Sem apoio da federação, o Zero Um perde espaço de articulação e enfrenta mais dificuldades para ampliar a base Crise interna e receio de novas acusações pesam contra a aliançaDirigentes de PP e União Brasil também demonstram pouca disposição para embarcar na candidatura de Flávio em meio a uma crise interna no campo bolsonarista. As siglas temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro.Uma fonte do Centrão resumiu o ambiente com a frase: “Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”. Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando a relação de Ciro Nogueira com ele era considerada excelente.A relação de Ciro com Flávio azedou porque o presidente do PP reclama que o senador do PL não saiu em sua defesa quando a Polícia Federal realizou uma operação que o atingiu. A queixa entrou no cálculo político do Progressistas para evitar compromisso nacional com a candidatura.Flávio agora tenta abrir negociação com o Republicanos, partido que também esteve aliado a Jair Bolsonaro em 2022. A conversa enfrenta obstáculos: a sigla sinaliza neutralidade e reclama que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados, como Mato Grosso, onde lançou o senador Wellington Fagundes (PL-MT) contra Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição; as tratativas também avançam com dificuldade em Roraima e no Acre.
Em evento com diplomatas, senador busca pretextos golpistas ao associar sistema de votação à fraude; TSE reitera que alegação é falsa Em evento com diplomatas nesta terça-feira (21), em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a atacar a lisura do sistema eleitoral brasileiro ao associar, sem provas, as urnas eletrônicas do país à empresa Smartmatic, de origem venezuelana.A declaração foi feita durante o fórum “Debatendo o Brasil”, promovido pelas plataformas The Brazilian Report e Novo Selo Comunicação. Diante de representantes de cerca de 40 países, o parlamentar cobrou o envio da “maior quantidade de observadores possível” para acompanhar o pleito de outubro, reeditando a estratégia discursiva do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.A fala do senador resgatou uma narrativa desqualificada em sucessivas ocasiões pela Justiça Eleitoral. Segundo relato veiculado pelo jornal O Globo, Flávio afirmou que “uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país” e sustentou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa”. Numa clara tentativa de criar condições para pretextos golpistas.Posteriormente, a assessoria do congressista declarou que ele não questionava o processo eleitoral, mas a manifestação pública alinhou-se aos recorrentes questionamentos levantados por setores da extrema direita contra as urnas. Flávio Bolsonaro ataca urnas eletrônicas com mentira desmentida pelo TSEReagindo às declarações no mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou a inexistência de qualquer vínculo entre as urnas eletrônicas brasileiras e a Smartmatic. A posição oficial do tribunal, registrada em esclarecimentos prestados nos anos de 2017, 2020 e 2022, destaca que todo o projeto, a arquitetura de software e a gestão do sistema de votação são desenvolvidos inteiramente e sob domínio exclusivo do Poder Judiciário brasileiro.Conforme os registros públicos da Justiça Eleitoral, a Smartmatic nunca produziu ou programou urnas eletrônicas no Brasil. A atuação da empresa no país restringiu-se ao fornecimento de serviços de transmissão de dados e voz em localidades isoladas durante os pleitos de 2012, 2014 e 2016, além do treinamento pontual de equipes de suporte técnico. Em 2020, a empresa disputou a licitação promovida pelo TSE para a fabricação dos novos modelos de urna, mas foi derrotada pela brasileira Positivo Tecnologia. Tecnologia nacional sob controle exclusivo da Justiça EleitoralAs urnas eletrônicas em uso no país — incluindo os modelos UE2020 e UE2022 — são fabricadas pela Positivo Tecnologia na planta industrial de Ilhéus (BA), sob rigorosa fiscalização presencial de técnicos e engenheiros do TSE. A alegação de vínculo tecnológico com sistemas externos é classificada como falsa pelo serviço Fato ou Boato, mantido pela Justiça Eleitoral, e por diversas agências independentes de checagem de fatos.A investida contra o sistema de votação repete o padrão adotado pela família Bolsonaro em eleições anteriores, pautado na contestação das urnas e na tentativa de criar ambiguidades perante organismos internacionais. Em 2022, o uso reiterado de alegações improcedentes contra a integridade do processo eleitoral integrou os fundamentos jurídicos que culminaram na declaração de inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Justiça Eleitoral.
Medida alcança 18% das exportações brasileiras aos EUA e leva Planalto a fechar pacote de apoio às empresas A cobrança recairá sobre importadores estadunidenses quando os produtos brasileiros entrarem nos EUA, o que encarece as compras e pode reduzir a demanda por itens nacionais. A lista de exceções deixou fora mais de 2 mil produtos, incluindo petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio.Entre os produtos atingidos estão máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns itens de alumínio. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que a medida alcança 18% das exportações brasileiras aos EUA tomando 2024 como base, o equivalente a US$ 7,4 bilhões. Governo prepara crédito e evita retaliação imediataCom base nos embarques de 2025, a fatia afetada cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões, enquanto 57% dos produtos vendidos pelo Brasil aos EUA seguem sem tarifa. No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima impacto de R$ 4,6 bilhões por ano, o equivalente a 36,5% das vendas do setor ao mercado estadunidense.Dario Durigan, da Fazenda, afirmou que o governo deve concluir nos próximos dias medidas para reduzir efeitos do tarifaço e da alta dos fertilizantes. Uma das ações prevê linha de crédito para empresas misturadoras de fertilizantes; outra envolve investimentos como complemento ao Plano Brasil Soberano, com crédito a empresas atingidas pela sobretaxa e exigência de preservação de empregos.O Plano Brasil Soberano oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, com eixos voltados ao setor produtivo, aos trabalhadores e à diplomacia comercial. A ApexBrasil também prepara um programa de diversificação de mercados, previsto para o início de agosto, com investimento de R$ 130 milhões e parceria com o setor privado.O Planalto anunciou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, mas ainda não apresentou medidas concretas com base na legislação. Lula orientou aliados a evitar radicalismos, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a tarifa como “injusta e descabida” e disse que o Brasil “não saiu da mesa de negociação”.Setores afetados também defenderam cautela em reuniões com o governo na terça-feira (21), e empresários de máquinas pediram resposta pela via diplomática e empresarial. Especialistas apontam negociação técnica, uso da reciprocidade como pressão e atuação junto a empresas, Congresso e governos locais nos EUA como caminhos para tentar reduzir o impacto.O governo brasileiro ainda trabalha com a possibilidade de os EUA aplicarem uma sobretaxa adicional de 12,5% por supostas falhas na fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado. Se a cobrança acumular com os 25% desta quarta, alguns produtos brasileiros podem enfrentar tarifa total de 37,5%; o representante comercial estadunidense, Jamieson Greer, disse à CNBC que novas medidas serão anunciadas “em breve”
Durante convenção do PDT, presidente enaltece legado de Vargas e defende a expansão nacional da escola em tempo integral O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma enfática defesa dos legados de Getúlio Vargas e Leonel Brizola ao participar, na segunda-feira (20), da Convenção Nacional do PDT, que oficializou o apoio do partido à sua candidatura à reeleição. Lula afirmou que nenhum outro presidente brasileiro teve a mesma envergadura de Vargas e reconheceu que o PT errou ao não apoiar o projeto dos Centros Integrados de Educação Pública, os Cieps, implantado por Brizola no Rio de Janeiro.As declarações foram feitas durante o encontro nacional do PDT. A cerimônia também foi marcada pela entrega a Lula de um quadro com a Carta-Testamento de Getúlio Vargas e por discursos em defesa da soberania nacional e da democracia.Ao falar sobre a trajetória do ex-presidente, Lula afirmou que sua avaliação sobre Vargas mudou ao longo dos anos. O petista relatou que, no início de sua vida política, tinha uma visão crítica do líder trabalhista, mas passou a reconhecer sua importância depois de estudar sua atuação no governo.“Hoje, depois de ler tanto sobre Getúlio, acho que em nenhum momento da história o Brasil teve um presidente da envergadura de Getúlio e que pensasse no Brasil do jeito que ele pensou”, disse. Lula destacou que Vargas foi responsável por medidas que estruturaram a proteção social e trabalhista no país. Entre os exemplos, mencionou a criação do salário mínimo, em 1936, e a instituição da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, em 1943. “Tem gente que critica a CLT, mas imagina o que era o Brasil antes”, afirmou.O presidente também homenageou Leonel Brizola e ressaltou a importância dos Cieps, concebidos para oferecer educação pública em tempo integral, alimentação e atividades complementares a crianças e adolescentes.Ao tratar do projeto educacional, Lula reconheceu que o PT errou ao não apoiar a iniciativa de Brizola naquele período. Para o presidente, a experiência dos Cieps antecipou uma política que hoje deveria ser adotada em todo o território nacional. “Hoje, todo mundo sabe que esse país não terá solução se a gente não nacionalizar a escola de tempo integral para todas as crianças” PDT oficializa apoio à reeleição de LulaA Convenção Nacional do PDT confirmou o apoio da legenda à candidatura de Lula à reeleição. O presidente do partido, Carlos Lupi, afirmou que a sigla não poderia se aliar a grupos políticos vinculados ao legado da ditadura militar. “PDT jamais poderia estar com os filhotes da ditadura”Lupi apresentou a disputa eleitoral como um confronto entre forças que defendem o país e setores que, segundo ele, agem contra os interesses nacionais.“De um lado está Tiradentes — ao qual nós nos filiamos. Do outro está Silvério dos Reis. Quem quiser escolher o lado de Silvério dos Reis, que pague o preço da história”O dirigente também classificou Lula como um patriota e fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja atuação associou à família Bolsonaro no Brasil.Trump é o grande rival da sociedade moderna. É o que persegue, que faz guerra por interesse financeiro, que está fazendo pelo mundo uma destruição permanente dos princípios democráticos”Segundo Lupi, Lula representa uma posição política oposta à defendida pelo governo norte-americano.“Trump é o atraso, o ódio. Tudo o que ele representa é representado aqui pela família Bolsonaro. Lula pode representar a antítese de Trump. Vai representar, com a sua vitória. Lula é um patriota” Lula defende soberania e democraciaAlém de homenagear as principais referências do trabalhismo brasileiro, Lula afirmou que a defesa da soberania nacional e da democracia estará no centro da disputa eleitoral.“Não há nada mais sagrado neste momento histórico do que a defesa da soberania nacional e a questão da democracia”O presidente criticou políticos brasileiros que viajam aos Estados Unidos para defender sanções e medidas contra autoridades e instituições do Brasil. Lula não mencionou nomes durante o discurso.“Antigamente, traidor era enforcado porque trair a pátria é algo muito grave. Hoje, temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para impor punição ao Brasil”Lula afirmou ainda que não aceitará novos ataques ao regime democrático e disse que observadores e autoridades estrangeiras poderão acompanhar o processo eleitoral brasileiro.“Não há possibilidade de a gente permitir que a democracia sofra mais um arranhão”O presidente citou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, uma das principais autoridades do governo Trump envolvidas nas pressões contra o Brasil.“Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir acompanhar meu adversário, que venha, que monte um comitê. A gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia” Lideranças do PDT defendem frente progressistaA convenção reuniu parlamentares, dirigentes partidários e pré-candidatos do campo progressista. A ex-deputada Marília Arraes, pré-candidata ao Senado por Pernambuco, defendeu a eleição de uma maioria democrática na Casa para preservar a soberania nacional.Segundo Marília, o bolsonarismo se associou ao imperialismo “de forma escancarada”.A pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, afirmou que os partidos progressistas construíram uma “aliança histórica” no estado. De acordo com ela, a coligação reúne mais de oito partidos e lidera as pesquisas eleitorais.A senadora Leila do Vôlei, pré-candidata à reeleição pelo Distrito Federal, comparou os anos do governo Jair Bolsonaro com a atual gestão de Lula. Ela afirmou que, durante o governo anterior, o país viveu “inúmeros retrocessos”, enquanto a administração petista buscou reconstruir políticas públicas.O ex-senador Roberto Requião, candidato a deputado, destacou que a frente de apoio a Lula reúne forças políticas distintas, unificadas pela defesa da democracia. Ele também defendeu que o governo discuta a reestatização da Eletrobras.“Não é possível que o mundo inteiro reverta privatizações, estatizando empresas, e nós fiquemos tranquilamente acompanhando esse processo de liberalização da economia”Representando o PCdoB, João Goulart Filho afirmou que as forças democráticas precisam impedir o avanço da extrema direita e cobrar mudanças estruturais de um novo governo Lula.“Temos, principalmente, que ir contra esse sistema financeiro que aí se encontra judiando do nosso país e dos nossos trabalhadores”
“Todo respeito a quem é gay. Nenhum respeito ao gay homofóbico de direita”, disse o presidenciável Pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão) partiu para cima do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), apontando hipocrisia ao insinuar que o parlamentar é homossexual, mas defende uma postura homofóbica.Renan chamou o mineiro de “franga homofóbica” durante um discurso no Congresso do Movimento Brasil Livre (MBL), do qual o presidenciável é presidente, no último sábado (18/7), no Rio de Janeiro.“Nós vimos aquela franga homofóbica do Nikolas Ferreira, que é uma franga homofóbica. Todo respeito a quem é gay. Nenhum respeito ao gay homofóbico de direita. Que no sigilo é uma coisa, na Câmara é outra”, disse o político do Missão.Renan Santos ataca NikolasEle argumentava que o MBL tentou alertar a direita sobre o bolsonarismo, mas muitos não ouviram, ou, no caso de Nikolas, supostamente “puxaram o saco dos vícios” do movimento para crescer.“E agora que o bolsonarismo não tem serventia para ele, apunhala pelas costas, enquanto o velho do Bolsonaro apodrece doente dentro de uma cela”, completou Renan, citando Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, mas que cumpre prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde.A reportagem procurou a assessoria de Nikolas para saber se ele gostaria de se posicionar sobre a fala. Até a última atualização deste texto, não houve retorno. O espaço segue aberto, e uma eventual resposta será incluída.
Sob coro de “Patrus guerreiro do povo mineiro” direção da Executiva estadual petista e membros da bancada legislativa e federal cravam o nome do parlamentar Quase uma semana após o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT nacional cravar o nome do deputado federal Patrus Ananias para a disputa ao Palácio Tiradentes, a Executiva estadual da legenda oficializou a pré-candidatura do parlamentar na manhã desta segunda-feira (20/7). A consolidação ocorreu durante reunião em um hotel na região central de Belo Horizonte, com a presença massiva das bancadas petistas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e na Câmara dos Deputados.Patrus chegou ao encontro acompanhado da presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, da pré-candidata do partido ao Senado Federal, Marília Campos, e do vereador e vice-presidente da sigla no Estado, Pedro Rousseff.A confirmação ratifica a declaração dada à reportagem pelo coordenador nacional do GTE, Jilmar Tatto, de que o ex-prefeito da capital era unanimidade tanto na cúpula mineira quanto no diretório nacional e contava com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desenho da chapa e a busca pelo PSBCom o nome do encabeçador da chapa pacificado no PT, as atenções dos bastidores políticos se voltam agora para a vaga de vice. A expectativa de interlocutores petistas é que a composição seja selada com o PSB, repetindo, no cenário mineiro, o desenho da aliança nacional que mantém Geraldo Alckmin como vice de Lula.No cenário local, dois quadros do PSB postulam espaço na corrida ao governo: o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e o ex-senador Clésio Andrade – ambos pré-candidatos da legenda ao Palácio Tiradentes. Entre os petistas, no entanto, a aposta recai sobre o nome de Jarbas Soares para ocupar o posto de vice na chapa de Patrus.Jarbas Soares confirmou recentemente que mantém diálogo com a sigla e que aguarda uma agenda com o presidente Lula. Embora já tenha descartado compor chapa como vice do presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB), ao ser questionado se aceitaria ser vice de Patrus Ananias, o ex-chefe do MPMG adotou tom cauteloso e preferiu não adiantar posições, afirmando que “não responde com base em conjecturas”.As negociações entre as legendas devem se intensificar nos próximos dias para a definição oficial da composição e a formalização do arco de alianças no Estado.
O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal. O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal.Uma comissão de deputados estaduais localizou apenas cinco itens do acervo original em visita ao palácio no dia 2 de julho: uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá. Nenhuma outra peça da coleção que pertencia ao espaço apareceu durante a vistoria.O ex-governador Romeu Zema (Novo) negou o sumiço e chamou o acervo de “móveis velhos” em fala à imprensa na sexta-feira (10). “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”, disse.A desativação do Palácio das Mangabeiras como residência oficial integrou a campanha de Zema. Durante o mandato, ele alugou uma casa em Belo Horizonte e planejou instalar no imóvel um “Museu das Mordomias”, projeto que não saiu do papel. Zema deixou o governo de Minas em março.O acervo reunia 1.038 livros restaurados durante o governo de Antônio Anastasia, entre 2010 e 2014. Também não apareceram uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa, uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940, tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens.Os deputados também não encontraram uma lista completa do acervo, o que impede a quantificação das peças desaparecidas. A Codemge, responsável pela administração do espaço, prometeu entregar uma relação dos bens até o dia 16. Veja os cômodos quase vazios após saída de Zema do governo de MG: TCE-MG e Polícia Federal apuram o destino do acervoUm ofício de 2020 registrou a doação de 63 itens do acervo ao governo estadual. Em junho, o secretário de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, afirmou que 44 peças estavam com a Polícia Militar e 187 com a Codemge, mas os documentos disponíveis não permitem saber se os números se referem a 294 peças diferentes. Os itens saíram do Palácio das Mangabeiras em 2019, quando o espaço recebeu uma exposição de decoração. Um dos responsáveis pela mostra afirmou que o imóvel já havia sido entregue aos organizadores com apenas alguns lustres e uma mesa, itens que também não apareceram na visita dos deputados.O TCE-MG aceitou, no dia 6, uma denúncia do deputado estadual Leleco Pimentel (PT-MG) para investigar o possível sumiço. No dia seguinte, a deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) apresentou notícia-crime à Polícia Federal. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, informou o tribunal.Na representação ao Tribunal de Contas, Leleco afirmou: “As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”.Durante a vistoria, os deputados identificaram infiltrações nas paredes, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Palácio das Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx; 17 governadores moraram no local, entre eles Juscelino Kubitschek. O governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o acervo e afirmou que todos os bens estão cadastrados, inventariados e com localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. A gestão estadual disse que os livros foram incorporados à Biblioteca Pública Estadual como Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras e que obras estão sob guarda de equipamentos como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro.O governador Mateus Simões (PSD) afirmou ao jornal Estado de Minas que o acervo pode ser consultado por requerimento e disse que o palácio recebeu duas edições do Casa Cor para tentar reverter a “situação decrépita” do prédio. A Codemge informou que mantém o mesmo posicionamento do governo estadual.
Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.
Relatório enviado ao STF afirma que assessora da Presidência da Casa operacionalizava indicações de recursos e atribui ao ex-deputado influência equivalente ou superior à de parlamentares em exercício A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado indícios de que a Presidência da Câmara dos Deputados tinha conhecimento e dava respaldo a indicações de emendas parlamentares atribuídas ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), mesmo sem que ele ocupasse cargo eletivo.Play Video As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles, que teve acesso ao relatório encaminhado pela PF ao Supremo. Cunha é investigado por supostamente ter interferido na indicação de pelo menos 29 emendas parlamentares. O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara. PF aponta atuação de servidores da Câmara Segundo os investigadores, Eduardo Cunha utilizava servidores da Câmara para direcionar recursos federais de acordo com seus interesses políticos em Minas Gerais, estado pelo qual pretende disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. A investigação atribui papel central à assessora da Presidência da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. De acordo com a PF, ela seria responsável por operacionalizar o encaminhamento das emendas e organizar a destinação dos recursos. Tuca passou a exercer essa função durante a presidência de Arthur Lira (PP-AL) e permaneceu no cargo após a posse do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A assessora foi alvo de uma operação da Polícia Federal em dezembro de 2025. Em um dos trechos mais contundentes do relatório, os investigadores afirmam que “tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas” em favor de Eduardo Cunha. Investigação cita “altíssimo grau de promiscuidade” Para a Polícia Federal, a atuação identificada durante a investigação revela um “altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”. O relatório sustenta que as provas reunidas permitem “concluir que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. A PF também afirma que a suposta interferência do ex-deputado desvirtuaria a finalidade das emendas parlamentares, que deveriam atender a demandas apresentadas por representantes eleitos. “Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”, diz o relatório. A Câmara dos Deputados foi procurada pelo Metrópoles para comentar as conclusões da investigação, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original. Relação política com Hugo Motta Eduardo Cunha é apontado nos bastidores da Câmara como um dos aliados políticos de Hugo Motta e também de Arthur Lira. Foi durante a gestão de Cunha na Presidência da Câmara que Motta ganhou maior projeção nacional. Por indicação de Leonardo Picciani, então filiado ao MDB, o parlamentar paraibano assumiu o comando da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. A CPI contribuiu para o desgaste do governo da então presidente Dilma Rousseff e antecedeu o processo de impeachment, cuja abertura foi admitida pela Câmara em abril de 2016. Hugo Motta votou a favor da instauração do processo. Parlamentares também recordam que Motta contratou Dani Cunha (PL-RJ), filha de Eduardo Cunha e atualmente deputada federal, para prestar serviços de marketing político. Na ocasião, Motta declarou que os pagamentos haviam sido realizados com recursos próprios. Conversas citam “Arthur” e “Hugo” O relatório da Polícia Federal informa ainda que a primeira conversa encontrada entre Eduardo Cunha e Mariângela Fialek em um aplicativo de mensagens ocorreu em setembro de 2025. Segundo os investigadores, Cunha aparentava lamentar uma situação e mencionava contatos com pessoas identificadas como “Arthur” e “Hugo”. Partes da conversa, no entanto, teriam sido apagadas por Mariângela, o que impediu a PF de determinar o contexto integral do diálogo. “Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou a noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão”, escreveu Eduardo Cunha, segundo o relatório. A Polícia Federal não afirmou, no trecho divulgado, que as pessoas citadas na mensagem eram necessariamente Arthur Lira e Hugo Motta. O documento registra apenas que não foi possível esclarecer o contexto devido à exclusão de partes da conversa. Defesa nega irregularidades Eduardo Cunha negou ter indicado irregularmente as emendas investigadas. Em nota, afirmou que os recursos foram “oficialmente apresentados e indicados por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados”. A defesa sustenta que o ex-deputado apenas participou de articulações políticas legítimas e informou que recorrerá da decisão que determinou o bloqueio de seus bens. “Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”, afirmaram os advogados. Cunha também nega ser o responsável formal pelas indicações. A investigação prossegue no Supremo sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
Categoria se reuniu com o governador em Montes Claros e cobrou uma pauta histórica dosprofessores * Por Waldo Ferreira A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) está na expectativa de um aceno positivo do governador Mateus Simões a respeito da incorporação das gratificações ao salário-base dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg).O encontro com Simões, que escreveu um novo capítulo à novela envolvendo as incorporações, ocorreu durante a estadia dele em Montes Claros, para onde foi transferida simbolicamente a capital de Minas Gerais, no final de junho. A diretoria da entidade entregou ao governador documento no qual apresenta a importância da incorporação das gratificações como forma de atenuar a estrutura precária dos salários dos professores da universidade.De acordo com o presidente da Adunimontes, Wesley Helker Felício Silva, a reunião foi mais um passo para tentar resolver problemas relacionados à estrutura salarial da categoria. Contudo, frisa que as articulações nesse sentido continuam e uma das estratégias é pressionar os deputados estaduais, especialmente os representantes da região.A reunião com Mateus Simões buscou dar desfecho favorável a um imbróglio que já dura 10 anos. O pedido para incorporar as gratificações, como “pó de giz” e a “GDPES”, é um dos principais pontos constantes do acordo judicial que pôs fim à greve da categoria em 2016 e que foi homologado na Justiça em 2018. Apesar disso, o governo do estado segue descumprindo o que foi acordado, o que tem provocado reações das representações de professores.“A incorporação das gratificações ao vencimento básico dos professores evita que eles tenham que trabalhar doentes, em muitos casos com doenças graves, já que ao se afastarem para cuidarem da sua saúde perdem parte significativa do seu salário”, explica Wesley. Segundo ele, o mesmo acontece com profissionais que se afastam para cursos de qualificação.“Na prática, os professores são punidos por adoecerem ou por se qualificarem para posteriormente contribuir com a própria instituição. Desde o último concurso, a Unimontes vem sistematicamente perdendo professores efetivos, em virtude da precariedade da estrutura do nosso salário. Por isso, precisamos mudar essa realidade e, para isso, precisamos do apoio de todos que defendem a Unimontes”, conclamou o dirigente sindical. * Jornalista
Prédio da Pré-Escola no Distrito chama a atenção pela modernidade e estrutura completa para a iniciaçãoescolar de crianças * Por Waldo Ferreira Uma fábrica de sonhos. Assim o vereador Rodrigo Cadeirante se referiu ao prédio da Pré-Escolainaugurado pelo prefeito Guilherme Guimarães no Distrito de Aparecida do Mundo Novo, o mais distantedo centro de Montes Claros (100 quilômetros).Além da satisfação pessoal – foi ele quem fez o trabalho de interlocução com a Prefeitura para viabilizar aobra, inclusive empenhando recursos de suas emendas impositivas – Cadeirante se disse sensibilizado coma alegria das crianças, que passarão a ter um local estruturado para o processo de iniciação na vida escolar.“O que foi feito aqui não se resume a entrega de uma escola, pois, se a pré-escola é o lugar onde a criançacomeça a sonhar, o que fizemos foi entregar para elas uma fábrica de sonhos”, disse. O prédio conta cominfraestrutura moderna e completa: 3 salas de aula, 3 banheiros, biblioteca, secretaria, cozinha, refeitório,área de serviço, além de uma sala dedicada ao atendimento psicossocial. A obra recebeu um investimentototal de R$ 710 mil, com recursos próprios da Prefeitura. Além da unidade pré-escolar, também foi entregue aos moradores uma quadra coberta modelo educação,com área coberta de 326,64 m2 e custo de R$ 634 mil, destinada à prática de atividades esportivas,recreativas, culturais e pedagógicas. A estrutura dispõe de banheiros masculino e feminino acessíveis,além de um depósito para armazenamento de materiais.As construções, que se destacam pela modernidade e acessibilidade, se somam a outros investimentos queestão sendo feitos no distrito, como acesso dos moradores à água potável em todas as residências,iluminação em led, construções e reformas de unidades de saúde e educação, academia ao ar livre,internet, coleta de lixo, ponte de acesso, pavimentações das ruas.Rodrigo Cadeirante destaca que, por seu intermédio, Aparecida foi a primeira localidade da zona rural deMontes Claros a receber uma academia ao ar livre e a coleta de lixo. Ele também viabilizou a instalaçãode uma torre de telefonia móvel na localidade, dentro do programa “Minas Comunica”.“Em outras épocas, locais como Aparecida do Mundo Novo tinham que se contentar com ruas de lazer ecaminhões-pipa em vésperas de eleições, até que alguém teve a coragem de pautar o que realmenteimporta para as pessoas”, comparou.O novo momento vivido em Aparecido é reconhecido até por quem não mora lá. Michelley Borges eNatália Cardoso são da vizinha São Pedro das Garças, mas conhecem bem a transformação vivida emAparecida. Elas, que foram prestigiar a festa de inauguração das obras, acreditam que o papel atuante deRodrigo Cadeirante foi o fator fundamental para o desenvolvimento do distrito. Edinaldo Soares Pereira tem uma mercearia na rua Antônio Caetano e sabe bem o drama de conviver comlama, poeira e buracos. “A gente aqui era esquecido, mas agora a realidade é outra”, reconhece, citando asobras e serviços realizados e atribuindo os melhoramentos ao trabalho desempenhado por Cadeirante. Eleé um dos que comemoraram a construção da quadra e da escola. Chama a atenção dele o salto que odistrito deu no setor de educação. “Aqui a transformação foi tanta que tá sobrando escola e faltandoaluno”, resume. * Jornalista
Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.
Ex-prefeita de Contagem defende frente ampla para fortalecer a reeleição de Lula e afirma que população demonstra cansaço da polarização A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e defendeu que o Partido dos Trabalhadores reavalie sua estratégia para a disputa do governo de Minas Gerais após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao Palácio Tiradentes. Em entrevista ao Valor Econômico, Marília afirmou que a definição sobre o caminho eleitoral da legenda agora cabe à direção partidária.Mesmo tendo sido procurada pelo PT para avaliar uma eventual candidatura ao governo mineiro, a ex-prefeita descartou a possibilidade e afirmou que sua decisão já está consolidada. Segundo ela, o partido deverá decidir entre lançar um nome próprio ou buscar uma composição com outras siglas.“Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro”, declarou.Na sequência, acrescentou: “E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB.” Marília defende alianças e frente ampla em Minas GeraisNa avaliação da ex-prefeita, uma candidatura construída por meio de uma frente ampla oferece melhores condições eleitorais do que uma chapa exclusivamente petista. Embora reconheça que a decisão cabe ao partido, ela afirmou não considerar a candidatura própria a alternativa mais competitiva no atual cenário político mineiro.Entre os nomes cogitados pelo PT para disputar o governo estadual estão os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia. Paralelamente, o partido também avalia conversas com lideranças de outras legendas, entre elas o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB).Na semana anterior à entrevista, Marília reuniu-se com ambos e elogiou o perfil dos dois. “Uma candidatura de frente ampla é melhor. Mas o PT está avaliando.”Segundo ela, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares “falam a língua do diálogo, da união e da despolarização”. Ex-prefeita diz que população demonstra cansaço da polarizaçãoDurante as agendas de pré-campanha, Marília afirmou perceber que a população tem manifestado rejeição ao ambiente de polarização política. Para ela, o radicalismo vem perdendo espaço e a capacidade de diálogo tende a ser valorizada pelo eleitorado.Nesse contexto, a ex-prefeita defendeu que a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, priorize sua trajetória administrativa e sua capacidade de construir alianças.“Lula tem que explorar isso. Não tem que explorar o fato de ser do PT ou não ser do PT, mas o que ele já fez pelo país, que é governar de forma republicana e esse compromisso ser fortalecido.”Ela acrescentou que a campanha presidencial pode ser fortalecida quando Lula divide o palanque com candidatos de diferentes partidos. “Quando ele constitui frente ampla.” Minas Gerais é considerada decisiva para a disputa presidencialMarília destacou que Minas Gerais permanece como um dos estados mais estratégicos para a eleição presidencial. Historicamente, o resultado obtido pelos candidatos ao Palácio do Planalto no estado costuma acompanhar o desfecho nacional.Apesar disso, ela considera que uma eventual candidatura petista menos competitiva ao governo estadual não inviabilizaria a campanha presidencial de Lula, embora um palanque mais robusto possa contribuir em uma disputa equilibrada.A ex-prefeita também comentou o período de indefinição envolvendo Rodrigo Pacheco e afirmou desconhecer as razões para que a decisão sobre sua eventual candidatura tenha demorado tanto.“Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera.”Ainda assim, ela avalia que o calendário eleitoral permite ao PT reorganizar sua estratégia, observando que outras chapas também permanecem indefinidas, como a do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do vice-governador Mateus Simões (Novo). Segunda vaga ao Senado depende da definição para o governoMarília afirmou que a composição da chapa para o Senado dependerá da definição do candidato ao governo estadual.“Estou aguardando a definição [ao governo], porque se for candidatura própria, é um perfil, se for composição, é outro perfil.”Segundo ela, caso haja uma aliança com o PSB para o governo, uma possibilidade seria destinar a segunda vaga ao Senado ao MDB. Municipalismo será prioridade caso seja eleitaQuestionada sobre suas prioridades no Senado, Marília afirmou que pretende defender o fortalecimento do municipalismo e a revisão do pacto federativo, com maior autonomia financeira para os municípios.Ela defendeu a atualização dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), especialmente para cidades com até 10 mil habitantes, que atualmente recebem o coeficiente mínimo de 0,6.Além disso, abordou o debate sobre a relação entre Senado e Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o tema deve ser discutido sem propostas previamente definidas para afastamento de ministros.“O STF tem que redefinir a sua atuação, como também o Senado. É um debate que tem que ser aprofundado. Mas não a priori definir que o meu papel vai ser tirar pessoas que estão no STF. Acho que isso tem que ser debatido melhor. Temos que fortalecer o Supremo e fortalecer o Senado”, afirmou.
Prédio da Pré-Escola no Distrito chama a atenção pela modernidade e estrutura completa para a iniciaçãoescolar de crianças * Por Waldo Ferreira Uma fábrica de sonhos. Assim o vereador Rodrigo Cadeirante se referiu ao prédio da Pré-Escolainaugurado pelo prefeito Guilherme Guimarães no Distrito de Aparecida do Mundo Novo, o mais distantedo centro de Montes Claros (100 quilômetros).Além da satisfação pessoal – foi ele quem fez o trabalho de interlocução com a Prefeitura para viabilizar aobra, inclusive empenhando recursos de suas emendas impositivas – Cadeirante se disse sensibilizado coma alegria das crianças, que passarão a ter um local estruturado para o processo de iniciação na vida escolar.“O que foi feito aqui não se resume a entrega de uma escola, pois, se a pré-escola é o lugar onde a criançacomeça a sonhar, o que fizemos foi entregar para elas uma fábrica de sonhos”, disse. O prédio conta cominfraestrutura moderna e completa: 3 salas de aula, 3 banheiros, biblioteca, secretaria, cozinha, refeitório,área de serviço, além de uma sala dedicada ao atendimento psicossocial. A obra recebeu um investimentototal de R$ 710 mil, com recursos próprios da Prefeitura. Além da unidade pré-escolar, também foi entregue aos moradores uma quadra coberta modelo educação,com área coberta de 326,64 m2 e custo de R$ 634 mil, destinada à prática de atividades esportivas,recreativas, culturais e pedagógicas. A estrutura dispõe de banheiros masculino e feminino acessíveis,além de um depósito para armazenamento de materiais.As construções, que se destacam pela modernidade e acessibilidade, se somam a outros investimentos queestão sendo feitos no distrito, como acesso dos moradores à água potável em todas as residências,iluminação em led, construções e reformas de unidades de saúde e educação, academia ao ar livre,internet, coleta de lixo, ponte de acesso, pavimentações das ruas.Rodrigo Cadeirante destaca que, por seu intermédio, Aparecida foi a primeira localidade da zona rural deMontes Claros a receber uma academia ao ar livre e a coleta de lixo. Ele também viabilizou a instalaçãode uma torre de telefonia móvel na localidade, dentro do programa “Minas Comunica”.“Em outras épocas, locais como Aparecida do Mundo Novo tinham que se contentar com ruas de lazer ecaminhões-pipa em vésperas de eleições, até que alguém teve a coragem de pautar o que realmenteimporta para as pessoas”, comparou.O novo momento vivido em Aparecido é reconhecido até por quem não mora lá. Michelley Borges eNatália Cardoso são da vizinha São Pedro das Garças, mas conhecem bem a transformação vivida emAparecida. Elas, que foram prestigiar a festa de inauguração das obras, acreditam que o papel atuante deRodrigo Cadeirante foi o fator fundamental para o desenvolvimento do distrito. Edinaldo Soares Pereira tem uma mercearia na rua Antônio Caetano e sabe bem o drama de conviver comlama, poeira e buracos. “A gente aqui era esquecido, mas agora a realidade é outra”, reconhece, citando asobras e serviços realizados e atribuindo os melhoramentos ao trabalho desempenhado por Cadeirante. Eleé um dos que comemoraram a construção da quadra e da escola. Chama a atenção dele o salto que odistrito deu no setor de educação. “Aqui a transformação foi tanta que tá sobrando escola e faltandoaluno”, resume. * Jornalista
Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.
Ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa. Operação Palco Oculto foi realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, nesta quarta-feira (29). Por Marina Pereira, Taislane Antunes, g1 Grande Minas Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação Palco Oculto, realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, em Manga, no Norte de Minas, nesta quarta-feira (29). A ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa.Os mandados foram cumpridos em endereços públicos, residenciais e empresariais vinculados aos investigados. Segundo o MPMG, a investigação envolve contratações e pagamentos relacionados à estrutura e ao suporte do 1º Rodeio de Manga, realizado durante as festividades do aniversário de 102 anos do município, entre os dias 5 e 7 de setembro de 2025.“Segundo a apuração, há indícios de que recursos públicos pagos a empresa contratada para o evento possam ter sido posteriormente movimentados por meio de empresas e pessoas interpostas, em fluxo financeiro que está sendo investigado pelo Ministério Público”, informou o MPMG.As diligências tiveram como objetivo a apreensão de documentos, processos administrativos, notas fiscais, registros contábeis, contratos, equipamentos eletrônicos e outros elementos capazes de auxiliar na reconstrução do fluxo contratual e financeiro investigado.Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, R$ 27.038 em espécie e veículos de luxo vinculados aos investigados.“Os elementos arrecadados serão analisados para aprofundar a apuração sobre a origem, a circulação e a destinação dos valores, bem como para verificar eventual incompatibilidade patrimonial”, disse o MPMG. A Polícia Civil informou que os mandados foram cumpridos em desfavor de dois investigados: um agente público municipal e um particular com vínculo familiar com integrante do Poder Executivo local.A investigação prossegue sob sigilo. O que diz a prefeituraEm nota, a Prefeitura de Manga informou que foi surpreendida com a operação nesta manhã e disse que os órgãos recolheram “documentos públicos para averiguação na Secretaria de Cultura, documentos esses já disponibilizados em anteriormente ao Ministério Público de Minas Gerais, e de acesso a qualquer cidadão pelo portal da transparência”.A Prefeitura esclareceu ainda que está à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente para o total esclarecimento dos fatos.Fonte G1 Grande Minas
Apuração investiga se o Digimais inflou ativos e escondeu sua real situação financeira dos órgãos de controle A investigação sobre o banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV, apura se dirigentes do banco manipularam balanços, inflaram ativos e esconderam dos órgãos de controle a real situação financeira da instituição. O caso envolve suspeitas de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em relatórios contábeis e operações vedadas pela legislação bancária, informa a Folha de São Paulo. A Operação Miragem, deflagrada na terça-feira (23) pela Polícia Federal, teve como objetivo reunir provas sobre um suposto esquema usado para fazer o Digimais parecer mais sólido do que de fato seria. A Justiça Federal em São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, o bloqueio de bens de até R$ 670 milhões e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de alvos ligados ao banco, a seus conselheiros, diretores e prestadores de serviço. O núcleo da apuração O ponto central da investigação é a suspeita de que o Digimais tenha usado mecanismos contábeis para registrar valores superiores aos efetivamente reconhecidos em seus ativos. Na prática, segundo a apuração, esses lançamentos teriam permitido ao banco melhorar artificialmente seus indicadores financeiros e sustentar a aparência de capacidade operacional diante do Banco Central, do mercado e dos investidores. A PF investiga se diretores e conselheiros da instituição participaram da elaboração ou validação de relatórios financeiros com informações inconsistentes. Entre os crimes apurados estão gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em documentos financeiros e realização de empréstimos e financiamentos proibidos pela legislação bancária. Esse tipo de restrição existe para impedir que instituições financeiras manipulem seus próprios resultados ou disfarcem problemas patrimoniais. Entre os alvos da investigação estão o diretor jurídico Marcelo de Lima Brasil, o presidente interino João Alves de Campos, o diretor contábil Rodrigo Ruggero, os bispos e conselheiros João Luiz Urbaneja e Thiago Rodrigues Urbaneja, o gestor de fundos José Roberto Giancoli Filho e o diretor da ID Serviços Financeiros, Rodrigo Balassiano. A própria gestora ID, que prestava serviços ao banco, também foi alvo da operação, assim como o Digimais. O papel de Edir Macedo no caso Edir Macedo aparece no centro político e empresarial do caso por ser o controlador do Digimais. A investigação mira dirigentes, conselheiros e empresas ligadas ao banco, e não menciona uma acusação direta contra Macedo nos atos descritos. Ainda assim, o caso atinge o bispo por envolver uma instituição sob seu controle e por colocar sob pressão os aportes e tentativas de venda do banco. O Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a colaboração nas apurações. Procurado, Edir Macedo não respondeu. A origem do bloqueio de R$ 670 milhões O bloqueio autorizado pela Justiça chega a R$ 670 milhões. Esse valor corresponde, segundo apuração do Banco Central, à diferença entre o que o banco teria pago por um fundo de investimento e o valor real desse ativo. Esse ponto é relevante porque ajuda a explicar a lógica investigada pela PF. Para os investigadores, o Digimais teria registrado ou mantido ativos em valores acima do que eles efetivamente valeriam, criando uma distorção nos balanços. Com isso, a instituição poderia aparentar maior solidez financeira e continuar operando em condições que talvez não correspondessem à sua situação real. Ação judicial de 1967 Um dos episódios mais importantes da apuração envolve uma ação judicial antiga, movida em 1967 contra a União. Esse processo representava o direito de receber, no futuro, determinado valor da Justiça. De acordo com a investigação, gestores ligados ao Digimais compraram fatias desse direito por meio de fundos de investimento. Depois da compra, essas cotas teriam sido reavaliadas repetidas vezes sem justificativa econômica real. A suspeita é que esse procedimento tenha inflado o patrimônio do banco e produzido uma receita fictícia de R$ 199 milhões nos balanços da instituição. Quando o Banco Central exigiu a correção dos valores, o Digimais teria firmado um contrato simulado com sua própria controladora para adiar o ajuste até 2032. Dessa forma, segundo a apuração, os valores inflados permaneceriam nos registros contábeis como se fossem créditos a receber. Por que a PF compara o caso ao Banco Master A PF também vê semelhanças entre o suposto esquema do Digimais e o caso do Banco Master. A comparação se baseia em duas frentes principais: a captação de recursos por meio de CDBs com rentabilidade acima da média do mercado e a suposta superavaliação de ativos para reforçar artificialmente o balanço. No caso do Digimais, a instituição teria acelerado a captação com CDBs que pagavam mais de 110% do CDI. Essa estratégia costuma atrair investidores interessados em retornos maiores, mas pode aumentar a pressão sobre o banco caso a instituição não tenha estrutura financeira suficiente para sustentar essas obrigações. A investigação aponta ainda que o Digimais teria usado ativos superavaliados para manter a aparência de robustez patrimonial e viabilizar novas emissões de CDBs. Entre os exemplos citados estão títulos antigos da Vale precificados em R$ 650 milhões, um terreno em Pernambuco avaliado em R$ 150 milhões apesar de valer menos de R$ 10 milhões, e uma carteira de veículos marcada em R$ 3,5 bilhões. Trocas de auditoria entram na mira Outro elemento observado pela PF é a sucessiva troca de auditorias independentes. Segundo a investigação, essas substituições teriam servido para evitar que ressalvas sobre as avaliações de ativos fossem registradas e identificadas pelo mercado. Auditorias independentes têm papel central na análise da qualidade das demonstrações financeiras de uma instituição. Quando há questionamentos sobre ativos, provisões ou registros contábeis, as ressalvas podem afetar a percepção de investidores, reguladores e potenciais compradores. Relação financeira com o Banco Master A investigação também analisa a proximidade financeira entre Digimais e Banco Master. O Digimais comprou do Master carteiras de crédito em uma operação de cerca de R$ 600 milhões. Segundo a apuração, essa venda fazia parte do esforço de Daniel Vorcaro para levantar capital e tentar cobrir
Governo prepara Refis do MEI com descontos de até 70%, aumento do teto de faturamento e revisão do Simples O governo Lula (PT) prepara um novo programa de renegociação de dívidas tributárias para microempreendedores individuais, que poderá permitir ao MEI parcelar débitos em até 12 anos, com descontos de até 70%, além de elevar o teto de faturamento da categoria nos próximos anos e revisar regras do Simples Nacional. A medida foi detalhada pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao jornal O Globo. Segundo ele, o programa funcionará como um desdobramento do Desenrola, mas voltado especificamente a débitos fiscais de microempreendedores individuais que estão inadimplentes ou tiveram o CNPJ cancelado por falta de pagamento. De acordo com Pereira, o chamado “Refis dos MEIs” poderá beneficiar entre 3 milhões e 4 milhões de trabalhadores que acumulam dívidas relacionadas à contribuição mensal da categoria. A proposta prevê renegociação limitada a R$ 20 mil em débitos, com prestação mínima de R$ 25. Hoje, o parcelamento disponível chega a 24 meses, com parcela mínima de R$ 50. “Será especificamente sobre dívidas fiscais dos MEIs, que vão além do Desenrola. Hoje temos cerca de 3 milhões a 4 milhões de MEIs que estão em dívida daqueles R$ 80 que precisam ser pagos todo mês”, afirmou o ministro. Pereira explicou que a renegociação será estruturada como uma transação tributária, instrumento usado pela Receita Federal para regularizar débitos. A ideia é permitir parcelamento em até 145 meses, o equivalente a pouco mais de 12 anos, com abatimentos que podem chegar a 70%, desde que o valor principal da dívida seja mantido. “A ideia é poder parcelar em até 145 meses, com descontos de até 70%, desde que mantido o valor principal da dívida”, disse. Para dívidas inscritas há mais de um ano, o governo estuda parcelamento em até 60 meses, com desconto linear de 50%. O objetivo é facilitar a regularização dos empreendedores e permitir que aqueles que perderam o registro por inadimplência possam voltar a acessar os benefícios do regime. “Na verdade, o programa é para que esses MEIs possam regularizar sua vida e voltar a ter os benefícios”, declarou Pereira. Pacote para micro e pequenos empreendedores O refinanciamento fará parte de um pacote voltado a micro e pequenos empreendedores que deve ser apresentado pelo presidente Lula. Além da renegociação de débitos, o governo pretende enviar ao Congresso um projeto para elevar gradualmente o limite de faturamento anual do MEI. Pela proposta em elaboração, o teto passaria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. O impacto fiscal estimado pelo governo é de R$ 4 bilhões no período, sendo R$ 2 bilhões em 2027 e mais R$ 2 bilhões em 2028. Questionado sobre a origem dos recursos, o ministro afirmou que a medida não contará com compensação específica nem com uma nova fonte de arrecadação. “É uma despesa que a gente vai conseguir compor dentro da projeção sem grande prejuízo. Não vamos trazer uma fonte alternativa de receita”, disse Pereira. O ministro afirmou ainda que a correção do teto do MEI deve ser tratada como uma recomposição inflacionária, e não como aumento de despesa pública. “Essa é uma despesa com natureza específica, porque é uma recomposição inflacionária. A gente não está aumentando uma despesa pública, estamos corrigindo um índice. Não tem impacto fiscal para esse ano. Para 2027, será de R$ 2 bilhões, que serão contemplados na peça orçamentária. E mais R$ 2 bilhões em 2028. No total, R$ 4 bilhões”, afirmou. Governo também prepara revisão do Simples Nacional O aumento do teto do MEI ocorre em meio a pressões para que o governo também atualize as faixas do Simples Nacional. Parlamentares defendem mudanças para evitar distorções entre o regime do microempreendedor individual e outras modalidades de tributação simplificada. Pereira indicou, no entanto, que medidas com impacto fiscal maior não devem entrar nesse primeiro pacote. Segundo o ministro, o governo pretende reorganizar a lógica do Simples Nacional, especialmente diante da necessidade de adaptação à Reforma Tributária e das distorções existentes no sistema atual. “O governo vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, temos a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções”, disse. Para exemplificar, o ministro comparou uma pequena fábrica de camisetas com um profissional liberal que fatura o mesmo valor anual. Segundo ele, a fábrica tem custos com funcionários, insumos, energia e financiamento, enquanto o profissional liberal pode ter uma estrutura de despesas muito menor, embora ambos possam pagar alíquotas semelhantes. “A alíquota baixa sobre o faturamento da fábrica, que terá margem de lucro baixa, faz sentido. No caso do profissional liberal, que paga 6%, isso é inadequado, porque o trabalhador brasileiro paga 27,5% de Imposto de Renda”, afirmou. Desenrola para empresas e novas medidas O ministro também avaliou o Desenrola voltado a pessoas jurídicas, que já registra R$ 15,7 milhões em dívidas negociadas. Para Pereira, o resultado é positivo porque o programa não se limita a inadimplentes, mas também alcança empresas que possuem dívidas caras, ainda que estejam com os pagamentos em dia. “É um sucesso pelo volume de crédito. É um modelo que não é focado só nos inadimplentes, mas abrange também quem tem uma dívida cara, que está sendo paga em dia, e que pode trocar por uma dívida mais barata”, afirmou. Segundo ele, o avanço para permitir a negociação de dívidas fiscais dos MEIs amplia o alcance das ações de regularização e busca reduzir o endividamento de trabalhadores que dependem do CNPJ para manter suas atividades. Incentivo a jovens empreendedores Outro ponto em estudo no pacote é a ampliação de um programa de bolsas para jovens empreendedores. A iniciativa, atualmente tratada como projeto-piloto, prevê qualificação para estudantes com interesse em empreender. Pereira afirmou que o governo avalia expandir o programa para cerca de 10 mil estudantes, com impacto estimado de R$ 50 milhões. “Ele concede bolsas para jovens empreendedores, que são submetidos a uma qualificação.
Votação do relatório que prevê redução gradual da jornada para 40 horas semanais e garantia de dois dias de descanso, deve ser retomada na quarta-feira (27) Após pedido de vista apresentado pelo deputado Maurício Marcon (PL-RS), a votação do parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas foi adiada. A análise do texto deve ser retomado na próxima quarta-feira (27), na comissão especial da Câmara dos Deputados. Pelo regimento da Casa, o pedido de vista concede automaticamente prazo de duas sessões para análise da proposta antes da votação.O pedido foi feito após a leitura do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentada na noite desta segunda-feira (25). O presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), aceitou a solicitação, prevista no regimento da Câmara.O parecer apresentado por Prates prevê a redução gradual da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos. O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal e estabelece que a duração do trabalho não poderá ultrapassar oito horas diárias e 40 horas semanais, permitindo compensações e ajustes por meio de acordos e convenções coletivas.A proposta prevê uma transição em duas etapas que foi acordada com o governo. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais, já com a adoção da escala 5×2. Após 12 meses, haverá nova redução de duas horas, chegando ao limite de 40 horas semanais.O relator argumenta que a implementação gradual busca reduzir impactos econômicos e permitir adaptação das empresas. Durante o período de transição, o texto autoriza a ampliação da duração diária da jornada, mediante negociação coletiva, para viabilizar a redistribuição das horas trabalhadas ao longo da semana.O relatório também estabelece exceções para trabalhadores considerados “hipersuficientes”. Fazem parte dessa categoria profissionais com diploma de nível superior e remuneração acima de duas vezes e meia o teto do INSS, atualmente em cerca de R$ 21 mil. Nesses casos, a redução da jornada não será automática, embora a escala 5×2 permaneça obrigatória. Segundo Prates, a medida busca enfrentar a “pejotização” entre trabalhadores de alta renda.Outra previsão do texto trata dos contratos da administração pública com empresas privadas. Nesses casos, a aplicação das novas regras dependerá de aditamento contratual para garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com prazo máximo de até 12 meses para adequação. Manifestação cobra redução imediata da jornadaEnquanto a comissão especial discutia o parecer em Brasília, trabalhadores e movimentos populares realizaram uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), em defesa do fim da escala 6×1 e contra o período de transição previsto no relatório.Com palavras de ordem como “transição não”, os manifestantes caminharam do Museu de Arte de São Paulo (Masp) até a Praça Roosevelt, reivindicando a implementação imediata da jornada de 40 horas semanais e da escala 5×2. Participaram do ato sindicatos, movimentos populares e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho).Durante a manifestação, lideranças sindicais e populares criticaram a adoção gradual da medida e defenderam que a redução da jornada seja aplicada logo após a aprovação da PEC. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, afirmou que a redução da jornada “sem redução de salário e sem transição” é uma reivindicação histórica do movimento sindical brasileiro.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais.
Maioria dos brasileiros culpa Flávio Bolsonaro pelo tarifaço dos EUA e vê ação norte-americana como retaliação ao Pix A maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro (PL) a responsabilidade pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, enquanto também cresce a desconfiança sobre a capacidade do senador de convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a rever as medidas comerciais. Os dados são de pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16).Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula (PT), segundo a qual Flávio Bolsonaro teria estimulado a adoção de sanções contra o país ao procurar Trump. Outros 30% apoiam a explicação do senador, que responsabiliza Lula por supostas provocações ao governo dos Estados Unidos.O resultado representa uma mudança expressiva na percepção dos eleitores em relação à pesquisa realizada em junho. Naquele mês, 47% concordavam com a defesa de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% atribuíam ao senador a responsabilidade pelas tarifas, como sustenta Lula. Em julho, portanto, a parcela que endossa a avaliação do presidente cresceu 16 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, o grupo que concorda com a interpretação de Flávio Bolsonaro recuou 17 pontos. Retaliação ao Pix ganha força entre entrevistadosA pesquisa também perguntou aos eleitores qual teria sido a principal motivação do governo norte-americano para impor as tarifas ao Brasil. Para 49%, a medida representa uma retaliação ao Pix, argumento apresentado por Lula.Outros 33% consideram que as tarifas seriam uma resposta a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos, versão defendida por Flávio Bolsonaro.Nesse tema, a distância entre as duas avaliações também aumentou. Em junho, 46% concordavam com a explicação relacionada ao Pix, diante de 36% que apontavam as declarações de Lula como motivação para as medidas comerciais.A diferença, que era de dez pontos percentuais, passou para 16 pontos no levantamento de julho. Viagem de Flávio Bolsonaro é desconhecida por 57%Apesar da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar diretamente do tarifaço com Donald Trump, 57% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento sobre a iniciativa do senador.Entre os brasileiros que souberam da viagem, prevalece o ceticismo em relação à influência política de Flávio junto ao governo norte-americano.De acordo com a Quaest, 58% desse grupo avaliam que o senador não possui força suficiente para convencer Trump e as autoridades dos Estados Unidos a reconsiderar as tarifas impostas ao Brasil. Outros 34% acreditam que Flávio pode contribuir para uma revisão das medidas.Os números indicam que a atuação internacional do senador ainda não conseguiu alterar a percepção predominante entre os eleitores sobre a responsabilidade pelo tarifaço. A pesquisa também mostra que a explicação apresentada por Lula ganhou apoio ao longo do último mês. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado pela Quaest entre os dias 10 e 13 de julho. Ao todo, foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Em entrevista coletiva, presidente dos EUA confessou ter pedido para cancelar cartão vermelho de Balogun, estrela da seleção norte-americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à FIFA a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. Após a análise da entidade, a expulsão foi anulada e o jogador foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que não concordou com a decisão da arbitragem, mas negou ter interferido diretamente na condução da competição. Segundo ele, o objetivo foi apenas solicitar uma reavaliação do lance.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão. Na entrevista, Trump também criticou a atuação de Claus e levantou suspeitas sobre o histórico do árbitro, sem apresentar provas. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.A decisão da FIFA provocou reação da Federação Belga de Futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Em comunicado, a entidade informou que não recebeu explicações oficiais para a revisão da punição e sustentou que a suspensão automática prevista para cartões vermelhos deveria ter sido mantida.Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e o regulamento da Copa do Mundo estabelecem a suspensão automática após expulsões. A entidade acrescentou que a regra também foi reforçada em circulares e reuniões realizadas antes do início do torneio e informou que estuda medidas para contestar a condição de jogo de Balogun.O episódio também repercutiu no futebol europeu. A Uefa manifestou críticas à decisão de anular o cartão vermelho, enquanto a discussão sobre a revisão da punição ganhou destaque às vésperas do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Veja o vídeo na íntegra:
Padres e bispos da Sociedade São Pio X estão em cisma após ordenações sem aprovação do papa Leão XIV O Vaticano declarou nesta quinta-feira (02) que a Fraternidade São Pio X está oficialmente em cisma com a Igreja Católica após a excomungação de bispos ligados ao grupo ultraconservador e invalidou os sacramentos celebrados por eles. A decisão coloca o papa Leão XIV diante de uma crise aberta com a maior organização dissidente do catolicismo tradicionalista.A medida veio um dia depois de a fraternidade ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça. O Vaticano classificou a consagração como um “ato cismático”, por romper a comunhão com a autoridade do papa. A Santa Sé advertiu católicos de todo o mundo que os sacramentos celebrados pela Fraternidade São Pio X passam a ser ilícitos. O comunicado também afirma que o grupo não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.Antes da ordenação, Leão XIV enviou uma carta ao superior da fraternidade, o padre Davide Pagliarani, para tentar impedir a cerimônia. O pontífice pediu que o grupo “renunciasse ao projeto” e alertou para as consequências canônicas caso a consagração fosse mantida.Cerimônia de consagração de bispos da Fraternidade São Pio X em Ecône, na SuíçaCerimônia de consagração de bispos da Fraternidade São Pio X em Ecône, na Suíça. Foto: ReproduçãoGrupo rejeita reformas do Concílio Vaticano IIA Fraternidade São Pio X foi fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre em oposição às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965. O grupo defende a preservação da liturgia anterior ao concílio e uma interpretação mais rígida da doutrina católica.Entre as principais bandeiras da fraternidade estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas. O Concílio Vaticano II permitiu missas nas línguas de cada país, aproximou o celebrante dos fiéis e ampliou o diálogo com outras religiões.O conflito entre a Fraternidade São Pio X e o Vaticano atravessa décadas. Em 1988, Marcel Lefebvre também ordenou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II, o que levou à excomunhão dos envolvidos; em 2009, Bento XVI suspendeu a punição em uma tentativa de reaproximação, mas a situação canônica da fraternidade permaneceu irregular.Na cerimônia desta semana, a Fraternidade São Pio X consagrou quatro novos bispos: dois franceses, um norte-americano e um suíço, diante de milhares de fiéis reunidos em Écône. A Santa Sé afirmou que padres e leigos que aderirem ao grupo ultraconservador dissidente também passam a ser considerados em situação de cisma e excomungados.
Decisão assinada no primeiro dia de mandato do presidente foi derrubada pela Justiça A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça (30), por 6 votos a 3, manter a interpretação ampla da cidadania por nascimento e rejeitou uma ordem executiva do presidente Donald Trump que retirava esse direito de filhos de imigrantes não documentados ou turistas.Os ministros confirmaram o entendimento consolidado da 14ª Emenda da Constituição americana: qualquer pessoa nascida no país, salvo exceções muito limitadas, tem cidadania dos Estados Unidos. Tribunais de instâncias inferiores já haviam barrado as restrições impostas por Trump, que nunca chegaram a entrar em vigor no país.Trump não se pronunciou publicamente sobre a decisão até o momento. Horas antes do veredito, ele disse que “seus esforços para limitar a cidadania por nascimento podem ter sucesso com ou sem a Suprema Corte”.O princípio aplicado nos Estados Unidos é o jus soli, ou direito de solo. Pela regra, quem nasce em território americano recebe cidadania, inclusive filhos de turistas ou de imigrantes. Entre as poucas exceções estão filhos de diplomatas estrangeiros em serviço no país. 14ª Emenda foi centro da disputa sobre imigraçãoA cidadania por nascimento consta da 14ª Emenda, que afirma que “todas as pessoas nascidas” nos Estados Unidos “são cidadãos dos Estados Unidos”. No primeiro dia de seu segundo mandato, Trump assinou uma ordem executiva para limitar esse direito, sem detalhar de forma clara como o governo passaria a conceder a cidadania.A medida fazia parte de um pacote mais amplo de combate à imigração e poderia impedir a cidadania de filhos nascidos nos Estados Unidos de imigrantes ou turistas. O governo Trump argumentava que a cidadania automática incentivava a imigração irregular e o chamado “turismo de nascimento”, quando estrangeiros viajam ao país para ter filhos com cidadania americana.O caso chegou à Suprema Corte por meio de um processo iniciado em New Hampshire e chamado “Trump versus Barbara”. Barbara, uma imigrante hondurenha que mora no estado, processou o governo por considerar inconstitucional a restrição à cidadania americana.Barbara e o marido são imigrantes não documentados e têm três filhos, todos nascidos em Honduras. Ela decidiu acionar a Justiça ao descobrir que estava grávida do quarto filho, que nasceria nos Estados Unidos, mas poderia ficar sem direito à cidadania americana caso a ordem de Trump prevalecesse. O sobrenome dela não foi divulgado publicamente por receio de represálias de apoiadores do presidente. Roberts citou precedente de 1898 contra tese do governo O presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, relatou a decisão e citou o precedente de 1898 no caso Wong Kim Ark, filho de chineses nascido nos Estados Unidos. A Corte manteve desde então o entendimento de que a 14ª Emenda garante cidadania a pessoas nascidas em território americano.Roberts escreveu que havia “poucas evidências” para sustentar a “visão drasticamente revisionista” do governo Trump sobre a 14ª Emenda. “Não surpreende, portanto, que, nos 128 anos desde então, tenhamos reiteradamente entendido a regra estabelecida em Wong Kim Ark como garantia de cidadania a todas as crianças nascidas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição. Não vemos razão para nos afastar dessa interpretação hoje”, afirmou.Em abril, Trump compareceu pessoalmente a uma audiência da Suprema Corte que ouviria argumentos das partes. Foi a primeira vez na história dos Estados Unidos que um presidente do país foi à Corte para acompanhar um julgamento.Na segunda (29), a Suprema Corte também decidiu outros casos de interesse da Casa Branca. O tribunal permitiu que Trump demitisse uma comissária da Federal Trade Commission, agência independente que regula a concorrência, e ampliou os poderes presidenciais sobre órgãos reguladores.No mesmo dia, a Corte impôs derrotas a Trump ao barrar a demissão de Lisa Cook, diretora do Fed, ao permitir que estados contabilizem votos pelo correio postados até o dia da eleição e recebidos nos dias seguintes, e ao rejeitar pedido do presidente para anular a decisão de um júri que o responsabilizou por abuso sexual contra a escritora E. Jean Carroll e por difamação, com indenização de US$ 5 milhões.
Inter até pressionou, mas o Cruzeiro conseguiu levar a melhor em jogo com golaço, expulsão e muita chuva no Beira-Rio A retomada do Cruzeiro dos jogos do Campeonato Brasileiro 2026 foi com vitória. Na noite desta quarta-feira (22), o time celeste venceu o Internacional por 2 a 1 no Beira-Rio – gols de Kaio Jorge e Matheus Pereira (Carbonero descontou para o Inter) -, em Porto Alegre, pela 19ª rodada do torneio, a última do primeiro turno. O resultado fez o estrelado saltar, ao menos momentaneamente, para a sétima colocação, com 27 pontos. Para se manter nesta colocação, a Raposa precisa de um tropeço do Botafogo contra o Vitória, nesta quinta-feira (23).O começo da partida foi marcado por um forte ímpeto do Internacional. Em casa e precisando da vitória para melhorar sua condição na tabela, o Colorado subiu as linhas e buscava sufocar o Cruzeiro ainda no campo de defesa. Em determinado momento, a equipe mandante chegou a ter seis jogadores marcando a saída de bola celeste já no tiro de meta.E, de fato, o time estrelado sentiu os efeitos, com perdas de bola no campo defensivo que geraram chegadas perigosas do Inter. Em compensação, a marcação alta do time da casa teve um efeito colateral: um espaço considerável no meio de campo e às costas da zaga colorada.E o Cruzeiro aproveitou. Aos 10 minutos, Fagner achou passe em profundidade para Kaio Jorge, que arrancou e, cara a cara com Anthoni, bateu cruzado para inaugurar o placar. Mesmo com a Raposa em vantagem, o Inter seguiu pressionando a saída de bola do time azul, que estava descoordenada.As bolas esticadas pelo Inter da defesa para o ataque também causavam dificuldades à zaga cruzeirense. Ora porque Carbonero ganhava no corpo, ora porque os pontas sempre saíam no mano a mano. A falta de qualidade na definição colorada das jogadas impediu que o Cruzeiro sofresse o empate na etapa inicial.Se a primeira etapa teve o ritmo que o Inter quis, o segundo tempo começou como o Cruzeiro determinou. Com Gerson e Matheus Pereira orquestrando as jogadas ofensivas, a Raposa conseguiu controlar a posse de bola e, naturalmente, ocupou o campo de ataque.E ainda teve seu trabalho facilitado pela expulsão do zagueiro Victor Gabriel, após o mesmo dar um carrinho pesadíssimo em Gabriel Pec. Logo depois, veio o segundo gol, no talento de Matheus Pereira, que aos 18 minutos, tirou três marcadores com um único drible na grande área e finalizou cruzado: 2 a 0.Embora o Cruzeiro controlasse melhor o jogo, o Inter não deixou de buscar o ataque e usava cruzamentos e chutes de fora da área para pressionar. E o Colorado incendiou o duelo aos 37 minutos, com Carbonero, que recebeu na pequena área e cavou por cima de Otávio.O Inter até tentou uma pressão final, mas novamente esbarrou em sua limitação técnica. O Cruzeiro usou a posse de bola para manter a redonda longe do gol de Otávio e garantiu o triunfo.Com a vitória sobre o Internacional nesta quarta-feira (22), o Cruzeiro encerrou um longo jejum. A equipe celeste voltou a vencer o Colorado como visitante após 12 anos. A última vez em que a Raposa havia triunfado sobre o time vermelho como visitante foi no Brasileirão de 2014, por 3 a 1.
Equipes se enfrentaram na Arena MRV, em Minas Gerais, em jogo válido pela 19ª rodada Atlético-MG e Bahia empataram em 1 a 1 nesta terça-feira (21), na Arena MRV, em jogo válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.O resultado traduziu o equilibrio em campo. Melhor na primeira etapa, o Galo marcou com Tressoldi. Na segunda etapa, Ademir, ex-jogador do time mineiro, deixou tudo igual.Os times voltam a campo no fim de semana. Com o resultado, o Tricolor de Aço mantém a 6ª colocação, e o Galo, a 10º. O Bahia enfrenta o Corinthians em casa, no domingo (26), Às 16h. Já o Atlético-MG visita o palmeiras às 19h30. O jogoO Atlético começou superior no primeiro tempo. A primeira grande chance do jogo foi Galo, com Cuello, do lado direito. O meia arriscou cruzado, e Ronaldo fez uma boa defesa. Cassierra arriscou da marca do pênalti, e a zaga do Bahia afastou. Bahia se arriscaJá metade do primeiro tempo, o Bahia se lançou no ataque com Erick Pulga. Em uma saída de bola ruim do Galo, o atacante recebeu a bola na grande área, passou do marcador e cruzou rasteiro, e Everson fez a defesa.A estratégia de jogo era o contra-ataque. Ademir recebeu pela direita e cruzou para o atacante, que cabeceou sem força e atingiu a trave de Everson. Atlético-MG abre o placarAos 45, Ruan Tressoldi abriu o placar para o Atlético-MG em um lance de muito oportunismo dentro da pequena área.Após cobrança de escanteio, Bernard ficou com a bola e mandou no segundo pau. O zagueiro aparece vencendo os marcadores, cabeceando forte, no chão, sem chances para Ronaldo. Bahia volta melhorAtrás no placar, o Bahia tomou a iniciativa no segundo tempo. O empate quase veio em Erick Pulga, que finalizou rasteiro para grande defesa do camisa 22 atleticano. O volante Erick insistiu após jogada individual de Ademir, mas errou o cabeceio e a bola acabou saindo pela linha de fundo.O time de Rogério Ceni imprimiu seu ritmo até o gol sair, aos 11 minutos, com Ademir. O Tricolor de Aço se aproveitou de um erro de Tressoldi e recuperou a posse de bola, e Nestor acionou o atacante ex-Galo em condições de bater.O camisa 7 contou ainda com um desvio de Lyanco antes da bola morrer no fundo da rede, deixando o placar igual na Arena MRV. Bahia pede pênalti, Bernard perde um golaçoAos 18 minutos do segundo tempo Zé Guilherme, lateral do Bahia, caiu na área e pediu a marcação de um pênalti. O árbitro Bráulio da Silva Machado mandou o jogo seguir.O Atlético reagiu à pressão baiana com Bernard. O meia fez uma bela jogada, entrando na área com liberdade, cortando o marcador e com espaço para finalizar. O camisa 11 bateu colocado, com uma bela curva, mas a bola saiu demais e acabou indo para fora, passando muito perto do gol de Ronaldo. No último lanceAntes do apito final, David Duarte disputou pelo alto após um cruzamento com a zaga do Atlético-MG e mandou na trave, e Everson pouco pode fazer além de torcer para a bola não entrar.
Donald Trump foi vaiado ao entrar no gramado da final entre Espanha e Argentina e teve sua presença ignorada por zagueiros durante a cerimônia de premiação. Jogadores protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump Cristian Romero, da Argentina, e Borja Iglesias, da Espanha, protagonizaram momentos de distanciamento em relação a Donald Trump durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo de 2026. O argentino não cumprimentou o presidente dos Estados Unidos, enquanto o espanhol fez um contato rápido e seguiu pelo palco quase sem olhar para o político.As atitudes ocorreram após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Trump participou da entrega das medalhas ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e também esteve presente no momento em que o capitão Rodri recebeu a taça.Romero passou pela fila de autoridades sem falar ou apertar a mão de Trump. O comportamento do zagueiro argentino chamou atenção porque os demais integrantes das duas seleções cumprimentaram o presidente norte-americano durante a passagem pelo pódio. A reação de Borja Iglesias foi diferente, mas também demonstrou desconforto. Ao receber a medalha de campeão mundial, o atacante espanhol apertou rapidamente a mão de Trump, evitou prolongar o contato visual e seguiu imediatamente para encontrar os companheiros. O jogador já havia antecipado que não desejava permanecer muito tempo diante do presidente dos Estados Unidos. Questionado antes da decisão sobre como reagiria ao encontro, Iglesias respondeu:“Não quero que me mandem à prisão (risos). Espero que passe muito rápido e eu me esqueça.”Conhecido por manifestações políticas públicas, o atacante espanhol já havia criticado Trump. Em maio, durante uma participação no programa espanhol “La Revuelta”, Iglesias afirmou que era contrário ao político norte-americano porque “gosta das pessoas que lutam pelo progresso e pela defesa dos valores fundamentais”.Na véspera da final, o jogador também usou as redes sociais para classificar como “vergonha” os preços cobrados pelos ingressos da decisão. Algumas entradas chegaram a ser oferecidas no mercado de revenda por valores equivalentes a R$ 47 mil.Trump foi recebido com vaias vindas de diferentes setores do estádio quando entrou no gramado para a cerimônia. Também houve aplausos, mas a manifestação contrária ao presidente foi ouvida durante sua caminhada até o palco.A participação de Trump não terminou com a entrega das medalhas. Depois de ajudar Infantino a entregar o troféu a Rodri, o presidente permaneceu no centro do pódio enquanto os jogadores espanhóis se preparavam para levantar a taça.Com isso, Trump apareceu ao lado da seleção campeã em uma das imagens mais simbólicas da competição: o primeiro momento em que o troféu foi erguido. Sua presença na entrega havia sido anunciada previamente por Infantino, mas a permanência no palco durante o início da comemoração ultrapassou a função inicialmente prevista.A atuação de Trump em assuntos relacionados ao torneio já havia provocado controvérsia durante a Copa. Uma ligação do presidente norte-americano para Infantino foi apontada como parte da mobilização que antecedeu a suspensão da punição ao atacante Folarin Balogun, expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina.Após o Comitê Disciplinar da Fifa permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final, Trump comemorou a decisão nas redes sociais:“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça.”Na premiação da final, Romero adotou a atitude mais direta ao passar sem cumprimentar Trump. Borja Iglesias, por sua vez, manteve apenas o contato protocolar que havia indicado antes da partida, encerrando rapidamente o encontro com o presidente norte-americano.
Ferran Torres sai do banco para devolver a Fúria ao topo após 16 anos Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol. Muitos dos ídolos da conquista de 2010, na África do Sul, estiveram em Nova Jersey neste domingo (19). Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta – autor do gol daquele título – e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou lá a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. Sim, a Fúria (apelido da seleção espanhola) é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, após um verdadeiro “amasso” durante 120 minutos de jogo, colocou a seleção europeia no grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França – além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e, o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil.Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. Mas, Ferran Torres e Iniesta têm algo em comum. No momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos representavam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos é cria do Valência e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2), a Fúria deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Afinal, possui nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams – que sequer terão completado 30 anos – a caminho do terceiro Mundial. Mesmo os veteranos do elenco, como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32), podem muito bem chegar lá.E o que dizer de Lamine Yamal? O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é simplesmente a estrela da companhia espanhola – apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.A Espanha ainda atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi a campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres. Será a vez das espanholas tentarem manter a unificação das taças.Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história – e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de “vingar” a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar. Futebol? Teve poucoDepois de um sábado repleto de gols e ainda com a memória da movimentada final de 2022, com quatro gols no tempo normal e dois na prorrogação, a expectativa era de um primeiro tempo tão animado quanto neste domingo. Bem longe disso. Com atuações abaixo do que podem apresentar, Espanha e Argentina demonstraram nervosismo e não saíram do zero.A Fúria teve a iniciativa e as únicas oportunidades de gol, ainda que nenhuma dela realmente clara. Aos quatro minutos, Yamal tabelou com o meia Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou, mas o chute desviou no zagueiro Lisandro Martínez e facilitou a defesa de Dibu Martínez.Corta, então, para os 38 minutos, quando o meia Fabian Ruiz acionou Olmo na entrada da área e o meia, com um leve toquinho de calcanhar, ajeitou para Mikel Oyarzabal, de frente para o gol. O atacante poderia ter devolvido para Ruiz, que passava sozinho pelas costas da marcação na esquerda, mas tentou o chute de primeira, parando em Dibu.Já aos 42, foi a vez do lateral Marc Cucurella, acionado pela esquerda, bater cruzado, de fora da área, e mandar a bola rente à trave. Foi o último lance de perigo da primeira etapa. A Argentina não conseguiu efetuar nenhuma finalização antes do intervalo. Ataque contra defesaA pressão espanhola se intensificou na volta para o segundo tempo. Com menos de um minuto, o volante Ezequiel Paredes – que tinha acabado de entrar, no lugar do meia Nico González – errou o passe na intermediária e a bola ficou com Alex Baena. O atacante carregou até a entrada da área e arrematou no canto esquerdo, mas Dibu se esticou para agarrar.Sem deixar os argentinos passarem do meio-campo, a Espanha encurralava os sul-americanos com marcação, pressão e troca rápida de passes, procurando espaço para finalização. Como aos 18, quando Olmo recebeu do meia Pedri (que substituiu Fabián Ruiz) na entrada da área e chutou. Dibu salvou