Pesquisa Genial/Quaest mostra 48% de aprovação e 47% de desaprovação; avaliação positiva empata com a negativa em 36% A aprovação do trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 48% e superou numericamente a desaprovação, registrada por 47% dos entrevistados. Outros 5% não souberam ou não responderam. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho de 2026.Como a diferença entre os dois indicadores é de apenas um ponto percentual, o resultado representa um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Ainda assim, o levantamento mostra uma inversão das posições observadas em junho, quando 47% aprovavam Lula e 48% desaprovavam sua atuação. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07181/2026. Aprovação mantém trajetória de recuperaçãoO gráfico histórico da Quaest mostra uma recuperação gradual da avaliação de Lula ao longo dos últimos meses. Em abril, a aprovação estava em 43%, enquanto a desaprovação alcançava 52%. Em maio, os índices passaram para 46% e 49%, respectivamente. Em junho, a distância caiu para apenas um ponto, com 47% de aprovação e 48% de desaprovação. Agora, em julho, os números se inverteram, com vantagem numérica para os que aprovam o presidente. É a primeira vez, na série apresentada desde julho de 2025, que a aprovação aparece acima da desaprovação.Na avaliação detalhada do governo, 36% classificam o trabalho de Lula como positivo e outros 36% o consideram negativo. A parcela que avalia a administração como regular permanece em 26%, enquanto 2% não souberam responder. Mulheres e idosos registram maior aprovaçãoEntre as mulheres, a aprovação de Lula chega a 50%, contra 44% de desaprovação. No eleitorado masculino, o cenário é inverso: 46% aprovam o presidente e 50% desaprovam.O governo também apresenta resultado favorável entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Nesse grupo, 51% aprovam Lula, enquanto 44% desaprovam. Entre os entrevistados de 16 a 34 anos, a aprovação aparece em 48%, contra 46% de desaprovação.Já na faixa de 35 a 59 anos, 46% aprovam e 50% desaprovam o trabalho presidencial. Nordeste concentra maior apoio a LulaO Nordeste continua sendo a região com maior apoio ao presidente. A aprovação alcança 61%, enquanto 35% desaprovam o governo.No Sudeste, 44% aprovam Lula e 50% desaprovam. No Sul, a distância é mais ampla: 37% de aprovação e 58% de desaprovação. No agrupamento formado pelas regiões Centro-Oeste e Norte, os índices são de 46% e 49%, respectivamente.A escolaridade também revela diferenças expressivas. Entre os entrevistados com ensino fundamental, 58% aprovam Lula e 37% desaprovam. No grupo com ensino médio, a aprovação cai para 43%, enquanto a desaprovação chega a 52%.Entre os brasileiros com ensino superior, 37% aprovam o presidente e 58% desaprovam sua atuação. Aprovação é maior entre famílias de menor rendaEntre os entrevistados com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula registra 58% de aprovação e 37% de desaprovação. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, 45% aprovam e 50% desaprovam.Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, a aprovação fica em 41%, enquanto a desaprovação alcança 54%.Os beneficiários do Bolsa Família também demonstram maior apoio ao presidente. Nesse segmento, 61% aprovam o governo e 32% desaprovam. Entre os que não recebem o benefício, a aprovação é de 45%, ante 51% de desaprovação. Católicos aprovam; evangélicos mantêm resistênciaA pesquisa aponta ainda uma diferença relevante entre grupos religiosos. Entre os católicos, 53% aprovam o trabalho de Lula e 42% desaprovam.No eleitorado evangélico, 37% aprovam o presidente, enquanto 58% desaprovam. Apesar da diferença, a aprovação nesse segmento avançou nove pontos desde abril, quando estava em 28%.Entre os eleitores que se classificam como independentes, aprovação e desaprovação aparecem empatadas em 45%. O grupo havia registrado, em março, 32% de aprovação e 58% de desaprovação. Lula lidera cenários eleitoraisA melhora na avaliação ocorre em paralelo ao avanço de Lula nos cenários para a eleição presidencial. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, o presidente aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro.Ronaldo Caiado marca 4%, Renan Santos aparece com 3% e Romeu Zema tem 2%. Indecisos somam 11%, enquanto 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam.Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45%, ante 37% do senador. Outros 14% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, e 4% permanecem indecisos. Ronaldo Caiado marca 4%, Renan Santos aparece com 3% e Romeu Zema tem 2%. Indecisos somam 11%, enquanto 8% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam.Em uma eventual disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45%, ante 37% do senador. Outros 14% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, e 4% permanecem indecisos.
Relatório enviado ao STF afirma que assessora da Presidência da Casa operacionalizava indicações de recursos e atribui ao ex-deputado influência equivalente ou superior à de parlamentares em exercício A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado indícios de que a Presidência da Câmara dos Deputados tinha conhecimento e dava respaldo a indicações de emendas parlamentares atribuídas ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), mesmo sem que ele ocupasse cargo eletivo.Play Video As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles, que teve acesso ao relatório encaminhado pela PF ao Supremo. Cunha é investigado por supostamente ter interferido na indicação de pelo menos 29 emendas parlamentares. O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara. PF aponta atuação de servidores da Câmara Segundo os investigadores, Eduardo Cunha utilizava servidores da Câmara para direcionar recursos federais de acordo com seus interesses políticos em Minas Gerais, estado pelo qual pretende disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. A investigação atribui papel central à assessora da Presidência da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. De acordo com a PF, ela seria responsável por operacionalizar o encaminhamento das emendas e organizar a destinação dos recursos. Tuca passou a exercer essa função durante a presidência de Arthur Lira (PP-AL) e permaneceu no cargo após a posse do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A assessora foi alvo de uma operação da Polícia Federal em dezembro de 2025. Em um dos trechos mais contundentes do relatório, os investigadores afirmam que “tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas” em favor de Eduardo Cunha. Investigação cita “altíssimo grau de promiscuidade” Para a Polícia Federal, a atuação identificada durante a investigação revela um “altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”. O relatório sustenta que as provas reunidas permitem “concluir que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. A PF também afirma que a suposta interferência do ex-deputado desvirtuaria a finalidade das emendas parlamentares, que deveriam atender a demandas apresentadas por representantes eleitos. “Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”, diz o relatório. A Câmara dos Deputados foi procurada pelo Metrópoles para comentar as conclusões da investigação, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original. Relação política com Hugo Motta Eduardo Cunha é apontado nos bastidores da Câmara como um dos aliados políticos de Hugo Motta e também de Arthur Lira. Foi durante a gestão de Cunha na Presidência da Câmara que Motta ganhou maior projeção nacional. Por indicação de Leonardo Picciani, então filiado ao MDB, o parlamentar paraibano assumiu o comando da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. A CPI contribuiu para o desgaste do governo da então presidente Dilma Rousseff e antecedeu o processo de impeachment, cuja abertura foi admitida pela Câmara em abril de 2016. Hugo Motta votou a favor da instauração do processo. Parlamentares também recordam que Motta contratou Dani Cunha (PL-RJ), filha de Eduardo Cunha e atualmente deputada federal, para prestar serviços de marketing político. Na ocasião, Motta declarou que os pagamentos haviam sido realizados com recursos próprios. Conversas citam “Arthur” e “Hugo” O relatório da Polícia Federal informa ainda que a primeira conversa encontrada entre Eduardo Cunha e Mariângela Fialek em um aplicativo de mensagens ocorreu em setembro de 2025. Segundo os investigadores, Cunha aparentava lamentar uma situação e mencionava contatos com pessoas identificadas como “Arthur” e “Hugo”. Partes da conversa, no entanto, teriam sido apagadas por Mariângela, o que impediu a PF de determinar o contexto integral do diálogo. “Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou a noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão”, escreveu Eduardo Cunha, segundo o relatório. A Polícia Federal não afirmou, no trecho divulgado, que as pessoas citadas na mensagem eram necessariamente Arthur Lira e Hugo Motta. O documento registra apenas que não foi possível esclarecer o contexto devido à exclusão de partes da conversa. Defesa nega irregularidades Eduardo Cunha negou ter indicado irregularmente as emendas investigadas. Em nota, afirmou que os recursos foram “oficialmente apresentados e indicados por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados”. A defesa sustenta que o ex-deputado apenas participou de articulações políticas legítimas e informou que recorrerá da decisão que determinou o bloqueio de seus bens. “Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”, afirmaram os advogados. Cunha também nega ser o responsável formal pelas indicações. A investigação prossegue no Supremo sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
Ao justificar o fim da presidência do PL Mulher dizendo que “mulher arruma enguiço com 20”, Valdemar Costa Neto amplia uma sequência de crises que desmonta a estratégia de Flávio Bolsonaro para reduzir a rejeição feminina A estratégia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para reduzir a histórica rejeição do bolsonarismo entre as mulheres sofreu mais um revés nesta quarta-feira (8). Após participar de um almoço promovido por frentes parlamentares, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justificou a decisão de extinguir a presidência nacional do PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro. Ao defender a medida, afirmou que nenhuma dirigente do partido estaria “à altura” da ex-primeira-dama. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de outra mulher assumir a presidência nacional do PL Mulher, respondeu: “Você sabe mulher como é, né? Arruma enguiço com 20. Nós queremos extinguir a presidência nacional.” A declaração de Valdemar se soma a uma sequência de episódios que, em menos de duas semanas, tornou incontornável um traço histórico do bolsonarismo: a misoginia. Michelle Bolsonaro rompeu com Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo afirmou que mulheres “votam estatisticamente muito mal” e, agora, o presidente do PL recorreu a um estereótipo de gênero para justificar o fim da presidência nacional do PL Mulher. A fabricação do “bolsonarista vacinado” O desgaste ocorre justamente quando Flávio Bolsonaro tenta reduzir a resistência do eleitorado feminino ao bolsonarismo. Desde o início da pré-campanha, aliados do senador trabalhavam para evitar que ele herdasse a rejeição das mulheres ao ex-presidente Jair Bolsonaro, considerada um dos fatores que contribuíram para a derrota da direita em 2022. Entre aliados, a estratégia era sintetizada na ideia de construir um “bolsonarista vacinado”. Flávio intensificou as aparições ao lado da esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, e das filhas, incorporou a imagem de “pai de meninas” à comunicação da campanha, adotou um tom mais moderado em entrevistas e passou a defender a presença de uma mulher na chapa presidencial. As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro e concentram, historicamente, a maior rejeição ao bolsonarismo. Era justamente essa distância que a campanha tentava reduzir. Michele, Figueiredo e Valdemar A primeira fissura veio com o rompimento entre Michelle e Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada, humilhada e “apunhalada” pelo enteado durante divergências sobre alianças políticas no Ceará. A crise retirou da campanha justamente a liderança encarregada de aproximar o bolsonarismo do eleitorado feminino. Dias depois, Paulo Figueiredo ampliou o desgaste ao afirmar que mulheres “votam estatisticamente muito mal”, sobretudo as solteiras. A repercussão obrigou Flávio Bolsonaro a repudiar publicamente a declaração depois de seis dias, mas não impediu que ela fosse associada ao entorno político do senador. Agora, a fala de Valdemar Costa Neto produz um efeito semelhante. Mais do que ampliar a crise, ela corrói a principal narrativa construída pela pré-campanha: a de que seria possível apresentar um Bolsonaro mais moderado sem romper com a cultura política que caracteriza o bolsonarismo. O custo político A sucessão de episódios ocorre em um cenário eleitoral particularmente desfavorável ao bolsonarismo entre as mulheres. Levantamento Meio/Ideia divulgado nesta quarta-feira mostra que 60,6% dos brasileiros rejeitam a declaração de Paulo Figueiredo. Entre as mulheres, nenhuma entrevistada afirmou concordar com a fala. Quase metade (49,6%) discordou totalmente e 25,8% discordaram parcialmente. O mesmo instituto mostra Lula liderando todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026. Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Outros levantamentos reforçam essa tendência. Pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou Lula com 55% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Flávio registra 37%. Os números ajudam a explicar por que o eleitorado feminino se tornou prioridade para a campanha bolsonarista. Mais do que ampliar votos, o objetivo era romper uma barreira que acompanha a família Bolsonaro há anos. Até agora, o movimento tem produzido o efeito contrário. O contraste na disputa pelo voto feminino O contraste torna-se ainda mais evidente porque ocorre em paralelo ao movimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos últimos dias, Lula intensificou uma agenda voltada às mulheres, defendendo o endurecimento das penas para autores de feminicídio, novas medidas de proteção às vítimas de violência e políticas voltadas à autonomia econômica feminina. As declarações reforçam uma agenda construída desde o início do mandato, marcada pela recriação do Ministério das Mulheres, pela Lei da Igualdade Salarial e pela ampliação da rede de enfrentamento à violência de gênero. Em uma eleição na qual as mulheres representam a maioria do eleitorado, a sucessão de acontecimentos das últimas semanas produziu um efeito que vai além do desgaste provocado por declarações individuais. Ela tornou mais difícil para o bolsonarismo sustentar a tentativa de apresentar Flávio Bolsonaro como um candidato capaz de romper com a rejeição feminina herdada do pai e ampliou um contraste que tende a marcar a disputa de 2026: de um lado, um governo que busca disputar esse eleitorado por meio de políticas públicas; de outro, uma oposição cuja tentativa de moderação esbarra, repetidamente, em manifestações de misoginia vindas do próprio campo político.
Falta de apoio a Márcio Canella, preso pela PF, amplia crise no Rio e leva federação União-PP a se afastar de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto A prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil no Rio de Janeiro, ampliou a crise entre aliados da direita no estado e deve levar a federação União-PP a abandonar o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e anunciar neutralidade nas eleições, segundo Bela Megale, do jornal O Globo. A operação da Polícia Federal contra Canella provocou forte irritação entre dirigentes do União Brasil por dois motivos principais: a percepção de que o PL teria passado a atuar para retirar o ex-prefeito da disputa ao Senado e a ausência de manifestações de apoio, ainda que reservadas, por parte de Flávio Bolsonaro.Canella, aliado de Flávio no Rio, foi preso na quarta-feira (8) depois que um fuzil foi encontrado em seu carro. Ele foi um dos alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.Mesmo após a prisão, lideranças do União Brasil avaliam que ainda há possibilidade de Canella ser solto e de sua pré-candidatura ao Senado ser mantida. A legenda, no entanto, passou a enxergar com desconfiança a movimentação de aliados do PL em torno do caso.Dirigentes do União atribuem a correligionários do partido de Flávio Bolsonaro a circulação da versão de que Canella poderia deixar a disputa majoritária e concorrer a deputado. Para integrantes da sigla, essa articulação teria como objetivo abrir espaço para que o PL indique um nome próprio na chapa ao Senado no Rio.A irritação também aumentou diante do silêncio de Flávio Bolsonaro após a ação da Polícia Federal contra seu aliado. A cúpula do União Brasil esperava algum gesto político do senador, mesmo discreto, mas afirma que não houve manifestação de apoio.O desgaste se soma a uma insatisfação anterior do PP, outro partido da federação, com a postura de Flávio Bolsonaro. O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), já havia demonstrado contrariedade depois de ser alvo da Polícia Federal na investigação relacionada ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.Ciro Nogueira já vinha descartando a possibilidade de apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Com a prisão de Canella e a reação negativa do União Brasil, a tendência dentro da federação é de distanciamento ainda maior em relação ao projeto eleitoral do senador do PL no Rio de Janeiro.
O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal. O desaparecimento de itens do acervo do Palácio das Mangabeiras, antiga residência oficial dos governadores de Minas Gerais, mobiliza deputados estaduais e já chegou ao Tribunal de Contas de Minas Gerais e à Polícia Federal.Uma comissão de deputados estaduais localizou apenas cinco itens do acervo original em visita ao palácio no dia 2 de julho: uma mesa de centro, um piano, duas poltronas e um sofá. Nenhuma outra peça da coleção que pertencia ao espaço apareceu durante a vistoria.O ex-governador Romeu Zema (Novo) negou o sumiço e chamou o acervo de “móveis velhos” em fala à imprensa na sexta-feira (10). “Eu falo que eu economizei, no mínimo, R$ 300, R$ 400 mil por mês morando na minha casa. Se tem alguma coisa de lá que sumiu e não sumiu, um mês de economia paga tudo esses móveis velhos que estavam lá e que estão ainda”, disse.A desativação do Palácio das Mangabeiras como residência oficial integrou a campanha de Zema. Durante o mandato, ele alugou uma casa em Belo Horizonte e planejou instalar no imóvel um “Museu das Mordomias”, projeto que não saiu do papel. Zema deixou o governo de Minas em março.O acervo reunia 1.038 livros restaurados durante o governo de Antônio Anastasia, entre 2010 e 2014. Também não apareceram uma mesa de jantar com 40 lugares, uma cozinha completa, uma sala de cinema com projetor e cadeiras da década de 1940, tapetes, talheres de prata, copos de cristal e outros itens.Os deputados também não encontraram uma lista completa do acervo, o que impede a quantificação das peças desaparecidas. A Codemge, responsável pela administração do espaço, prometeu entregar uma relação dos bens até o dia 16. Veja os cômodos quase vazios após saída de Zema do governo de MG: TCE-MG e Polícia Federal apuram o destino do acervoUm ofício de 2020 registrou a doação de 63 itens do acervo ao governo estadual. Em junho, o secretário de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, afirmou que 44 peças estavam com a Polícia Militar e 187 com a Codemge, mas os documentos disponíveis não permitem saber se os números se referem a 294 peças diferentes. Os itens saíram do Palácio das Mangabeiras em 2019, quando o espaço recebeu uma exposição de decoração. Um dos responsáveis pela mostra afirmou que o imóvel já havia sido entregue aos organizadores com apenas alguns lustres e uma mesa, itens que também não apareceram na visita dos deputados.O TCE-MG aceitou, no dia 6, uma denúncia do deputado estadual Leleco Pimentel (PT-MG) para investigar o possível sumiço. No dia seguinte, a deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) apresentou notícia-crime à Polícia Federal. “Denúncias e Representações correm em caráter de sigilo, conforme Regimento Interno e legislação vigente”, informou o tribunal.Na representação ao Tribunal de Contas, Leleco afirmou: “As peças consideradas históricas, artísticas ou de relevante valor mobiliário deveriam ser catalogadas (…) Não se tem notícia da devolução de bens quando do término da concessão do Palácio ao evento Casa Cor, tampouco sobre vistorias, laudos de constatação e inventários técnicos a cada término de evento, a fim de assegurar que as características arquitetônicas e os bens tombados remanescentes permaneçam intactos. Os fatos são estarrecedores”.Durante a vistoria, os deputados identificaram infiltrações nas paredes, mofo debaixo de uma pia na cozinha e a retirada do carpete no espaço onde funcionava a sala de cinema. Inaugurado em 1955, o Palácio das Mangabeiras tem projeto de Oscar Niemeyer e paisagismo de Burle Marx; 17 governadores moraram no local, entre eles Juscelino Kubitschek. O governo de Minas Gerais repudiou “especulações” sobre o acervo e afirmou que todos os bens estão cadastrados, inventariados e com localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial. A gestão estadual disse que os livros foram incorporados à Biblioteca Pública Estadual como Coleção Biblioteca do Palácio das Mangabeiras e que obras estão sob guarda de equipamentos como o Palácio da Liberdade e o Museu Mineiro.O governador Mateus Simões (PSD) afirmou ao jornal Estado de Minas que o acervo pode ser consultado por requerimento e disse que o palácio recebeu duas edições do Casa Cor para tentar reverter a “situação decrépita” do prédio. A Codemge informou que mantém o mesmo posicionamento do governo estadual.
Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.
Vice-presidente comentou brevemente sobre cenário no estado durante participação no Conexão Empresarial O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou estar “otimista” com os rumos da legenda dele em Minas Gerais. Ele participou, neste sábado (13/6), da 15ª edição do Conexão Empresarial Anual, realizada em Ouro Preto, região Central do estado. O vice-presidente não entrou em detalhes sobre as articulações do PSB em Minas, mas afirmou que a legenda caminha para uma “boa aliança”.“Os rumos do PSB aqui em Minas são uma decisão do estado, mas nós estamos animados aqui para ter uma boa aliança.”Em conversa rápida com a imprensa antes de palestrar no Conexão Empresarial, Alckmin lembrou que o avô dele nasceu em Baependi, no Sul de Minas. O vice-presidente disse conhecer bem a região e afirmou que está “otimista” com o pleito no estado.A visita de Alckmin a Minas ocorre em meio a debates para construção de uma candidatura própria dos pessebistas ao Palácio Tiradentes, após a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em não entrar na disputa.Depois da palestra, Alckmin voltou a ser questionado por um dos jornalistas presentes no Conexão Empresarial sobre os rumos do PSB em Minas e sobre a possibilidade de candidatura do ex-chefe do Ministério Público de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior.“Sobre a questão política, Minas Gerais é que vai decidir. O PSB tem aqui bons nomes. Eu destacaria, como você falou, o procurador, Dr. Jarbas, que é uma pessoa muito respeitada. E vamos conversar com outros partidos, fazer uma aliança, apresentar uma proposta, baseada no interesse do povo”, afirmou o vice-presidente da República, enquanto tomava um café informal com alguns presentes no evento em Ouro Preto, minutos antes de ir embora.No evento, o vice-presidente foi cortejado pelo ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), também pré-candidato ao governo de Minas. Após desistência de Pacheco, Gabriel se tornou uma opção aos petistas para formar palanque no estado para o presidente Lula (PT).Além disso, Alckmin foi recebido pelo ex-governador do estado Eduardo Azeredo, que chefiou o Executivo mineiro entre 1995 e 1998, assim como pelo ex-Ministro do Turismo (2003-2006) e das Relações Institucionais (2006-2007) durante o governo Lula, Walfrido dos Mares Guia.O vice-presidente deve concorrer ao mesmo cargo novamente em 2026, na chapa de Lula. À imprensa, ele também demonstrou estar animado para a campanha nacional.“Eu acho que política bem feita é um ato de amor ao próximo. A gente deve estimular as pessoas a participarem. Meu pai dizia: na vida não basta viver, é necessário conviver e participar.”
O ex-procurador-geral de Justiça do estado, Jarbas Soares Júnior, está determinado a reescrever os rumos de Minas, colocando os Gerais no centro das decisões e conquistas. O estado de Minas Gerais foi oficialmente criado em 2 de dezembro de 1720 por meio de um alvará assinado pelo Rei Dom João V de Portugal, que determinou o desmembramento da antiga Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, originando a Capitania de Minas Gerais. Com uma geografia diversa e uma identidade histórica rica, essa pluralidade inspirou o renomado escritor Guimarães Rosa a dizer que “Minas Gerais são muitas. São, pelo menos, várias Minas.” Contudo, entre essas várias Minas mencionadas pelo Guimarães, o Norte do estado sempre teve papel secundário, sendo explorado principalmente para a extração de suas riquezas destinadas a Portugal e outras regiões. Durante seus mais de três séculos de existência, nenhum governante em Minas Gerais foi originário da região Norte. Jarbas Soares Júnior, natural de Montes Claros, parece disposto a mudar esse capítulo da história. Filho de Sebastião Jarbas Soares, de Taiobeiras e de Rosalice Caetano Soares, da cidade de São Francisco, Jarbas lançou sua pré-candidatura ao governo do estado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ex-procurador-geral de Justiça em Minas Gerais, ele ingressou no PSB a convite do vice-presidente da República Geraldo Alkmin e do senador da República, Rodrigo Pacheco, com a intenção de compor a chapa majoritária que disputará as eleições estaduais. O nome de Jarbas vem ganhando destaque nas recentes negociações políticas, tornando-se uma das principais apostas no cenário político mineiro. Isso se intensificou após o senador Rodrigo Pacheco, também filiado ao PSB, anunciar que não disputará o governo estadual em 2026. Com esse cenário, o Norte de Minas busca conquistar um protagonismo há muito almejado na política estadual e, assim, contribuir para a construção de um novo capítulo na história de Minas Gerais. Neste fim de semana, durante sua participação na 43ª Expô Janaúba, Jarbas Soares Júnior oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Em entrevista ao EM CIMA DA NOTÍCIA, Jarbas reforçou seu objetivo de governar com enfoque em todo o território mineiro, destacando especialmente o grande potencial dos Gerais, que ele acredita merecer maior reconhecimento e valorização. Jarbas também relembrou sua importante atuação no âmbito jurídico, como no caso do Acordo Judicial de Reparação firmado com a mineradora Vale após o rompimento da barragem em Brumadinho, que tragicamente resultou em mais de 200 mortes em janeiro de 2019. Sob sua liderança como procurador-geral de Justiça, esse acordo beneficiou os 853 municípios mineiros, com prioridade para os 26 territórios diretamente atingidos pelo desastre. O feito reforça seu discurso de compromisso com o desenvolvimento integral de Minas Gerais e a reparação histórica das regiões afetadas.
Relatório enviado ao STF afirma que assessora da Presidência da Casa operacionalizava indicações de recursos e atribui ao ex-deputado influência equivalente ou superior à de parlamentares em exercício A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado indícios de que a Presidência da Câmara dos Deputados tinha conhecimento e dava respaldo a indicações de emendas parlamentares atribuídas ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), mesmo sem que ele ocupasse cargo eletivo.Play Video As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles, que teve acesso ao relatório encaminhado pela PF ao Supremo. Cunha é investigado por supostamente ter interferido na indicação de pelo menos 29 emendas parlamentares. O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara. PF aponta atuação de servidores da Câmara Segundo os investigadores, Eduardo Cunha utilizava servidores da Câmara para direcionar recursos federais de acordo com seus interesses políticos em Minas Gerais, estado pelo qual pretende disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. A investigação atribui papel central à assessora da Presidência da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. De acordo com a PF, ela seria responsável por operacionalizar o encaminhamento das emendas e organizar a destinação dos recursos. Tuca passou a exercer essa função durante a presidência de Arthur Lira (PP-AL) e permaneceu no cargo após a posse do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A assessora foi alvo de uma operação da Polícia Federal em dezembro de 2025. Em um dos trechos mais contundentes do relatório, os investigadores afirmam que “tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas” em favor de Eduardo Cunha. Investigação cita “altíssimo grau de promiscuidade” Para a Polícia Federal, a atuação identificada durante a investigação revela um “altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”. O relatório sustenta que as provas reunidas permitem “concluir que Eduardo Cunha opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”. A PF também afirma que a suposta interferência do ex-deputado desvirtuaria a finalidade das emendas parlamentares, que deveriam atender a demandas apresentadas por representantes eleitos. “Isso revela um quadro de gravíssimo desvio de finalidade, pois as emendas, criadas para atender demandas legítimas de representantes eleitos, acabam subordinadas a um esquema informal coordenado por quem não mais responde ao eleitorado, ao Parlamento ou às regras republicanas de transparência”, diz o relatório. A Câmara dos Deputados foi procurada pelo Metrópoles para comentar as conclusões da investigação, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original. Relação política com Hugo Motta Eduardo Cunha é apontado nos bastidores da Câmara como um dos aliados políticos de Hugo Motta e também de Arthur Lira. Foi durante a gestão de Cunha na Presidência da Câmara que Motta ganhou maior projeção nacional. Por indicação de Leonardo Picciani, então filiado ao MDB, o parlamentar paraibano assumiu o comando da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. A CPI contribuiu para o desgaste do governo da então presidente Dilma Rousseff e antecedeu o processo de impeachment, cuja abertura foi admitida pela Câmara em abril de 2016. Hugo Motta votou a favor da instauração do processo. Parlamentares também recordam que Motta contratou Dani Cunha (PL-RJ), filha de Eduardo Cunha e atualmente deputada federal, para prestar serviços de marketing político. Na ocasião, Motta declarou que os pagamentos haviam sido realizados com recursos próprios. Conversas citam “Arthur” e “Hugo” O relatório da Polícia Federal informa ainda que a primeira conversa encontrada entre Eduardo Cunha e Mariângela Fialek em um aplicativo de mensagens ocorreu em setembro de 2025. Segundo os investigadores, Cunha aparentava lamentar uma situação e mencionava contatos com pessoas identificadas como “Arthur” e “Hugo”. Partes da conversa, no entanto, teriam sido apagadas por Mariângela, o que impediu a PF de determinar o contexto integral do diálogo. “Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou a noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão”, escreveu Eduardo Cunha, segundo o relatório. A Polícia Federal não afirmou, no trecho divulgado, que as pessoas citadas na mensagem eram necessariamente Arthur Lira e Hugo Motta. O documento registra apenas que não foi possível esclarecer o contexto devido à exclusão de partes da conversa. Defesa nega irregularidades Eduardo Cunha negou ter indicado irregularmente as emendas investigadas. Em nota, afirmou que os recursos foram “oficialmente apresentados e indicados por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados”. A defesa sustenta que o ex-deputado apenas participou de articulações políticas legítimas e informou que recorrerá da decisão que determinou o bloqueio de seus bens. “Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”, afirmaram os advogados. Cunha também nega ser o responsável formal pelas indicações. A investigação prossegue no Supremo sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
Categoria se reuniu com o governador em Montes Claros e cobrou uma pauta histórica dosprofessores * Por Waldo Ferreira A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) está na expectativa de um aceno positivo do governador Mateus Simões a respeito da incorporação das gratificações ao salário-base dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg).O encontro com Simões, que escreveu um novo capítulo à novela envolvendo as incorporações, ocorreu durante a estadia dele em Montes Claros, para onde foi transferida simbolicamente a capital de Minas Gerais, no final de junho. A diretoria da entidade entregou ao governador documento no qual apresenta a importância da incorporação das gratificações como forma de atenuar a estrutura precária dos salários dos professores da universidade.De acordo com o presidente da Adunimontes, Wesley Helker Felício Silva, a reunião foi mais um passo para tentar resolver problemas relacionados à estrutura salarial da categoria. Contudo, frisa que as articulações nesse sentido continuam e uma das estratégias é pressionar os deputados estaduais, especialmente os representantes da região.A reunião com Mateus Simões buscou dar desfecho favorável a um imbróglio que já dura 10 anos. O pedido para incorporar as gratificações, como “pó de giz” e a “GDPES”, é um dos principais pontos constantes do acordo judicial que pôs fim à greve da categoria em 2016 e que foi homologado na Justiça em 2018. Apesar disso, o governo do estado segue descumprindo o que foi acordado, o que tem provocado reações das representações de professores.“A incorporação das gratificações ao vencimento básico dos professores evita que eles tenham que trabalhar doentes, em muitos casos com doenças graves, já que ao se afastarem para cuidarem da sua saúde perdem parte significativa do seu salário”, explica Wesley. Segundo ele, o mesmo acontece com profissionais que se afastam para cursos de qualificação.“Na prática, os professores são punidos por adoecerem ou por se qualificarem para posteriormente contribuir com a própria instituição. Desde o último concurso, a Unimontes vem sistematicamente perdendo professores efetivos, em virtude da precariedade da estrutura do nosso salário. Por isso, precisamos mudar essa realidade e, para isso, precisamos do apoio de todos que defendem a Unimontes”, conclamou o dirigente sindical. * Jornalista
Prédio da Pré-Escola no Distrito chama a atenção pela modernidade e estrutura completa para a iniciaçãoescolar de crianças * Por Waldo Ferreira Uma fábrica de sonhos. Assim o vereador Rodrigo Cadeirante se referiu ao prédio da Pré-Escolainaugurado pelo prefeito Guilherme Guimarães no Distrito de Aparecida do Mundo Novo, o mais distantedo centro de Montes Claros (100 quilômetros).Além da satisfação pessoal – foi ele quem fez o trabalho de interlocução com a Prefeitura para viabilizar aobra, inclusive empenhando recursos de suas emendas impositivas – Cadeirante se disse sensibilizado coma alegria das crianças, que passarão a ter um local estruturado para o processo de iniciação na vida escolar.“O que foi feito aqui não se resume a entrega de uma escola, pois, se a pré-escola é o lugar onde a criançacomeça a sonhar, o que fizemos foi entregar para elas uma fábrica de sonhos”, disse. O prédio conta cominfraestrutura moderna e completa: 3 salas de aula, 3 banheiros, biblioteca, secretaria, cozinha, refeitório,área de serviço, além de uma sala dedicada ao atendimento psicossocial. A obra recebeu um investimentototal de R$ 710 mil, com recursos próprios da Prefeitura. Além da unidade pré-escolar, também foi entregue aos moradores uma quadra coberta modelo educação,com área coberta de 326,64 m2 e custo de R$ 634 mil, destinada à prática de atividades esportivas,recreativas, culturais e pedagógicas. A estrutura dispõe de banheiros masculino e feminino acessíveis,além de um depósito para armazenamento de materiais.As construções, que se destacam pela modernidade e acessibilidade, se somam a outros investimentos queestão sendo feitos no distrito, como acesso dos moradores à água potável em todas as residências,iluminação em led, construções e reformas de unidades de saúde e educação, academia ao ar livre,internet, coleta de lixo, ponte de acesso, pavimentações das ruas.Rodrigo Cadeirante destaca que, por seu intermédio, Aparecida foi a primeira localidade da zona rural deMontes Claros a receber uma academia ao ar livre e a coleta de lixo. Ele também viabilizou a instalaçãode uma torre de telefonia móvel na localidade, dentro do programa “Minas Comunica”.“Em outras épocas, locais como Aparecida do Mundo Novo tinham que se contentar com ruas de lazer ecaminhões-pipa em vésperas de eleições, até que alguém teve a coragem de pautar o que realmenteimporta para as pessoas”, comparou.O novo momento vivido em Aparecido é reconhecido até por quem não mora lá. Michelley Borges eNatália Cardoso são da vizinha São Pedro das Garças, mas conhecem bem a transformação vivida emAparecida. Elas, que foram prestigiar a festa de inauguração das obras, acreditam que o papel atuante deRodrigo Cadeirante foi o fator fundamental para o desenvolvimento do distrito. Edinaldo Soares Pereira tem uma mercearia na rua Antônio Caetano e sabe bem o drama de conviver comlama, poeira e buracos. “A gente aqui era esquecido, mas agora a realidade é outra”, reconhece, citando asobras e serviços realizados e atribuindo os melhoramentos ao trabalho desempenhado por Cadeirante. Eleé um dos que comemoraram a construção da quadra e da escola. Chama a atenção dele o salto que odistrito deu no setor de educação. “Aqui a transformação foi tanta que tá sobrando escola e faltandoaluno”, resume. * Jornalista
Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.
Ex-prefeita de Contagem defende frente ampla para fortalecer a reeleição de Lula e afirma que população demonstra cansaço da polarização A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e defendeu que o Partido dos Trabalhadores reavalie sua estratégia para a disputa do governo de Minas Gerais após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao Palácio Tiradentes. Em entrevista ao Valor Econômico, Marília afirmou que a definição sobre o caminho eleitoral da legenda agora cabe à direção partidária.Mesmo tendo sido procurada pelo PT para avaliar uma eventual candidatura ao governo mineiro, a ex-prefeita descartou a possibilidade e afirmou que sua decisão já está consolidada. Segundo ela, o partido deverá decidir entre lançar um nome próprio ou buscar uma composição com outras siglas.“Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro”, declarou.Na sequência, acrescentou: “E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB.” Marília defende alianças e frente ampla em Minas GeraisNa avaliação da ex-prefeita, uma candidatura construída por meio de uma frente ampla oferece melhores condições eleitorais do que uma chapa exclusivamente petista. Embora reconheça que a decisão cabe ao partido, ela afirmou não considerar a candidatura própria a alternativa mais competitiva no atual cenário político mineiro.Entre os nomes cogitados pelo PT para disputar o governo estadual estão os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia. Paralelamente, o partido também avalia conversas com lideranças de outras legendas, entre elas o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB).Na semana anterior à entrevista, Marília reuniu-se com ambos e elogiou o perfil dos dois. “Uma candidatura de frente ampla é melhor. Mas o PT está avaliando.”Segundo ela, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares “falam a língua do diálogo, da união e da despolarização”. Ex-prefeita diz que população demonstra cansaço da polarizaçãoDurante as agendas de pré-campanha, Marília afirmou perceber que a população tem manifestado rejeição ao ambiente de polarização política. Para ela, o radicalismo vem perdendo espaço e a capacidade de diálogo tende a ser valorizada pelo eleitorado.Nesse contexto, a ex-prefeita defendeu que a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, priorize sua trajetória administrativa e sua capacidade de construir alianças.“Lula tem que explorar isso. Não tem que explorar o fato de ser do PT ou não ser do PT, mas o que ele já fez pelo país, que é governar de forma republicana e esse compromisso ser fortalecido.”Ela acrescentou que a campanha presidencial pode ser fortalecida quando Lula divide o palanque com candidatos de diferentes partidos. “Quando ele constitui frente ampla.” Minas Gerais é considerada decisiva para a disputa presidencialMarília destacou que Minas Gerais permanece como um dos estados mais estratégicos para a eleição presidencial. Historicamente, o resultado obtido pelos candidatos ao Palácio do Planalto no estado costuma acompanhar o desfecho nacional.Apesar disso, ela considera que uma eventual candidatura petista menos competitiva ao governo estadual não inviabilizaria a campanha presidencial de Lula, embora um palanque mais robusto possa contribuir em uma disputa equilibrada.A ex-prefeita também comentou o período de indefinição envolvendo Rodrigo Pacheco e afirmou desconhecer as razões para que a decisão sobre sua eventual candidatura tenha demorado tanto.“Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera.”Ainda assim, ela avalia que o calendário eleitoral permite ao PT reorganizar sua estratégia, observando que outras chapas também permanecem indefinidas, como a do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do vice-governador Mateus Simões (Novo). Segunda vaga ao Senado depende da definição para o governoMarília afirmou que a composição da chapa para o Senado dependerá da definição do candidato ao governo estadual.“Estou aguardando a definição [ao governo], porque se for candidatura própria, é um perfil, se for composição, é outro perfil.”Segundo ela, caso haja uma aliança com o PSB para o governo, uma possibilidade seria destinar a segunda vaga ao Senado ao MDB. Municipalismo será prioridade caso seja eleitaQuestionada sobre suas prioridades no Senado, Marília afirmou que pretende defender o fortalecimento do municipalismo e a revisão do pacto federativo, com maior autonomia financeira para os municípios.Ela defendeu a atualização dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), especialmente para cidades com até 10 mil habitantes, que atualmente recebem o coeficiente mínimo de 0,6.Além disso, abordou o debate sobre a relação entre Senado e Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o tema deve ser discutido sem propostas previamente definidas para afastamento de ministros.“O STF tem que redefinir a sua atuação, como também o Senado. É um debate que tem que ser aprofundado. Mas não a priori definir que o meu papel vai ser tirar pessoas que estão no STF. Acho que isso tem que ser debatido melhor. Temos que fortalecer o Supremo e fortalecer o Senado”, afirmou.
Prédio da Pré-Escola no Distrito chama a atenção pela modernidade e estrutura completa para a iniciaçãoescolar de crianças * Por Waldo Ferreira Uma fábrica de sonhos. Assim o vereador Rodrigo Cadeirante se referiu ao prédio da Pré-Escolainaugurado pelo prefeito Guilherme Guimarães no Distrito de Aparecida do Mundo Novo, o mais distantedo centro de Montes Claros (100 quilômetros).Além da satisfação pessoal – foi ele quem fez o trabalho de interlocução com a Prefeitura para viabilizar aobra, inclusive empenhando recursos de suas emendas impositivas – Cadeirante se disse sensibilizado coma alegria das crianças, que passarão a ter um local estruturado para o processo de iniciação na vida escolar.“O que foi feito aqui não se resume a entrega de uma escola, pois, se a pré-escola é o lugar onde a criançacomeça a sonhar, o que fizemos foi entregar para elas uma fábrica de sonhos”, disse. O prédio conta cominfraestrutura moderna e completa: 3 salas de aula, 3 banheiros, biblioteca, secretaria, cozinha, refeitório,área de serviço, além de uma sala dedicada ao atendimento psicossocial. A obra recebeu um investimentototal de R$ 710 mil, com recursos próprios da Prefeitura. Além da unidade pré-escolar, também foi entregue aos moradores uma quadra coberta modelo educação,com área coberta de 326,64 m2 e custo de R$ 634 mil, destinada à prática de atividades esportivas,recreativas, culturais e pedagógicas. A estrutura dispõe de banheiros masculino e feminino acessíveis,além de um depósito para armazenamento de materiais.As construções, que se destacam pela modernidade e acessibilidade, se somam a outros investimentos queestão sendo feitos no distrito, como acesso dos moradores à água potável em todas as residências,iluminação em led, construções e reformas de unidades de saúde e educação, academia ao ar livre,internet, coleta de lixo, ponte de acesso, pavimentações das ruas.Rodrigo Cadeirante destaca que, por seu intermédio, Aparecida foi a primeira localidade da zona rural deMontes Claros a receber uma academia ao ar livre e a coleta de lixo. Ele também viabilizou a instalaçãode uma torre de telefonia móvel na localidade, dentro do programa “Minas Comunica”.“Em outras épocas, locais como Aparecida do Mundo Novo tinham que se contentar com ruas de lazer ecaminhões-pipa em vésperas de eleições, até que alguém teve a coragem de pautar o que realmenteimporta para as pessoas”, comparou.O novo momento vivido em Aparecido é reconhecido até por quem não mora lá. Michelley Borges eNatália Cardoso são da vizinha São Pedro das Garças, mas conhecem bem a transformação vivida emAparecida. Elas, que foram prestigiar a festa de inauguração das obras, acreditam que o papel atuante deRodrigo Cadeirante foi o fator fundamental para o desenvolvimento do distrito. Edinaldo Soares Pereira tem uma mercearia na rua Antônio Caetano e sabe bem o drama de conviver comlama, poeira e buracos. “A gente aqui era esquecido, mas agora a realidade é outra”, reconhece, citando asobras e serviços realizados e atribuindo os melhoramentos ao trabalho desempenhado por Cadeirante. Eleé um dos que comemoraram a construção da quadra e da escola. Chama a atenção dele o salto que odistrito deu no setor de educação. “Aqui a transformação foi tanta que tá sobrando escola e faltandoaluno”, resume. * Jornalista
Pré-candidato a governador pelo PSB, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares cumpre agenda em Montes Claros, no Norte de Minas, nesse sábado, 27 de junho, com entrevistas, encontros políticos e participação em eventos ao lado de lideranças do PSB, do PT e da sociedade civil A programação começa com uma entrevista coletiva à imprensa, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, da pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), e de pré-candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB. Na sequência, Jarbas Soares participa do Encontro de Lideranças do Norte de Minas, ao lado do presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos. A agenda inclui visita a Expomontes. Ao iniciar a série de encontros que percorrerá todas as regiões do estado, Jarbas Soares destacou que a construção do projeto para Minas Gerais será baseada na escuta da população e das lideranças locais. “Começar esta jornada por esta região tem um significado muito especial. Este é o primeiro passo de um grande diálogo que queremos realizar em todas as regiões de Minas Gerais. Vamos conhecer de perto a realidade dos municípios, ouvir lideranças e a população para construir um projeto conectado às necessidades de cada região”, disse o pré-candidato do PSB. Ainda de acordo com Jarbas Soares, “Minas precisa voltar a crescer, gerar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da sua gente. Esse caminho será construído com diálogo, respeito às diferentes realidades e compromisso com o futuro das mineiras e dos mineiros”, afirmou. Para o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto Costa Mattos, a construção do projeto para Minas passa pela escuta da sociedade e pela valorização das lideranças que atuam nos municípios. Segundo ele, o partido reúne uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores e dos gestores municipais. “O PSB tem uma trajetória construída ao lado dos movimentos sociais, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos empreendedores, dos gestores municipais e de todos aqueles que acreditam na força do diálogo para transformar a realidade. Temos orgulho de contar com lideranças qualificadas, experientes e preparadas para representar esse projeto. Mais do que definir candidaturas, estamos construindo uma proposta coletiva para Minas Gerais, valorizando o municipalismo, o diálogo e a participação democrática. É ouvindo a sociedade que queremos construir um estado mais forte, mais justo e preparado para os desafios do futuro”, destacou o presidente estadual do PSB e prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto Costa Mattos.
Ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa. Operação Palco Oculto foi realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, nesta quarta-feira (29). Por Marina Pereira, Taislane Antunes, g1 Grande Minas Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação Palco Oculto, realizada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, em Manga, no Norte de Minas, nesta quarta-feira (29). A ação apura possíveis crimes contra a Administração Pública, lavagem de capitais e organização criminosa.Os mandados foram cumpridos em endereços públicos, residenciais e empresariais vinculados aos investigados. Segundo o MPMG, a investigação envolve contratações e pagamentos relacionados à estrutura e ao suporte do 1º Rodeio de Manga, realizado durante as festividades do aniversário de 102 anos do município, entre os dias 5 e 7 de setembro de 2025.“Segundo a apuração, há indícios de que recursos públicos pagos a empresa contratada para o evento possam ter sido posteriormente movimentados por meio de empresas e pessoas interpostas, em fluxo financeiro que está sendo investigado pelo Ministério Público”, informou o MPMG.As diligências tiveram como objetivo a apreensão de documentos, processos administrativos, notas fiscais, registros contábeis, contratos, equipamentos eletrônicos e outros elementos capazes de auxiliar na reconstrução do fluxo contratual e financeiro investigado.Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, R$ 27.038 em espécie e veículos de luxo vinculados aos investigados.“Os elementos arrecadados serão analisados para aprofundar a apuração sobre a origem, a circulação e a destinação dos valores, bem como para verificar eventual incompatibilidade patrimonial”, disse o MPMG. A Polícia Civil informou que os mandados foram cumpridos em desfavor de dois investigados: um agente público municipal e um particular com vínculo familiar com integrante do Poder Executivo local.A investigação prossegue sob sigilo. O que diz a prefeituraEm nota, a Prefeitura de Manga informou que foi surpreendida com a operação nesta manhã e disse que os órgãos recolheram “documentos públicos para averiguação na Secretaria de Cultura, documentos esses já disponibilizados em anteriormente ao Ministério Público de Minas Gerais, e de acesso a qualquer cidadão pelo portal da transparência”.A Prefeitura esclareceu ainda que está à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente para o total esclarecimento dos fatos.Fonte G1 Grande Minas
Apuração investiga se o Digimais inflou ativos e escondeu sua real situação financeira dos órgãos de controle A investigação sobre o banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV, apura se dirigentes do banco manipularam balanços, inflaram ativos e esconderam dos órgãos de controle a real situação financeira da instituição. O caso envolve suspeitas de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em relatórios contábeis e operações vedadas pela legislação bancária, informa a Folha de São Paulo. A Operação Miragem, deflagrada na terça-feira (23) pela Polícia Federal, teve como objetivo reunir provas sobre um suposto esquema usado para fazer o Digimais parecer mais sólido do que de fato seria. A Justiça Federal em São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, o bloqueio de bens de até R$ 670 milhões e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de alvos ligados ao banco, a seus conselheiros, diretores e prestadores de serviço. O núcleo da apuração O ponto central da investigação é a suspeita de que o Digimais tenha usado mecanismos contábeis para registrar valores superiores aos efetivamente reconhecidos em seus ativos. Na prática, segundo a apuração, esses lançamentos teriam permitido ao banco melhorar artificialmente seus indicadores financeiros e sustentar a aparência de capacidade operacional diante do Banco Central, do mercado e dos investidores. A PF investiga se diretores e conselheiros da instituição participaram da elaboração ou validação de relatórios financeiros com informações inconsistentes. Entre os crimes apurados estão gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em documentos financeiros e realização de empréstimos e financiamentos proibidos pela legislação bancária. Esse tipo de restrição existe para impedir que instituições financeiras manipulem seus próprios resultados ou disfarcem problemas patrimoniais. Entre os alvos da investigação estão o diretor jurídico Marcelo de Lima Brasil, o presidente interino João Alves de Campos, o diretor contábil Rodrigo Ruggero, os bispos e conselheiros João Luiz Urbaneja e Thiago Rodrigues Urbaneja, o gestor de fundos José Roberto Giancoli Filho e o diretor da ID Serviços Financeiros, Rodrigo Balassiano. A própria gestora ID, que prestava serviços ao banco, também foi alvo da operação, assim como o Digimais. O papel de Edir Macedo no caso Edir Macedo aparece no centro político e empresarial do caso por ser o controlador do Digimais. A investigação mira dirigentes, conselheiros e empresas ligadas ao banco, e não menciona uma acusação direta contra Macedo nos atos descritos. Ainda assim, o caso atinge o bispo por envolver uma instituição sob seu controle e por colocar sob pressão os aportes e tentativas de venda do banco. O Digimais afirmou que permanece à disposição das autoridades e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a colaboração nas apurações. Procurado, Edir Macedo não respondeu. A origem do bloqueio de R$ 670 milhões O bloqueio autorizado pela Justiça chega a R$ 670 milhões. Esse valor corresponde, segundo apuração do Banco Central, à diferença entre o que o banco teria pago por um fundo de investimento e o valor real desse ativo. Esse ponto é relevante porque ajuda a explicar a lógica investigada pela PF. Para os investigadores, o Digimais teria registrado ou mantido ativos em valores acima do que eles efetivamente valeriam, criando uma distorção nos balanços. Com isso, a instituição poderia aparentar maior solidez financeira e continuar operando em condições que talvez não correspondessem à sua situação real. Ação judicial de 1967 Um dos episódios mais importantes da apuração envolve uma ação judicial antiga, movida em 1967 contra a União. Esse processo representava o direito de receber, no futuro, determinado valor da Justiça. De acordo com a investigação, gestores ligados ao Digimais compraram fatias desse direito por meio de fundos de investimento. Depois da compra, essas cotas teriam sido reavaliadas repetidas vezes sem justificativa econômica real. A suspeita é que esse procedimento tenha inflado o patrimônio do banco e produzido uma receita fictícia de R$ 199 milhões nos balanços da instituição. Quando o Banco Central exigiu a correção dos valores, o Digimais teria firmado um contrato simulado com sua própria controladora para adiar o ajuste até 2032. Dessa forma, segundo a apuração, os valores inflados permaneceriam nos registros contábeis como se fossem créditos a receber. Por que a PF compara o caso ao Banco Master A PF também vê semelhanças entre o suposto esquema do Digimais e o caso do Banco Master. A comparação se baseia em duas frentes principais: a captação de recursos por meio de CDBs com rentabilidade acima da média do mercado e a suposta superavaliação de ativos para reforçar artificialmente o balanço. No caso do Digimais, a instituição teria acelerado a captação com CDBs que pagavam mais de 110% do CDI. Essa estratégia costuma atrair investidores interessados em retornos maiores, mas pode aumentar a pressão sobre o banco caso a instituição não tenha estrutura financeira suficiente para sustentar essas obrigações. A investigação aponta ainda que o Digimais teria usado ativos superavaliados para manter a aparência de robustez patrimonial e viabilizar novas emissões de CDBs. Entre os exemplos citados estão títulos antigos da Vale precificados em R$ 650 milhões, um terreno em Pernambuco avaliado em R$ 150 milhões apesar de valer menos de R$ 10 milhões, e uma carteira de veículos marcada em R$ 3,5 bilhões. Trocas de auditoria entram na mira Outro elemento observado pela PF é a sucessiva troca de auditorias independentes. Segundo a investigação, essas substituições teriam servido para evitar que ressalvas sobre as avaliações de ativos fossem registradas e identificadas pelo mercado. Auditorias independentes têm papel central na análise da qualidade das demonstrações financeiras de uma instituição. Quando há questionamentos sobre ativos, provisões ou registros contábeis, as ressalvas podem afetar a percepção de investidores, reguladores e potenciais compradores. Relação financeira com o Banco Master A investigação também analisa a proximidade financeira entre Digimais e Banco Master. O Digimais comprou do Master carteiras de crédito em uma operação de cerca de R$ 600 milhões. Segundo a apuração, essa venda fazia parte do esforço de Daniel Vorcaro para levantar capital e tentar cobrir
Governo prepara Refis do MEI com descontos de até 70%, aumento do teto de faturamento e revisão do Simples O governo Lula (PT) prepara um novo programa de renegociação de dívidas tributárias para microempreendedores individuais, que poderá permitir ao MEI parcelar débitos em até 12 anos, com descontos de até 70%, além de elevar o teto de faturamento da categoria nos próximos anos e revisar regras do Simples Nacional. A medida foi detalhada pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao jornal O Globo. Segundo ele, o programa funcionará como um desdobramento do Desenrola, mas voltado especificamente a débitos fiscais de microempreendedores individuais que estão inadimplentes ou tiveram o CNPJ cancelado por falta de pagamento. De acordo com Pereira, o chamado “Refis dos MEIs” poderá beneficiar entre 3 milhões e 4 milhões de trabalhadores que acumulam dívidas relacionadas à contribuição mensal da categoria. A proposta prevê renegociação limitada a R$ 20 mil em débitos, com prestação mínima de R$ 25. Hoje, o parcelamento disponível chega a 24 meses, com parcela mínima de R$ 50. “Será especificamente sobre dívidas fiscais dos MEIs, que vão além do Desenrola. Hoje temos cerca de 3 milhões a 4 milhões de MEIs que estão em dívida daqueles R$ 80 que precisam ser pagos todo mês”, afirmou o ministro. Pereira explicou que a renegociação será estruturada como uma transação tributária, instrumento usado pela Receita Federal para regularizar débitos. A ideia é permitir parcelamento em até 145 meses, o equivalente a pouco mais de 12 anos, com abatimentos que podem chegar a 70%, desde que o valor principal da dívida seja mantido. “A ideia é poder parcelar em até 145 meses, com descontos de até 70%, desde que mantido o valor principal da dívida”, disse. Para dívidas inscritas há mais de um ano, o governo estuda parcelamento em até 60 meses, com desconto linear de 50%. O objetivo é facilitar a regularização dos empreendedores e permitir que aqueles que perderam o registro por inadimplência possam voltar a acessar os benefícios do regime. “Na verdade, o programa é para que esses MEIs possam regularizar sua vida e voltar a ter os benefícios”, declarou Pereira. Pacote para micro e pequenos empreendedores O refinanciamento fará parte de um pacote voltado a micro e pequenos empreendedores que deve ser apresentado pelo presidente Lula. Além da renegociação de débitos, o governo pretende enviar ao Congresso um projeto para elevar gradualmente o limite de faturamento anual do MEI. Pela proposta em elaboração, o teto passaria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. O impacto fiscal estimado pelo governo é de R$ 4 bilhões no período, sendo R$ 2 bilhões em 2027 e mais R$ 2 bilhões em 2028. Questionado sobre a origem dos recursos, o ministro afirmou que a medida não contará com compensação específica nem com uma nova fonte de arrecadação. “É uma despesa que a gente vai conseguir compor dentro da projeção sem grande prejuízo. Não vamos trazer uma fonte alternativa de receita”, disse Pereira. O ministro afirmou ainda que a correção do teto do MEI deve ser tratada como uma recomposição inflacionária, e não como aumento de despesa pública. “Essa é uma despesa com natureza específica, porque é uma recomposição inflacionária. A gente não está aumentando uma despesa pública, estamos corrigindo um índice. Não tem impacto fiscal para esse ano. Para 2027, será de R$ 2 bilhões, que serão contemplados na peça orçamentária. E mais R$ 2 bilhões em 2028. No total, R$ 4 bilhões”, afirmou. Governo também prepara revisão do Simples Nacional O aumento do teto do MEI ocorre em meio a pressões para que o governo também atualize as faixas do Simples Nacional. Parlamentares defendem mudanças para evitar distorções entre o regime do microempreendedor individual e outras modalidades de tributação simplificada. Pereira indicou, no entanto, que medidas com impacto fiscal maior não devem entrar nesse primeiro pacote. Segundo o ministro, o governo pretende reorganizar a lógica do Simples Nacional, especialmente diante da necessidade de adaptação à Reforma Tributária e das distorções existentes no sistema atual. “O governo vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, temos a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções”, disse. Para exemplificar, o ministro comparou uma pequena fábrica de camisetas com um profissional liberal que fatura o mesmo valor anual. Segundo ele, a fábrica tem custos com funcionários, insumos, energia e financiamento, enquanto o profissional liberal pode ter uma estrutura de despesas muito menor, embora ambos possam pagar alíquotas semelhantes. “A alíquota baixa sobre o faturamento da fábrica, que terá margem de lucro baixa, faz sentido. No caso do profissional liberal, que paga 6%, isso é inadequado, porque o trabalhador brasileiro paga 27,5% de Imposto de Renda”, afirmou. Desenrola para empresas e novas medidas O ministro também avaliou o Desenrola voltado a pessoas jurídicas, que já registra R$ 15,7 milhões em dívidas negociadas. Para Pereira, o resultado é positivo porque o programa não se limita a inadimplentes, mas também alcança empresas que possuem dívidas caras, ainda que estejam com os pagamentos em dia. “É um sucesso pelo volume de crédito. É um modelo que não é focado só nos inadimplentes, mas abrange também quem tem uma dívida cara, que está sendo paga em dia, e que pode trocar por uma dívida mais barata”, afirmou. Segundo ele, o avanço para permitir a negociação de dívidas fiscais dos MEIs amplia o alcance das ações de regularização e busca reduzir o endividamento de trabalhadores que dependem do CNPJ para manter suas atividades. Incentivo a jovens empreendedores Outro ponto em estudo no pacote é a ampliação de um programa de bolsas para jovens empreendedores. A iniciativa, atualmente tratada como projeto-piloto, prevê qualificação para estudantes com interesse em empreender. Pereira afirmou que o governo avalia expandir o programa para cerca de 10 mil estudantes, com impacto estimado de R$ 50 milhões. “Ele concede bolsas para jovens empreendedores, que são submetidos a uma qualificação.
Votação do relatório que prevê redução gradual da jornada para 40 horas semanais e garantia de dois dias de descanso, deve ser retomada na quarta-feira (27) Após pedido de vista apresentado pelo deputado Maurício Marcon (PL-RS), a votação do parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas foi adiada. A análise do texto deve ser retomado na próxima quarta-feira (27), na comissão especial da Câmara dos Deputados. Pelo regimento da Casa, o pedido de vista concede automaticamente prazo de duas sessões para análise da proposta antes da votação.O pedido foi feito após a leitura do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentada na noite desta segunda-feira (25). O presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), aceitou a solicitação, prevista no regimento da Câmara.O parecer apresentado por Prates prevê a redução gradual da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos. O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal e estabelece que a duração do trabalho não poderá ultrapassar oito horas diárias e 40 horas semanais, permitindo compensações e ajustes por meio de acordos e convenções coletivas.A proposta prevê uma transição em duas etapas que foi acordada com o governo. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais, já com a adoção da escala 5×2. Após 12 meses, haverá nova redução de duas horas, chegando ao limite de 40 horas semanais.O relator argumenta que a implementação gradual busca reduzir impactos econômicos e permitir adaptação das empresas. Durante o período de transição, o texto autoriza a ampliação da duração diária da jornada, mediante negociação coletiva, para viabilizar a redistribuição das horas trabalhadas ao longo da semana.O relatório também estabelece exceções para trabalhadores considerados “hipersuficientes”. Fazem parte dessa categoria profissionais com diploma de nível superior e remuneração acima de duas vezes e meia o teto do INSS, atualmente em cerca de R$ 21 mil. Nesses casos, a redução da jornada não será automática, embora a escala 5×2 permaneça obrigatória. Segundo Prates, a medida busca enfrentar a “pejotização” entre trabalhadores de alta renda.Outra previsão do texto trata dos contratos da administração pública com empresas privadas. Nesses casos, a aplicação das novas regras dependerá de aditamento contratual para garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, com prazo máximo de até 12 meses para adequação. Manifestação cobra redução imediata da jornadaEnquanto a comissão especial discutia o parecer em Brasília, trabalhadores e movimentos populares realizaram uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), em defesa do fim da escala 6×1 e contra o período de transição previsto no relatório.Com palavras de ordem como “transição não”, os manifestantes caminharam do Museu de Arte de São Paulo (Masp) até a Praça Roosevelt, reivindicando a implementação imediata da jornada de 40 horas semanais e da escala 5×2. Participaram do ato sindicatos, movimentos populares e organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho).Durante a manifestação, lideranças sindicais e populares criticaram a adoção gradual da medida e defenderam que a redução da jornada seja aplicada logo após a aprovação da PEC. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, afirmou que a redução da jornada “sem redução de salário e sem transição” é uma reivindicação histórica do movimento sindical brasileiro.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu a liberação do trabalho infantil no Brasil durante entrevista ao podcast Inteligência Limitada, transmitida nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador. “Eu trabalho desde que aprendi a contar. Mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos”, afirmou Zema. Ele disse que o estudo deve ser prioridade, mas sustentou que “toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”. Valor Zema afirmou que trabalha desde os cinco anos, quando, segundo ele, contava parafusos e porcas na loja do pai. O ex-governador comparou o Brasil aos Estados Unidos e citou crianças que, segundo ele, trabalham entregando jornais.
Em entrevista coletiva, presidente dos EUA confessou ter pedido para cancelar cartão vermelho de Balogun, estrela da seleção norte-americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à FIFA a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. Após a análise da entidade, a expulsão foi anulada e o jogador foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que não concordou com a decisão da arbitragem, mas negou ter interferido diretamente na condução da competição. Segundo ele, o objetivo foi apenas solicitar uma reavaliação do lance.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão. Na entrevista, Trump também criticou a atuação de Claus e levantou suspeitas sobre o histórico do árbitro, sem apresentar provas. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.A decisão da FIFA provocou reação da Federação Belga de Futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Em comunicado, a entidade informou que não recebeu explicações oficiais para a revisão da punição e sustentou que a suspensão automática prevista para cartões vermelhos deveria ter sido mantida.Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e o regulamento da Copa do Mundo estabelecem a suspensão automática após expulsões. A entidade acrescentou que a regra também foi reforçada em circulares e reuniões realizadas antes do início do torneio e informou que estuda medidas para contestar a condição de jogo de Balogun.O episódio também repercutiu no futebol europeu. A Uefa manifestou críticas à decisão de anular o cartão vermelho, enquanto a discussão sobre a revisão da punição ganhou destaque às vésperas do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Veja o vídeo na íntegra:
Padres e bispos da Sociedade São Pio X estão em cisma após ordenações sem aprovação do papa Leão XIV O Vaticano declarou nesta quinta-feira (02) que a Fraternidade São Pio X está oficialmente em cisma com a Igreja Católica após a excomungação de bispos ligados ao grupo ultraconservador e invalidou os sacramentos celebrados por eles. A decisão coloca o papa Leão XIV diante de uma crise aberta com a maior organização dissidente do catolicismo tradicionalista.A medida veio um dia depois de a fraternidade ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça. O Vaticano classificou a consagração como um “ato cismático”, por romper a comunhão com a autoridade do papa. A Santa Sé advertiu católicos de todo o mundo que os sacramentos celebrados pela Fraternidade São Pio X passam a ser ilícitos. O comunicado também afirma que o grupo não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica.Antes da ordenação, Leão XIV enviou uma carta ao superior da fraternidade, o padre Davide Pagliarani, para tentar impedir a cerimônia. O pontífice pediu que o grupo “renunciasse ao projeto” e alertou para as consequências canônicas caso a consagração fosse mantida.Cerimônia de consagração de bispos da Fraternidade São Pio X em Ecône, na SuíçaCerimônia de consagração de bispos da Fraternidade São Pio X em Ecône, na Suíça. Foto: ReproduçãoGrupo rejeita reformas do Concílio Vaticano IIA Fraternidade São Pio X foi fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre em oposição às mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1965. O grupo defende a preservação da liturgia anterior ao concílio e uma interpretação mais rígida da doutrina católica.Entre as principais bandeiras da fraternidade estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas. O Concílio Vaticano II permitiu missas nas línguas de cada país, aproximou o celebrante dos fiéis e ampliou o diálogo com outras religiões.O conflito entre a Fraternidade São Pio X e o Vaticano atravessa décadas. Em 1988, Marcel Lefebvre também ordenou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II, o que levou à excomunhão dos envolvidos; em 2009, Bento XVI suspendeu a punição em uma tentativa de reaproximação, mas a situação canônica da fraternidade permaneceu irregular.Na cerimônia desta semana, a Fraternidade São Pio X consagrou quatro novos bispos: dois franceses, um norte-americano e um suíço, diante de milhares de fiéis reunidos em Écône. A Santa Sé afirmou que padres e leigos que aderirem ao grupo ultraconservador dissidente também passam a ser considerados em situação de cisma e excomungados.
Decisão assinada no primeiro dia de mandato do presidente foi derrubada pela Justiça A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça (30), por 6 votos a 3, manter a interpretação ampla da cidadania por nascimento e rejeitou uma ordem executiva do presidente Donald Trump que retirava esse direito de filhos de imigrantes não documentados ou turistas.Os ministros confirmaram o entendimento consolidado da 14ª Emenda da Constituição americana: qualquer pessoa nascida no país, salvo exceções muito limitadas, tem cidadania dos Estados Unidos. Tribunais de instâncias inferiores já haviam barrado as restrições impostas por Trump, que nunca chegaram a entrar em vigor no país.Trump não se pronunciou publicamente sobre a decisão até o momento. Horas antes do veredito, ele disse que “seus esforços para limitar a cidadania por nascimento podem ter sucesso com ou sem a Suprema Corte”.O princípio aplicado nos Estados Unidos é o jus soli, ou direito de solo. Pela regra, quem nasce em território americano recebe cidadania, inclusive filhos de turistas ou de imigrantes. Entre as poucas exceções estão filhos de diplomatas estrangeiros em serviço no país. 14ª Emenda foi centro da disputa sobre imigraçãoA cidadania por nascimento consta da 14ª Emenda, que afirma que “todas as pessoas nascidas” nos Estados Unidos “são cidadãos dos Estados Unidos”. No primeiro dia de seu segundo mandato, Trump assinou uma ordem executiva para limitar esse direito, sem detalhar de forma clara como o governo passaria a conceder a cidadania.A medida fazia parte de um pacote mais amplo de combate à imigração e poderia impedir a cidadania de filhos nascidos nos Estados Unidos de imigrantes ou turistas. O governo Trump argumentava que a cidadania automática incentivava a imigração irregular e o chamado “turismo de nascimento”, quando estrangeiros viajam ao país para ter filhos com cidadania americana.O caso chegou à Suprema Corte por meio de um processo iniciado em New Hampshire e chamado “Trump versus Barbara”. Barbara, uma imigrante hondurenha que mora no estado, processou o governo por considerar inconstitucional a restrição à cidadania americana.Barbara e o marido são imigrantes não documentados e têm três filhos, todos nascidos em Honduras. Ela decidiu acionar a Justiça ao descobrir que estava grávida do quarto filho, que nasceria nos Estados Unidos, mas poderia ficar sem direito à cidadania americana caso a ordem de Trump prevalecesse. O sobrenome dela não foi divulgado publicamente por receio de represálias de apoiadores do presidente. Roberts citou precedente de 1898 contra tese do governo O presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, relatou a decisão e citou o precedente de 1898 no caso Wong Kim Ark, filho de chineses nascido nos Estados Unidos. A Corte manteve desde então o entendimento de que a 14ª Emenda garante cidadania a pessoas nascidas em território americano.Roberts escreveu que havia “poucas evidências” para sustentar a “visão drasticamente revisionista” do governo Trump sobre a 14ª Emenda. “Não surpreende, portanto, que, nos 128 anos desde então, tenhamos reiteradamente entendido a regra estabelecida em Wong Kim Ark como garantia de cidadania a todas as crianças nascidas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição. Não vemos razão para nos afastar dessa interpretação hoje”, afirmou.Em abril, Trump compareceu pessoalmente a uma audiência da Suprema Corte que ouviria argumentos das partes. Foi a primeira vez na história dos Estados Unidos que um presidente do país foi à Corte para acompanhar um julgamento.Na segunda (29), a Suprema Corte também decidiu outros casos de interesse da Casa Branca. O tribunal permitiu que Trump demitisse uma comissária da Federal Trade Commission, agência independente que regula a concorrência, e ampliou os poderes presidenciais sobre órgãos reguladores.No mesmo dia, a Corte impôs derrotas a Trump ao barrar a demissão de Lisa Cook, diretora do Fed, ao permitir que estados contabilizem votos pelo correio postados até o dia da eleição e recebidos nos dias seguintes, e ao rejeitar pedido do presidente para anular a decisão de um júri que o responsabilizou por abuso sexual contra a escritora E. Jean Carroll e por difamação, com indenização de US$ 5 milhões.
Apoio foi definido após conversa com a presidenta Delcy Rodríguez O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que enviará nesta sexta-feira (26) um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) com uma missão humanitária para auxiliar nas buscas por desaparecidos na Venezuela. O país foi atingido por dois terremotos no início da noite de quarta-feira (24).“Vamos enviar, nesta sexta (26) pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, escreveu o presidente em uma rede social nesta quinta-feira (25).Lula disse ter conversado por telefone com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana e definir a melhor forma de apoio ao país vizinho.O presidente informou ainda que outro voo sairá no sábado com mais ajuda. O avião levará equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, 100 purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.“Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, finalizou. Mais cedo, o Ministério da Saúde do Brasil já havia informado que estava em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde ao país vizinho.Até o momento, as informações apontam que o número de mortos na Venezuela chega a 188. A atualização foi divulgada pelo presidente do Congresso Nacional do país, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez.Segundo ele, mais de 1, 5 mil pessoas foram hospitalizadas. O número, no entanto, tende a ser bem maior do que o divulgado até o momento. De acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extraoficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.Os dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.
Há uma cascata segundo a qual, por sermos do mesmo continente, devemos torcer para a Argentina na Copa do Mundo após o vexame do Brasil. É uma estupidez. Entre outros motivos, porque a Argentina não se considera do mesmo continente. Há uma cascata segundo a qual, por sermos do mesmo continente, devemos torcer para a Argentina na Copa do Mundo após o vexame do Brasil. É uma estupidez. Entre outros motivos, porque a Argentina não se considera do mesmo continente.A última representante da América Latina no torneio não conta com a torcida de seus vizinhos. Do México ao Chile, passando por Colômbia, Peru, Equador, Uruguai e pela parte sã do Brasil, a eliminação da seleção de Lionel Messi tornou-se quase um objetivo comum.A rejeição mistura rivalidades históricas, favorecimento da arbitragem no torneio, a idolatria idiota em torno de Messi, racismo e o fato de que os argentinos se consideram superiores aos vizinhos. Sim, temos uma velha rivalidade em campo que o saudoso Galvão Bueno explorava.Ocorre que eles nos ainda nos chamam de macaquitos e cantam que viemos “da favela”. Isso não é um detalhe e não é do “folclore futebolístico”.Infantino, o chefão da Fifa, não esconde sua predileção por Messi. Além do assalto contra o Egito, o americano Ismail Elfath foi escolhido como árbitro contra a Inglaterra. Elfath tem um histórico que chama atenção. Desde que Messi chegou ao Inter Miami, em 2023, apitou quatro partidas do craque argentino. O resultado foi perfeito para o camisa 10: quatro vitórias, quatro gols marcados e nenhum tropeço. O caso Enzo FernándezO debate ganhou dimensão internacional após a Copa América de 2024.Durante a comemoração do título, o volante Enzo Fernández apareceu em uma transmissão ao vivo no ônibus cantando, junto com companheiros da seleção, uma música que afirmava que os jogadores da França “jogam pela França, mas são de Angola”.A canção ainda dizia que Kylian Mbappé gostava de travestis, a mãe era camaronesa, o pai nigeriano e que “o passaporte dizia francês”.Em determinado momento do vídeo, um integrante da delegação percebe a gravidade da situação e grita para interromper a transmissão ao vivo, evidenciando que os próprios jogadores sabiam que o conteúdo poderia gerar repercussão. Tarde demais.A canção havia surgido ainda durante a Copa de 2022 entre grupos de torcedores argentinos, mas ganhou repercussão mundial apenas após a divulgação do vídeo de Enzo Fernández.O Chelsea abriu investigação interna contra o jogador, atletas franceses condenaram o cântico e entidades de combate ao racismo classificaram a música como xenófoba, racista e transfóbica, mas ficou por isso mesmo.Durante esta Copa do Mundo, torcedores argentinos foram flagrados dirigindo insultos racistas contra um streamer negro americano em duas partidas da seleção. Chamaram-no de macaco.Também repercutiu a declaração do jornalista argentino Eduardo Feinmann, que afirmou na televisão que “detesta os mexicanos” e que eles têm inveja dos argentinos “não apenas no futebol, mas em tudo”. A fala foi condenada pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum. Messi não é PeléEmbora seja um dos maiores jogadores da história, Lionel Messi é alvo de uma babação de ovo insuportável. A cobertura da imprensa e das transmissões transforma qualquer lance do camisa 10 em um momento extraordinário, criando uma idolatria psicótica. O narrador da CazéTV tem orgasmos múltiplos a cada vez que ele pega na bola ou dê um passe de lado.A relação com o México também ficou abalada após a Copa de 2022, quando um vídeo mostrou uma camisa mexicana no chão do vestiário argentino enquanto Messi retirava as chuteiras. O boxeador Saúl “Canelo” Álvarez acusou o craque de desrespeitar o uniforme mexicano, algo que Messi sempre negou.Anos depois, o próprio argentino reconheceu que aquele episódio alterou a forma como muitos mexicanos passaram a enxergá-lo.Eles são auto-indulgentes. Como persiste no país a ideia de que “não existem negros” e, portanto, não haveria racismo, os argentinos sequer reconhecem o caráter discriminatório de músicas e gestos.A única autoridade do governo que sugeriu um gesto de retratação após o hino atacando a seleção francesa, feita de filhos de imigrantes da África, acabou perdendo o cargo.O então secretário de Esportes da Argentina afirmou, em entrevista, que os jogadores poderiam pedir perdão pelo episódio. A declaração desagradou Milei, que determinou sua demissão.Segundo ele, ninguém poderia dizer “o que os campeões do mundo e bicampeões da América devem fazer ou dizer”.
Franceses sonhavam com o possível tricampeonato do Mundial, mas ficam para trás A principal favorita para o título da Copa do Mundo, a França foi eliminada na semifinal do torneio. Com isso, os franceses perderam a chance de igualar recorde da Seleção Brasileira e da Alemanha de jogar três finais de Mundial seguidas.Os franceses não só chegaram na final da Copa do Mundo de 2018, mas como também foram campeões do torneio. Em 2022, a França voltou a chegar na decisão do Mundial, mas dessa vez foram derrotados pela Argentina, nos pênaltis. AlemanhaA Alemanha foi a primeira seleção a chegar em três finais consecutivas de Copa do Mundo. Os europeus disputaram a decisão do torneio em 1982, 1986 – vice em ambas – e 1990 – onde foi campeã em cima da Argentina. BrasilA Seleção Brasileira também conquistou o feito, pouco tempo depois. Em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo.Em 2002, o Brasil voltou a ser campeão do mundo. A Seleção Brasileira chegou na final, pela terceira vez consecutiva, e derrotou a Alemanha por 2 a 0, conquistando o pentacampeonato.
Escalação de Balogun após liberação polêmica da Fifa não evita goleada belga por 4 a 1 e eliminação dos anfitriões da Copa A tentativa de salvar o atacante Folarin Balogun nos bastidores da Copa do Mundo terminou em fiasco para os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o atleta foi titular após ter uma suspensão automática revogada pela Fifa, mas não conseguiu impedir a goleada da Bélgica por 4 a 1, em Seattle, pelas oitavas de final do torneio. O resultado eliminou os anfitriões e colocou a seleção belga nas quartas, contra a Espanha.A Bélgica construiu a vitória com autoridade, eficiência ofensiva e aproveitamento dos erros norte-americanos. Charles De Ketelaere marcou duas vezes no primeiro tempo, Hans Vanaken ampliou na etapa final e Romelu Lukaku fechou a goleada. O único gol dos Estados Unidos foi de Malik Tillman, em cobrança de falta que desviou na barreira.O início belga já indicava uma noite difícil para os donos da casa. Após jogada pelo lado direito e corte mal feito pela defesa dos Estados Unidos, Nicolas Raskin ficou com a sobra dentro da área e finalizou cruzado. De Ketelaere apareceu próximo à linha do gol para completar e abrir o placar.Os Estados Unidos conseguiram reagir em lance que passou diretamente por Balogun. O atacante sofreu falta frontal na entrada da área, e Tillman cobrou com a perna direita. A bola desviou na barreira, enganou Thibaut Courtois e entrou no meio do gol, empatando a partida em Seattle.A resposta belga, porém, foi imediata. Menos de um minuto depois, Leandro Trossard avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para De Ketelaere. O atacante venceu a disputa pelo alto e marcou o segundo dele no jogo, recolocando a Bélgica em vantagem antes do intervalo.Na etapa final, os Estados Unidos tentaram assumir o controle da posse de bola e empurrar a Bélgica para o campo de defesa. A equipe norte-americana teve mais volume em alguns momentos, mas encontrou dificuldade para criar chances limpas diante de uma seleção belga organizada e mais precisa nas transições.A melhor oportunidade dos anfitriões saiu novamente com Balogun. O atacante aproveitou falha de Brandon Mechele, arrancou em velocidade pela esquerda e entrou na área em condição clara de finalização. Courtois fechou o ângulo e fez defesa decisiva, impedindo o empate e mantendo a vantagem belga.Pouco depois, a Bélgica transformou o controle emocional do jogo em vantagem no placar. Matt Freese saiu da área para se antecipar a De Ketelaere e dominou a bola no peito, mas hesitou na sequência. O atacante belga pressionou, recuperou a jogada e a bola sobrou para Vanaken, que finalizou de fora da área, com o gol aberto, para fazer 3 a 1.No fim, Lukaku completou a noite desastrosa dos Estados Unidos. O maior artilheiro da história da seleção belga entrou no segundo tempo e aproveitou erro na saída de bola norte-americana pelo lado direito. O atacante carregou para o meio da área e bateu colocado, de direita, no canto esquerdo de Freese, decretando o 4 a 1.A derrota encerra de forma contundente a campanha dos Estados Unidos na Copa disputada em casa. A seleção havia liderado o Grupo D, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e derrota para a Turquia. Na etapa seguinte, venceu a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0, em partida marcada pela expulsão de Balogun.A Bélgica, por sua vez, confirma sua recuperação no torneio. Depois de uma fase de grupos irregular, com empates contra Egito e Irã e goleada sobre a Nova Zelândia, a equipe eliminou o Senegal na prorrogação e agora derrubou os anfitriões com uma atuação dominante. Nas quartas de final, enfrentará a Espanha, que venceu Portugal por 1 a 0. Revogação de cartão de Balogun expõe pressão nos bastidoresA goleada também ampliou o peso político e esportivo da polêmica que antecedeu a partida. Balogun havia sido expulso contra a Bósnia, na segunda fase, em lance revisado pelo VAR e confirmado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. A jogada envolveu um pisão no calcanhar do zagueiro Muharemovic, punido inicialmente com cartão vermelho direto e suspensão automática.Apesar da punição, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão e autorizou Balogun a enfrentar a Bélgica. A Associação Belga de Futebol reagiu imediatamente, recorreu da decisão e afirmou que o pedido foi negado. A entidade também declarou não ter recebido a íntegra do despacho nem as justificativas formais para a liberação do atacante.Em comunicado, a RBFA afirmou: “A RBFA notificou a Federação de Futebol dos EUA de que contestará a elegibilidade do jogador caso seu nome conste na súmula oficial da partida. Consequentemente, todos os demais recursos legais e outras medidas permanecem em aberto”.A federação deixou aberta a possibilidade de levar o caso a instâncias superiores, como a Corte Arbitral do Esporte, conhecida pela sigla CAS, responsável por julgar disputas disciplinares e regulatórias no futebol internacional.O episódio ganhou ainda mais repercussão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revogação da suspensão automática de Balogun. A interferência política ampliou as críticas à decisão da entidade máxima do futebol e colocou ainda mais pressão sobre o confronto.O técnico Mauricio Pochettino foi o principal defensor da liberação do atacante. O argentino sustentou que a expulsão contra a Bósnia havia sido injusta e argumentou que os Estados Unidos já tinham sido suficientemente prejudicados naquele jogo. Em campo, Balogun participou do lance do gol norte-americano e teve a melhor chance da equipe no segundo tempo, mas terminou a noite como símbolo de uma manobra frustrada.
Em entrevista coletiva, presidente dos EUA confessou ter pedido para cancelar cartão vermelho de Balogun, estrela da seleção norte-americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu à FIFA a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia-Herzegovina, pela Copa do Mundo. Após a análise da entidade, a expulsão foi anulada e o jogador foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que não concordou com a decisão da arbitragem, mas negou ter interferido diretamente na condução da competição. Segundo ele, o objetivo foi apenas solicitar uma reavaliação do lance.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão.“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou.A expulsão ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo da partida contra a Bósnia-Herzegovina. O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho após revisão do VAR, entendendo que Balogun atingiu o tornozelo do defensor Muharemovic com um pisão. Na entrevista, Trump também criticou a atuação de Claus e levantou suspeitas sobre o histórico do árbitro, sem apresentar provas. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou.A decisão da FIFA provocou reação da Federação Belga de Futebol, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final. Em comunicado, a entidade informou que não recebeu explicações oficiais para a revisão da punição e sustentou que a suspensão automática prevista para cartões vermelhos deveria ter sido mantida.Segundo a federação, o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e o regulamento da Copa do Mundo estabelecem a suspensão automática após expulsões. A entidade acrescentou que a regra também foi reforçada em circulares e reuniões realizadas antes do início do torneio e informou que estuda medidas para contestar a condição de jogo de Balogun.O episódio também repercutiu no futebol europeu. A Uefa manifestou críticas à decisão de anular o cartão vermelho, enquanto a discussão sobre a revisão da punição ganhou destaque às vésperas do confronto entre Estados Unidos e Bélgica, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Veja o vídeo na íntegra: