Relatório do Tesouro mostra que governos estaduais críticos a Lula concentraram a maior parte do socorro federal para pagamento de dívidas garantidas Os estados administrados por partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram, em 2025, os que mais dependeram do apoio financeiro da União para evitar a inadimplência em compromissos com bancos e organismos internacionais. Ao longo do ano, o governo federal precisou assumir o pagamento de parcelas de empréstimos estaduais garantidos pela União, em um movimento que impediu o calote dessas administrações e preservou a credibilidade do país no sistema financeiro, relata o Metrópoles. As informações constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. O documento aponta que, somente em 2025, a União desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para cobrir dívidas de estados que não conseguiram honrar seus compromissos. Entre os maiores beneficiários do mecanismo estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Todos esses estados são governados por aliados da oposição ao governo Lula e estão inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), programa voltado a entes federativos em grave crise financeira. Na prática, quando um estado deixa de pagar um financiamento que conta com garantia federal, a União assume a obrigação. A medida evita impactos negativos sobre o crédito público brasileiro e assegura o cumprimento de contratos junto a instituições financeiras e organismos multilaterais. O Regime de Recuperação Fiscal permite que estados em dificuldades adotem um conjunto de medidas para reequilibrar as contas ao longo de vários anos. Ao aderir ao programa, os governos estaduais obtêm benefícios imediatos, como a suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União e o socorro federal em operações de crédito garantidas. Em contrapartida, precisam cumprir um rigoroso plano de ajuste fiscal, que inclui limites para gastos com pessoal, restrições a reajustes salariais, privatizações, revisão de incentivos fiscais e reformas administrativas. As dívidas que deixam de ser pagas durante a vigência do RRF não são perdoadas. Elas são refinanciadas pela União em prazos longos, que podem chegar a até 360 meses, o que transfere o impacto financeiro para o futuro. Além disso, enquanto o regime está em vigor, a União não executa as contragarantias dos estados, o que explica o baixo volume de recuperação imediata dos valores desembolsados. Em 2025, o Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o estado mais beneficiado, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União, o equivalente a 42,35% de todo o montante honrado no ano. Minas Gerais, sob a gestão de Romeu Zema (Novo), aparece na sequência, com R$ 3,55 bilhões, representando 32,05% do total. O Rio Grande do Sul, administrado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão de dívidas quitadas pelo governo federal, enquanto Goiás, governado por Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões em pagamentos realizados pela União. Os dados históricos reforçam a dimensão do problema fiscal enfrentado por estados e municípios. Desde 2016, o governo federal já desembolsou R$ 86,52 bilhões para cobrir dívidas garantidas de entes subnacionais, mas conseguiu recuperar apenas R$ 5,9 bilhões desse valor. Somente em dezembro de 2025, a recuperação somou R$ 25,02 milhões. A maior parte das garantias honradas, cerca de R$ 76,97 bilhões, está concentrada justamente nos estados que participam do Regime de Recuperação Fiscal, beneficiados pela suspensão temporária da execução das contragarantias. Outros fatores também reduzem a capacidade de ressarcimento, como R$ 1,90 bilhão utilizados na compensação de perdas de arrecadação do ICMS e R$ 368,19 milhões considerados irrecuperáveis em razão de decisões judiciais envolvendo municípios como Taubaté (SP), Caucaia (CE) e São Gonçalo do Amarante (RN). O relatório mostra ainda que apenas em dezembro de 2025 a União precisou desembolsar R$ 1,48 bilhão para cobrir dívidas garantidas. Desse total, R$ 643,96 milhões foram destinados ao Rio de Janeiro e R$ 626,19 milhões a Minas Gerais. Goiás recebeu R$ 72,36 milhões, enquanto o Rio Grande do Sul contou com R$ 70,81 milhões, além de repasses a outros estados e municípios do país. Embora o mecanismo de garantias seja tradicional na política fiscal brasileira, os números de 2025 evidenciam uma contradição política. Governadores da oposição, que frequentemente criticam a condução da política econômica do governo federal, mantêm forte dependência da União para equilibrar as contas e evitar a inadimplência. Nesse cenário, o Tesouro Nacional segue atuando como fiador de última instância, impedindo que crises fiscais estaduais provoquem efeitos sistêmicos sobre o crédito público do Brasil.
Ministro do STF determinou que o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado seja retirado da Superintendência da PF em Brasília e seja levado à penitenciária O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local. Segundo o STF, a cela que será ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. A cela comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente. Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente ficará. Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”. O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência. Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF. O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições. Além disso, Moraes também autorizou: Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico. O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV. Como é a Papudinha? O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM. O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala
Cerimônia que celebra o melhor do cinema da televisão aconteceu neste domingo em Los Angeles O cinema brasileiro tem mais um motivo para comemorar: neste domingo, 11, o longa O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, levou para casa a estatueta de melhor filme em língua não-inglesa, batendo… O Globo de Ouro se rendeu ao Brasil mais uma vez. Depois de Fernanda Torres, em 2025, ser reconhecida por sua atuação em “Ainda estou aqui”, foi a vez de “O agente secreto” sair vitorioso da categoria de melhor filme de língua não inglesa na premiação realizada em Los Angeles neste domingo.O filme de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, bateu os concorrentes “Foi apenas um acidente”, “A única saída”, “Valor sentimental”, “A voz de Hind Rajab” e “Sirāt”. O diretor recebeu o prêmio dos atores Orlando Bloom e Mini Driver. A atriz anunciou o nome do filme falando: “Parabéns”, em português.“Brasil vai celebrar hoje à noite”, disse a narração original do Globo de Ouro. Kleber subiu ao palco com a equipe, formada por Wagner Moura, Alice Carvalho, Gabriel Leone e Emilie Lesclaux, produtora do filme e sua esposa. “Quero falar com todo mundo que está assistindo no Brasil”, disse Kleber em inglês, depois em português. “Alô, Brasil”. Depois de agradecer distribuidores, equipe e elenco (e a música que sinaliza a necessidade de o discurso terminar começar a tocar), o diretor deixou um recado: “Esse é um momento muito importante da História para fazer filmes. Jovens, façam filmes”. Outros prêmios do BrasilTradicionalmente realizado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, o Globo de Ouro hoje é organizado pela Dick Clark Productions, que comprou os direitos da premiação em 2023. Antes de “O agente secreto”, o Brasil já havia ganhado estatuetas nesta categoria, pela primeira vez em 1960, com “Orfeu negro”, uma produção com a França dirigida por Marcel Camus — o que fez com que o país europeu ficasse com o prêmio. O primeiro filme oficialmente nacional a sair premiado como melhor prêmio em língua não inglesa, no entanto, foi “Central do Brasil”, em 1999, longa de Walter Salles estrelado por Fernanda Montenegro, que também concorreu a melhor atriz de drama naquele ano. O Brasil também foi indicado em outras ocasiões, quando a categoria se chamava filme estrangeiro, sem levar o prêmio: “Dona Flor e seus Dois Maridos”, em 1979; “Pixote: A Lei do Mais Fraco”, em 1982. A coprodução Brasil-Estados Unidos “O Beijo da Mulher Aranha” foi indicada melhor filme de drama em 1986. Em 2002, Walter Salles voltou às indicações de melhor filme de língua não inglesa com “Abril despedaçado”. Em 2003, foi a vez de “Cidade de Deus” e, em 2005, “Diários de motocicleta”.
Posição brasileira foi apresentada após ação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro O Brasil manifestou, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, posição contrária a qualquer solução para a crise na Venezuela que envolva controle estrangeiro ou administração externa prolongada. A diplomacia brasileira defendeu que o enfrentamento da situação no país deve ocorrer com respeito à soberania nacional e à autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos marcos constitucionais. A posição do Brasil foi apresentada pelo embaixador Sérgio Danese durante sessão convocada para debater a ação militar ordenada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As informações são da Folha de São Paulo. Posição brasileira no Conselho de Segurança Embora o Brasil não integre atualmente o Conselho de Segurança da ONU, o governo solicitou participação formal no encontro, realizado nesta segunda-feira (5), em razão da relevância regional do tema e dos impactos da crise venezuelana para a América do Sul. Declaração de Sérgio Danese Durante sua intervenção, o representante brasileiro rejeitou explicitamente a ideia de tutela internacional sobre o país. “O Brasil não acredita que a solução da situação da Venezuela passe pela criação de protetorados no país, mas por soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano no marco da sua Constituição”, afirmou Sérgio Danese. Contexto da ação dos Estados Unidos A reunião ocorreu após o anúncio feito no sábado (3) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Nicolás Maduro havia sido retirado da Venezuela e estava sendo transportado para Nova York. Horas depois, em coletiva de imprensa, Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente o governo do país caribenho até que fosse possível viabilizar um processo de transição. O presidente estadunidense também afirmou que empresas dos Estados Unidos passariam a atuar na exploração da indústria petrolífera venezuelana, setor estratégico para a economia do país. A manifestação brasileira reforçou a defesa de soluções baseadas no diálogo, no respeito à soberania e na legalidade constitucional.
