Nacionais

Ex-ministro diz que candidatura ao governo do Ceará será oficializada no próximo final de semana O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) decidiu não disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi divulgada inicialmente pelo G1 nesta segunda-feira (11), durante participação do político no Fórum Otimista Brasil 2026, promovido pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.Ciro confirmou que irá concentrar seus esforços na política estadual e anunciou que oficializará sua candidatura ao governo do Ceará no próximo dia 16 de maio. Durante o evento, ele explicou que a escolha foi motivada pela prioridade dada ao cenário político cearense.“Apesar do amor pelo Brasil”, declarou Ciro Gomes, “desta vez pesou mais” a decisão de disputar o comando do Ceará.O ex-governador participou de um painel voltado à discussão da atual conjuntura política e social do país. A declaração encerra meses de especulação sobre uma possível nova candidatura presidencial do ex-ministro, que já disputou o Palácio do Planalto em quatro ocasiões.Em 2022, Ciro teve o pior desempenho eleitoral de sua trajetória política. Naquele pleito, quando ainda integrava o PDT, terminou a corrida presidencial em quarto lugar, com cerca de 3% dos votos válidos em nível nacional.Mesmo após retornar recentemente ao PSDB, o ex-ministro vinha mantendo em aberto a possibilidade de disputar novamente a Presidência. Em declarações anteriores, afirmou que analisaria o convite da legenda antes de tomar uma decisão definitiva.“Eu me obrigo, por respeito, a pensar e amadurecer o assunto, e devo no fim da primeira quinzena de maio tomar essa decisão”, havia afirmado anteriormente.Com a decisão, o cenário político no Ceará ganha novos contornos para 2026. Ciro Gomes volta a direcionar sua atuação ao estado onde construiu grande parte de sua carreira política, tendo exercido os cargos de prefeito de Fortaleza, governador e parlamentar.

Ministro barra pedidos imediatos de redução de pena de condenados pelo 8 de Janeiro e cita “segurança jurídica” diante das ações que questionam a constitucionalidade da norma O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste sábado (9) a aplicação da chamada Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) até que o plenário da Corte julgue as ações que questionam a constitucionalidade da norma.A decisão impede, por ora, que condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 obtenham redução de pena ou flexibilização de progressão de regime com base na nova legislação.Moraes passou a adotar o entendimento após as defesas dos golpistas acionarem o STF pedindo a aplicação imediata da lei.O ministro já aplicou a decisão em pelo menos nove execuções penais, entre elas a da bolsonarista Nara Faustino de Menezes, condenada a 16 anos e seis meses de prisão pelos ataques às sedes dos Três Poderes.Na decisão, Moraes afirmou que a apresentação das ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967 criou um “fato processual novo e relevante” que pode influenciar diretamente a análise dos pedidos feitos pelas defesas.Por isso, determinou a suspensão da aplicação da norma “por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo Supremo Tribunal Federal”.O despacho do ministro estabelece que as execuções penais devem seguir “em seus exatos termos, conforme transitado em julgado”, mantendo todas as medidas já impostas aos condenados.Segundo o advogado Paulo Guimarães, ouvido pelo Portal Vermelho, a decisão serve como sinalização para que outros órgãos do Judiciário adotem a mesma postura até que o plenário do STF julgue o mérito das ações.A Lei da Dosimetria foi promulgada na última sexta-feira (8) pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), após deputados e senadores derrubarem o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em benefício dos golpistas.A norma altera regras da Lei de Execução Penal e do Código Penal para permitir mudanças na soma de penas, na progressão de regime e na redução de punições em crimes cometidos em contexto de multidão.As ações contra a lei foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), pela federação PSOL-Rede e também pelos partidos PCdoB, PT e PV.As legendas pedem ao STF a suspensão imediata da norma e alegam que a nova legislação enfraquece a proteção ao Estado Democrático de Direito ao criar mecanismos de redução automática de penas para condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro.Na ação protocolada pelos três partidos, as legendas argumentam que a lei reduz drasticamente o tempo de prisão ao impedir a soma de penas em crimes contra as instituições democráticas e cria benefícios automáticos para delitos cometidos em multidão.As siglas também sustentam que houve irregularidades na tramitação da proposta no Congresso e classificam a medida como um “retrocesso social” na proteção da democracia brasileira.Ao assumir a relatoria das ADIs, Moraes determinou que Presidência da República e Congresso Nacional prestem informações em até cinco dias. Depois disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias cada para se manifestar antes da análise do caso pelo plenário do STF.

Promulgação se deve à derrubada do veto integral do presidente Lula ao projeto de lei O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou nesta sexta-feira (8) a Lei da Dosimetria. A medida ocorre após o Legislativo derrubar o veto total do presidente Lula ao texto, que beneficia diretamente os golpistas envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.A nova lei, que será publicada em edição extra do Diário Oficial da União, altera o cálculo das punições para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Agora, os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.Na prática, a lei desidrata a resposta institucional aos atos golpistas de 8 de janeiro. O presidente Lula havia vetado o projeto por entender que ele viola o interesse público.O principal beneficiado pela nova regra é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu a pena mais alta aplicada pelo STF, de 27 anos e três meses de prisão.A medida também favorece a cúpula militar ligada ao governo anterior. Entre os nomes que podem ter penas reduzidas estão os generais Augusto Heleno e Walter Braga Netto. Os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier também estão no grupo que aguarda o alívio nas sentenças.Para obter o benefício, os golpistas condenados devem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). As defesas precisam protocolar pedidos individuais de recálculo de pena, e caberá à Corte aplicar os novos parâmetros de penas mínimas e máximas definidos pelos parlamentares.Até o momento, o STF já condenou cerca de 1,4 mil pessoas pelos atos antidemocráticos. Desse total, 431 golpistas receberam penas de prisão. Outros 419 cumprem penas alternativas e 552 assinaram acordos de não persecução penal.O levantamento do Supremo mostra que o maior grupo de condenados (404) recebeu apenas um ano de prisão. Outro grupo de 213 pessoas havia sido sentenciado a 14 anos de reclusão. Agora, todas essas condenações poderão ser revistas para baixo. Manobra no CongressoPara viabilizar a derrubada do veto, Alcolumbre realizou uma manobra no Congresso. Ele retirou da votação um trecho do projeto que facilitava a progressão de regime para crimes graves, como feminicídio. Esse trecho contrariava a Lei Antifacção, que endureceu as regras para criminosos comuns.Ao declarar a “prejudicialidade” dessa parte, o presidente do Senado desmembrou o veto integral de Lula. Assim, o Congresso focou apenas em garantir o benefício jurídico aos golpistas do 8 de janeiro, preservando as regras rígidas para outros crimes hediondos.

O líder do PP na Câmara, deputado Dr. Luizinho (RJ), foi flagrado tentando evitar exposição ao sair da residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, nesta quinta-feira (7). A visita ocorreu horas depois de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao presidente nacional do PP, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master.Embora não seja alvo da operação, Dr. Luizinho foi registrado por jornalistas abaixado dentro de um carro ao deixar a casa de Ciro. As imagens repercutiram nas redes sociais e ampliaram o desgaste político no entorno do senador, apontado pela investigação como possível beneficiário de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao banco. Após a divulgação do registro, o deputado afirmou que não tentou se esconder. “Visitei hoje à tarde o presidente Ciro Nogueira em sua residência p/levar minha solidariedade, não apenas como correligionário, mas também como amigo. Entrei e saí no carro dele, pelo portão principal da residência (com vários jornalistas na frente da casa), em um veículo praticamente sem insulfilm. O fato de eu ter decidido não comentar ou conceder entrevista na porta da residência não significa que tenha entrado ou saído escondido, até pq não haveria qualquer necessidade ou motivo para isso [SIC]”, escreveu.A ação da Polícia Federal teve como um dos alvos a mansão de Ciro Nogueira no Lago Sul, área nobre de Brasília. No local, foram apreendidos dois veículos de luxo, uma BMW 440i e uma motocicleta Honda CB1000. A operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária no Piauí, em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e também permitiu o bloqueio de bens, direitos e valores de R$ 18,85 milhões.Na decisão, Mendonça apontou “a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Um dos presos na operação é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro indicam proximidade entre o banqueiro e Ciro. Em uma delas, Vorcaro se refere ao senador como “grande amigo de vida”. Em outro diálogo, ele comemora uma proposta apresentada por Ciro para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, medida apelidada nos bastidores de “emenda Master”.A PF também identificou uma mensagem em que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro, pede autorização para repasses. “Preciso que me ordene as prioridades. […] 2. Pagamento pra Ciro”, escreveu. Em seguida, Vorcaro autorizou os pagamentos da lista.Ciro nega qualquer irregularidade. “Inferir que se refere a mim, senador Ciro Nogueira, é definitivamente uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia”, declarou. Em outra nota, afirmou estar tranquilo em relação às investigações e disse que “não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”.

Minas

Em postagem na tarde desta quarta (13), Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, disse ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ): “Ouvir você cobrar dinheiro do Vorcaro é imperdoável, é um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta criticar Lula e o PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade”. Ainda em 26 de abril, numa reportagem do jornal mineiro O Tempo, Zema afirmou “nunca ter encontrado Vorcaro”, definiu o banqueiro como “talvez o maior criminoso do país” e disse nunca ter tido contato com o dono do banco Master. Mas a realidade não é tão bonita como Zema a pinta. A começar pela relação com Vorcaro. Um dos maiores doadores da campanha de Zema à reeleição para governador em 2022 atende por Henrique Vorcaro — pai do banqueiro. Papai Vorcaro doou, oficialmente, R$ 1 milhão para Zema na eleição passada. A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro na manhã desta quinta-feira (14). A detenção foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação sobre irregularidades no Banco Master. A ação faz parte de uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor). Segundo as investigações, Henrique seria um dos beneficiários do esquema liderado pelo filho, que teria realizado depósitos em sua conta bancária.Pode-se argumentar que não há problema em receber uma doação de campanha. De fato. Mas não quando esse doador de recursos eleitorais foi beneficiado com uma série de licenciamentos ambientais duvidosos na gestão Zema. Daniel e Henrique Vorcaro detêm diversas empresas mineradoras no estado natal.Zema possui 16,41% das ações da Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A., investigada por irregularidades na oferta de consignado a aposentados e pensionistas e depôs na CPMI do INSS. A financeira foi uma das 11 empresas autorizadas pelo governo Bolsonaro a operar crédito consignado para beneficiários do BPC e do Auxílio Brasil durante a pandemia.Na ocasião, a CPMI aprovou a quebra do sigilo bancário de Daniel Vorcaro, acusado de causar um rombo de R$ 41 bilhões em um esquema de emissão de títulos de crédito falsos, que afetou 1,6 milhão de credores. A Polícia Federal suspeita que parte desse dinheiro foi lavado pelo PCC. Com a chegada de Zema ao governo mineiro, o licenciamento ambiental passou a ser visto como entrave para a exploração de mineradoras e um limitante para o lucro dessas empresas – uma dessas investigações conduzidas pela PF é justamente a Operação Rejeito, cujo foco são fraudes no licenciamento ambiental em MG.Vorcaro era dono da Itaminas e vendeu sua participação — 50% da companhia — por quase R$ 700 milhões, pouco antes de ser detido, no fim de 2025. Ele comprou essas ações em 2024 e inaugurou uma planta em Sarzedo com a presença de Zema.Por conta das irregularidades, a Itaminas tinha dívidas e multas que chegavam aos R$ 500 milhões. Contando com a benevolência da gestão Zema, essa dívida caiu para cerca de R$ 100 milhões e a empresa voltou a operar em 2020.Uma dessas operações é feita em conjunto com a Vale, na mina de Jangada. Esse campo fica nas proximidades da barragem de Brumadinho, local de um trágico acidente em 2019, causado pelo rompimento da barragem. Quase oito anos depois, o acidente segue impune, sem nenhuma responsabilização e com parcas indenizações às famílias das vítimas. Fernando Baliani, diretor da Fundação Estadual do Meio Ambiente, órgão ambiental de MG, à época, foi quem assinou o ato. Ele foi exonerado pela Justiça mineira. A Feam, não por acaso, é uma das investigadas na Operação Rejeito. O novo presidente da Feam, Edson Resende, era promotor estadual e foi nomeado por Zema. Resende prestava serviços para a Itaminas após deixar o MPMG.Os Vorcaros controlam 90% do capital de outra mineradora, a Tamisa. O outro controlador é Fabiano Zettel, também envolvido no caso Master. Pastor da Igreja Bola de Neve na capital mineira, Zettel foi doador das campanhas de Jair Bolsonaro (R$ 3 milhões) para a Presidência e Tarcísio de Freitas (R$ 2 milhões) para o governo de SP no pleito de 2022.Como se vê, Zema conhece — e não é pouco — o clã Vorcaro e seu entorno. Outra prova disso, é a demora do governo de MG em tombar a Serra do Curral, de modo a não prejudicar a exploração de minerais no local pela Tamisa, controlada por Vorcaro filho e seu cunhado Zettel.Zema pode fazer vários tuítes indignados com quem recebeu dinheiro de Vorcaro. Só precisa admitir que também participou dessa festa.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidiu que não será candidato ao governo de Minas Gerais este ano, segundo informações publicadas nesta sexta-feira (8) pela coluna de Lauro Jardim. Levantamento Quaest divulgado na quarta-feira (6) aponta o presidente Lula na liderança da disputa presidencial em Minas Gerais. No cenário de primeiro turno, o petista registra 33% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 27%.O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) soma 11%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2%, e Renan Santos (Missão), com 1%. Outros candidatos reúnem 3%, os indecisos representam 8% e brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar chegam a 15%.Na simulação de segundo turno em Minas, Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, contra 36% do senador fluminense. Os indecisos totalizam 5%, enquanto 20% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas. Cenário em MinasCleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida ao governo de Minas Gerais em todos os cenários de primeiro turno em que seu nome foi testado pela Quaest, de acordo com o Portal G1. O levantamento da Quaest testa cenários com Kalil, Pacheco e Mateus Simões em MG, além de outros pré-candidatos, e indica vantagem do senador também nas simulações de segundo turno.As informações são do g1. Esta é a primeira pesquisa Quaest do ano com postulantes ao governo mineiro. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.482 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de abril, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-08646/2026. Cleitinho lidera nos cenários de primeiro turnoNo cenário mais amplo, com dez pré-candidatos, Cleitinho registra 30% das intenções de voto. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 14%, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 8%. Ben Mendes (Missão) e o governador Mateus Simões (PSD) aparecem com 4% cada.Nesse mesmo cenário, Maria da Consolação (PSOL) tem 3%, enquanto Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) registram 2% cada. Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) aparecem com 0%. Os indecisos somam 13%, e os que declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar chegam a 20%.Em um segundo cenário, sem Alexandre Kalil e Flávio Roscoe, Cleitinho chega a 35%. Rodrigo Pacheco aparece com 11%, Mateus Simões com 5%, Ben Mendes e Maria da Consolação com 4% cada, e Gabriel Azevedo com 3%. Rafael Duda e Túlio Lopes permanecem com 0%. Nesse quadro, 14% estão indecisos, e 24% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não vão votar. Kalil e Pacheco disputam espaço entre os nomes mais competitivosNo terceiro cenário, sem Rodrigo Pacheco e Flávio Roscoe, Cleitinho alcança 37%, seu maior índice entre as simulações de primeiro turno. Alexandre Kalil aparece em segundo lugar, com 16%. Maria da Consolação registra 4%, enquanto Ben Mendes, Gabriel Azevedo e Mateus Simões aparecem com 3% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes têm 0%. Os indecisos somam 14%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 20%.Já no quarto cenário, sem Cleitinho e Flávio Roscoe, Kalil lidera com 18%, seguido por Pacheco, com 12%. Ben Mendes marca 6%, Mateus Simões aparece com 5%, e Gabriel Azevedo e Maria da Consolação registram 4% cada. Rafael Duda e Túlio Lopes aparecem com 0%. Nesse cenário, o número de indecisos sobe para 19%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 32%. Diretor da Quaest aponta alta taxa de indefiniçãoAo analisar os dados, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que a disputa em Minas ainda tem grande margem para mudança. Segundo ele, 60% dos eleitores mineiros ainda podem alterar a opção de voto, quadro semelhante ao observado em outros estados.Nunes afirmou, no entanto, que Cleitinho apresenta o maior índice de voto consolidado entre os nomes testados. “56% dos que dizem que vão votar em Cleitinho consideram que este é um voto definitivo. Pacheco também tem taxa alta de definição, com 50%”, analisou Nunes em publicação no X.O diretor da Quaest também comentou o desempenho dos principais nomes nas simulações de segundo turno. Segundo ele, Cleitinho aparece à frente de Kalil, Pacheco, Simões e Roscoe nos confrontos avaliados. Simões venceria Kalil, mas perderia para Pacheco se a eleição fosse hoje.“Os dois candidatos da direita estão em situação diferente. Cleitinho já tem 41% de potencial de voto, mesmo desconhecido por 39% do estado. O governador Mateus Simões, que acaba de assumir, tem rejeição de 20%, mas ainda é muito desconhecido (68%)”, afirmou Nunes.O analista também avaliou a situação de Kalil e Pacheco no campo político ligado ao presidente Lula. “Do outro lado, os dois nomes que podem estar no palanque do Lula vivem um cenário parecido: tanto Kalil quanto Pacheco tem potencial de voto menor do que a rejeição.” Segundo turno mostra vantagem de CleitinhoNas simulações de segundo turno, Cleitinho vence todos os adversários testados. Contra Alexandre Kalil, o senador registra 48%, ante 26% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Os indecisos somam 8%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 18%.Contra Rodrigo Pacheco, Cleitinho aparece com 43%, enquanto o senador do PSB marca 23%. Nesse cenário, 10% estão indecisos, e 24% declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar.Na disputa contra Mateus Simões, Cleitinho registra 46%, diante de 13% do atual governador. Os indecisos são 11%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 30%.Em um confronto com Flávio Roscoe, Cleitinho marca 45%, enquanto o pré-candidato do PL tem 13%. Os indecisos representam 11%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 31%.A Quaest também testou cenários sem Cleitinho. Em uma disputa entre Rodrigo Pacheco e Mateus Simões, Pacheco aparece com 30%, contra 17% de Simões. Os indecisos somam 14%, e brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar chegam a 39%.Em outro confronto, Mateus Simões aparece à frente de Alexandre Kalil, com 28%

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem pressionado nos bastidores o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a apoiar seu pedido de inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news. A iniciativa ocorreu após a publicação de um vídeo satírico em que o pré-candidato do Novo à Presidência era retratado como fantoche. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem pressionado nos bastidores o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a apoiar seu pedido de inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news. A iniciativa ocorreu após a publicação de um vídeo satírico em que o pré-candidato do Novo à Presidência era retratado como fantoche.A ofensiva do decano do STF, no entanto, enfrenta resistência dentro da cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o Globo, Gilmar tem insistido para que Gonet dê aval ao pedido, mas o procurador-geral vem sendo aconselhado por auxiliares a não agir e deixar o caso perder força. Outra possibilidade sugerida nos bastidores é que, caso decida atender ao ministro, Gonet deixe a assinatura de um parecer favorável a cargo de algum subordinado. A estratégia seria uma forma de se distanciar do episódio e reduzir o desgaste político diante das críticas que a medida pode provocar.Ainda não há prazo para que o procurador-geral defina o encaminhamento. Por enquanto, Gonet mantém o caso sem decisão. Ele foi indicado ao comando da PGR e reconduzido ao cargo pelo presidente Lula, com apoio de Gilmar Mendes, de quem foi sócio no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília. Os dois mantêm relação próxima há décadas. O clima na PGR é de apreensão. A maioria dos subprocuradores-gerais avalia que o inquérito das fake news, aberto em março de 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli, já deveria ter sido encerrado. O processo foi criado para apurar ameaças e ofensas contra ministros da Corte e seus familiares.Apesar da pressão de setores da opinião pública, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de integrantes do próprio Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, não sinalizou prazo para concluir as investigações. Em entrevistas recentes, Gilmar afirmou que o inquérito “vai acabar quando terminar” e defendeu que ele permaneça aberto pelo menos até as eleições de outubro.“A grande maioria de nós acredita que o inquérito tem que ser arquivado porque já exauriu o escopo de investigação e não pode se transformar em algo permanente onde qualquer crítica ao STF seja incluída como fato para investigação”, afirmou um interlocutor de Gonet, sob reserva.Outro integrante da cúpula da PGR classificou o caso como um teste para o chefe do Ministério Público Federal. “Esse inquérito é um absurdo total e absoluto. Gonet vai ser mais leal ao Gilmar ou à Constituição?”, questionou. “O MPF não pode ser um órgão inerte e cúmplice. Se Gilmar acha que por algum motivo sua honra pessoal foi atingida, ele deveria entrar com uma ação de indenização por danos morais, como fazem os outros mortais quando se sentem lesados”.Mesmo sem decidir sobre Zema, a PGR arquivou na semana passada um pedido de ação civil pública contra Gilmar por declarações em que o ministro citou a homossexualidade como possível “acusação injuriosa”.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais. “Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança trabalha entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que ela tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança. Então, é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”, disse. Na mesma entrevista, Zema voltou a defender privatizações de estatais federais. “Nós vamos privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo para pagar a dívida e para fazer investimentos estruturantes”, afirmou. O ex-governador também disse que empresas públicas são usadas para interesses políticos. Zema ainda criticou a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e comparou o crescimento econômico a uma pessoa que usa anabolizantes. Questionado se Lula teria deixado o Brasil “impotente”, respondeu que o país sofre sequelas e fez trocadilho com “Tadalazema”, em referência ao medicamento Tadalafila.

Locais

Presumíveis herdeiros arrombam, sem autorização judicial, garagem no centro de Montes Claros Na tarde/noite desta quinta-feira, 7, três indivíduos trajando roupas pretas e dirigindo uma caminhonete preta, placa AXK6H27, quebraram o cadeado de uma garagem na avenida Coronel Prates, n°28, centro de Montes Claros, sob o argumento de que o locatário, o senhor Leonardo Leal Canela , estaria inadimplente com o pagamento do aluguel havia 3 anos. O responsável pela garagem, o senhor Ferreira, no entanto, nos informou que a própria família que reivindica a posse do terreno em questão registrou em cartório uma notificação extrajudicial na qual solicita, em prazo máximo de 30 dias, a contar do recebimento da mesma, a desocupação do imóvel em questão. Essa notificação foi recebida e datada em 24/04/2026. Diante do impasse, a Polícia Militar (PM) foi acionada pelo senhor Ferreira para que sejam garantidos os prazos de desocupação e a preservação da integridade material do patrimônio, agora a descoberto pelo arrombamento, de dezenas de clientes. O senhor Vitor, segundo ele parente do proprietário do imóvel argumentou, mais de uma vez, que não existiria um contrato formal, daí o seu direito de invadir uma empresa que ocupa um terreno que o pressumivel herdeiro afirma pertencer à sua família. Por outro lado, o senhor Ferreira, responsável pela gerência do estacionamento, afirmou, com conhecimento de causa, que qualquer decisão de recuperar a posse de um imóvel deveria obedecer o rito legal. Afirmou ainda que a família do senhor Leonardo L. Canela, falecido nesta quarta-feira (6) e com previsão de sepultamento para amanhã, sexta-feira (8), às 09hs, estaria disposta a entregar o terreno o mais breve possível, buscando, entretanto, garantir uma saída tranquila de clientes e a integridade dos seus patrimônios. “Após a PM lavrar o boletim de ocorrência (BO) e garantir, neste momento de dor da família Canela, o direito de responder, seja qual for o problema, na forma da lei, a retomada do diálogo será proposta “, finalizou o senhor Ferreira. * Jornalista

Ministra Cármen Lúcia rejeitou pedido da defesa e manteve processo que apura pagamento de mais de R$ 355 mil em propinas a médico A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (13) seguimento ao habeas corpus impetrado pela defesa de dois ex-representantes comerciais da multinacional Biotronik, por envolvimento em um esquema de desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O caso foi descoberto em 2015 e ficou conhecido como Máfia das Próteses.A decisão mantém o curso da ação penal que apura crimes de corrupção ativa e organização criminosa. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), funcionários da empresa alemã teriam pago mais de R$ 355 mil em propinas a médicos para que eles utilizassem preferencialmente stents e outros materiais cardiológicos da marca, no intuito de maximizar vendas e lucros da empresa.O caso que chegou ao STF envolve Edilson Feliciano Fonseca Ferreira e Warley da Silva Gusmão, que atuaram como representantes comerciais da Biotronik na região. O MPF aponta que eles participaram de um esquema que pagava “bonificações” ao médico hemodinamicista Gustavo Oliveira de Albuquerque em troca da utilização preferencial de stents e outros materiais cardiológicos fornecidos pela empresa.A denúncia descreve que cerca de 80% dos procedimentos realizados pelo hemodinamicista no período no Hospital Dilson Godinho, em Montes Claros, eram custeados pelo SUS. Os pagamentos, segundo o órgão, foram realizados entre agosto de 2012 e fevereiro de 2015 e totalizaram mais de R$ 355 mil, repassados por meio de notas fiscais fraudulentas de uma empresa de consultoria do próprio médico. O caminho até o STFA defesa dos ex-representantes tentou, em diversas instâncias, trancar a ação penal sob o argumento de que a denúncia seria inepta, ou seja, que não descreveria de forma suficiente a conduta individual de cada réu. A tese ganhou fôlego quando o ministro Sebastião Reis Júnior, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), acolheu o pedido e determinou o trancamento do processo.O MPF recorreu da decisão. Em outubro de 2025, na Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, o relator votou pelo improvimento, seguido por dois ministros. O ministro Og Fernandes, no entanto, pediu destaque e levou o caso para o plenário presencial. Na nova sessão, dois ministros mudaram de posição, formaram maioria e determinaram a retomada da ação penal.A defesa questionou a mudança de votos sem fundamentação expressa e apontou ainda uma contradição: a mesma Sexta Turma manteve o trancamento da ação penal em relação à corré Simone Renata Spitzner, que era gerente regional de vendas da Biotronik e, segundo a própria acusação, ocupava posição hierarquicamente superior aos dois representantes comerciais.Os advogados sustentaram que seria ilógico manter a persecução penal contra subordinados quando a ação foi trancada para quem comandava o esquema. “Resta claro, portanto, que a guinada no entendimento da Sexta Turma do STJ acerca desses fatos, ao dar provimento ao agravo regimental do Ministério Público Federal, representa verdadeiro constrangimento ilegal, sobretudo porque não foi externada a fundamentação que motivou a mudança repentina dos votos dos ministros”, argumentou. A decisão de Cármen LúciaAo analisar o caso, a ministra, no entanto, rejeitou os argumentos. Na decisão de 29 páginas, Cármen Lúcia reproduziu longos trechos da denúncia para demonstrar que a peça acusatória descreveu com detalhes o suposto esquema, o papel de cada envolvido e os elementos de prova reunidos pelo MPF, incluindo a colaboração premiada do próprio médico, notas fiscais, planilhas de pagamentos e autorizações de internação hospitalar.Para a ministra, a denúncia atendeu os requisitos legais ao narrar as condutas imputadas, o período dos fatos, os valores envolvidos e a forma como os pagamentos eram operacionalizados. Cármen Lúcia considerou que trancar a ação penal neste momento seria prematuro, já que a análise mais aprofundada sobre o nexo entre os pagamentos e os procedimentos do SUS deve ocorrer durante a instrução processual.A relatora também apontou falha técnica, pois a defesa não juntou a íntegra do acórdão do STJ, apenas ementas. O STF entende que cabe ao impetrante apresentar todas as peças necessárias. Sobre a mudança de voto, Cármen Lúcia afirmou que, em julgamentos colegiados, a adesão à divergência sem fundamentação autônoma é prática ordinária, presumindo-se que o julgador incorporou os fundamentos do voto que acompanhou. A máfia das prótesesO caso foi um desdobramento da Operação Desiderato, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 2015, que investigou a atuação de empresas de material cardiológico no pagamento de propinas a médicos em Montes Claros. A Biotronik, multinacional com sede na Alemanha, foi condenada em 2024 a pagar R$ 15 milhões de indenização por dano moral coletivo em ação por violação à Lei Anticorrupção.O MPF apurou que, somente entre 2010 e 2015, a empresa pagou cerca de R$ 2,5 milhões em bonificações a quatro médicos hemodinamicistas na cidade, que atuavam predominantemente pelo SUS. Em uma ação penal anterior sobre os mesmos fatos, mas envolvendo outros médicos, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) havia reconhecido a inépcia da denúncia e determinado o trancamento parcial do processo. E agora?A nova denúncia, porém, foi considerada pelas instâncias ordinárias como distinta e mais detalhada, uma vez que foca especificamente na relação com o médico Gustavo Albuquerque. Com a decisão de Cármen Lúcia, a ação penal prossegue na 1ª Vara Federal de Montes Claros. A defesa já havia sido intimada para apresentar alegações finais.Na petição enviada ao STF, os advogados argumentaram ainda que havia um “perigo na demora” (periculum in mora). Eles sustentaram que se o processo em Montes Claros seguisse para julgamento antes de uma decisão da Corte, os réus estariam sob ameaça iminente de condenação. Ainda cabe agravo regimental da decisão da ministra para a Primeira Turma do STF.

O INSS vai realizar, no próximo fim de semana, um mutirão de perícias médicas em 32 agências localizadas em 12 estados brasileiros. No total, serão realizadas quase 13 mil perícias médicas. O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) farão, nos dias 11 e 12 de abril, um mutirão de perícias médicas em cidades de 12 estados. A expectativa é fazer mais de 13 mil tanto para benefícios por incapacidade como assistenciais.A lista de municípios com vagas para agendamento pode ser acessada no site do MPS. Em Minas, a ação ocorre em duas cidades: Montes Claros, com 268 vagas, e Pedra Azul, com 106.Segundo o ministério, os mutirões visam garantir mais agilidade na análise dos benefícios, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos. SERVIÇOOs segurados que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h; ou acessar o serviço pelo Meu INSS, no site ou aplicativo para celular.Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados.Quem não conseguiu participar dos últimos mutirões pode ficar atento e se programar, já que a ação acontece de 15 em 15 dias, com atendimentos em todo o pais. A próxima data prevista para a realização de mutirões é nos dias 25 e 26 de abril.

De acordo com a Adunimontes, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. * Por Waldo Ferreira Universidades estaduais de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp), além da federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm entre 80 e 90% dos seus professores com dedicação exclusiva às instituições, enquanto na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) esse percentual é de irrisórios 16%. A distorção é uma das principais queixas da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes).O presidente da entidade, Wesley Helker Silva, explicou que pelo regime de dedicação exclusiva (DE) o professor não pode acumular cargo em outro local, ficando exclusivamente por conta do ensino, pesquisa e extensão na universidade.“E isso que faz com que instituições de ensino superior como a USP, Unicamp e URFJ sejam referências no Brasil e no mundo”, destaca. Além do baixo índice, a Unimontes está há 10 anos sem pagar as novas DE`s. A questão em torno delas é um dos pontos do acordo de greve firmado com o governo do Estado em 2016, que não foi cumprido.O documento também prevê a incorporação das gratificações ao salário, composto entre 40 e 60% por esses penduricalhos. Isso, porque o vencimento básico da categoria é considerado muito baixo, o quinto pior das carreiras do Estado.Na eventualidade de o professor precisar se ausentar, por questão de saúde ou para estudar, perde a gratificação. “Ou seja, será penalizado por adoecer ou querer se qualificar”, assinala Silva. Ao incorporar as gratificações, essas distorções serão corrigidas, entende o presidente da Associação.De acordo com ele, a defasagem salarial dos professores da Unimontes, acumulada em 10 anos, chega a 85%. Nesse período não houve reajuste salarial nem concurso público para a docência.Dia 26 de março os professores protestaram contra a proposta de reajuste de 5,4% do governo estadual, considerada inaceitável pela Adunimontes e pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Aduemg), que buscavam recomposição maior.Apesar da pressão dos servidores, as emendas que propunham um índice maior de reajuste (9,36%) foram derrotadas em plenário, graças aos votos da base governista na Assembleia Legislativa. * Jornalista

Norte de Minas

Ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa. Operação Palco Oculto foi realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, nesta quarta-feira (29). Por Marina Pereira, Taislane Antunes, g1 Grande Minas Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação Palco Oculto, realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, em Manga, no Norte de Minas, nesta quarta-feira (29). A ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa.Os mandados foram cumpridos em endereços públicos, residenciais e empresariais vinculados aos investigados. Segundo o MPMG, a investigação envolve contratações e pagamentos relacionados à estrutura e ao suporte do 1º Rodeio de Manga, realizado durante as festividades do aniversário de 102 anos do município, entre os dias 5 e 7 de setembro de 2025.“Segundo a apuração, há indícios de que recursos públicos pagos a empresa contratada para o evento possam ter sido posteriormente movimentados por meio de empresas e pessoas interpostas, em fluxo financeiro que está sendo investigado pelo Ministério Público”, informou o MPMG.As diligências tiveram como objetivo a apreensão de documentos, processos administrativos, notas fiscais, registros contábeis, contratos, equipamentos eletrônicos e outros elementos capazes de auxiliar na reconstrução do fluxo contratual e financeiro investigado.Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, R$ 27.038 em espécie e veículos de luxo vinculados aos investigados.“Os elementos arrecadados serão analisados para aprofundar a apuração sobre a origem, a circulação e a destinação dos valores, bem como para verificar eventual incompatibilidade patrimonial”, disse o MPMG. A Polícia Civil informou que os mandados foram cumpridos em desfavor de dois investigados: um agente público municipal e um particular com vínculo familiar com integrante do Poder Executivo local.A investigação prossegue sob sigilo. O que diz a prefeituraEm nota, a Prefeitura de Manga informou que foi surpreendida com a operação nesta manhã e disse que os órgãos recolheram “documentos públicos para averiguação na Secretaria de Cultura, documentos esses já disponibilizados em anteriormente ao Ministério Público de Minas Gerais, e de acesso a qualquer cidadão pelo portal da transparência”.A Prefeitura esclareceu ainda que está à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente para o total esclarecimento dos fatos.Fonte G1 Grande Minas

Caminhonete de prefeitura de Buritizeiro foi apreendida com mercadorias ilegais na Fernão Dias. Segundo a PRF, o veículo público era usado para transporte de produtos destinados a loja privada. Quatro pessoas foram detidas e encaminhadas à Delegacia de Polícia Judiciária em Varginha Quatro pessoas foram detidas na manhã desta quarta-feira (15), durante uma operação de combate ao crime na Rodovia Fernão Dias, em Carmo da Cachoeira (MG). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo estava em uma caminhonete vinculada à Prefeitura de Buritizeiro (MG), que estaria sendo utilizada de forma irregular para fins particulares.Durante a abordagem, os policiais encontraram diversos volumes na caçamba do veículo contendo mercadorias de origem estrangeira, como maquiagens, ferramentas e eletrônicos, sem documentação fiscal válida.Conforme a PRF, apurações iniciais indicam que o veículo, abastecido com recursos públicos e conduzido por um servidor municipal em horário de serviço, teria sido usado para ir até São Paulo (SP) com o objetivo de adquirir produtos destinados ao abastecimento de uma loja privada em Pirapora (MG). Além do motorista, também estavam no veículo outros ocupantes, incluindo servidores públicos municipais, o que, segundo a ocorrência, aponta para o uso de mão de obra custeada pelo poder público em benefício de atividade comercial particular.Ainda segundo a PRF, com base em relatos colhidos no local, a ação teria sido realizada a pedido de um ex-prefeito do município, reforçando os indícios de desvio de finalidade no uso da estrutura administrativa. A situação pode configurar, em tese, crimes como peculato, prevaricação e associação criminosa.Os quatro envolvidos — dois homens, de 70 e 44 anos, e duas mulheres, de 43 e 36 anos —, além do veículo e das mercadorias, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária em Varginha (MG). Após contato com a Receita Federal, foi determinado o envio dos itens apreendidos ao órgão para as providências legais cabíveis. Fonte: G1 Sul de Minas

2ª edição do encontro cultural e político Aquilombar-se foi realizada na Chapada Gaucha (MG) O distrito de Serra das Araras, na Chapada Gaúcha, em Minas Gerais, foi tomado por cantigas, rodas e histórias compartilhadas durante a segunda edição do Aquilombar-se, no último sábado (11). O encontro reuniu mulheres de comunidades quilombolas e tradicionais do território do Grande Sertão Veredas em um movimento que articula cultura, memória e fortalecimento coletivo.A atividade integra o projeto Relembranças: Memórias Dançadas de um Tempo Velho, realizado pelo Instituto Rosáceas com financiamento da Fundação do Banco do Brasil. A iniciativa envolve mulheres das comunidades de Barro Vermelho I, Buraquinhos, Morro do Fogo e Serra das Araras, e aposta na dança, no canto e na oralidade como instrumentos de resgate e transmissão de saberes ancestrais.Durante o encontro, apresentações culturais revelaram tradições que atravessam gerações e que, segundo as participantes, nem sempre tiveram visibilidade fora dos territórios. Para Evanilde Ferreira, da comunidade de Barro Vermelho, o projeto representa uma oportunidade inédita de reconhecimento.“Sem o evento, nós não teríamos a oportunidade de ter saia, blusa, vestido, calçado e ser filmada, ser levada para longe. Às vezes a gente fazia aqui, mas não tinha a oportunidade de ser mostrada. Para mim, ficou tudo maravilhoso, tudo lindo”, afirmou.Além das apresentações, o projeto também inclui a produção de um documentário construído a partir do olhar das próprias mulheres. Elas participam de todas as etapas do processo audiovisual, da direção à atuação, garantindo autonomia na forma como suas histórias são contadas. A iniciativa ainda envolve a confecção de figurinos por costureiras locais, gerando renda e valorizando o trabalho artesanal. ‘Mulheres do sertão podem muito’A idealizadora e coordenadora do projeto, Marta Andrade, explica que o trabalho é resultado de um processo contínuo de escuta e reconstrução de memórias iniciado há mais de três anos.“Criamos espaços de troca para que essas mulheres pudessem falar sobre como é ser mulher no sertão. Nesse processo, as danças e cantigas foram sendo retomadas. É uma lembrança que passa pelo corpo”, destaca.Segundo ela, muitas dessas tradições estavam adormecidas e foram reativadas a partir das vivências coletivas.“As mulheres foram se fortalecendo e retomando essas práticas, transmitindo para filhas e netas. É um saber que segue de voz em voz, de corpo a corpo, fortalecendo o território”, afirma.O Aquilombar-se, de acordo com Marta Andrade, é um espaço político de encontro, onde as mulheres celebram conquistas e também debatem os desafios enfrentados no sertão, marcado por desigualdades históricas e vulnerabilidades socioambientais.“É um evento de resistência, de fortalecimento e de celebração. Eu tenho dito muito que mulheres do sertão não podem tudo, mas podem muito. E isso vale para qualquer lugar”, conclui. Brasil de Fato MG

O INSS vai realizar, no próximo fim de semana, um mutirão de perícias médicas em 32 agências localizadas em 12 estados brasileiros. No total, serão realizadas quase 13 mil perícias médicas. O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) farão, nos dias 11 e 12 de abril, um mutirão de perícias médicas em cidades de 12 estados. A expectativa é fazer mais de 13 mil tanto para benefícios por incapacidade como assistenciais.A lista de municípios com vagas para agendamento pode ser acessada no site do MPS. Em Minas, a ação ocorre em duas cidades: Montes Claros, com 268 vagas, e Pedra Azul, com 106.Segundo o ministério, os mutirões visam garantir mais agilidade na análise dos benefícios, reduzindo o tempo de espera dos cidadãos. SERVIÇOOs segurados que desejarem antecipar suas perícias podem entrar em contato pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h; ou acessar o serviço pelo Meu INSS, no site ou aplicativo para celular.Ao confirmar o agendamento da avaliação médico pericial, o requerente deverá comparecer à agência no dia e horário marcados.Quem não conseguiu participar dos últimos mutirões pode ficar atento e se programar, já que a ação acontece de 15 em 15 dias, com atendimentos em todo o pais. A próxima data prevista para a realização de mutirões é nos dias 25 e 26 de abril.

Economia

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais. “Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança trabalha entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que ela tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança. Então, é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso aí”, disse. Na mesma entrevista, Zema voltou a defender privatizações de estatais federais. “Nós vamos privatizar Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo para pagar a dívida e para fazer investimentos estruturantes”, afirmou. O ex-governador também disse que empresas públicas são usadas para interesses políticos. Zema ainda criticou a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e comparou o crescimento econômico a uma pessoa que usa anabolizantes. Questionado se Lula teria deixado o Brasil “impotente”, respondeu que o país sofre sequelas e fez trocadilho com “Tadalazema”, em referência ao medicamento Tadalafila.

Ministro do Trabalho rejeita compensações a empresas no debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, rejeitou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de compensações no debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Segundo ele, o governo tem posição definida sobre o tema.“A posição do governo é muito clara. Não cabe compensação nesse tipo de benefício para o conjunto da economia”, afirmou Marinho a jornalistas na sede do MTE, após a apresentação do 5º Relatório de Transparência Salarial.Marinho também criticou a reação de setores empresariais diante da proposta e disse que parlamentares devem rejeitar a proposta de desoneração para compensar as empresas, acrescentando que “historicamente, sempre, as empresas vêm com um chororô muito grande, é além da realidade”.De acordo com o ministro, argumentos de impacto negativo já foram apresentados em outros momentos, mas não se confirmaram. “Em todos momentos, dizem que isso vai desregular, gerar desemprego e quebrar empresas, mas a história, no mundo e no Brasil, diz exatamente o contrário”, declarou.Marinho reconheceu que há efeitos econômicos, mas afirmou que eles são compensados por ganhos de produtividade e organização do trabalho. “Tem impacto financeiro, sim, mas ele é compensado por outro impacto. Uma empresa, por exemplo, que tinha 24 faltas diárias na escala 6×1, sem reduzir para 40 horas semanais, mas na 5×2, zerou as faltas diárias e preencheu as vagas que não conseguia preencher na escala 6×1”, explicou.Ele reforçou que mudanças desse tipo não provocam prejuízos generalizados. “Não gerou quebradeira para as empresas coisa nenhuma”, afirmou. “Vários aspectos positivos se contrapõem” e “os impactos são compensados pela melhoria do mercado, aumento da produtividade e da capacidade”, disse.O ministro também destacou que o governo mantém diálogo com os setores econômicos, mas descartou discutir compensações neste momento. “Evidente, nosso governo é um governo de muita escuta. Se algum nicho de empresa perceber que tem esse tipo de problema, vamos escutar, mas não é agora no bojo da discussão da redução da jornada que se discute compensação, porque precisa pegar a especificidade de cada setor”, disse.A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. O texto seguirá agora para análise de uma comissão especial, ainda a ser instalada, antes de ser encaminhado ao plenário.Paralelamente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou à Câmara um projeto de lei (PL) sobre o tema em regime de urgência. A proposta também prevê o fim da escala 6×1 e tem prazo até 15 de julho para ser votada pelo Congresso Nacional.Esse é um debate muito importante, não é de agora. A PEC do Reginaldo Lopes está tramitando desde 2019.Marinho também afirmou, durante a coletiva, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoia tanto a aprovação da PEC quanto do PL, mas demonstra preferência pela tramitação do projeto de lei.“Por que o governo prefere o PL, sem absolutamente uma rejeição à PEC?”, disse Marinho. “Se a PEC avançar e for aprovada, está tudo certo, mas reconhecidamente as PECs têm um caminho mais longo a ser percorrido”, acrescentou.Ele também rejeitou as críticas de que o PL seria inconstitucional e afirmou que dialoga com o presidente da Câmara, Hugo Motta, mas ponderou: “Visivelmente, ele está tramitando a PEC e fazendo de tudo para segurar o PL”.Marinho disse que Motta havia assumido inicialmente o compromisso de tramitar as duas propostas.

Com a aprovação na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá criar uma comissão para analisar a PEC; texto ainda não irá a plenário A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22/4), o avanço da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 – uma folga a cada seis dias trabalhados.Os deputados ainda não analisaram o conteúdo da PEC. A votação serviu apenas para confirmar que ela não desrespeita as normas da Constituição e pode tramitar.Agora, com o rito cumprido, a PEC irá para a análise em uma comissão especial. A criação dela é tarefa do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), um dos patrocinadores da proposta, e a tendência é que ele indique, ainda nesta quarta-feira, quem serão o presidente da comissão e o relator da PEC.O regimento da Câmara prevê que o grupo faça a análise do conteúdo e vote o relatório da PEC em até 10 sessões. Nessa etapa, os deputados podem propor emendas – que completam a versão original da PEC, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ou até alteram o sentido dela.Depois, a proposta é enviada ao plenário para votação. São necessários os votos de, pelo menos, 308 dos 513 deputados para aprovar a PEC, que ainda precisa de análise do Senado. AcordoInicialmente, a PEC de Reginaldo Lopes prevê a redução da jornada para 36 horas. Entretanto, ele indicou que, durante a tramitação, apresentará uma emenda à própria PEC: a intenção dele é uma redução para 40 horas – que significa, na prática, duas folgas para cada cinco dias trabalhados.A alteração contempla um acordo costurado em dezembro entre ele e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que também propôs a redução, e o Palácio do Planalto. Essa emenda, que demandará as assinaturas de 171 deputados, iguala a PEC ao projeto de lei (PL) enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Os principais pontos de divergência entre oposição e base em relação à PEC, neste momento, são o regime de transição e a possibilidade de compensação para empresários após a redução da jornada. Isto só será tratado na comissão especial.

A medida, que propõe redução da carga horária das atuais 44 horas para 40 horas semanais sem diminuição do salário O fim da escala 6×1 – seis dias de trabalho e um de descanso – ganhou novo capítulo após o envio do projeto de lei do governo Lula ao Congresso na noite de terça-feira (14). A medida, que propõe redução da carga horária das atuais 44 horas para 40 horas semanais sem diminuição do salário, divide opiniões.De um lado, trabalhadores, parlamentares, centrais sindicais, governo e até alguns empregadores se movimentam em defesa das mudanças, considerando-as naturais frente ao avanço da tecnologia. Também seria uma solução contra o crescente adoecimento dos trabalhadores, que pressiona a Previdência Social.De outro, entidades empresariais, em especial indústria, comércio e serviços, apresentam estudos nos quais teriam prejuízos bilionários com a medida, afetando o PIB (Produto Interno Bruto) e causando desemprego em alguns setores. O QUE PODE MUDAR NA JORNADA COM O PROJETO DO GOVERNO LULA?O projeto enviado pelo governo Lula altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O principal ponto é a redução da carga horária semanal, que passa a ter limite de 40 horas, quatro horas a menos que a regra atual. O trabalhador teria direito a dois descansos por semana, mas não há determinação dos dias específicos, apenas indicação de que a folga deve ser, preferencialmente, aos sábados e domingos.Segundo o projeto, a escala valerá também para trabalhadores de comércio, domésticos, profissionais da área da saúde, aeronautas, atletas profissionais e outros. No entanto, as áreas que têm funcionamento especial, como aos sábados e domingos, devem ter escala de revezamento, que deverá ser organizada todos os meses. VEJA AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕESREDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA SEMANAL: – A duração normal do trabalho passa a ter o limite de 40 horas semanais, mantendo o limite de oito horas diáriasESCALA 5X2: – O projeto prevê que o trabalhador passa a ter direito a dois repousos semanais remunerados de 24 horas seguidas cada. O texto não estabelece dias obrigatórios, mas diz que a folga deve ser, de preferência, aos sábados e domingosSALÁRIO: – A redução da jornada e a garantia dos novos descansos não podem levar à redução nominal ou proporcional dos salários, nem alteração dos pisos salariais vigentes. A regra se aplica a todos os trabalhadores, incluindo os de regimes especiais, trabalho avulso e os de tempo parcialESCALA 12X36: – Fica mantida a escala 12×36 (12 horas de trabalho por 36 horas de descanso), limitada da 40 horas semanais, com dois dias de descanso na semana, por meio de negociação coletiva PARA QUEM VALERÁ A MEDIDA E A PARTIR DE QUANDO?A redução da jornada sem diminuição do salário está prevista para os contratos pela CLT vigentes em todo o país, mas para entrar em vigor precisa ser aprovada na Câmara e no Senado e ter a sanção do presidente LulaA medida abrange trabalhadores no comércio, empregados domésticos, atletas profissionais, aeronautas, radialistas e profissionais da saúde, entre outrosDuas PECs (propostas de emenda à Constituição) chegaram a avançar na Câmara, mas não estão prontas para votação. A Casa deve apresentar o relatório sobre o fim da 6×1 nesta quarta-feira (15). O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), defende que uma mudança desse tipo deve ser por feita por PEC. No Senado, uma outra PEC chegou a ser aprovada na CCJ no fim de 2025, mas tende a ser engavetada.O governo Lula prefere o projeto de lei por ter tramitação mais rápida do que uma PEC, que precisa ser aprovada em dois turnos, com 308 deputados e 49 senadores favoráveis em cada uma das votações.A proposta do Planalto faz frente ao principal pedido das centrais sindicais na Marcha da Classe Trabalhadora nesta quarta (15), em Brasília. Os sindicalistas entregarão a Lula e ao presidente da Câmara um documento com 68 itens. O fim da escala 6×1 é a prioridade, seguido de combate ao feminicídio e à pejotização, fortalecimento das negociações coletivas e regulamentação do trabalho por aplicativo.Segundo o artigo 7º da Constituição Federal de 1988, a duração do trabalho normal no Brasil não pode ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais. A compensação de horários e a redução da carga horária podem ser feitas por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.Nesta terça-feira (14), Lula afirmou não ver sentido no trabalhador ter apenas um dia para descansar. “Não tem mais sentido com o avanço tecnológico que o mundo teve a gente ainda só tem um dia pra descansar. Quando olho na cara de vocês eu vejo as pessoas mais simples do mercado de trabalho nesse país”, disse.Mais cedo, no mesmo dia, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), disse em evento com sindicalistas que há uma tendência mundial de redução de jornada no mundo inteiro, mas destacou que é preciso olhar para as especificidades de cada setor. “Com tecnologia, você faz mais com menos gente, então cada vez você produz mais com menos trabalhadores, é uma tendência mundial da redução de jornada”, disse. ESTUDOS APONTAM PRÓS E CONTRAS DA MEDIDAPara os empregadores, o prejuízo financeiro teria de ser sanado de alguma forma, com compensações. Além disso, as empresas temem a votação de um projeto do tipo em ano eleitoral, por considerarem que mesmo parlamentares da oposição poderão ser favoráveis à medida .Levantamento do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas) feito por Daniel Duque mostra que diminuir jornada sem cortar salário elevaria o custo do trabalho por hora, pressionando empresas a ajustar preços e a demitir.Haveria, segundo o estudo, redução de cerca de 638 mil postos formais, com impactos maiores em setores como construção, comércio e agropecuária, e efeito negativo de 0,7% no PIB.Outro estudo, conduzido pelos pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa e Paulo Peruchetti, também do FGV/Ibre, aponta redução de 6,2% no PIB se a diminuição for de 44 para 36 horas semanais. Como a produtividade do brasileiro cresce 0,5% ao ano, os custos demorariam a ser absorvidos.Já o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que haveria uma elevação do custo da mão de obra

Mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu por cerca de três horas com Donald Trump nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. O encontro marcou a primeira visita oficial de Lula à residência presidencial dos Estados Unidos durante a gestão trumpista e teve como foco a retomada do diálogo entre os dois países, especialmente nas áreas comercial, diplomática e estratégica. A agenda previa uma declaração conjunta no Salão Oval após a reunião, mas a coletiva foi cancelada. O motivo não foi informado pela Casa Branca nem pelo Planalto.Depois do encontro, Trump publicou uma mensagem na rede Truth Social em que classificou a conversa como produtiva e destacou o tema das tarifas. “Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil. Discutimos diversos temas, incluindo comércio e, mais especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa”, escreveu.O presidente dos Estados Unidos também afirmou que representantes dos dois governos terão novos encontros para tratar de pontos da agenda bilateral. “Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, disse Trump.Em coletiva, Trump também fez diversos elogios ao brasileiro: “Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Estamos fazendo muito comércio e vamos aumentar ainda mais esse comércio. Falamos sobre tarifas. Eles gostariam de algum alívio nas tarifas. Mas tivemos uma reunião muito boa”, afirmou. Em seguida, completou: “Ele é um bom homem. É um cara inteligente”. Mais cedo, Trump já havia publicado na Truth Social que tinha acabado de concluir a reunião com “Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil”. Segundo ele, os dois discutiram “muitos temas”, incluindo comércio e tarifas, e representantes dos dois países devem se reunir para tratar de pontos estratégicos. Veja quais foram os temas: Relação entre Brasil e Estados Unidos Lula afirmou que a reunião teve como objetivo fortalecer a relação entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o presidente brasileiro, os dois países têm interesse em ampliar a cooperação econômica e comercial, depois de um período de distanciamento político.O petista disse que defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo. Segundo ele, o Brasil está disposto a negociar com diferentes parceiros, desde que sejam respeitadas a soberania nacional e os interesses do país. Lula também afirmou que propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral para discutir impasses comerciais, incluindo tarifas de importação, com uma proposta a ser apresentada em até 30 dias.“Eu saio muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos”. Tarifas comerciais e comércio bilateralO tema das tarifas esteve entre os principais pontos da conversa. A gestão Lula chegou ao encontro com a prioridade de evitar novas medidas contra produtos brasileiros e tentar reduzir tensões comerciais abertas desde 2025, quando Trump impôs uma tarifa de 50% sobre itens do Brasil.Lula já havia criticado a medida em outras ocasiões e acusado Trump de agir de forma unilateral. Na avaliação do governo brasileiro, a reunião serviu para abrir um canal direto de negociação e diminuir a influência de aliados bolsonaristas sediados nos Estados Unidos sobre decisões da Casa Branca. Terras raras e minerais críticosOutro assunto tratado foi o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de tecnologia e a produção de equipamentos avançados.Lula afirmou que o Brasil quer ampliar o conhecimento sobre o próprio território e desenvolver a cadeia produtiva no país, sem repetir o modelo de exportação de matéria-prima sem agregação de valor. O presidente disse que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, inclusive com empresas dos Estados Unidos, mas rejeita a ideia de se tornar fornecedor exclusivo de um único país.“O Brasil estará aberto para construir parcerias. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, disse. “Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu”. Guerras e crises internacionaisLula também afirmou que discutiu com Trump conflitos internacionais e apresentou a posição brasileira sobre guerras em curso. O presidente disse que defendeu o diálogo como alternativa a intervenções militares e mencionou situações como Irã e Venezuela.O petista afirmou que não espera que Trump mude sua postura após uma única reunião, mas considerou importante expor diretamente a visão do Brasil. Ele se colocou à disposição para contribuir com negociações, caso haja interesse das partes envolvidas.“Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo”, disse. “Conversar é muito mais barato, mais eficaz. Não tem vítima, não tem destruição de casa, não tem morte de criança”.Lula também disse que ouviu de Trump que não há intenção de invadir Cuba, já que Havana tem demonstrado abertura ao diálogo. O presidente brasileiro avaliou a declaração como um sinal positivo. Reforma do Conselho de Segurança da ONUNa conversa, Lula voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a estrutura atual ainda reflete a geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial e não corresponde mais à realidade internacional.O presidente afirmou que países com assento permanente, como Estados Unidos, China e Rússia, precisam assumir protagonismo no debate sobre a reforma. Lula defendeu a ampliação do órgão, com a inclusão de novos membros permanentes, entre eles Brasil, Japão, Índia e países africanos.“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro, a comunicação é outra”. Copa do Mundo e momento de descontraçãoLula relatou que o encontro também teve momentos de descontração. Segundo ele, os dois conversaram sobre a próxima Copa do Mundo, que terá jogos nos Estados Unidos.O presidente brasileiro disse que fez uma brincadeira com Trump em referência à política migratória estadunidense. “Eu falei: espero que você não anule o visto dos jogadores brasileiros, porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo. E ele riu, porque agora ele vai rir sempre”.Lula afirmou que o clima mais leve ajudou no diálogo entre os líderes. Segundo ele, ver

Jantar para jornalistas na capital Washington se transformou em noite de pânico quando barulhos de tiro ecoaram pelo evento. Dezenas de agentes do Serviço Secreto e das forças de segurança correram para retirar Trump e autoridades do hotel onde o evento acontecia. O jantar, evento anual em que o presidente dos EUA se reúne com correspondentes que cobrem a Casa Branca, ocorria na noite de sábado (25), em um hotel em Washington, quando foi interrompido após tiros serem ouvidos. Trump foi retirado às pressas e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.O jantar foi interrompido, e jornalistas e autoridades do alto escalão do governo Trump que estavam no local se agacharam. Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance, que estavam em uma mesa no palco do salão, foram retirados, enquanto os jornalistas permaneceram para checagens de agentes do Serviço Secreto.Jornalistas relataram que o esquema de segurança para entrada no evento não foi rigoroso. A equipe da TV Globo que esteve no local afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.

Delegado Marcelo Ivo foi expulso dos Estados Unidos uma semana depois da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta terça-feira (21/4), que pode agir com “reciprocidade” contra os Estados Unidos após o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo ser expulso do país.“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, afirmou o presidente à imprensa na porta de um hotel em Hannover, na Alemanha.“Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”, acrescentou Lula.O delegado Marcelo Ivo foi expulso dos Estados Unidos na segunda-feira (20/4), uma semana depois da prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ramagem foi detido pelo serviço de imigração norte-americano, o ICE, em 13 de abril, e foi solto dois dias depois.O governo dos EUA, por meio do Departamento de Estado, disse que o delegado brasileiro tentou “manipular” o sistema de imigração, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.A Polícia Federal informou que a prisão de Ramagem pelo serviço de imigração norte-americana ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre o Brasil e os Estados Unidos.

Marcelo Ivo de Carvalho exerce a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental da Casa Branca, dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (20) a expulsão do país de um funcionário brasileiro, que, segundo o comunicado, teria ‘manipulado’ o sistema de imigração para driblar pedidos de extradição e promover uma ‘caça às bruxas’ nos EUA.O órgão é ligado ao Departamento de Estado dos EUA.“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, disse a publicação oficial na rede social X. O tuíte foi repostado pela conta oficial da embaixada dos EUA no Brasil.Mais cedo, o Metrópoles informou que tratava-se do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem.Ivo exerce a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE, órgão de repressão à imigração nos EUA.Ramagem foi preso nos EUA no último dia 13 e posteriormente solto, no último dia 15. À época de sua prisão, a PF informou em nota que ela foi decorrente de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA.Ramagem, que fugiu para os EUA, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.

Esportes

Tarde também marcou a festa de despedida do atacante Hulk, que assinou até 2027 com o Fluminense O Atlético-MG vacilou mais uma vez na temporada. Neste domingo (10), o time comandado por Eduardo Domínguez vencia o Botafogo até os 44 minutos do segundo tempo, quando cedeu o empate na Arena MRV. Os gols da partida pelo Campeonato Brasileiro foram marcados por Cassierra e Arthur Cabral.Com o resultado, os dois times chegaram aos 18 pontos na Série A. Na 12ª colocação, o Galo perdeu “chance de ouro”, já que poderia terminar a rodada em oitavo, caso vencesse em casa. O Fogão, com o ponto fora de casa, é o 11º.O Fogão, por sua vez, encara a Chapecoense no Sul do país, também pelo torneio nacional, mas na quinta (14). Em casa, os cariocas venceram por 1 a 0 e estão na mesma situação do Galo. Homenagem a HulkAntes de a bola rolar para o confronto da 15ª rodada do Brasileirão, os mais de 30 mil torcedores deram adeus ao ídolo Hulk. Com uma festa especial, o agora ex-dono da camisa 7 foi homenageado e se emocionou ao discursar.Artilheiro do Alvinegro no século, com 140 gols marcados, o paraibano de 39 anos assinou até o fim de 2027 com o Fluminense. Ele viaja nesta segunda (11) ao Rio de Janeiro, para o primeiro contato com os novos companheiros. A estreia, porém, só acontecerá após a Copa do Mundo. Como foi o jogoLogo no primeiro minuto de jogo, o Atlético balançou a rede de Neto. Porém, o gol anotado pelo equatoriano Alan Minda foi anulado. O auxiliar levantou a bandeira e observou impedimento dos donos da casa. Mas, ali, foi o suficiente para inflamar os torcedores nas cadeiras da Arena MRV.Em busca de abrir o placar, a equipe de “Barba” seguiu se jogando ao ataque e neutralizando as investidas botafoguenses. Os visitantes arriscaram alguns chutes, mas sem dar sustos em Everson.Algumas boas chances foram criadas pelo Galo, mas sem sucesso. A exceção foi aos 22 minutos, quando, finalmente, veio o gol.De volta ao time, após se recuperar de lesão muscular, Tomás Cuello cruzou rasteiro na área. O zagueiro Barboza, que trocará o Botafogo pelo Palmeiras, tentou afastar. Porém, o colombiano Cassierra ficou com a sobra e teve tempo de olhar para Neto e chutar cruzado para deixar o dele.Com esse gol marcado, Cassierra chegou aos mesmos cinco gols de Hulk, se tornando também artilheiro do time na temporada.O Atlético-MG voltou para o segundo tempo com a mesma intensidade, mas com sustos. Aos 5 cinco minutos, Danilo chutou de fora da área e a bola “tirou tinta da trave”.Aos 11, o meia da Seleção Brasileira arriscou novamente. Com desvio no caminho, a bola chegou até Mateo Ponte. No reflexo, ele bateu com o calcanhar nela e acertou a trave de Everson. Foi, ali, a melhor chance do Fogão na partida.Quando a partida caminhava para o fim, veio o gol de empate. Sem assustar o Galo, o Botafogo foi eficaz aos 44 minutos marcou com Arthur Cabral. Marçal cobra o lateral na área. A bola toca nas costas de Alonso e sobra para o atacante. O artilheiro da equipe bateu de primeira, sem chances para Everson. Próximos jogosO Galo agora volta a atenção para a Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira (13), o desafio será contra o Ceará, no segundo jogo da quinta fase da Copa do Brasil. Como venceu em BH, por 2 a 1, o Alvinegro de Minas Gerais se classifica às oitavas com nova vitória ou empate no Castelão; derrota por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis; por mais, quem avança é o Vozão.O Fogão, por sua vez, encara a Chapecoense no Sul do país, também pelo torneio nacional, mas na quinta (14). Em casa, os cariocas venceram por 1 a 0 e estão na mesma situação do Galo.

Delegação soma 7 ouros, 9 pratas e 3 bronzes nas disputas A Seleção Brasileira de natação paralímpica foi ao pódio cinco vezes no encerramento da etapa de Berlim, na Alemanha, do World Series. Nas últimas finais do evento, o mineiro Gabriel Araújo, Gabrielzinho, faturou dois ouros.A delegação ganhou também as pratas do catarinense Talisson Glock e do mineiro Arthur Xavier e o bronze da carioca Lídia Cruz.Nos 50m livre, Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), cravou 52s92 e 1042 pontos. Ele ficou na frente do Tcheco David Kratochvil, da classe S11 (deficiência visual). O bronze foi do espanhol Dambelleh Jarra.O segundo ouro do nadador brasileiro foi nos 150m medley. O tempo do mineiro foi 3min26s70 e ele conquistou também 1017 pontos. O israelense Ami Omer, da classe SM4 (comprometimento físico-motor) ficou com a prata; e o bronze foi para o alemão Josia Tim Alexander. Ao todo, Gabrielzinho obteve outras duas medalhas na competição: ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta.Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), levou a terceira medalha no evento nos 100m costas com a marca de 58s78 e 1018 pontos. O ouro foi para o britânico Mark Tompsett, também da S14; e o bronze para o bielorrusso Yahor Shchalkanau, da classe S9 (comprometimento físico-motor).O catarinense e campeão paralímpico Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor), foi prata nos 400m livre, com tempo de 5min01s92 e 970 pontos. O ouro foi para o tcheco David Kratochvil, da classe S11 (cegos); e o bronze para o chinês Chuanzhen Sun, S11.A carioca Lídia Cruz, atleta da classe SM4 (comprometimento físico-motor), foi bronze nos 150 medley com 3min01s73 e marcar 843 pontos. O ouro ficou com a italiana Angela, da classe SM2; já a prata foi para a norte-americana Leanne Smith, da classe SM3.As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas foram feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).Após estes resultados, o país encerrou a competição com 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.A Seleção Brasileira segue em Berlim nos próximos dias, onde disputará o IDM (Campeonato Alemão Internacional de natação), de domingo, 10, a terça-feira, 12.

O Sada Cruzeiro escreveu mais um capítulo histórico na sua trajetória. Neste domingo (10), a equipe celeste disputou a 12ª final de Superliga e saiu da quadra com o décimo título nacional. O adversário foi o Vôlei Renata, em duelo disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Maior campeão da história da Superliga, o Sada Cruzeiro já havia vencido nas temporadas 2011/12, 2013/14, 2014/15, 2015/16, 2016/17, 2017/18, 2021/22, 2022/23 e 2024/25.

Kauã Moraes e Kaique Kenji marcaram os gols da vitória da Raposa por 2 a 1 neste sábado (9) O Cruzeiro venceu o Bahia por 2 a 1 de virada na noite deste sábado (9), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.Luciano Juba marcou para o Tricolor, e Kauã Moraes e Kaique Kenji anotaram os gols do time mineiro.Com esse resultado, a equipe do técnico Rogério Ceni fica na sexta colocação, com 22 pontos, e perdeu a chance de entrar no G4, além de aumentar a sequência sem triunfos para cinco partidas — a última vez que venceu foi em 11 de abril, no 2 a 1 sobre o Mirassol, pelo Brasileiro.Já para o Cruzeiro de Artur Jorge, a vitória serviu para se distanciar da zona de rebaixamento. A Raposa agora soma 19 pontos, quatro a mais do que o Corinthians, primeiro time no Z4 —mas que ainda joga nesta rodada. O jogoNeste sábado, o Bahia abriu o placar após a marcação de um pênalti por falta de Fabrício Bruno em Willian José na grande área. Luciano Juba cobrou com categoria e colocou os donos da casa na frente, aos 26 minutos de jogo.Pouco antes do intervalo, aos 41, o Cruzeiro envolveu a defesa baiana com uma boa troca de passes e Villarreal achou Kauã Moraes na grande área. O lateral bateu rasteiro e deixou tudo igual.No segundo tempo, o Cruzeiro desperdiçou boas oportunidades de virar, até que Kaique Kenji fez boa jogada individual pelo lado direito, invadiu a área e chutou colocado para anotar o segundo dos mineiros, aos 40, e dar números finais ao confronto. Próximos jogosO Bahia volta a campo na quarta-feira (13), contra o Remo, no Pará, em duelo pela quinta rodada da Copa do Brasil. Na ida, em Salvador, o Tricolor foi derrotado por 3 a 1.O Cruzeiro tem compromisso na terça (12), também pela Copa do Brasil, diante do Goiás, no Mineirão. A primeira partida, em Goiânia, terminou empatada em 2 a 2.