Tadeu Leite, pai de Tadeuzinho, presidente da ALMG, é condenado por improbidade

Justiça condena o ex-prefeito Luiz Tadeu Leite e o ex-procurador Sebastião Vieira – Eles tentaram vender lotes públicos baratos para ganhar votos em eleições De acordo com o Ministério Público, o caso ocorreu dois meses antes das eleições municipais de 2012. Os dois foram condenados por improbidade administrativa e obrigados a pagar multa de dez vezes a remuneração mensal. Defesa afirmou que vai recorrer da decisão. O ex-prefeito e o ex-procurador de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite e Sebastião José Vieira Filho, foram condenados por improbidade administrativa, pela 2ª Vara de Fazenda Pública da comarca do município. A denúncia partiu do Ministério Público que apontou irregularidades na tentativa de venda de lotes públicos, realizada em 2012. De acordo com o MP, eles tentaram vender lotes públicos com preço bem abaixo do mercado e teriam “o objetivo de fazer caixa às pressas, asfaltar ruas e assim favorecer candidatura apoiada pelo grupo político do então prefeito.” Ainda segundo o MP, os interessados em adquirir os imóveis foram alertados que poderiam ser questionados judicialmente caso realizassem a negociação, e que foram revelados indícios de fraude ao comparar os valores mencionados em outros editais, publicados pela administração municipal, dos mesmos lotes investigados. Para a acusação, a intervenção impediu prejuízos patrimoniais de cerca de R$ 2,3 milhões. Além da condenação por improbidade administrativa, foi acolhido o pedido do MP para que os acusados façam o pagamento de multa civil no valor de dez vezes a remuneração mensal recebida por cada um deles no ano de 2012. A sentença cabe recurso e a defesa dos acusados afirmou, por meio de nota, que já recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) , afirmando que que vai conseguir provar que não houve participação dos clientes na denúncia apresentada pelo MP. Veja a nota da defesa na íntegra: “A defesa de Luiz Tadeu Leite, ex-prefeito Municipal de Montes Claros, e de Sebastião Vieira, ex-procurador geral, por meio do advogado Hugo Araújo Alcântara, informa que já recorreu da sentença que os condenou por ato de improbidade administrativa, e aguarda o provimento do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, porque tem a firme certeza de que a condenação não observou a prova produzida nos autos, que foi toda no sentido de não haver participação alguma deles na conduta ilegal apontada pelo Ministério Público.”
II Terno de São Benedito pede autorização à Nossa Senhora do Rosário

As Festas de Agosto deverão receber durante os festejos deste ano (2023) a participação de mais um Terno, no caso, o II Terno de São Benedito. Por Marcelo Vamor* Para tanto, as exigências da Associação dos Catopês, Marujos e Caboclinhos estão sendo atendidas a plenos pulmões, segundo Catharina Prates, uma das Dançantes. “A criação do II Terno de São Benedito exige como contrapartida um legado histórico-cultural, e ele tem, pois somos herdeiros diretos do trabalho de Dona Custodinha, aquela que manteve o Terno de São Benedito em atividade por décadas”, esclareceu. Segundo Maria da Paixão Silva, sobrinha-neta de Dona Maria da Conceição Santos (Custodinha), o Terno de São Benedito, após sua morte, foi assumido pelo Sobrinho Antônio da Silva (Toni da Custodinha). Doente, acabou transferindo o I Terno de São Benedito para Zé Expedito. “Após o falecimento de Zé Expedito, o Terno de São Benedito foi transferido para Wanderley Cardoso, seu filho, sem nenhuma consulta aos membros”, ponderou. Entretanto, e segundo o professor José Gomes, também membro do II Terno de São Benedito, o descaso com a tradição é que teria motivado o Legado e os Dançantes a lutar e refundar o Terno. “Não concordamos com o descaso com o Terno, de atrasos constantes e falta de compromisso,” denunciou. “Entretanto, não temos a intenção de esvaziar o I Terno”, concluiu. Outras exigências para o reconhecimento do II Terno de São Benedito que eram o Mestre e o Contra-Mestre, segundo Catharina Prates, já teriam sido atendidas, recaindo essas funções sobre Antônio Pereira de Souza (Tony Preto)e Maria da Paixão Silva, respectivamente. Atualmente, os Festejos de Agosto estão organizados em 6 unidades folclóricas, a saber: 2 Ternos de Marujos, 2 Ternos de Nossa Senhora do Rosário, 1 Terno de São Benedito e um Grupo de Caboclinhos. Porém, quando chegar o 1° Dia das Festas de Agosto, e diante de Nossa Senhora do Rosário e do povo de Montes Claros, o II Terno de São Benedito estará sagrado e profanamente autorizado a desfilar. É o que garante seus organizadores. Jornalista, professor e historiador
Divinópolis confirma primeira morte por febre maculosa