Com entrada na disputa, senador resolve problema de Lula, que ainda não tinha um palanque para chamar de seu, no eleitorado mineiro Depois de sonhar com Presidência da República, com vaga no STF e até em abandonar a política, Rodrigo Pacheco deve mesmo disputar o governo de Minas Gerais. A pedido de Lula, já busca um novo partido, que deve ser o União Brasil, segundo a revista Veja. O presidente vê em Pacheco o nome ideal para encabeçar o palanque mineiro que dará suporte ao projeto petista. Até o momento, Lula não tinha um palanque para defender suas pretensões eleitorais.Prefeita de Contagem, a petista Marília Campos será candidata ao Senado na chapa de Pacheco. O parlamentar ainda escolherá um nome para vice e outro para o Senado. Caso confirme a candidatura de Pacheco, o presidente do União Brasil em Minas Gerais, deputado federal Delegado Marcelo Freitas, ficará numa saia justa, já que ele defendeu, em entrevista ao Café com Política, do jornal O TEMPO, que a federação entre União Brasil e PP caminhe com uma candidatura de direita nas eleições deste ano no Estado, afastando a possibilidade de que o senador Rodrigo Pacheco seja uma das apostas das siglas para o pleito de 2026. Pacheco tem sido apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das apostas de aliança do PT em Minas. “Tendo em vista a posição dos filiados do União Brasil e do próprio PP, não têm a menor condição de caminharmos em uma coligação que contemple o PT formalmente em sua composição. É impossível a possibilidade de uma coligação com o PT. O partido vai caminhar, seja em âmbito nacional ou estadual, em uma coligação que transite para o aspecto da direita”, afirmou o presidente do União Brasil em Minas Gerais.Mesmo sendo um aliado da extrema-direita, defendendo todas as pautas conservadoras na Câmara dos Deputados, Marcelo de Freitas é visto como “uma persona non grata” por uma significativa parte dos eleitores de Bolsonaro, especialmente em Montes Claros. Isso se deve à sua boa relação com o deputado Paulo Guedes, que o encorajou a se candidatar pelo PT à prefeitura local e lhe fez uma proposta para assumir uma secretaria estadual no governo de Fernando Pimentel. O delegado não aceitou nenhum dos convites, de acordo com uma reportagem do jornal Estado de Minas.
Segundo o Sindicato, parte dos professores contratados no último processo seletivo não recebe salários compatíveis com sua titulação * Por Waldo Ferreira Professores doutores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) recebem salários inferiores à sua titulação, equivalentes ao que é pago a mestres, enquanto esses têm salários de especialistas. A distorção é denunciada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (Adunimontes).Além disso, a universidade não realiza concurso público para professor há mais de 10 anos e paga salários com defasagem de mais de 82%, segundo o presidente do Sindicato, Wesley Helker Felício da silva, para quem está em curso um processo de precarização total dos salários da categoria “Sem concursos e com salários defasados, a tendência é a universidade sofrer com uma fuga constante de cérebros, quando pesquisadores qualificados deixam a região em busca de outras universidades públicas que valorizem sua formação e seu trabalho”, destacou o presidente da Adunimontes.Para aprofundar o que ele chama de “pacote de maldades”, há uma pressão por parte do governo Zema e da Reitoria para realizar o concurso nos moldes parecidos com o último processo seletivo, ou seja, aumentando a carga horária dos professores efetivos, ao mesmo tempo em que os sub-remunera, agravando um quadro que já inclui mais de 10 anos sem o pagamento das Dedicações Exclusivas. A Adunimontes avalia que o cenário atual é um desastre não apenas para os professores, mas para toda a comunidade acadêmica e para o desenvolvimento regional, porque ameaça diretamente a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão na Unimontes.
Pesquisa Doxa mostra ainda alto índice de indecisos e rejeição ao campo ideológico em Minas Gerais O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece mais uma vez à frente da disputa pelo Palácio dos Tiradentes. Levantamento da Doxa Pesquisa, divulgado nesta segunda-feira (22/12), revela um cenário fragmentado, marcado por uma liderança apertada, forte variação regional e um eleitorado distante do espectro político. No voto estimulado para o primeiro turno da eleição para governador de Minas Gerais, Cleitinho aparece na dianteira, com 26% das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que soma 21%. Apesar da vantagem numérica de Cleitinho, quase quatro em cada dez eleitores ainda não escolheram um candidato. “Estamos falando de 39% dos eleitores que não se posicionaram”, destaca Manuel Vilas Boas, diretor do Instituto Doxa, ao comentar o contingente de eleitores que declararam votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados ou que preferiram não responder à pesquisa. Depois de Cleitinho e Kalil, aparecem Gabriel Azevedo (MDB), com 9%, enquanto Mateus Simões (PSD), atual vice-governador, e Tadeu Martins (MDB) registram 2%, cada.O diretor da Doxa observa que, fora os dois primeiros colocados, todos os demais enfrentam níveis elevados de desconhecimento em praticamente todo o estado. Depois de Cleitinho e Kalil, aparecem Gabriel Azevedo (MDB), com 9%, enquanto Mateus Simões (PSD), atual vice-governador, e Tadeu Martins (MDB) registram 2%, cada. O diretor da Doxa observa que, fora os dois primeiros colocados, todos os demais enfrentam níveis elevados de desconhecimento em praticamente todo o estado. “Essa indecisão é muito em função do desconhecimento dos candidatos colocados hoje. Cleitinho tem muita presença nas redes sociais, Kalil já foi presidente do Atlético e prefeito de Belo Horizonte. São os dois que largam à frente”, afirma. Cenários Quando o recorte é feito pelo porte dos municípios, a liderança de Cleitinho se consolida nas cidades pequenas e médias. Nos municípios de pequeno porte, o senador alcança 28%, dez pontos à frente de Kalil. Em cidades médias, a diferença aumenta. Cleitinho chega a 30%, enquanto Kalil aparece com 15%. Também é nesses municípios que o volume de eleitores sem posição definida (42%) salta aos olhos. O cenário muda nos grandes centros urbanos. Nas cidades de grande porte, Cleitinho e Kalil aparecem tecnicamente empatados, ambos com 25%. Gabriel Azevedo mantém presença, com 7%, enquanto Mateus Simões sobe para 3%. Já em Belo Horizonte, a disputa assume outro desenho: Alexandre Kalil lidera com folga, alcançando 34% das intenções de voto, seguido por Gabriel Azevedo, com 17%, e Cleitinho, com 16%. Segundo turno As simulações de segundo turno reforçam o equilíbrio entre os principais nomes. No confronto direto entre Cleitinho e Kalil, o senador aparece com 31%, contra 30% do ex-prefeito. A diferença está dentro da margem de erro, enquanto 23% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo, e 16% não souberam responder O detalhamento regional dessa simulação mostra Cleitinho à frente em cidades pequenas e médias, enquanto Kalil supera o adversário nos grandes municípios e amplia a vantagem em Belo Horizonte, onde alcança 46%, contra 23% de Cleitinho. Em um segundo cenário de segundo turno, sem Cleitinho, Alexandre Kalil lidera a disputa contra o vice-governador, Mateus Simões, com 32% das intenções de voto, ante 14% do oponente. Mais da metade do eleitorado (54%) permanece sem uma posição. Pesquisa A pesquisa também procurou entender o que o eleitor espera do próximo governador de Minas. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirma desejar uma mudança nas políticas públicas adotadas pela atual gestão. O sentimento de mudança, na avaliação do diretor do Instituto Doxa, esvazia o discurso de continuidade e pode dificultar a estratégia de Mateus Simões. “Todo candidato à reeleição tem uma ligação intrínseca com a avaliação do governo, e o governador não está bem avaliado. Com uma avaliação baixa do governo Zema e um eleitorado inclinado à mudança, o espaço para um candidato de oposição fica aberto”, analisa. O levantamento investigou ainda a postura ideológica do candidato a governador que o eleitor prefere apoiar. O resultado aponta para um eleitorado majoritariamente indiferente a rótulos políticos: 47% dizem não se importar com a posição ideológica do candidato. “São esses eleitores que vão decidir a eleição, tanto para governador quanto para presidente”, avalia Vilas Boas. Dentre os que se posicionam, 28% afirmam preferir um nome identificado com a direita, enquanto 17% optam pela esquerda, e apenas 7% se dizem alinhados ao centro.
Em recente entrevista à Itatiaia, Tadeu Martins Leite (MDB) garantiu que a privatização da companhia energética não entra em debate na Assembleia Diferentemente do que aconteceu com a privatização da Copasa, onde o persistente da ALMG, foi o maior articulador, inclusive aceitando um voto fora do prazo na PEC do Cala a Boca que retirou a obrigatoriedade de realização de um referendo popular para autorizar a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Tadeu Martins Leite (MDB), garantiu que a privatização da Cemig não será debatida na Casa seja pela retirada da exigência do referendo popular ou com um projeto específico pela venda da companhia energética. A declaração foi feita no Jornal da Itatiaia. “O governo do estado mandou para a Assembleia o pedido de privatização da Cemig e da Copasa para fazer exatamente o pagamento dessas obrigações. Primeira coisa eu quero aqui avisar é que a Cemig não está em discussão e não será discutida na Assembleia, seja da retirada do referendo ou da privatização”, afirmou o deputado. Prejuízo para o povo mineiro Para o presidente da CUT Minas, Jairo Nogueira Filho, a aprovação do projeto representa uma ameaça direta à população e aos trabalhadores. Segundo ele, a votação ocorreu no dia do aniversário de Minas Gerais e entregou uma empresa que atende mais de 70% dos municípios com água de boa qualidade, quase 100% de cobertura nas áreas onde atua e avanços significativos rumo à universalização do esgotamento sanitário. Jairo destaca que a Copasa lucra mais de R$ 1 bilhão por ano e emprega mais de 9 mil trabalhadores. “Para nós, para o povo mineiro, isso vai ser um prejuízo gigantesco”, afirma. Ele também alerta que a experiência da privatização do saneamento no Brasil é marcada pelo aumento das tarifas e pela piora na qualidade dos serviços. Cita exemplos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul, além do caso de Ouro Preto, em Minas Gerais, onde o serviço foi concedido a uma empresa da Coreia do Sul. Nesse município, a tarifa teria aumentado mais de 200% e a qualidade do serviço teria caído significativamente, com a água apresentando problemas como turbidez. De acordo com Jairo, a busca por lucro imediato por parte das empresas privadas leva à redução de direitos trabalhistas, diminuição de equipes, corte de manutenção e aumento de tarifas. Ele afirma que, no caso da privatização da Copasa, há projeções de lucro acima de R$ 7 bilhões. “Se hoje a empresa lucra cerca de R$ 1 bilhão, para chegar a sete isso vai envolver demissões, tarifas mais altas e piora do serviço. A conta recai sobre o povo”, diz. O dirigente sindical também critica o uso do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) como justificativa para a venda de empresas estratégicas. Segundo ele, o governo Zema utiliza o programa como pretexto e já inclui a Cemig nesse processo. “É um caminho para privatizar tudo, sem debate e sem necessidade. Estamos na luta para barrar isso no segundo turno e defender a Copasa, que é do povo de Minas”, afirma. Mais sobre a empresa A Copasa atende 637 dos 853 municípios de Minas Gerais e registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024, além de mais de R$ 1,07 bilhão entre janeiro e setembro deste ano. A cobertura de abastecimento de água ultrapassa 99% nas áreas atendidas, enquanto o tratamento de esgoto alcança 78,4%, índices próximos às metas nacionais estabelecidas para 2033. Apesar desses resultados, o governo estadual mantém a proposta de abrir mão do controle de uma empresa considerada estratégica, lucrativa e fundamental para a garantia de um serviço público essencial. Saiba quem votou a favor da privatização da Copasa Adalclever Lopes (PSD) Amanda Teixeira Dias (PL) Antonio Carlos Arantes (PL) Arlen Santiago (Avante) Arnaldo Silva (União) Betinho Pinto Coelho (PV) Bim da Ambulância (Avante) Bosco (Cidadania) Carlos Henrique (Republicanos) Carol Caram (Avante) Cassio Soares (PSD) Charles Santos (Republicanos) Chiara Biondini (PP) Coronel Henrique (PL) Delegada Sheilla (PL) Delegado Christiano Xavier (PSD) Doorgal Andrada (PRD) Doutor Paulo (PRD) Doutor Wilson Batista (PSD) Dr. Maurício (NOVO) Duarte Bechir (PSD) Eduardo Azevedo (PL) Enes Cândido (Republicanos) Gil Pereira (PSD) Grego da Fundação (Mobiliza) Gustavo Santana (PL) Gustavo Valadares (PSD) João Magalhães (MDB) Leonídio Bouças (PSDB) Lincoln Drumond (PL) Maria Clara Marra (PSDB) Marli Ribeiro (PL) Mauro Tramonte (Republicanos) Nayara Rocha (PP) Neilando Pimenta (PSB) Noraldino Júnior (PSB) Oscar Teixeira (PP) Professor Wendel Mesquita (Solidariedade) Rafael Martins (PSD) Raul Belém (Cidadania) Roberto Andrade (PRD) Rodrigo Lopes (União) Thiago Cota (PDT) Tito Torres (PSD) Vitório Júnior (PP) Zé Guilherme (PP) Zé Laviola (NOVO)
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu Recomendação ao município de Montes Claros, no Norte do estado, para que reformule lei que anistiou todas e quaisquer multas aplicadas ainda não pagas por pessoas físicas e jurídicas que violaram normas de prevenção e enfrentamento da Covid-19 durante a pandemia. Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Montes Claros, “a referida legislação, aprovada no recesso forense e publicada na véspera de Natal, previu que: ‘Ficam anistiadas todas as multas aplicadas, às pessoas físicas e jurídicas, em decorrência das medidas de prevenção e enfrentamento da Covid-19 […] no período compreendido entre 19 de março de 2020 e 3 de maio de 2022’”. O Ministério Público considerou que a lei foi aprovada sem qualquer critério, violando-se o princípio da proporcionalidade, já que beneficiou todos os infratores, independentemente de serem pessoas físicas ou jurídicas, pequenas ou grandes empresas, do valor da multa, de serem primários ou reincidentes e ou de haverem praticado infrações leves ou graves. A Recomendação lembra que, em Montes Claros, “mais de mil pessoas faleceram devido à pandemia, sendo que o comportamento de poucos fornecedores infratores, que preferiram colocar seus lucros à frente da saúde de seus consumidores, é gravíssimo, porque colaborou para a disseminação da doença no município e, certamente, para alguns daqueles óbitos”. Perdoar a todos infratores, sem critério algum, equivaleria, segundo a recomendação, a desmerecer tantas vidas perdidas, a desmoralizar o esforço do Poder Público e de seus agentes em conter a pandemia, a incentivar descumprimentos futuros das normas de proteção da saúde dos consumidores e a também desprezar o sacrifício da maior parte dos empresários que se adequou às restrições sanitárias daquele período em respeito à saúde e à vida de seus clientes. O promotor de Justiça Felipe Caires, autor da recomendação, afirmou que “a concessão do benefício, frisa-se, sem critério nenhum, a todos que desrespeitaram as normas sanitárias que pretendiam proteger a vida e a saúde dos consumidores aparenta violar flagrantemente o mandamento constitucional consagrado como cláusula pétrea no artigo 5º, inciso XXXII da Constituição Federal: o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor”. Também foi questionada a renúncia expressiva de receita de quase R$ 4 milhões que o perdão irrestrito das multas representaria e seus reflexos na proteção do patrimônio público municipal. No documento, o MPMG recomenda a suspensão imediata da aplicação da lei até que esclarecimentos sejam prestados, inclusive com a apresentação da relação nominal de pessoas e empresas beneficiárias da anistia, assim como dos valores e motivos das respectivas multas, tudo para se apurar se seriam realmente pessoas ou empresas sem condições de pagar os débitos, como se justificou inicialmente ao aprovar-se a lei. Orienta ainda ao município de Montes Claros que reformule sua legislação de modo a, caso entenda necessário facilitar o pagamento das multas, fazê-lo apenas em relação a infratores não reincidentes, permitindo-lhes parcelar o débito e excluindo-se os juros das cobranças, em condições mais ou menos favoráveis “conforme a gravidade do fato/reiteração da conduta/condição econômica do infrator”. Para acessar a íntegra da Recomendação, clique aqui.
De acordo com o EM, a Capital Nacional do Pequi se destaca não apenas pela hospitalidade tão peculiar dos mineiros, mas por possuir um setor de serviços que impulsiona a economia local, gerando muitos empregos, bem como o polo industrial que tem seu ponto forte nas indústrias farmacêuticas. O jornal Estado de Minas publicou matéria em que apresenta dados que mostram Montes Claros como cidade referência em qualidade de vida. A infraestrutura da cidade, os centros comerciais modernos e o fato de a cidade ser polo educacional também são apontados com fator que promove a qualidade de vida para quem vive em Montes Claros. O polo educacional assegura formação superior e técnica de qualidade para os estudantes da região, produzindo mão de obra especializada para as indústrias que operam na cidade. A matéria ressalta ainda os pontos turísticos da cidade, como o Mercado Municipal Christo Raeff, onde é possível degustar a autêntica carne de sol, bem como diversos produtos típicos do cerrado mineiro. Os parques, como o Milton Prates e o Lapa Grande, também são citados como atrativos da cidade, que são espaços para lazer e prática de exercícios físicos ao ar livre. Os visitantes são igualmente atraídos pela gastronomia, que segundo o autor é reconhecida por pratos que têm no pequi seu principal ingrediente. Para o jornalista, Montes Claros é uma cidade próspera, que consegue promover desenvolvimento sem perder suas raízes, preservando sua história, sua cultura, sendo local que merece ser visitada por quem busca entretenimento em ambientes estruturados, ou, ainda, destino para quem quer morar em uma cidade que oferece desenvolvimento urbano aliado à típica tranquilidade do interior.
Rodrigo Cadeirante varou a madrugada visitando unidades de saúde para fiscalizar o serviço prestado à população A falta de pediatras na Unidade de Pronto Atendimento do Chiquinho Guimarães foi constatada pessoalmente pelo vereador Rodrigo Cadeirante, durante inusitado plantão de fiscalização que fez durante a madrugada do dia 1º de janeiro, logo após a virada de 2025 para 2026.Enquanto todos ainda festejavam a chegada do ano novo, Cadeirante surpreendeu médicos, funcionários e pacientes ao chegar para checar como estava o atendimento nos hospitais e nas unidades de saúde mantidas pela rede municipal. Mesmo em recesso parlamentar, ele afirmou que a fiscalização se fazia necessária por ser uma demanda da população. Na UPA também preocupou Cadeirante o fato de duas pessoas chegarem baleadas e a Guarda Municipal não estar presente para dar segurança. Ele ligou para o vice-prefeito Otávio Rocha.A Guarda chegou em 5 minutos ao local. No Hospital Alpheu de Quadros os funcionários reclamaram do número insuficiente de técnicos de enfermagem e da má qualidade da alimentação, ao ponto de ser descartada,oferecida aos pacientes e a eles próprios. Esse problema já tinha sido constatado pelo vereador em outra fiscalização feita também de madrugada, durante o Carnaval do ano passado.A situação foi denunciada por ele na tribuna da Câmara, inclusive com requerimento ao prefeito Guilherme Guimarães e ao secretário de Saúde, Eduardo Luiz da Silva, solicitando que, ao invés de fornecer a comida a Prefeitura inclua o valor equivalente no contracheque do servidor, como auxílio-alimentação.“Conversei sobre isso diretamente com o secretário, que se mostrou favorável à minha sugestão, mas a medida ainda não foi efetivada”, revelou Cadeirante. Durante a madrugada o vereador também esteve na Santa Casa, onde pacientes reclamaram da demora para a realização da triagem. No Hospital Universitário (HU) os funcionários reforçaram a necessidade da nomeação dos aprovados no concurso de 2018, realizado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), como forma de suprir o déficit de pessoal que o hospital enfrenta.O dia já amanhecia quando Rodrigo Cadeirante chegou ao Hospital Aroldo Tourinho e finalizou a fiscalização. Ele pretende fazer um relatório e produzir documentos para encaminhar às autoridades e às direções dos locais fiscalizados.
Delegado Marcelo Freitas, deputado federal montes-clarense, fez vídeo segurando chinelo de concorrente em referência à campanha de políticos de direita contra a empresa brasileira Rádio Itatiaia O deputado federal Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) embarcou na polêmica gerada por um comercial da Havaianas com um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. Nos comentários do registro publicado na quinta-feira (25), usuários da rede social criticaram a iniciativa argumentando que a marca de sandálias tem uma fábrica e gera empregos em Montes Claros, no Norte de Minas, cidade natal e reduto eleitoral do parlamentar. “Minha sogra me trouxe um presente de Natal. E eu quero dizer a todos que vou iniciar meu ano de 2026 com o pé direito. Havaianas não! Aqui nós estamos indo de Grendene”, diz o parlamentar no vídeo enquanto mostra o chinelo recebido como presente natalino. https://www.instagram.com/delegadomarcelofreitas/?utm_source=ig_embed&ig_rid=4884cd0e-1363-4e21-a7a2-d25938c00461 “Alguém avisa pra ele que a unidade da Alpargatas de Montes Claros, emprega 2.250 funcionários,será que se a unidade Moc fechar ele vai empregar esse povo?”, diz um dos comentários da publicação. “Você é funcionário do povo talvez não lembre, Havaianas gera muitos empregos aqui na região, coisa que vc deveria trabalhar para manter essas pessoas com seus empregos, mas pelo pensamento pequeno prefere entrar em uma onda que não traz benefícios nenhum para região”, diz outro de dezenas de comentários com a mesma linha de argumentação. Freitas faz referência à campanha publicitária da Havaianas em que a atriz Fernanda Torres pede que seu interlocutor não comece o ano com o pé direito, mas com ‘os dois pés na porta’ em sugestão a um comportamento corajoso e intenso. A peça publicitária foi interpretada como uma crítica velada à direita por parte de políticos e movimentos conservadores, que iniciaram uma campanha de boicote à empresa. A reportagem entrou em contato com o deputado e mantém o espaço aberto para uma manifestação do parlamentar. Havaianas em Montes ClarosA fábrica da Alpargatas — empresa dona da marca Havaianas — foi instalada em Montes Claros em 2013. Os cálculos do Governo de Minas à época apontavam para a criação de 2.250 empregos diretos com a indústria e mais 3 mil indiretos. Segundo o relatório da Alpargatas de 2024, a empresa vendeu 226 milhões de pares de sandálias no ano, sendo que 32% da produção (72,3 milhões) acontece em Montes Claros. A empresa também atua em Minas Gerais com um centro de distribuição em Extrema, no Sul do estado.
Oposição denuncia que o edital é sob medida para contemplar apenas quem apoia o grupo de Wesley Construmendes. O candidato servidor deve ter tempo de serviço de 5 anos no máximo Viciado na origem. É como está sendo tratado o processo seletivo para preenchimento de vagas na rede municipal de ensino no município de Lontra, no Norte de Minas, distante 115 quilômetros de Montes Claros, 540 de Belo Horizonte e com cerca de 9 mil habitantes.Na cidade, o principal assunto nas rodas de conversas é a suspeita de que o prefeito Wesley Construmentes, do PSD, esteja querendo contratar apenas aliados, isolando os demais interessados. Isso, porque o principal critério previsto no edital é que o servidor que queira se candidatar à contratação temporária e reserva de vagas esteja trabalhando no máximo há 5 anos no município. “Ora, o atual grupo comanda a Prefeitura há mais de 9 anos. Ou seja, somente os contratados nesse período, que votaram no atual prefeito, serão beneficiados, deixando de fora os demais”, denuncia o vereador Dílson do Posto, do PODEMOS.O processo seria direcionado a contemplar apenas quem apoia o grupo que emplacou o terceiro mandato na Prefeitura. “É um absurdo e uma falta de respeito para os demais que pleiteiam uma vaga no setor de Educação de Lontra, pois nem prova haverá, apenas um processo para beneficiar os amigos”, define Dílson.O raciocínio é simples: ninguém da oposição tem o tempo de serviço exigido, pois não foi contratado pela Prefeitura nos últimos 5 anos, o que gera a desconfiança de que o processo seletivo foi uma forma encontrada pelo atual prefeito para dar legalidade a uma manobra para contemplar seu grupo político.Para ele, o edital fere o princípio da igualdade, previsto na Constituição no seu artigo 5º, que estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção. “Estão tratando as pessoas de forma diferenciada, pois negam oportunidades a quem não está do lado deles, com critério meramente político”, avalia o vereador.Ele anunciou que fará denúncia formal ao Ministério Público. O objetivo é alterar o parágrafo 3º do artigo 13 do edital, retirando a exigência dos 5 anos de tempo de serviço. A apresentação dos títulos serviria como critério para desempate.
Pai e filhos foram presos após o furto de madeira de uma empresa na zona rural de Rio Pardo de Minas nessa terça-feira (9). Uma autuação de mais de R$ 100 mil foi emitida por produção ilegal de carvão. Segundo as informações da Polícia Militar de Meio Ambiente, funcionários que faziam a vigilância do terreno flagraram um grupo de pessoas praticando o furto no local. Durante os levantamentos, a PM conseguiu identificar três suspeitos, que moram em propriedades próximas à empresa. Enquanto faziam as abordagens, os policiais encontraram carvão sem comprovação de origem, levantando a suspeita de que a madeira furtada já havia sido queimada. Ainda durante as buscas, os militares encontraram um caminhão carregado com carvão ilegal, por isso, o veículo foi recolhido. Foram apreendidos ainda 120 m³ de carvão vegetal e duas motos adulteradas. Os presos foram levados para a delegacia da Polícia Civil junto com o material apreendido.
Um homem de 38 anos e uma criança, de 11, ficaram feridos em uma colisão entre uma caminhonete e um carro na MGC-135, em Manga, nesta segunda-feira (8). De acordo com a Polícia Militar, o motorista do carro relatou que ultrapassou uma carreta sem perceber que a caminhonete seguia no sentido contrário, provocando a batida frontal. O condutor da caminhonete foi socorrido pelo Samu com suspeita de trauma raquimedular — lesão traumática que afeta a medula espinhal e pode causar alterações temporárias ou permanentes nas funções motoras e sensitivas. Ele recebeu os primeiros atendimentos no hospital de Manga e, em seguida, foi transferido para a Santa Casa de Montes Claros. O menino foi socorrido com escoriações pelo corpo e dor na região do tornozelo. Ele foi encaminhado para o hospital de Manga. De acordo com o Samu, os três ocupantes do carro não se feriram. O motorista realizou o teste do etilômetro e não foi constatado consumo de bebida alcoólica.
Um motorista de 39 anos morreu em um acidente de carro na MG-401 em Jaíba, neste domingo (30). De acordo com a Polícia Militar, ele seguia no sentido Jaíba/Manga quando perdeu o controle da direção. O veículo invadiu a contramão e atingiu galhos e troncos de árvore. O motorista foi socorrido por uma equipe do Samu e foi levado para o Hospital Municipal Dr. Antunes Rocha. Ainda segundo a PM, ele sofreu ferimentos graves e morreu após receber atendimento médico. O veículo estava com documentação regular e foi liberado para uma testemunha.
Entre os recentes episódios relacionados ao Banco Master, está um embate entre o TCU e o Banco Central Desde que foi decretada a liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado, o assunto não saiu das manchetes dos principais jornais do país. Envolvimento de políticos, acusações a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atuação criticada do Tribunal de Contas da União (TCU) e compra de influenciadores contra o Banco Central foram alguns dos desdobramentos da liquidação extrajudicial da instituição financeira. Operação da Polícia FederalO caso veio à tona quando, no dia 18 de novembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação denominada Compliance Zero para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Na ocasião, a corporação prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Ele foi solto 10 dias depois. De acordo com a investigação, ativos fictícios ou supervalorizados foram usados para inflar artificialmente o balanço do Master, sustentando a captação de recursos e mascarando problemas de liquidez que vinham se agravando ao longo de 2024 e 2025. O núcleo central das irregularidades giraria em torno da emissão e negociação de carteiras de crédito sem lastro econômico real, que teriam sido vendidas para o Banco de Brasília (BRB) sem a devida comprovação documental ou análise técnica adequada. Tais operações resultaram em prejuízos tanto para o BRB quanto para os investidores que adquiriram CDBs do Master. No mesmo dia da operação, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. No ofício, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação ocorreu “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”. Atuação do TCUEm dezembro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus acolheu a representação do Ministério Público Federal (MPF) e determinou ao Banco Central uma manifestação sobre os supostos indícios de precipitação na liquidação do Banco Master. No despacho, o ministro afirmou ser necessário comprovar que a liquidação foi coerente com as irregularidades identificadas e os riscos envolvidos. Ele acolheu os argumentos do MPF, que apontam possível omissão e demora na reação a sinais de deterioração financeira da instituição, o que teria aumentado os riscos ao Sistema Financeiro Nacional, com potenciais impactos sobre credores, investidores, depositantes e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em resposta, o Banco Central enviou uma nota técnica com o histórico do processo e os fundamentos utilizados na decisão pela liquidação. O ministro, no entanto, considerou o documento insuficiente. “A Nota Técnica apresentada se limitou, em essência, à exposição sintética de cronologia e fundamentos, com remissão a processos e registros internos, sem que viesse acompanhada, nesta oportunidade, do acervo documental subjacente (peças, notas internas, pareceres e registros de deliberação) necessário à verificação objetiva das assertivas nela contidas”, destaca na decisão. Na sequência, o ministro determinou uma inspeção no Banco Central para suprir omissões, preencher lacunas de informação e esclarecer dúvidas identificadas durante as atividades de fiscalização. Nesta quarta-feira (7), no entanto, Jesus suspendeu o pedido de inspeção técnica pelo menos até o fim do recesso no Tribunal, que encerra no dia 16 de janeiro. Logo após a abertura do processo no TCU, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que está disponível para prestar os esclarecimentos. “Tem um gabarito completo para que todo o processo se sustente ao longo do tempo. Eu, como presidente, estou à disposição do Supremo para fornecer todos os dados. Já falamos com o Ministério Público e a Polícia Federal, e trouxemos tudo: cada uma das ações que foram feitas, cada uma das decisões, cada uma das trocas de mensagens e cada uma das respostas”, afirmou Galípolo em coletiva de imprensa. Banco Master fala em irregularidadesEm petição encaminhada ao TCU, a defesa do Banco Master acusou o Banco Central de usar a liquidante para obter dados que reforcem a “decisão extrema” pela liquidação da instituição financeira. Depois que a medida foi anunciada pelo BC, o banco perdeu condições de operar e que, desde então, ficou sob o regime de administração especial temporária. Isso significa que um liquidante – no caso, a EFB Regimes Especiais de Empresas – assumiu o controle para encerrar todas as atividades financeiras, vender os bens e pagar os credores. Na petição, os advogados disseram que “não cabe ao BCB solicitar ao liquidante a realização de trabalhos de investigação ou de recrutamento de documentos para instruir processos da autarquia ou as respostas que esta tenha que dar às instâncias judiciais ou de controle”. “Trata-se de expediente inusual, com aparência de ilegalidade e desvio de finalidade, por fazer extrapolar as funções do liquidante e subverter o rito de liquidação extrajudicial, medida na qual tenta transformar: (i) o liquidante em auditor do BCB e responsável por ações de fiscalização que são próprias da autarquia; e (ii) o processo de resolução em investigação de natureza administrativa e/ou criminal”, indicou a defesa do Master. CPMI do Banco Master e autoridades citadasO deputado Carlos Jordy (PL-RJ) deve protocolar, em breve, um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O requerimento já reúne o número mínimo de assinaturas, com apoio de 232 parlamentares, mas a instalação da comissão depende da leitura do pedido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em sessão do Congresso. O documento afirma que o objetivo da CPMI é a investigação “das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias, membros de Poderes da República”. O requerimento cita expressamente o contrato de R$ 129 milhões entre o banco liquidado e os serviços de advocacia de Viviane Barci de
Medida foi anunciada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e tem como alvo frutas que possam conter resíduos de agrotóxicos A França anunciou a suspensão da importação de frutas provenientes do Mercosul que contenham resíduos de agrotóxicos proibidos na União Europeia. A decisão foi comunicada no início da noite deste domingo (4) pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu e tende a acirrar as negociações do acordo comercial entre os dois blocos. Em “carta aberta aos agricultores da França”, Lecornu afirmou: “Portarias serão adotadas pelo governo esta semana para suspender a importação de gêneros alimentícios provenientes de países da América do Sul, como abacates e maçãs, contendo resíduos de cinco substâncias, no entanto, já proibidas na Europa”. Em publicação na rede X, ele citou mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim, além de indicar impacto sobre abacate, maçã, manga, goiaba, cítricos e uvas. Segundo o premiê, “os controles sobre as importações serão maciçamente reforçados, nas fronteiras e dentro do território [francês]”. Ele acrescentou: “Acabo de endurecer as instruções a esse respeito. Cabe, doravante, à União Europeia amplificar rapidamente essas ações na escala de todo o mercado europeu”. Efeito nas negociações com o Mercosul A França é a principal opositora do acordo de redução tarifária com o Mercosul, sob pressão de agricultores locais. Em dezembro, com apoio da Itália, Paris conseguiu adiar a assinatura final para janeiro, alegando a necessidade de salvaguardas e controles sanitários. O adiamento irritou o presidente Lula (PT), que concordou em postergar a cerimônia após conversa com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O Brasil sinaliza que pode abandonar as negociações se houver nova postergação, enquanto a França atua para barrar a entrada em vigor do acordo, que ainda depende do Parlamento Europeu.
Plano prevê demissão de até 15 mil funcionários e foi rechaçado por carteiros: “seguimos sem ser ouvidos” A crise nos Correios ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29), com o anúncio de um plano de reestruturação da estatal. Em meio a uma greve nacional da categoria, a direção da empresa confirmou que pretende fechar mil agências e abrir um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com meta de desligar até 15 mil trabalhadores, o que representa quase um quinto da força de trabalho atual. A medida, apresentada como solução para a fragilidade financeira da estatal, foi recebida com indignação por carteiros e entidades representativas. “Falam em modernização, mas o que a gente vê é fechamento de agência e corte de pessoal. Nada disso garante que o serviço vai melhorar”, afirma Suzy Cristiny, trabalhadora dos Correios e presidenta do sindicato da categoria no Acre. “É um plano que esvazia os Correios por dentro. Um triste episódio do desmonte”, completa. A proposta da empresa chega em meio à greve iniciada pela categoria no último dia 16. Após semanas de mediação, houve uma audiência de conciliação nesta segunda pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), cujo resultado não foi divulgado até o início da noite. O julgamento do dissídio coletivo está previsto para esta terça-feira (30). O plano de reestruturação foi detalhado pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante coletiva em Brasília. Segundo ele, a captação de R$ 12 bilhões em crédito junto a cinco grandes bancos, com aval do Tesouro Nacional, é essencial para garantir liquidez e evitar o colapso operacional da empresa. O valor deve ser utilizado para quitar dívidas em atraso e dar fôlego ao fluxo de caixa. Outras frentes do plano incluem: Fechamento de mil agências consideradas “deficitárias”;Demissão voluntária para até 15 mil funcionários, com economia anual estimada de R$ 2,1 bilhões;Venda de imóveis não operacionais, que pode gerar até R$ 1,5 bilhão;Revisão do plano de saúde Postal Saúde, para cortar R$ 700 milhões anuais;Investimentos futuros de R$ 4,4 bilhões em automação, tecnologia da informação, e frota, previstos para o período de 2027 a 2030.“O crédito nos permite interromper a espiral negativa herdada, recuperar a capacidade operacional da empresa e avançar com segurança na reestruturação”, disse Rondon. Mas, segundo ele, o valor captado agora pode não ser suficiente: os Correios projetam necessidade adicional de R$ 8 bilhões em 2026, ainda sem definição de origem. Julgamento será nesta terça (30)Enquanto a direção aposta na reestruturação, trabalhadores seguem em greve. Após rejeitarem a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), sindicatos pedem: Reposição da inflação nos salários;Reedição do ACT anterior;Aporte federal para garantir a operação da estatal.Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida, a proposta da empresa nega direitos e consolida o sucateamento iniciado no governo anterior. “A maioria esmagadora rejeitou o acordo porque ele não prevê reposição salarial. É um direito básico, garantido até pela jurisprudência do próprio TST”, afirmou. Na tentativa de evitar agravamento da paralisação, o presidente do TST determinou, por liminar, a manutenção de 80% do efetivo em operação, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia aos sindicatos. Mas a mobilização cresceu desde o dia 23, quando sindicatos intensificaram a adesão. “Não estamos sendo ouvidos”Na base dos Correios, o clima é de frustração. Para Wilton Domingos, que atua no interior do Mato Grosso do Sul e preside o sindicado dos carteiros no estado, o plano acentua uma lógica de esvaziamento. “Falam em crescimento, mas estão cortando quem está lá na ponta. É como se continuasse a mesma cartilha de anos atrás: encolhimento, precarização, e agora querem maquiar isso com a palavra ‘reestruturação’”, afirma. Segundo ele, o modelo de operação dos Correios ainda exige força de trabalho humana: “Só 20% da empresa é automatizada. O restante é braçal, depende de gente. E estão propondo cortar justamente onde não dá pra cortar. Como crescer sem contratar ninguém?” Wilton também critica a falta de diálogo com os trabalhadores. “Quem está na linha de frente não foi ouvido. E a gente quer recuperar contratos, melhorar os prazos, investir. Mas isso exige gente, não corte.” Apesar do discurso oficial de modernização e sustentabilidade, os trabalhadores ouvidos apontam que o plano dá continuidade ao desmonte da empresa, abrindo espaço para uma eventual abertura de capital ou parceria público-privada no futuro. “Tudo leva a crer que o objetivo é maquiar a empresa para entregar uma parte dela. Falam em tornar os Correios uma S/A, abrir capital… E a gente sabe o que isso significa”, diz Suzy. “Estão querendo vender um ativo estratégico do Estado. E tudo isso sem respeitar o papel social que os Correios têm, de garantir integração, soberania e serviço público onde ninguém mais chega.” Entenda como os Correios chegaram à criseA crise financeira dos Correios não começou em 2025, tampouco se explica apenas por ineficiência. A reportagem do Brasil de Fato analisou os balanços financeiros da empresa nos últimos 25 anos e constatou que, em 19 deles, a estatal registrou lucro, mesmo sendo responsável por uma missão constitucional da qual não pode abrir mão: a universalização do serviço postal, presente nos 5.570 municípios brasileiros. “A garantia do atendimento dos Correios a toda a população também fica prejudicada no momento que esse plano também prevê o fechamento de agências. Ou seja, tudo aquilo que os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios são contra, infelizmente está sendo elaborado e massificado nesse novo plano”, aponta afirma Suzy Cristiny. A universalização impõe um custo alto. Em milhares de cidades pequenas e regiões remotas, a operação dos Correios é deficitária, mas mantida por obrigação legal. Ainda assim, os recursos gerados nos anos lucrativos não foram reinvestidos na empresa, nem na recomposição do quadro funcional. A estatal sofreu com contingenciamentos sucessivos e ficou mais de uma década sem realizar concursos públicos, mesmo diante da aposentadoria de milhares de servidores. Entre 2011 e 2023, o número de trabalhadores encolheu quase pela metade. Além de operador logístico do setor postal, os Correios cumprem uma função estratégica de Estado. A empresa
Os Correios passaram a contar oficialmente com uma nova linha de financiamento de R$ 12 bilhões destinada à recuperação de sua situação financeira. O extrato do contrato de empréstimo foi publicado neste sábado (27) em edição extra do Diário Oficial da União pelo Ministério das Comunicações, formalizando uma operação aprovada pelo Tesouro Nacional no último dia 18. A operação foi estruturada com participação de cinco instituições financeiras: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O valor autorizado ficou abaixo do pedido inicial de R$ 20 bilhões, que havia sido negado pelo Tesouro no começo do mês. O contrato estabelece prazo total de 15 anos para quitação, com três anos de carência antes do início dos pagamentos. A taxa de juros foi fixada em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), índice usado como referência no mercado financeiro e que acompanha de perto a taxa básica de juros, a Selic. O percentual adotado ficou abaixo do teto de 120% do CDI que costuma ser aplicado pelo Tesouro em operações desse tipo com garantia da União. Os recursos poderão ser utilizados tanto para reforçar o capital de giro quanto para financiar investimentos considerados estratégicos dentro do plano de reestruturação da empresa. A verba também poderá cobrir custos associados à própria operação de crédito, como a comissão de estruturação e outras despesas vinculadas ao processo de reorganização financeira De acordo com o Tesouro Nacional, a autorização foi concedida porque a proposta apresentada pelos Correios atende aos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais que possuem plano de reequilíbrio financeiro validado pelas instâncias responsáveis. Contém informações da Agência Brasil
Esta provavelmente será a segunda vez desde a Revolução dos Cravos que uma eleição pode ser decidida pela “segunda volta”, como eles chamam por lá Os portugueses começaram a votar neste domingo (18) para escolher o próximo presidente da República em uma eleição que, pela segunda vez desde a Revolução dos Cravos, pode ser decidida em segundo turno — ou “segunda volta”, como é chamada em Portugal. A revolução de 1974 pôs fim à ditadura salazarista, que manteve o país sob repressão por 48 anos. A votação teve início às 8h (5h em Brasília) e segue até às 19h no território continental e na Ilha da Madeira. No Arquipélago dos Açores, o encerramento ocorre às 20h, devido ao fuso horário. Parte do eleitorado já havia votado antecipadamente, inclusive no exterior. No Brasil, os consulados portugueses abriram a votação no sábado (17). Um número recorde de 11 candidatos disputa o pleito. Inicialmente, eram 14 postulantes ao cargo, mas três candidaturas foram impugnadas pelo Tribunal Constitucional por irregularidades. Apesar disso, os nomes desses candidatos permanecem na cédula eleitoral, já que a impressão ocorreu antes da decisão judicial. Os votos destinados a eles serão considerados nulos. As pesquisas mais recentes indicam uma disputa acirrada entre o ultradireitista André Ventura, do partido Chega, e António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS). Em terceiro lugar aparece João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que surge tecnicamente próximo dos dois líderes. Denúncia de assédio sexualNos últimos dias de campanha, Cotrim de Figueiredo passou a enfrentar o impacto de uma denúncia de assédio sexual feita por uma ex-assessora do partido, referente a um episódio que teria ocorrido em 2023. Não há clareza, até o momento, sobre o efeito da acusação no resultado das urnas. As pesquisas também registraram como principais surpresas da campanha as quedas acentuadas de Luís Marques Mendes, apoiado pelo Partido Social Democrata (PSD), e do almirante Henrique Gouveia e Melo. Embora ambos sejam associados à direita — Gouveia e Melo se defina como de centro —, chegaram a liderar a corrida presidencial em momentos anteriores, mas perderam força ao longo da disputa. Gouveia e Melo ganhou projeção nacional durante a pandemia de Covid-19, ao coordenar o plano de vacinação em Portugal, o que lhe rendeu popularidade e reconhecimento público. Ainda assim, as sondagens mais recentes indicam forte retração de seu desempenho eleitoral. As pesquisasLevantamento da RTP, emissora pública portuguesa, em parceria com a Universidade Católica, divulgado na sexta-feira (16), aponta André Ventura com 24% das intenções de voto, seguido por António José Seguro, com 23%, e João Cotrim de Figueiredo, com 19%. Luís Marques Mendes aparece com 14%, após ter iniciado a campanha com cerca de 20%. Henrique Gouveia e Melo também registra 14%, ante 18% no começo da disputa. Seguro foi o candidato que mais cresceu nas projeções, saltando de 16% para 23%. Cotrim de Figueiredo subiu de 14% para 19%, embora a pesquisa tenha sido realizada antes da divulgação da denúncia de assédio. Na sequência aparecem António Filipe, apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP), com 2%, e Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, também com 2%. Ambos tinham 3% na primeira sondagem. A pesquisa ouviu eleitores entre os dias 15 de dezembro e 13 de janeiro. A eleição deste domingo é a 11ª desde a redemocratização em que os portugueses escolhem diretamente o presidente da República, cargo com mandato de cinco anos. Desde a Revolução dos Cravos, o país teve cinco presidentes — todos reeleitos. Foram eles o general António Ramalho Eanes (1976–1986), Mário Soares (1986–1996), Jorge Sampaio (1996–2006), Aníbal Cavaco Silva (2006–2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016–2026). Soares e Sampaio eram ligados ao PS, enquanto Cavaco Silva e Rebelo de Sousa tinham vínculos com o PSD. Com informações do Holofote
Tratado enfrenta forte resistência interna francesa e pode sofrer novos obstáculos no Parlamento Europeu A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9), em Bruxelas, o acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a formação do maior pacto comercial do planeta. O entendimento reúne um mercado estimado em 722 milhões de consumidores e prevê ampla redução de barreiras tarifárias entre os dois blocos, apesar da oposição firme liderada pela França.Os representantes permanentes dos Estados-membros autorizaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a assinar formalmente o tratado na próxima semana, durante cerimônia no Paraguai. Antes disso, os votos ainda precisam ser confirmados pelos governos dos 27 países do bloco, uma etapa considerada protocolar e prevista para ocorrer nas próximas horas.Mesmo tratada como formalidade, a decisão já provocou manifestações públicas. O governo da Alemanha se pronunciou afirmando que o acordo “é um sinal importante no momento atual”, destacando o peso econômico e estratégico do tratado em um cenário internacional marcado por tensões comerciais. O texto prevê a eliminação de tarifas de importação sobre 91% das mercadorias negociadas entre a União Europeia e o Mercosul. De acordo com estimativas europeias, as exportações do bloco para a América do Sul podem crescer até 39%, com potencial de gerar cerca de 440 mil postos de trabalho no continente europeu. Negociado desde 1999, o acordo passou por longos períodos de paralisação e só ganhou novo impulso no fim de 2024, impulsionado pelo empenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por países europeus com forte perfil exportador, como Alemanha e Espanha. Nos últimos meses, o tratado também assumiu relevância geopolítica, em meio às tarifas adotadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e à sua retomada de uma agenda crítica ao multilateralismo. A aprovação ocorre poucos dias após a intervenção americana na Venezuela e em meio a reiteradas ameaças à Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca e integrante da União Europeia, fatores que reforçaram o debate sobre autonomia estratégica no continente. Enquanto o sinal verde era dado em Bruxelas, agricultores franceses voltaram a protestar em Paris com a invasão de tratores, ampliando a crise política enfrentada pelo primeiro-ministro Sébastian Lecornu. Partidos de oposição pretendem explorar a aprovação do acordo — tema altamente sensível na França — para tentar derrubar o governo e intensificar a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron. Na véspera da decisão europeia, Macron reiterou a posição contrária da França ao tratado. Em dezembro, Paris havia conseguido bloquear o avanço do acordo ao atrair o apoio da Itália. Desta vez, porém, o governo italiano mudou de posição após negociar concessões com a Comissão Europeia, incluindo a antecipação de € 45 bilhões em subsídios ao setor agrícola e a flexibilização da nova taxa de carbono sobre fertilizantes importados. Sem o respaldo italiano, a França não conseguiu formar a chamada minoria de bloqueio no Conselho da UE. Embora conte com o apoio de países como Polônia, Hungria, Irlanda e Áustria, o grupo não alcançou o critério exigido, que combina ao menos quatro países e 35% da população total do bloco. Diante da derrota no Conselho, o governo francês deve concentrar esforços para barrar o tratado no Parlamento Europeu, que precisa ratificar o texto final até abril. Paralelamente, um grupo de eurodeputados articula levar o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que poderia atrasar sua implementação por vários anos. Em termos econômicos, o intercâmbio entre os dois blocos alcançou € 111 bilhões em 2024. As exportações europeias são lideradas por máquinas, produtos químicos e equipamentos de transporte, enquanto o Mercosul exporta majoritariamente produtos agrícolas, minerais, além de celulose e papel, setores que estão no centro das controvérsias políticas em países como a França.
Presidente venezuelano comparece à Justiça dos EUA após ser sequestrado O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou na manhã desta segunda-feira (5) a um tribunal federal de Nova York para participar de sua primeira audiência judicial nos Estados Unidos. Ele foi levado ao local acompanhado da esposa, Cilia Flores, após deixar o Metropolitan Detention Center (MDC), onde estava detido desde sábado (3), quando foi sequestrado em Caracas. A audiência está marcada para as 14h (horário de Brasília) e será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, magistrado de 92 anos com longa trajetória na Justiça americana e atuação em processos de grande repercussão. No sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma nova acusação formal contra Maduro, inserida em um processo criminal que, de acordo com o governo federal americano, tramita há cerca de 15 anos. A denúncia mantém as mesmas quatro acusações apresentadas anteriormente em Nova York, em 2020: narco-terrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração. O caso ocorre em meio a forte repercussão internacional. Ainda nesta segunda-feira, o Conselho da ONU se reúne para discutir o sequestro do presidente venezuelano. No cenário político, a presidente interina da Venezuela afirmou que pretende trabalhar “junto” com os Estados Unidos, enquanto Donald Trump, presidente norte-americano, sugeriu um segundo ataque contra a Venezuela caso o governo “não se comportar”.
O bombardeio dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de seu presidente, Nicolás Maduro, se inscrevem em uma longa tradição de intervenções norte-americanas na América do Sul, na América Central e no Caribe ao longo dos últimos dois séculos. Ao mesmo tempo, representam um marco inédito: trata-se do primeiro ataque militar direto dos EUA contra um país sul-americano. Em entrevista coletiva após a captura de Maduro, Donald Trump afirmou que a “dominância americana no hemisfério ocidental jamais será questionada novamente”. Desde meados do século XIX, os Estados Unidos atuam sobre países vizinhos por meio de pressão econômica e também de ações militares, com um histórico que inclui invasões, ocupações e operações encobertas. O episódio que mais se aproxima do atual é a captura do ditador panamenho Manuel Noriega, em 1989. Ações secretas dos EUA contribuíram para a derrubada de governos eleitos e para a instalação de ditaduras militares em países como Brasil, Chile e Argentina. Ainda assim, intervenções militares abertas costumavam se restringir a nações mais próximas, na América Central e no Caribe. Para Maurício Santoro, professor de relações internacionais da UERJ, o ataque à Venezuela “sinaliza uma mudança profunda na política externa e de defesa”, alinhada à nova estratégia de segurança nacional divulgada recentemente pelo governo Trump. O documento defende a ampliação da presença militar dos EUA na região, apresentada como um “corolário Trump” da Doutrina Monroe — formulada em 1823 sob o lema “América para os americanos” e usada historicamente para justificar golpes apoiados por Washington. Embora a ação de sábado dialogue com práticas do passado, ela causa impacto por não haver precedentes desde 1989, segundo Alan McPherson, professor da Temple University e autor de A Short History of US Interventions in Latin America and the Caribbean. Para ele, a ideia de que a era do imperialismo explícito teria ficado no século XX não se confirmou. Praticamente todos os países da região já sofreram algum tipo de intervenção norte-americana, aberta ou encoberta. Alguns exemplos ajudam a dimensionar esse histórico: México A anexação do Texas, então território mexicano, provocou disputas que culminaram na invasão dos EUA em 1847. Tropas americanas ocuparam a Cidade do México, e o conflito terminou em 1848 com um tratado que obrigou o país a ceder 55% de seu território, incluindo áreas que hoje correspondem a Califórnia, Nevada, Utah e partes de outros cinco estados. Cuba Em 1898, os EUA apoiaram a luta cubana contra a Espanha. Após a vitória, ocuparam a ilha até 1902 e garantiram controle permanente sobre a base de Guantánamo. Novas ocupações ocorreram entre 1906 e 1909 e entre 1917 e 1922. Após a Revolução de 1959, a CIA apoiou a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961. tHaiti Em 1915, sob o argumento de estabilizar o país e proteger interesses comerciais, os EUA invadiram o Haiti e passaram a controlar alfândegas, o Tesouro e o banco nacional até 1934. Em 1959, a CIA atuou nos bastidores para sustentar a permanência do ditador François “Papa Doc” Duvalier, visto como aliado contra a influência cubana. Brasil Embora não tenha ocorrido intervenção direta em 1964, uma força naval dos EUA ficou posicionada no litoral brasileiro caso houvesse resistência ao golpe que depôs o presidente João Goulart. Na década de 1970, CIA e FBI assessoraram estruturas repressivas de ditaduras no Brasil, Chile e Argentina durante a Operação Condor. Panamá Os EUA apoiaram a separação do Panamá da Colômbia em 1903 e mantiveram forte influência no país. Em 1989, cerca de 27 mil soldados americanos invadiram o território para capturar Manuel Noriega, antigo aliado da CIA, acusado de narcotráfico. A operação deixou entre 200 e 500 civis mortos, além de cerca de 300 soldados panamenhos, e resultou na posse de Guillermo Endara como presidente. Ainda não está claro se a Venezuela seguirá caminho semelhante. Trump afirmou que o país será “administrado” pelos EUA até que ocorra uma “transição adequada”. McPherson ressalta que intervenções norte-americanas raramente produzem estabilidade duradoura. Segundo ele, esses episódios quase sempre geram problemas prolongados de sucessão política e governabilidade. DCM
Galo teve boa parte dos jogadores considerados titulares em campo, mas segue sem vencer na competição Por Jonatas Pacheco. Jornal O Tempo Depois de dois jogos entrando em campo com times alternativos no Campeonato Mineiro, o Atlético teve a equipe principal pela primeira vez em 2026 na noite deste domingo (18/1). Mas não foi do jeito que a torcida esperava. Mesmo contando com boa parte dos jogadores considerados titulares, incluindo Hulk, o Galo ficou no empate em 0 a 0 com o Tombense, na Arena MRV, pela terceira rodada da competição. A partida marcou as estreias de dois dos cinco reforços que já foram anunciados pelo clube. O lateral-esquerdo Renan Lodi e o volante Maycon começaram como titulares. Já o atacante equatoriano Alan Minda não saiu do banco de reservas. Com o time recheado de jogadores do time principal, o Atlético conseguiu dominar as ações da partida e criar boas oportunidades. Renan Lodi fez uma boa dobradinha com Dudu pelo lado esquerdo e foi bastante acionado nas ações ofensivas, criando perigo com cruzamentos. Na segunda etapa, o Atlético continuou martelando, mas parou na defesa do Tombense. A equipe adversária ainda ficou com um jogador a menos na metade dos 45 minutos finais, mas o Galo pecou na hora de finalizar. Mesmo com Hulk chamando a responsabilidade e criando boas chances, o Atlético não conseguiu balançar as redes, ficou no 0 a 0 e chegou ao terceiro jogo sem vencer no Campeonato Mineiro. A boa notícia foi a estreia de Renan Lodi, que teve boa atuação, criando mutias chances em cruzamentos e também finalizando em gol. O volante Maycon também participou bem enquanto esteve em campo. O Atlético chegou aos três pontos e está na terceira colocação do Grupo A do Campeonato Mineiro. Na próxima quarta-feira (21/1), o Galo enfrenta o América, às 21h30, na Arena Independência. Já o Tombense tem dois pontos e está na lanterna do Grupo B. Também na quarta, a equipe de Tombos recembe o North, às 19h30. O jogoA primeira boa chance no primeiro tempo foi do Tombense. Logo aos quatro minutos, o atacante Julio Cesar recebeu dentro da área e finalizou rasteiro. A bola tocou na rede pelo lado de fora e assustou a torcida atleticana. Depois desse lance, o Atlético passou a controlar a partida e tocar a bola no campo de ataque. Aos 18 minutos, Renan Lodi cruzou da intermediária e achou Ruan Tressoldi na área, mas o zagueiro cabeceou por cima. Pouco tempo depois, aos 21, Dudu lançou para Igor Gomes, mas o meia não alcançou a bola. Aos 36 minutos, o Tombense quase abriu o placar. O atacante Rafinha recebeu pelo lado esquerdo e chutou colocado de fora da área, mas a bola explodiu na trave. Logo na sequência, o Atlético teve escanteio e Ruan Tressoldi cabeceou muito perto do gol adversário. O Atlético voltou com tudo no segundo tempo. Logo aos dois minutos, Bernard teve uma chance clara dentro da área após receber passe de Hulk pelo alto, mas, de pé esquerdo, acabou finalizando por cima do gol. Aos seis minutos, após cobrança de escanteio, Dudu cabeceou livre para o gol. A bola passou pelo goleiro, mas a defesa do Tombense conseguiu salvar em cima da linha. Menos de três minutos depois, Hulk subiu mais que a zaga e cabeceou para fora. O Tombense teve uma boa chance com Luiz Felipe, aos 11 minutos. O atacante carregou a bola pelo lado esquerdo e chutou rasteiro, mas Everson estava bem colocado e fez a defesa com tranquilidade. Renan Lodi quase balançou as redes logo na estreia. O lateral-esquerdo aproveitou sobra de bola na entrada da área, aos 17, e chutou com força, mas errou o alvo. Seis minutos depois, Hulk carregou a bola e finalizou rasteiro, mas o goleiro Matheus fez boa defesa. Aos 25 minutos, o Tombense ficou com um jogador a menos, após o zagueiro Wesley Marth, que já tinha recebido um amarelo, ser advertido novamente após atrapalhar a reposição de bola do Atlético. Com um jogador a mais, o Galo continuou pressionando em busca do gol. Vitor Hugo, de cabeça, e Jupi, contra, quase abriram o placar. Apesar das tentativas, o Atlético não conseguiu passar pela defesa do Tombense, que soube se defender e contou com o goleiro Matheus fazendo boas defesas. Já nos acréscimos, Hulk teve uma última chance, mas chutou por cima do gol. Após o apito final, a torcida vaiou bastante o time. Ficha técnicaATLÉTICO 0 X 0 TOMBENSE Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro 2026 Local: Arena MRV, Belo HorizonteData: 18 de janeiro de 2026Árbitro: Daniel da Cunha Oliveira Filho (MG)VAR: Michel Patrick Costa Guimarães (MG) ATLÉTICO: Everson; Natanael (Reinier), Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Maycon (Alan Franco), Igor Gomes, Scarpa (Cuello) e Bernard; Dudu e Hulk. Técnico: Jorge Sampaoli TOMBENSE: Matheus; Júlio Henrique, Wesley Marth, Roger Carvalho e Gustavo Xavier (PH); Wanderson, Dyego (João Vitor) e Pedro Oliveira (Jupi); Jefferson Renan (Diego Leandro), Rafinha e Julio Cesar (Luiz Felipe). Técnico: Cristóvão Borges Cartões amarelos: Wesley Marth (Tombense)Cartão vermelho: Wesley Marth (Tombense)
Ainda sem Gerson, Tite colocou em campo o time considerado titular do Cruzeiro pela primeira vez na temporada Com o time titular — ainda sem Gerson —, o Cruzeiro goleou o Uberlândia por 5 x 0, na noite deste sábado (17/1), no Mineirão, em Belo Horizonte. O jogo, válido pela terceira rodada do Campeonato Mineiro, teve gols de Kaio Jorge e Christian (duas vezes), Wanderson e Lucas Romero. Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos seis pontos e assumiu a liderança do Grupo C, com quatro de vantagem sobre o North, segundo colocado. Já o Uberlândia, ainda sem vencer, segue na lanterna da Chave A, com apenas dois pontos. O jogoMesmo sem contar com Gerson — recém-contratado, após passagem pelo futebol europeu — o time celeste entrou em campo com a base considerada titular e resolveu a partida ainda no primeiro tempo. Kaio Jorge abriu o placar, e Christian, em noite inspirada, balançou as redes duas vezes para encaminhar a goleada antes do intervalo. Na volta do intervalo, o Cruzeiro manteve o ritmo e seguiu empilhando chances. Wanderson ampliou, Lucas Romero também deixou o dele, e Christian voltou a marcar.
A estatística do jogo revela que o North teve mais chances de gol, mas não foi feliz nas finalizações. O Betim aproveitou as oportunidades que surgiram e, já no primeiro tempo, decretou a vitória fora de casa por 2 a 1, embolando o Grupo B, que tem América e Pouso Alegre na liderança Erick Henrique foi lançado em profundidade e bateu rasteiro na saída de Yago, marcando o gol da vitória do BetimDepois de dois empates, o North conheceu sua primeira derrota no Campeonato Mineiro 2026, enfrentando ontem o Betim, na Arena Credinor. O placar final ficou em 2 a 1 para o time visitante. Com o resultado, o representante montes-clarense perdeu a chance de melhorar a sua posição na classificação do Grupo C, que ainda tem o Cruzeiro, Athletic e Itabirito. O próximo compromisso do North será dia 21 de janeiro, quarta-feira que vem, às 19h, contra o Tombense fora de casa. Já o Betim pega em casa a URT na Arena Vera Cruz, às 18h30. JOGO DECIDIDO NO PRIMEIRO TEMPOOs dois times começaram a partida jogando aberto, com chances de gol de lado a lado. O Betim criou duas oportunidades claras de gol com o atacante Maycon Rangel. Aos 2 minutos e meio, ele recebeu um cruzamento da direita e bateu de canhota para fora. Um minuto depois, o mesmo Rangel pegou uma puxeta de perna direita, quase uma bicicleta, mandando no ângulo, sem chances de defesa para o goleiro Yago, abrindo o marcador para o Betim.A puxeta do Maycon Rangel, uma meia bicicleta, foi no ângulo direito do goleiro Yago, que nada pôde fazerAos 7 minutos de jogo, o ponta-direita Gustavo Ermel, do North, cruzou para a área, a bola resvalou na zaga e sobrou limpinha para Tiago Marques, que só empurrou para o fundo das redes. Houve insistentes reclamações dos jogadores do Betim, alegando impedimento, e o lance passou a ser avaliado pelo VAR. Houve demora na decisão, mas o gol foi validado, empatando o jogo em 1 a 1.Aos 36 minutos, Evanderson foi até a linha de fundo pela direita e cruzou rasteiro. Tiago deu um carrinho, mas não conseguiu tocar na bola. Foi uma grande chance de colocar o North à frente do placar.Aos 37 minutos da primeira etapa, o camisa 7 do Betim, Érick Henrique, foi lançado na direita em profundidade. Ele dominou a bola e seguiu em direção ao gol. Na saída do goleiro Yago, Érick bateu rasteiro, colocando o Betim novamente na dianteira do placar. Aos 47 minutos do primeiro tempo, o North teve uma grande chance de empatar a partida com uma testada forte do Renan, que explodiu na trave do goleiro Jori, do Betim.A cabeçada forte do Renan explodiu na trave, quase empatando a partida para o North ESCALAÇÕES E ARBITRAGEMO North começou a partida com Yago, Lucas Mota, Bruno Bispo, Leonardo Gobo e Renan; Camacho, Evanderson e Clayton; Serginho Ricardo, Tiago Marques e Ermel, sob o comando do técnico Kleberson Pereira. O Betim entrou em campo com Jori, Danilo Belão, Jean, Gabriel Marques e Pedro Henrique; Riquelmy, Victor Mafra e Vitinho; Maycon Rangel, Érick Henrique e João Magno, comandado pelo técnico Emerson Ávila. O árbitro da partida foi Murilo Francisco Misson Júnior, auxiliado pelos bandeiras Celso Luiz da Silva e Augusto Magno de Ramos.
Investigação da Procuradoria-Geral da República aponta irregularidades no Astralo 95, utilizado para comprar participação no clube mineiro, em esquema que movimentou R$ 5,7 bilhões segundo o MPF A Procuradoria-Geral da República identificou indícios de irregularidades em um fundo de investimentos ligado ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que foi utilizado para aplicar recursos na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético Mineiro. As suspeitas constam em pedidos de busca e apreensão que fundamentaram operações recentes contra o banco e indicam possível confusão patrimonial envolvendo valores destinados ao clube mineiro. As informações foram divulgadas pelo portal UOL. De acordo com o Banco Central do Brasil, o fundo Astralo 95, responsável por um investimento estimado em cerca de R$ 300 milhões na SAF do Atlético-MG, integra o conjunto de fundos que teriam sido utilizados para o desvio de recursos do Banco Master. As autoridades financeiras e o Ministério Público investigam se parte do dinheiro aplicado no futebol teve origem em operações irregulares realizadas no âmbito da instituição financeira. As apurações indicam que o Astralo 95 atuou de forma articulada com outro fundo, o Reag Growth 95. Entre abril e maio de 2024, ambos teriam movimentado aproximadamente R$ 1,45 bilhão em recursos vinculados ao Banco Master. Segundo os investigadores, essas operações ocorreram em um curto intervalo de tempo e levantaram alertas sobre a finalidade real das transferências e a separação patrimonial entre os diferentes agentes envolvidos. A investigação também chama atenção para a estrutura de controle dos fundos. Formalmente, os principais beneficiários finais declarados do Astralo 95 seriam parentes de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, instituição que posteriormente teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. No entanto, a PGR afirma que há inconsistências relevantes na identificação do real controlador da cadeia de fundos, sugerindo que a estrutura societária pode ter sido usada para ocultar a origem e o destino final dos recursos. Um dos pontos centrais da apuração envolve a participação do Astralo 95 no Galo Forte FIP, veículo utilizado para estruturar a entrada de Daniel Vorcaro no capital do futebol do Atlético-MG. Até novembro de 2024, o Astralo 95 detinha 100% das cotas do Galo Forte FIP. A partir de dezembro daquele ano, houve uma alteração significativa: 80% das cotas passaram a estar diretamente em nome de Vorcaro, enquanto os 20% restantes permaneceram com o fundo. Para a Procuradoria-Geral da República, essa mudança formal de composição não se alinha com informações já conhecidas publicamente. Segundo a PGR, desde o fim de 2023 havia indicações de que Daniel Vorcaro era o efetivo proprietário do Galo Forte FIP. No entendimento dos investigadores, a divergência entre a documentação formal e o “conhecimento público” sobre o controle do fundo reforça a hipótese de confusão patrimonial e de uso de estruturas intermediárias para mascarar a real titularidade dos recursos. O Galo Forte FIP foi o instrumento por meio do qual Vorcaro adquiriu aproximadamente 25% da Galo Holding, empresa que controla a SAF do Atlético-MG. Embora a investigação não detalhe, até o momento, a origem exata dos R$ 300 milhões investidos no clube, o Ministério Público Federal sustenta que há indícios de que parte desses valores possa ter sido desviada do Banco Master, por meio de operações estruturadas com fundos de investimento. Segundo os investigadores, a chamada confusão patrimonial decorre do cruzamento intenso de operações financeiras entre fundos ligados ao mesmo grupo econômico ou a pessoas com vínculos próximos. Esse tipo de prática dificulta a distinção entre patrimônio pessoal, recursos da instituição financeira e valores de terceiros investidores, criando obstáculos à fiscalização e ao rastreamento da origem do dinheiro. No conjunto mais amplo das apurações, o MPF aponta movimentações que somam cerca de R$ 5,7 bilhões para fundos considerados suspeitos de terem recebido recursos desviados do Banco Master. Parte desse dinheiro, segundo a investigação, teria sido direcionada a empresas registradas em nome de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro e de uso de estruturas financeiras para ocultar beneficiários finais. As investigações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro se inserem em um contexto de atuação mais rigorosa das autoridades contra supostas fraudes financeiras, manipulação de ativos e falhas de governança no sistema bancário. O caso ganhou repercussão nacional por envolver grandes volumes de recursos, fundos de investimento complexos e a entrada de capital no futebol profissional por meio do modelo de SAF, que tem atraído investidores nos últimos anos. Procurado pela reportagem, o Atlético-MG informou que não iria se manifestar sobre o caso até a publicação. Já Daniel Vorcaro, por meio de sua assessoria, declarou que não comentaria as investigações em andamento. As autoridades ressaltam que as apurações continuam e que novas diligências podem ser realizadas para esclarecer a origem dos recursos, a responsabilidade dos envolvidos e eventuais impactos sobre os investimentos realizados no clube.