Prefeito de Montes Claros denuncia chacreamento da Serra do Mel

– O prefeito Humberto Souto denunciou, ontem (03/02), que estão tentando criar chácaras na Serra do Mel, no Ibituruna, em Montes Claros, e, por isso, determinou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente que adote as medidas necessárias para impedir que isso ocorra. Ele fez a denúncia durante a solenidade de assinatura de convênios com nove entidades para aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente. A promotora Aluísia Beraldo Ribeiro estava no evento e explicou que esperará qualquer medida a ser adotada para tomar providências. O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, anunciou que a área será transformada em área de proteção ambiental. No final de 2016 o então prefeito José Vicente Medeiros tombou a Serra do Mel e, com isso, impediu que a área fosse loteada. Porém, o prefeito Humberto Souto explica que foi procurado pelo grupo empresarial que pediu licença para fazer o loteamento. O pedido foi rejeitado. Agora, segundo ele, estão anunciando o chacreamento do local, para depois de criadas essas chácaras, passar a dividir as áreas, instalando um loteamento. A denúncia surpreendeu até mesmo a promotora Aluísia Beraldo, que estava no recinto. Souto explicou que a área é intocável e, por isso, já recomendou que fosse reprovado qualquer projeto neste sentido. Na manhã de ontem, foi realizada a solenidade de repasse dos recursos do Fundo Único de Meio Ambiente (Famma), para apoiar projetos que visem o uso sustentável dos recursos naturais, manutenção, melhoria e recuperação da qualidade ambiental, pesquisa e atividades ambientais de controle, fiscalização e defesa do meio ambiente, através de entidades e ONGs que foram contemplados nas áreas de educação ambiental, revitalização de microbácias, gestão de resíduos sólidos, pesquisa e desenvolvimento e projetos especiais de relevância ambiental. Através da Comissão do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema), foram analisados e selecionados diversos projetos apresentados por entidades e organizações não governamentais (ONGs), recebidos após publicação de um edital de chamamento público, oriundos do Fundo Único de Meio Ambiente (FAMMA), com o objetivo principal de contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população do município, no perímetro urbano e na zona rural. Ao todo, serão beneficiadas diretamente cerca de 600 famílias, além das ações que serão desenvolvidas em prol de todos os segmentos da sociedade. Os projetos classificados e suas respectivas entidades são: Para Além da Prisão – PAP/Legião de Assistência Recuperadora/LAR; Para Colher, Basta Reciclar/Associação Comunitária de Tabuas; Captação de Água da Chuva na Escola Municipal Du Narciso; Hortas Urbanas e Plantas Medicinais/Associação Recanto das Hortaliças, na Vila Antônio Narciso e Grande Santos Reis; A Semente Florescerá/Escola Municipal Alfredo Soares da Mota; Guarujá Ambiental, com coleta seletiva porta a porta/Associação Comunitária do Bairro Guarujá; Meu Melhor Amigo, Educar para Cuidar/Apelo Canino; Educação Ambiental e Gestão de Resíduos Sólidos/Igreja Batista Esperança e Vida; Projeto de Pequenas Barraginhas de Captação de Água de Chuva/Associação Comunitária de Varginha da Onça. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta
GREVE NA UNIMONTES: dia de atividades no campus universitário

Evento chama a atenção para o drama dos professores da Unimontes Os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em greve há 36 dias, estão realizando um dia de atividades no campus universitário, neste dia 1º de março. Depois de um café, com a participação, inclusive, de estudantes, foi feita uma panfletagem no Restaurante Universitário.Nessa noite, a Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) promove um “consertão”, com apresentações do músico Élcio Lucas, do poeta Aroldo Pereira e do Bloco N`Gandaia, a partir das 19h30.Aluno do 1º Período do curso de História, Vítor Fraga Silva Prates, apoia a greve, por entender que a iniciativa é um passo importante no processo de recuperação da dignidade dos professores, o que irá, no seu modo de entender, contribuir para melhorar a qualidade de ensino dentro da universidade. O vencimento básico de um professor especialista com 20 horas semanais de trabalho na Unimontes é de R$ 885,64.“O movimento é necessária, pois é preciso pressionar o governo para que cumpra o que foi prometido à comunidade acadêmica”, diz o estudante, se referindo ao acordo – homologado pela Justiça – que pôs fim à paralisação de 2016. O documento prevê, como principal ponto, a reestruturação de carreira.Apesar de lamentar estar sem aula, Vítor considera a greve legítima. “Ainda mais quando imaginamos que no futuro seremos professores. É uma luta que beneficiará a todos”, considera. Fotos e texto: jornalista Waldo Ferreira
Indicativo de greve: servidores da saúde paralisaram atividades em todo o Estado

Com possibilidade de greve geral, os servidores das 28 superintendências e gerências regionais de saúde de Minas Gerais, incluindo Montes Claros, Pirapora e Januária realizaram nesta quarta-feira movimento de paralisação das atividades entre 10 e 15 horas, com o objetivo de reivindicar do Governo do Estado o pagamento de ajuda de custo a todos os trabalhadores. Por causa da legislação eleitoral, até o dia 20 deste mês o Governo do Estado precisa decidir pelo pagamento ou não da ajuda de custo. Caso isso não ocorra os servidores não descartam a realização de greve em todo o sistema estadual de saúde já a partir deste mês. Em janeiro deste ano o Governo do Estado concedeu abono salarial no valor de R$ 53,00 apenas para servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), da Fundação Hemominas e para trabalhadores da Secretaria de Estado da Saúde – (SES-MG) que ocupam cargo de Auxiliar de Gestão e Apoio à Saúde (Augas). Porém, os demais servidores do sistema estadual de saúde reivindicam o aumento do valor da ajuda de custo para R$ 105,00 e a extensão do benefício para todos os trabalhadores, como forma de garantir tratamento igualitário a todas as categorias profissionais. Durante manifestação em frente à Superintendência Regional de Saúde vários servidores cobraram do Governo do Estado isonomia na concessão de benefícios a todos os trabalhadores e cobraram apoio dos deputados estaduais votados no Norte de Minas. Lembraram que o Governo do Estado precisa cumprir o direito constitucional de reajuste salarial com base nos índices inflacionários apurados no período de 2015 a 2017, bem como estender a carga horária semanal de 30 horas de trabalho para todas as categorias profissionais, conforme termo de compromisso assinado pelo governador em 2014.
Overdose de provas contra Aécio é ignorada no Norte de Minas, pela sua trupe

Mesmo depois que a máscara de Aécio Neves, um dos maiores ladrão deste País, caiu, suas viúvas norte-mineiras não cansam de bajulá-lo. Sabendo que o venta larga, juntamente com sua irmã utilizou a estrutura do Estado para enriquecer, perseguir adversários políticos e jornalistas, e garantir a impunidade através do aparelhamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com a nomeação de desembargadores amigos, e da Procuradoria de Justiça, com a nomeação de chefes para cargos no governo, seus comparsas também ignoram. Relembrando um pouco da sua história Corrupção passiva e obstrução à Justiça A Operação Patmos, um desdobramento da Lava Jato, acusou Aécio Neves de ter aceitado propina de R$ 2 milhões, repassada pela J&F, e que tentou obstruir investigações da Justiça.Ele foi formalmente acusado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça. Segundo a PGR, Andrea e Aécio contataram executivos da JBS, Frederico recebeu o valor em uma mala, e Mendherson guardou uma parte do dinheiro na casa de sua sogra. O valor foi encontrado pela Polícia Federal. A Procuradoria afirmou ainda que o valor foi pago em quatro parcelas de R$ 500 mil, entre abril e maio.Além desta acusação, Aécio é alvo de outros oito inquéritos no Supremo Tribunal Federal.O inquérito 4.244 do STF investiga se ele cometeu os crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro envolvendo a geradora de energia estatal Furnas.O de número 4.246 busca apurar a suposta prática dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, falsidade ideológica, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro pelo senador. A suposta atuação seria para maquiar dados da CPMI dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o mensalão mineiro.Os inquéritos 4414, 4423, 4444, 4436 e 4392 pedem investigação de crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa Odebrecht. Os supostos crimes foram levantados a partir de delações de executivos e ex-executivos da empresa, que disseram que Aécio e outros participaram de recebimento e direcionamento de vantagens ilícitas.O último inquérito antes do que chegou a causar o afastamento do senador foi o de número 4483, que também relaciona delações de Joesley Batista e gravações apresentadas pelo delator. O inquérito foi requerido em face do presidente Michel Temer, de Aécio Neves e do ex-deputado Rodrigo Loures.Caso do helicóptero da cocaína tem mais de 4 anos e ninguém está preso Quem não lembra da apreensão de um helicóptero dos Perrella com 450 kg de pasta base de cocaína? Horas antes da apreensão pela PF, a aeronave parou para abastecer na fazenda da família de Aécio Neves. Dono do helicóptero era até dias atrás, Secretário Nacional do Futebol no governo TemerAécio e Andrea Eles mantiveram inocentes na cadeia e impôs terror na vida de quem ousou discordar ou denunciar abusos no projeto de poder de Aécio Neves, conduzido com mãos de ferro pela irmã Andrea Neves.O ex-dono do Diário de Minas, Marco Aurélio Carone, por exemplo, filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte, era um homem destroçado, andando de muletas, abatido por um enfarte que teve nos nove meses que passou na prisão, três deles em solitária, sem que houvesse condenação alguma sobre ele.“O crime que eu cometi? Foi divulgar no site Novo Jornal informações que eu recebia sobre corrupção, ligações com o consumo e o tráfico de drogas do então governador, abuso da polícia, tudo que os jornais tradicionais não davam, porque estavam comprados por Andrea Neves”, disse Marco Aurélio Carone, numa entrevista gravada de mais de duas horas.Existe uma história em Minas, muito mal explicada, da morte da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que era operadora do esquema do mensalão tucano, amante de um dos figurões da política local. Ela foi assassinada, mas o rapaz que assumiu o crime, dizendo-se seu ex-namorado, nunca foi preso.O primo de Aécio e Andrea, o Kedo, teve participação direta na negociação de um habeas corpus que tirou dois traficantes da cadeia. Quem concedeu o habeas corpus? Um desembargador nomeado por Aécio, como segundo de uma lista tríplice do Ministério Público do Estado. (fonte: aqui) Recentemente, o ainda senador apareceria dizendo que precisavam de um portador de mala de dinheiro que pudessem matar antes de se tornarem delatores.Agora, mesmo timidamente, a Lava Jato está investigando as obras do Palácio Tiradentes, sede do governo de Minas, que faz parte do complexo da Cidade Administrativa, projeto criado por Aécio Neves.Executivos da Odebrecht afirmam que houve pagamento de propinas na construção da Cidade Administrativa, além de favorecimento e fraude em licitações das obras. Devido ao alto custo de manutenção, cerca de R$ 400 mil por mês, o Palácio Tiradentes será encerrado. O governador ficará no Palácio da Liberdade. Enquanto Governador, Aécio Neves teria sido levado a hospital com suspeita de overdose de cocaina Corre nos bastidores da imprensa mineira, que tem absoluto pavor de tocar publicamente no assunto, que, no período em que exercia o cargo de Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, teria sido levado em segredo, diversas vezes, em situação deplorável, ao Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte (leia aqui).Numa delas, segundo jornalista mineiro do “Estado de Minas”, que fez a matéria, mas foi proibido por seus chefes de publicá-la, com suspeita de overdose de cocaína.Pelo menos é o que teria lhe garantido um oficial do serviço reservado da PM-MG, que, apesar de relatar o ocorrido à Coordenadoria Antidrogas do Estado, que investigava, com alguma morosidade, as quadrilhas de traficantes locais, nunca mais obteve informações sobre o destino – e apuração- de seu relatório. Covardia de Aécio Neves O jornalista Juca Kfouri, colunista do jornal Folha de São Paulo e comentarista do canal esportivo ESPN Brasil, desferiu um golpe baixo no então candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (PSDB), ao associá-lo ao uso de cocaína no post Aécio ama a CBF, no portal Uol. Juca, em sua campanha permanente contra os dirigentes na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), escreve que Aécio é amigo de quem mantém o futebol brasileiro do jeito que está. E golpeia: “Não está nem aí
Mulheres discutem empoderamento em Montes Claros

O seminário de hoje é denominado “Mulheres, Democracia e Poder” O empoderamento das mulheres de Montes Claros será discutido nesta terça-feira, a partir das 18h, durante o seminário realizado pela Coordenadoria da Mulher e pelos movimentos sociais e que abre as comemorações do Dia da Mulher, que contará com vários eventos até o dia 10 de março. O seminário de hoje é denominado “Mulheres, Democracia e Poder”, e consiste em envolver as três vereadoras na discussão sobre as políticas públicas para as mulheres de Montes Claros. A reclamação é que apesar de serem apenas três no universo de 23 vereadores, ainda não existe nenhuma lei especial para o segmento feminino da cidade, como o Hospital da Mulher, que foi criado em 2009, mas não foi implantado até agora. A história da mulher em Montes Claros tem como principal estrela a Dona Tiburtina, que em 6 de fevereiro de 1930 comandou o ataque à comitiva do então Vice-Presidente, Fernando Melo Viana, no ato que foi considerado o início do Golpe de 1930, que levou Getúlio Vargas à Presidência da República. No ano de 1974 a professora América Eleutério foi candidata à vice-prefeita, na chapa de Pedro Santos. No ano de 1982 a professora Maria Aparecida Bispo foi eleita vereadora, sendo a primeira da história da cidade. No ano de 1986, a professora Marina Queiroz foi candidata à prefeita, sendo a primeira mulher a disputar esse cargo. No ano de 1995, a montes-clarense Elbe Brandão foi eleita deputada estadual, tendo exercido o cargo por cinco mandatos. No ano de 2002, a professora Ana Maria Resende, então primeira-dama de Montes Claros, se elegeu deputada estadual. No ano de 2014 foi a vez da então primeira dama Raquel Muniz se eleger deputada federal. Mesmo com essa ascensão política, a mulher ainda esbarra em dificuldades na política: o PDT é o único partido que tem o núcleo feminino na cidade. Os outros partidos desconhecem essa situação. No ano passado o Ministério Publico abriu 14 processos contra mulheres, que registraram candidaturas, mas tiveram apenas um voto, apenas para cumprir a cota de 30% das vagas. Fonte: Jornal Gazeta
Romário ocultou patrimônio para escapar de credores

Senador tem imóveis não declarados, além de um Porsche avaliado em cerca de R$ 350 mil. O veículo está em nome de sua irmã Segundo informações do jornal O Globo, o ex-jogador e senador Romário (Podemos-RJ) ocultou grande parte do seu patrimônio a fim de fraudar credores que o acionam na Justiça. Dois apartamentos na Barra da Tijuca que faziam parte dos imóveis não declarados já foram identificados pela Justiça e serão utilizados para pagar parte das dívidas do político. Os bens de Romário, os declarados e os que não possuem registro, são avaliados em R$ 9,6 milhões. Um levantamento feito pelo jornal juntamente com a Procuradoria da Fazenda revela que o senador e duas de suas empresas devem algo em torno de R$ 36,7 milhões em dívidas com o Estado, com outras empresas e com pessoas físicas. Os apartamentos Os dois apartamentos já descobertos pela Justiça estavam registrados em nome da construtora Cyrela até 2016, ainda que tenham sido comprados pelo ex-jogador em 2005, e pagos em 2008. Após determinação da Justiça, a empresa revelou que o real proprietário dos imóveis é a empresa Romário Sports Marketing, da qual Romário é um dos principais sócios. Os apartamentos teriam sido leiloados no último ano para quitar parte da dívida do senador com a empresa Koncretize, que prestou serviços a um restaurante do ex-jogador. O leilão arrecadou R$ 2,86 milhões, o senador entretanto declarou na época da campanha que seus bens totalizavam R$ 1,3 milhão. A Cyrela ainda financiou Romário nas campanhas de 2010 e 2014 através de empresas que foram doadoras e têm a construtora como sócia. Ao todo, foram R$ 100 mil reais doados, mas a empresa afirma que todas as doações foram feitas dentro da legalidade. O senador afirmou através de sua assessoria de imprensa que a empresa não pode ser confundida com a pessoa física de Romário: “os imóveis não são meus, pertenciam à empresa.” O ex-jogador porém é dono de 99% do capital da Romário Sports Marketing de acordo com declaração enviada em 2014 para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Outros imóveis Uma casa de luxo, avaliada pela prefeitura do Rio de Janeiro em R$ 6,4 milhões, em um condomínio da Barra da Tijuca, também fazem parte das investigações. O imóvel foi vendido por Adriana Sorrentino, ex-mulher do ex-jogador Edmundo, no final de 2015 e ela confirma que o comprador foi Romário. O imóvel continua no nome de Adriana porque, de acordo com ela, o valor ainda não foi totalmente quitado. Entretanto comprovantes revelam que parcelas do IPTU de 2017 foram pagos por Zoraidi de Souza Faria, irmã de Romário. O senador nega que seja dono do imóvel. Além da casa, um Porsche Macan Turbo, ano 2014, avaliado em R$ 350 mil, também é parte do patrimônio não declarado e poderá ser usado na quitação das dívidas. O carro está registrado no nome da irmã do ex-jogador e acumula 67 multas, a maioria por excesso de velocidade. Em sua defesa Romário disse não haver impedimento de usar o carro da irmã emprestado. Outro Lado A irmã do ex-jogador não respondeu os questionamentos feitos pelo O Globo. Já o ex-jogador se manifestou em suas redes sociais nesse domingo (25) e afirmou que possui dívidas como qualquer outro cidadão e que “essas vêm sendo quitadas ao longo dos anos. Essas disputas judiciais nada têm a ver com a atividade política”. Sobre a declaração do patrimônio, Romário afirma que “todo o meu patrimônio vem sendo declarado à Receita Federal, totalmente dentro da legalidade. Tenho uma empresa de marketing que gere minha carreira esportiva, a Romário Sports, e essa empresa tem como sócia minha irmã Zoraidi. Portanto, todo patrimônio declarado em seu nome é compatível com a sua renda”. O senador ainda acusou O Globo de usar a matéria politicamente tentando associar a sua figura a qualquer caso de corrupção.
Amiga é pra essas coisas: Dodge veta quebra de sigilo de Temer

– A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, divergiu da Polícia Federal e não solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Michel Temer. Para ela, ainda não há elementos que justifiquem a medida. Temer é investigado sob suspeita de receber propina para favorecer empresas do setor portuário na publicação de um decreto que alterou regras do setor. Na opinião dos policiais que atuam na investigação, os dados bancários e fiscais de Temer deveriam ser acessados como método para detectar qualquer movimentação financeira suspeita que pudesse demonstrar pagamentos ilegais no período de discussão do decreto portuário, publicado em maio passado. Raquel foi contrária ao pedido da Polícia Federal. Ao solicitar as quebras de sigilo ao Supremo Tribunal Federal, a PGR não incluiu Michel Temer como alvo. As medidas, já autorizadas pelo STF, atingem, entre outros, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e o coronel João Baptista Lima, suspeitos de intermediar o recebimento de propina para Temer. Também foram alvos as empresas Argeplan, pertencente ao coronel Lima, e a Rodrimar, concessionária de áreas no porto de Santos que tentou influenciar a edição do decreto. O pedido da PGR de quebras de sigilo chegou ao STF em 12 de dezembro. No dia 15, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, autorizou a medida. Posteriormente, em 19 de dezembro, a PF protocolou sua solicitação, cuja principal diferença foi enfatizar a necessidade de obter os dados bancários e fiscais de Michel Temer. As informações são de reportagem de Aguirre Talento em O Globo.
Fitch Ratings rebaixa nota do Brasil e expõe fracasso de Temer

O governo Michel Michel Temer desagrada não apenas a base da pirâmide – atacada pelas reformas antipovo -, mas também o grande capital financeiro, a quem a maioria das ações da gestão se dirigem. Nesta sexta, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do Brasil de BB para BB-. A agência norte-americana destacou como motivos no relatório publicado hoje “os persistentes e grandes déficits fiscais, um alto e crescente fardo da dívida pública e a falta de legislação sobre reformas que melhoraram o desempenho estrutural das finanças públicas”. Um ponto observado foi a intervenção federal no Rio de Janeiro, afastando de vez da Câmara a pauta da Reforma da Previdência, ponderando que o “revés” reduz ainda mais a confiança do mercado nas finanças do país, avaliando ainda a falta de capacidade da gestão Temer em atuar no “ambiente político desafiador”: “Por exemplo, o governo não conseguiu obter apoio para impor imposto para certos fundos de investimento e aumentar as contribuições de pensões dos funcionários públicos, enquanto uma decisão judicial suspendeu o adiamento de reajustes salariais para trabalhadores do setor público federal”, comenta. Vale lembrar que os integrantes do atual governo que vê as notas do Brasil irem ladeira abaixo são os mesms que tanto valorizavam as parciais avaliações de risco na época do governo Dilma Rousseff. Com a decisão da Fitch já são duas das três principais agências de classificação de risco a rebaixar a nota do Brasil. Em janeiro, a Standard & Poor’s reduziu a pontuação do país de BB para BB-, ainda dentro do espectro do grau especulativo e três abaixo grau de investimento seguro, abordando os mesmos argumentos hoje utilizados pela Fitch, ao colocar a situação previdenciária do Brasil como decisiva para o acerto das contas públicas. A pressão do “mercado” pela aprovação da reforma da Previdência, cada dia mais distante, foi utilizada pelo governo para fazer terrorismo e espalhar o medo sobre a população. A gestão anunciava que, sem promover as mudanças na aposentadoria, o rebaixamento da agência nos levaria ao fim do mundo. A mídia tradicional foi na mesma linha e quase celebrou o rebaixamento pelas S&P, que lançava mais cobranças sobre o Congresso. Na prática, a avaliação das agências de risco impactam no custo dos empréstimos do governo e empresas do Brasil que passam a ficar mais caros, protegendo os investidores de fora do risco de calote. Divresos economistas, contudo, apontam a parcialidade dessas agências de classificação, que refletem apenas os consensos incoerentes de agentes de mercado e costumam errar feio. Vide o que aconteceu em 2008/2009, quando as agências deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.
POLÍCIA FEDERAL ACUSA RAQUEL DODGE DE BLINDAR TEMER

A Polícia Federal diz que a Procuradoria Geral da República (PGR) tem dificultado a quebra de sigilos de Michel Temer no âmbito do inquérito do esquema nos portos, em que Temer é suspeito de favorecer empresas do setor por meio de um decreto presidencial assinado em 2017. Segundo reportagem do Globo, que teve acesso ao documento, a PF solicitou à PGR a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Temer há dois meses, dia 19 de dezembro de 2017, e ainda não obteve resposta ao pedido por parte da procuradora-geral, Raquel Dodge. O pedido foi encaminhado à PGR quatro dias depois de o delegado responsável pelo caso, Cleyber Lopes, receber um relatório em que analistas da PF afirmaram ser “necessária” a quebra dos sigilos de Temer e de outros investigados. O documento também pede a prorrogação do prazo da investigação por 60 dias.
Recuperação do emprego favorece homens brancos, mostra IBGE

– Mesmo precária, a reação do mercado de trabalho segue favorecendo trabalhadores do sexo masculino e que se declaram brancos. Agência Brasil Num universo de 12,3 milhões de desempregados, as disparidades entre homens e mulheres e, principalmente, entre brancos e negros ou pardos, permanece grande. A taxa de desemprego encerrou 2017 em 11,8% em relação a 12% registrados em igual trimestre de 2016, segundo a Pnad Contínua, do IBGE. Entre os homens o desemprego é menor: 10,5% ante 13,4% entre elas. Se o corte for feito por cor, porém, o quadro é ainda mais preocupante. A taxa de desemprego entre brancos (ambos os gêneros), de 9,5%, é a menor. Em contraposição, a desocupação entre pardos encerrou o ano em 13,6%, e, entre negros, chegou a 14,5%. Chama a atenção ainda que pretos e pardos juntos representavam 63,8% dos desempregados no fim do ano passado, acima dos 62% de 2012. As informações são de reportagem de Flavia Lima na Folha de S.Paulo.