maravilhosa demais. Eu já tinha feito alguns cursos do Senar, mas não de apicultora. Certo dia, através de um projeto social, recebemos o curso e eu gostei demais da área. Nem tenho como descrever a sensação que é poder ficar na minha propriedade, investir aqui e poder ficar ao lado dos meus filhos”, comentou a apicultora. Aos 50 anos, Nega, que está bem próxima de completar os dois anos de ATeG, tem dado todos os sinais que o crescimento da produção seguirá em ritmo alto. Hoje ela tem 16 colmeias produtivas, tendo produzido no último ano de assistência técnica cerca de 650 kg de mel. “A Maria Neuza começou no ATeG com apenas uma colmeia produtiva. Ela sempre se destacou pela dedicação na atividade, colocando em prática todas as orientações técnicas e gerenciais que foram passadas. Ao longo deste processo, ajudamos a apicultora na captura de enxames, manejo de troca de cera, alimentação e troca de rainha, que já tem ajudado no desenvolvimento do apiário e resultado na produção”, explicou o técnico de campo Alex Sandro Santa Rosa. A atividade, que já mantém Nega na sua propriedade, também já faz parte da vida de dois dos filhos, que investem tempo em cursos de apicultora e contribuem no trabalho da mãe. Para seguir crescendo, a apicultora sabe bem a receita: não parar de acreditar e trabalhar. “Meu sonho é de viver somente da renda do apiário, trazer os filhos para trabalharem junto e ser uma forma de trabalho que não precise mais que meu esposo faça as viagens para os cafezais. Para isso sigo todas as orientações e faço o dever de casa, com as indicações do técnico e assistindo aulas que ele indica sobre apicultura no celular. Meu próximo passo é poder colocar rótulos com o nome do apiário para o envaze do produto”, finalizou Maria Neuza. Projeto AgroNordeste O projeto é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com o Sistema CNA/SENAR e a ANATER. Em Minas Gerais, o AgroNordeste é desenvolvido pelo Sistema FAEMG em parceria com os Sindicatos Rurais.

Asfalto na 135, entre Manga e Itacarambi, vai sair do papel

A poeira, ou lama, buracos e dificuldades para percorrer cerca de 50 quilômetros de estrada ainda de terra que liga os municípios de Manga e Itacarambi estão com os dias contados. Nesta sexta-feira (24), em visita a Montes Claros, o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, assinou a ordem de serviço para pavimentação deste trecho da BR-135. A obra está orçada em R$ 237 milhões e a autorização foi anunciada em evento na sede da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). “Trazemos para Montes Claros mais do que a notícia. Assinamos hoje o contrato para essa obra importante do governo federal que vai trazer desenvolvimento para a região” disse o ministro. A assinatura foi celebrada pelos municípios, que acreditam que a melhor estrutura da estrada vai favorecer o escoamento de produtos e dar vazão ao potencial econômico local, segundo a prefeita de Itacarambi, Nívea Maria Oliveira. “A pavimentação vai trazer mais empresas e facilitar o escoamento de tantos produtos que temos aqui, como os da fábrica de extrato de tomate que gera emprego e renda para tantas famílias”, comemora a gestora. Em seu segundo mandato, Nívea afirma que essa é uma demanda antiga da comunidade, com a qual está envolvida desde 2017. “Estivemos em Brasília em reuniões, juntamente com o prefeito de Manga e de São João das Missões, por onde passa a rodovia. Ela foi estadualizada, depois federalizada e acreditamos que a obra vai sair”, afirma a prefeita. (O Norte)

Diagnóstico para déficit de desenvolvimento na região é a falta de representatividade política

O vereador Rodrigo Cadeirante criticou nesta terça-feira (21),  na tribuna da Câmara Municipal de Montes Claros, a inércia dos deputados no Norte de Minas A raiz de muitos “gargalos” que emperram o desenvolvimento do Norte de Minas, segundo o vereador Rodrigo Cadeirante, é a falta de representatividade política. De acordo com ele, a população não se sente representada pelo legislativo em todos os âmbitos (municipal, estadual e federal). O vereador falou sobre o assunto durante sessão ordinária da Câmara Municipal, quando elencou alguns exemplos de como essa lacuna compromete o crescimento da região. “Os parlamentares não podem se contentar em ser apenas despachantes e alocadores de emendas. É preciso enfrentar com mais assertividade os problemas graves que afligem as pessoas”, cobrou, citando situações vivenciadas em municípios como Francisco Dumont e Grão Mogol, mas que são regra nos demais. Comum neles a falta de perspectiva, que atinge notadamente quem precisa se inserir no mercado de trabalho. Rodrigo criticou, entre outros problemas, a falta de investimento em políticas públicas que fomentem a geração de emprego. “Quando concluem sua educação fundamental, o jovem só tem duas opções: o plantio de eucalipto ou ir embora para trabalhar em outra região”, lamentou, referindo-se à sua visita a Francisco Dumont. O vereador, que também visitou Grão Mogol, cobrou dos representantes políticos um debate focado no turismo, vocação local pouco explorada por omissão política, no entendimento dele. A cidade, segundo Rodrigo, não pode ter como única alternativa a mineração – o município está recebendo empreendimento nesse segmento, de um grupo chinês. “O turismo, por outro lado, é uma forma de desenvolvimento sustentável, pois preserva a natureza, ao contrário da mineração”, argumentou. A falta de investimento na ampliação de vagas oferecidas pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para a formação de quadros qualificados também foi abordada por Rodrigo Cadeirante. No curso de medicina, por exemplo, a instituição disponibiliza apenas 20 vagas por semestre, na avaliação dele insuficientes para atender a demanda, especialmente numa região onde a população mais carente tem tanta dificuldade de acesso a atendimento médico. A existência da demanda reprimida pode ser constatada, segundo Rodrigo Cadeirante, pela grande quantidade de cursos de medicina na rede privada. “Nossos parlamentares são indiferentes ao drama dos pais que se sacrificam para pagar faculdade particular para seus filhos, justamente porque não há a quantidade necessária de vagas na Unimontes, por falta de investimento na universidade pública. Por causa disso, alguns vendem o que têm para poder custear o sonho de ver seus filhos formados. Mas, infelizmente, ninguém quer colocar o dedo na ferida, que é essa falta de representatividade política na nossa região”, denunciou.

Fantástico denuncia a volta dos manicômios disfarçados de comunidades terapêuticas

 Após a reforma psiquiátrica, os manicômios e hospícios que proliferavam país afora foram fechados, caso do Prontomente, em Montes Claros. E surgiram os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem um atendimento interdisciplinar, composto por uma equipe multiprofissional que reúne médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas. Mas estes temíveis manicômios voltaram com toda força, disfarçados de “comunidades terapêuticas”, e praticando as mesmas torturas de antigamente nos porões dos hospícios, com castigos físicos e psicológicos, racionamento de comida, doutrinação religiosa, segregação e repressão sexual, segundo reportagem do Fantástico, da Rede Globo, no último Domingo (19). O mais complicado é que os internos são obrigados a trabalhar e a construir as estruturas onde são prisioneiros. Resultado de dois meses de apuração, a equipe do Fantástico revelou a violação de direitos em comunidades terapêuticas, interferindo no cuidado das pessoas acolhidas por essas instituições, que recebem milhões do Poder Público. Para a presidenta do Conselho Federal de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRPRS), Ana Luiza de Souza Castro, a reportagem é importante por evidenciar, de maneira informativa, a violação de direitos humanos e a não existência de tratamento em comunidades terapêuticas que, em muitos casos, recebem muito dinheiro público e cometem diversas violações, como a homofobia, por exemplo. Clique aqui para assistir à reportagem completa. O Sistema Conselhos já realizou inspeções a esses locais que não são de tratamento, como afirma a presidenta do Conselho Federal de Psicologia, Ana Sandra Fernandes, uma das entrevistadas da reportagem. Em 2018, o “Relatório de Inspeção Nacional em Hospitais Psiquiátricos no Brasil” evidenciou graves situações de violação de direitos, tratamento cruel, desumano e degradante, assim como indícios de tortura a pacientes com transtornos mentais nessas instituições. A publicação é resultado da Inspeção Nacional, realizada em outubro de 2017, na qual foram visitadas 28 instituições nas cinco regiões do país, em 12 unidades da federação (11 estados e o Distrito Federal). Em dezembro de 2018, também foi publicado o relatório “Hospitais Psiquiátricos no Brasil: Relatório de Inspeção Nacional”, resultado de inspeção em 40 hospitais psiquiátricos, localizados em 17 estados, nas cinco regiões do país. Tratou-se de uma ação interinstitucional organizada pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Comunidades terapêuticas recebem milhões do Poder Público para acolher dependentes, mas submetem internos a castigos Muitas delas têm vínculos religiosos e recebem dinheiro público, mas, em dois meses de apuração, a equipe do Fantástico visitou comunidades que oferecem tratamentos que não priorizam a medicina. A Fundação Dr. Jesus, presidida pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante), recebeu denúncias sobre irregularidades em tratamentos terapêuticos. Segundo a reportagem, um dos acolhidos relatou estar de castigo, podendo se alimentar “apenas de arroz por três dias”. Em outra situação, Isidório afirma que pessoas transgênero são diabólicas. “Você deixou o Diabo lhe enganar. Você deixou o médico cortar seu pé de sofá. Ela só pensa que tem ‘bilau’. O Diabo diz ao homem que ele pode ser mulher, aí ele se veste todo, bota silicone”, disse o deputado em um dos áudios. Em outro momento, Isidório aparece com um facão na mão, e zomba da medicina: “Meu psiquiatra chegou. Seu psiquiatra chegou”. “Cabelinho quer rapá. Vai procurar um jegue. Você nasceu foi macho, rapaz”, diz o pastor em outra filmagem. Durante dois meses de investigação, o Fantástico encontrou este e outros exemplos de descaso pela ciência no tratamento de dependentes químicos em instituições que recebem dinheiro público. Os repórteres estiveram da Fundação Dr. Jesus e em outras comunidades terapêuticas que dizem contar com psiquiatras, psicólogos e enfermeiros no atendimento a pacientes. As chamadas comunidades terapêuticas recebem dependentes em álcool e drogas que têm que se internar por livre e espontânea vontade. Ainda de acordo com o Fantástico, em 2019, somente do Ministério da Cidadania, que é o responsável pelo programa de comunidades terapêuticas, saíram mais de R$ 81 milhões. No ano passado, o valor chegou a R$ 134 milhões, um aumento de 65%.

Nova espécie de árvore é descoberta na Caatinga no Norte de Minas

Achado científico foi publicada recentemente em uma revista internacional especializada em botânica. A Caatinga está presente em 11% do território brasileiro, abrangendo a região Nordeste e o Norte de Minas. Estima-se que existam pelo menos 3,2 mil espécies de plantas por lá. (Comunicação UFLA/divulgação) A Caatinga está presente em 11% do território brasileiro, abrangendo a região Nordeste e o Norte de Minas. Estima-se que existam pelo menos 3,2 mil espécies de plantas por lá. (Comunicação UFLA/divulgação) Uma nova espécie de árvore da Caatinga foi descoberta em terras mineiras. Os exemplares foram encontrados por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla) em uma região conhecida como Furados, no Norte do Estado. O achado reforça a necessidade de conservação do bioma. Já catalogada, a Pseudobombax furadense (Bombacoideae, Malvaceae) foi classificada como vulnerável, de acordo com critérios da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), responsável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. O trabalho é feito no Laboratório de Fitogeografia e Ecologia Evolutiva da Escola de Ciências Agrárias (Esal), da Ufla. Ao que tudo indica, a espécie só é encontrada na região – próximo a Montalvânia –, onde lajes de rochas calcárias são formadas, dando origem a uma vegetação muito específica, com poucas e esparsas árvores. “Ficamos intrigados porque apresentavam algumas características que se assemelhavam a uma espécie já descrita, porém com aspectos diferenciados, como o fato de apresentarem tricomas nas folhas (uma espécie de pelo)”, conta a doutoranda do programa de pós-graduação em Botânica Aplicada, Fernanda Moreira Gianasi. As amostras foram coletadas em agosto de 2019 e janeiro de 2020. “Descrevemos detalhadamente, a partir de características de flores, folhas, ramos, frutos e sementes. Fizemos a comparação com outras espécies e, assim, notamos que se tratava de uma nova espécie ainda não catalogada”, acrescenta Fernanda. Novos estudos sobre a biodiversidade da vegetação ainda serão feitos, segundo o coordenador do trabalho, o professor Rubens Manoel dos Santos. O docente reforça que o achado comprova que ainda existe pouco conhecimento sobre a vegetação dessas áreas. “Ressalta a importância desses ambientes dentro dos afloramentos de calcário para conservação. Nós nem conhecemos todas as espécies arbóreas que ocorrem ali, imagina falar sobre funcionalidade, ecologia e outros grupos de plantas, como epífitas e ervas, dentro desses lugares. É um caminho longo a ser percorrido para entender como são esses ambientes”. A descoberta foi publicada recentemente na revista internacional Phytotaxa, que é especializada na área botânica.