Óbito ocorreu no mês de julho e era investigado pela prefeitura da cidade Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais, teve a primeira morte por febre maculosa confirmada. A prefeitura da cidade informou que um homem de 77 anos faleceu vítima da doença, no dia 25 de julho deste ano. Os sintomas, segundo o executivo municipal, começaram no dia 23 de julho. A confirmação da febre maculosa como causa do óbito ocorreu na última segunda-feira (7 de agosto). Segundo a prefeitura de Divinópolis, no dia do falecimento do homem, foi realizada a coleta de exame para a enfermidade. “Depois de uma intensa investigação feita pela equipe da Semusa, foi concluído com o resultado do exame de biologia molecular detectável, que informa que a doença foi a causa da morte”, diz a prefeitura. A reportagem solicitou dados atualizados da febre maculosa em Minas Gerais para a Secretaria de Estado de Saúde e aguarda retorno. Até o dia 29 de julho, o estado já tinha cinco mortes devido è enfermidade registradas. Febre Maculosa: o que é? A Febre Maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas, até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A doença é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados. Em Minas Gerais, os principais vetores e reservatórios da doença são os carrapatos do gênero Amblyomma (Amblyomma sculptum), também conhecidos como “carrapato estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro”. Já o agente etiológico mais frequente é a bactéria Rickettsia rickettsii, responsável por produzir os casos mais graves da doença, aqui denominada Febre Maculosa Brasileira (FMB). Jornal O Tempo
Sílvio Luiz sobre mulher narrar futebol: “mudo pra onde tem um homem”

O narrador e jornalista esportivo de 89 anos, criticado por sua fala, disse não se tratar de machismo Sílvio Luiz. O narrador e jornalista esportivo Sílvio Luiz, 89 anos, comentou em entrevista ao podcast Pod Chegar sobre as mulheres que ganharem espaço em narração de jogos na TV brasileira. “Com sinceridade, não gosto. É uma falta de adaptação. Vai chegar um dia que eu vou gostar, mas no momento eu não gosto. Quando eu vejo que uma mulher está narrando eu mudo para outro canal onde tem um homem”, disse Sílvio, quando indagado pela apresentadora Silvia Vinhas. Machismo Perguntado se não estava sendo machista, respondeu: “Não, pelo amor de Deus. Não é que eu não queira que ela narre. Eu quero que ela narre, mas meu ouvido ainda não se adaptou. É um espaço muito bem adquirido, depois de muita briga. Esse tom de voz que eu ainda não me adaptei”, completou. Sílvio Luiz está na Rede TV, onde faz comentários sobre futebol na Rede TV News. Ele esteve recentemente na Record, narrando para as plataformas virtuais os jogos do Paulistão.
8 de janeiro: Moraes coloca 90 réus em liberdade provisória com uso de tornozeleira

Nesta segunda-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a liberdade provisória para 90 réus envolvidos nos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro. Essa decisão inclui 37 mulheres e 53 homens. A assessoria de imprensa do STF informou que, de acordo com a decisão de Moraes, o cenário que justificou a prisão preventiva desses réus mudou após a conclusão da fase de instrução processual dos 228 réus que estavam sob custódia. Durante esse período, foram ouvidas 719 testemunhas de acusação, 386 testemunhas de defesa e todos os interrogatórios foram realizados, “evidenciando que não mais se justificava a prisão cautelar, seja para a garantia da ordem pública, seja para conveniência da instrução criminal”, diz o STF. Moraes considerou que não havia mais a possibilidade de reiteração do crime e que o risco de interferência na produção de provas não estava mais presente. Os réus que receberam liberdade provisória foram denunciados por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça com o uso de substância inflamável. Eles se tornaram réus nos julgamentos das denúncias realizados no plenário virtual e agora responderão aos processos em liberdade, com a condição de cumprir outras medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno. Além disso, os passaportes serão cancelados e os documentos de porte de arma de fogo serão suspensos. Os 90 réus também estão proibidos de usarem as redes sociais, manterem contatos entre si e com outros envolvidos na investigação.
STF começa a julgar os golpistas do 8/1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concluiu na semana passada as audiências dos 228 acusados de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro que vandalizaram as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do próprio STF. Realizadas para ouvir réus e testemunhas, as audiências foram conduzidas entre 26 de junho e 1º de agosto por juízes auxiliares do gabinete do relator do processo. Segundo dados do STF, foram feitas 719 oitivas, todas por videoconferência. Os primeiros casos para julgamento serão liberados em até 30 dias. Após cada audiência, os advogados e a Procuradoria-Geral da República (PGR) receberão o prazo de cinco dias para analisar o conteúdo. Passado esse prazo, Alexandre de Moraes fará a análise de eventuais pedidos de diligências das partes. Em seguida, a PGR e a defesa têm prazo de 15 dias para as alegações finais. Conforme contabiliza o site Metrópoles, “ao todo, foram realizadas 719 oitivas, ouvidas 386 testemunhas indicadas pelas defesas e 228 réus foram interrogados. A Procuradoria-Geral da República indicou 21 testemunhas inquiridas pelos advogados, pela PGR e pelos magistrados… Foram mobilizadas seis equipes de segurança no presídio da Papuda e quatro na Colmeia, além de servidores da Secretaria Judicial do STF e do TJDFT, equipes de informática de ambos os tribunais e pessoal de apoio”. Crimes graves e penas pesadas O foco da primeira leva de casos que irão à julgamento está nas ações penais contra as pessoas que seguem presas e são acusadas de crimes mais graves. São eles: associação criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; tentativa de golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo; e deterioração de patrimônio tombado. Pelo acúmulo de provas, os fanáticos bolsonaristas que aterrorizaram Brasília em uma nítida tentativa de golpe sofrerão duas penas. Vários não deverão deixar a cadeia tão cedo. A maioria será abandonada pelo presidente fujão e será esquecida pelos parlamentares e lideranças da extrema-direita nativa. Entrarão para história como buchas-de-canhão, como otários, dos fascistas que orquestraram e financiaram a tentativa golpista frustrada.
AMASBE fiscaliza serviços da Copasa na zona rural de Montes Claros

A Agência Municipal de Água, Saneamento Básico e Energia de Montes Claros (AMASBE), órgão da Prefeitura, realizou fiscalização nas unidades que compõe o sistema de abastecimento de água dos distritos de Montes Claros. A fiscalização aconteceu entre os dias 15 e 25 de julho e teve por objetivo checar as condições de operação das estações, a limpeza, a manutenção das instalações físicas, além de verificar o atendimento às normas e resoluções que regem a prestação do serviço. A equipe técnica visitou os distritos e comunidades rurais de Aparecida do Mundo Novo, Canto do Engenho, Santa Rosa de Lima, Ermidinha, Miralta, Vila Nova de Minas, Lagoinha, São Pedro da Garça, São João da Vereda e Nova Esperança. Em Nova Esperança, a visita aconteceu também na Agência de Atendimento e na Estação de Tratamento de Esgoto. Os representantes das localidades foram convidados a participar das vistorias para conhecer de perto as unidades da Copasa e entender as funções, objetivos e a importância das atividades da AMASBE. Eles apresentaram também as demandas da comunidade em relação aos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Nos distritos, o abastecimento é feito por meio de poços, que demandam um acompanhamento contínuo. Apenas em São João da Vereda o abastecimento é feito através de adutora de derivação da Estação de Tratamento de Água do Pacuí. “De forma geral, a água dos poços passa obrigatoriamente por etapas de cloração, para desinfecção e prevenção do crescimento de microorganismos nas redes de distribuição, e fluoretação, para redução de prevalência de cárie dentária. No entanto, os distritos Aparecida do Mundo Novo e Santa Rosa de Lima utilizam também a etapa de filtração, para remover impurezas sólidas, reduzir a turbidez, cor e diminuir o excesso de ferro e manganês. Além da captação e tratamento, foram vistoriadas as condições estruturais dos reservatórios que armazenam a água que será distribuída”, destaca Lorena Maria Guimarães Alves, diretora de Qualidade e Fiscalização da AMASBE. Lorena enfatiza ainda que “nesta ação de fiscalização, os técnicos da AMASBE acompanharam também a coleta de água para análise laboratorial nos distritos de Miralta, Vila Nova de Minas e Nova Esperança, visando verificar a execução dos métodos utilizados pela concessionária para a realização das análises físico-químicas e microbiológicas para conjuntos de parâmetros de qualidade, conforme definido na legislação relativa aos padrões de potabilidade. As coletas de amostras fazem parte das ações de rotina para verificar a qualidade da água fornecida para o consumidor”, afirma. Agora, a AMASBE vai expedir relatório sobre os serviços prestados à população, com foco nos aspectos citados, apresentando os resultados laboratoriais e avaliando se tudo está em conformidade com as prescrições constantes nas leis, normas e regulamentos específicos do setor. A AMASBE reitera assim seu objetivo de cumprir o seu papel de agência reguladora ao fiscalizar e se antecipar a possíveis irregularidades e prejuízos à população. A Agência funciona na avenida Cula Mangabeira, 211, Centro. Whatsapp para reclamações: (38) 98403-7570. Telefone: (38) 2211-3066. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Trump se apresenta à Justiça para ser acusado de conspiração contra os EUA

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se apresentou, nesta quinta-feira (3), a um tribunal federal em Washington para responder à acusação de liderar uma conspiração criminosa para reverter os resultados das eleições presidenciais de 2020, visando permanecer na presidência. Trump chegou ao E. Barrett Prettyman por volta das 16h20 (horário de Brasília), onde teve as impressões digitais colhidas e foi formalmente acusado pelo promotor especial, Jack Smith É a terceira vez em quatro meses que o ex-presidente apresenta-se a um órgão judicial para ouvir acusações criminais. Ele viajou de Nova Jersey para Washington na tarde desta quinta. Antes de embarcar para a capital americana, fez uma série de publicações na Truth Social, rede social que criou após deixar a Casa Branca em 2021, e voltou a atacar as eleições de 2020 e o presidente Joe Biden, além de dizer que estaria indo para Washington para “ser preso”, o que não ocorreu até o momento. “Estou a caminho de Washington, D.C., para ser preso por ter desafiado uma eleição corrupta, manchada e roubada. É uma grande honra, porque estou sendo preso por vocês. Torne os EUA grandes novamente!”, escreveu o republicano.tru
Na Argentina, comunidades indígenas lutam contra impactos do lítio e vivem cenas de ditadura

Lítio causa tensões na Argentina e leva a perseguição de indígenas. Em MG, exploração do mineral tem campanha midiática Karla Scarmigliat e Federico Pagliero Punamarca – Argentina | Brasil de Fato MG Já se passaram quase oito décadas desde a primeira caminhada histórica das populações originárias de Jujuy, no noroeste da Argentina, por 2 mil quilômetros até a capital federal Buenos Aires. Naquela época, o objetivo era exigir a restituição de seus territórios. Pouca coisa mudou desde então. Anos depois, a marcha que ficou conhecida como “Malon de la Paz” volta a se repetir: comunidades indígenas que partiram desde Quiaca, região que integra o “Triângulo do Lítio”, e chegaram neste 1º de agosto, dia da Pachamana (terra), a Buenos Aires, após percorrer oito estados. Na atual edição, dão um grito de socorro contra a reforma na constituição provincial que habilita a utilização de terras que são dos povos originários, incentiva a exploração do lítio e criminaliza o direito a protestos. A marcha pelo “Terceiro Malon de la Paz” ocorre após mais de um mês de bloqueios de rodovias na região e de respostas violentas do governo aos protestos, com denúncias de sequestros e torturas. Em Buenos Aires, comunidades acampadas em frente ao Congresso Nacional buscam despertar a população sobre as consequências da exploração do lítio e conseguir que os responsáveis pelo Congresso da Nação e a Corte Suprema da Justiça intervenham contra a Reforma, aprovada sem a consulta prévia e informada aos povos originários, conforme prevê a lei. E prometem não ir embora até que sejam ouvidos. “A Reforma é feita sob medida para corporações internacionais e multinacionais, para que venham explorar bens naturais como lítio, a água para o uso em operações de mineração, explorar nossos territórios e a biodiversidade, tirando nossos direitos de se expressar livremente”, indica o cacique da comunidade do povo Ocloya, em Jujuy, Nestor Jerez. De volta aos anos de 1970 O “Terceiro Malón de la Paz” ocorre em um contexto de perseguição sistemática e ilegal de integrantes das comunidades e apoiadores que protestam contra a desacreditada Reforma. Após a aprovação do texto, em 15 de junho, cerca 63 comunidades bloquearem parcialmente duas rodovias de Punamarca, município de Jujuy, em protesto pacífico. Porém, um dia depois, o local foi cenário de sangrenta ação repressiva do governo. Por mais de oito horas, um exército policial, muitos sem identificação, reprimiu os manifestantes com balas de borrachas disparadas na altura da cabeça, gás lacrimogênio e até com pedras. A presença de crianças, idosos e turistas no local não impediu a ação violenta. O resultado foi desastroso, com dois jovens que perderam a visão por impactos da bala de goma e mais de 40 pessoas detidas e levadas em caminhonetes sem patentes, muitos sem que a família soubesse sobre o seu paradeiro por horas. “Sentimos a perseguição de vários de nossos irmãos. Muitos têm medo das caminhonetes sem patente, é como uma ditadura, que vinham e te levavam e ninguém sabia onde você estava. Não tiveram compaixão, porque tínhamos crianças e pessoas idosas que não podiam correr”, relata Romina, 29 anos, mãe e estudante, pertencente à comunidade aborígene de Rodero, em Jujuy. Ela foi atingida com os tiros de bala de goma em diversas partes do corpo, uma delas ficou perto de atingir os olhos. Os bloqueios continuaram Apesar do uso extremo da violência, os bloqueios permaneceram e se replicaram em outros sete pontos. Mas também permaneceram as tentativas de desmobilização, com o uso de terrorismo do Estado. Iniciou-se um verdadeiro “caça às bruxas”, denunciado por advogados e diversos organismos internacionais de direitos humanos. Foram inúmeros casos de pessoas intimadas e buscadas em suas casas por veículos sem patentes. Sequestradas e desaparecidas por horas. Cenas vistas antes apenas na ditadura, com mães gravando vídeos no quais imploram por informações sobre o paradeiro de seus filhos. Nesse filme de horrores, também se somam prisões ilegais, relatos de torturas de familiares detidos em delegacias e perseguições judiciais. Muitos integrantes de povos de nações indígenas (mais de 40 pessoas) foram citados pela justiça provincial e muitos outros tem recebido a informação de que fazem parte de uma “lista suja”, com pessoas que serão perseguidas judicialmente pelo governo. “É uma tortura psicológica”, expressou uma originária que não quis ser identificada e que se encontra no bloqueio de Punamarca. Lítio no centro das tensões Argentina, Bolívia e Chile formam o Triangulo do Lítio Estar em desacordo com a exploração do lítio é ir contra grandes corporações internacionais. Isso porque o mineral é apontado como futuro energético limpo e livre de carbono para uso nas baterias dos veículos elétricos, o que tem atraído investidores, especialmente após a crise da Ucrânia e o debate internacional sobre as mudanças climáticas. Para o mercado financeiro é considerado uma mina de ouro. Não por menos, o lítio é chamado de “Novo petróleo”. O aumento pela busca desse mineral vem alimentando o aumento desmedido da exploração e dos danos ao meio ambiente. Argentina, Bolívia e Chile formam o Triangulo do Lítio, região com extensas salinas que comportam 80% de todo o lítio existente no mundo. Isso significa que são lugares em que se conseguem extrair o lítio mais facilmente do que em rochas, deixando o processo mais barato. A extração é feita em piscinas quilométricas abertas no deserto de sal: se evapora a água das salinas e a terra que fica é onde se extrai o lítio. Danos ambientais e sociais São 2 milhões de litros de água utilizados para a produção de uma tonelada de carbonato de lítio. Depois de seco, o carbonato de lítio é exportado para os Estados Unidos, China e Japão. Uma das principais empresas que exploram na região, a Exar, é de capital chinês e canadense e prevê extrair um total de 40 mil toneladas de carbonato de lítio por ano, durante 40 anos. Apenas 3% de toda a arrecadação fica na Argentina. Em Jujuy, outros 13 projetos estão em andamento. “Dizem que vamos ter benefícios, que o povo vai crescer, mas as comunidades
Semana Municipal da Juventude acontecerá entre 7 e 11 de agosto

A adolescência é naturalmente um período de mudanças e incertezas. Assim, estar munido de informações de especialistas sobre assuntos relevantes para a sua realidade pode ser útil para que os adolescentes tomem decisões adequadas para a construção de indivíduos mais preparados, tanto do lado humano quanto do profissional. Assim, na próxima semana, a Prefeitura de Montes Claros, através da Coordenadoria da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, realizará a Semana Municipal da Juventude. A abertura será no Ginásio Darcy Ribeiro, na Praça de Esportes, na próxima segunda-feira, 7, às 8 horas, e haverá uma extensa programação entre os dias 7 e 11 de agosto. A Semana da Juventude – “Não se Desconecte de Você!” abordará diversos assuntos muito presentes na vida dos jovens, como diversidade, sexualidade, ingresso no mercado de trabalho, ansiedade, prevenção ao uso de substâncias psicoativas, entre outros. Também serão realizados campeonatos de futebol e futsal com equipes formadas por jovens atendidos por programas do Município, além de uma feira de profissões e de apresentações artísticas. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros