UNICEF mobiliza Norte de Minas para aumentar cobertura vacinal

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou na manhã desta quarta-feira (8), em Montes Claros, uma mobilização para o Norte de Minas ampliar a cobertura vacinal, principalmente de crianças e adolescentes, através da Busca Ativa Vacinal. O evento foi no auditório da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene. Os dados da Superintendência Regional de Saúde apontam uma queda da imunização no Norte de Minas. No BCG caiu de 103,37 em 2018 para 98,19 em 2022. O menor indicador em 2022 foi da febre amarela que é de 78,24 e; 73,21 em 2021. A irmã Ana Francisca, referencia regional da Pastoral da Criança salientou que os indicadores no norte de minas caíram depois da pandemia da Covid-19, quando foram suspensas as visitas presenciais. A secretaria de Saúde de Montes Claros, Dulce Pimenta, lembrou os impactos negativos com a politização da imunização na época da pandemia e acrescentou a importância de um trabalho dos setores de educação, saúde e desenvolvimento social, em ações intersetoriais. Ela salientou que nas oito etapas do Selo Unicef Montes Claros foi premiada por duas vezes e nas outras oito etapas ficou sem premiação por falta desta atuação intersetorial. Observou que Montes Claros ampliou a imunização com 111 salas de vacinação e no dia d foram vacinados 15 mil crianças e adolescentes. A superintendente regional de saúde, Dhyeime Pereira Marques reforçou a importância de aprimorar a vacinação no Norte de Minas, pois tem de acabar com o risco de doenças que esta erradicada retornarem. A superintendente regional de Educação, Maria Leomar Viana Tupinambá destacou o engajamento das escolas nesta campanha de vacinação. Joilda Aquino, do Centro Dom José Brandão de Castro, coordenadora para as ações do selo Unicef em Minas Gerais, Bahia e Sergipe, da Unicef salientaram o papel da mobilização nos municípios nesta imunização.

Warmillon, ex-prefeito de Pirapora, é preso suspeito de pedofilia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu nesta terça-feira (7) quatro homens suspeitos de integrar um esquema de pedofilia em Pirapora, no Norte de Minas. O ex-prefeito do município, Warmillon Fonseca Braga foi um dos detidos da operação Egeia, que busca combater crimes de exploração sexual. As investigações começaram em julho deste ano após denúncia feita pelos pais de uma vítima de 13 anos, que foi aliciada pelos investigados para realizar programas de prostituição. Os policiais apreenderam o celular de uma adolescente que aliciava outras menores e conseguiram identificar responsáveis pelo grupo e clientes após buscas no dispositivo. Três clientes do esquema criminoso já haviam sendo presos desde o início das investigações.

PF faz operação para combater fraudes no Norte de Minas

A Polícia Federal realizou uma operação para combater fraudes no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) junto à agência da Caixa Econômica Federal em Montes Claros. A ação, denominada Sem Hectare, foi deflagrada nesta quarta-feira (1º). Segundo as informações divulgadas pela PF, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 1° Vara Criminal da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Belo Horizonte e também foi feita a quebra de sigilo telemático de um servidor da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), que mora em Montes Claros. Conforme a PF, as apurações começaram em agosto do ano passando, quando uma mulher do Rio de Janeiro, que se passava por trabalhadora rural em Botumirim, foi presa em flagrante. “No decorrer das investigações, identificou-se um esquema gerenciado por uma investigada que arregimentava pessoas do estado do Rio de Janeiro para utilizarem identidade falsa e se passarem por trabalhadores rurais de Botumirim com o intuito de obter financiamento do Pronaf.” A PF informou ainda que essa líder do grupo criminoso contava com o apoio de um servidor da Emater lotado em Botumirim, ele era o responsável por emitir a declaração de aptidão do Pronaf e por confeccionar os documentos falsos atestando que essas pessoas trabalhavam no campo, quando elas nunca residiram em Botumirim ou nunca tinham exercido atividades agrícolas. “Dois investigados conseguiram obter financiamento rural que, somados, chegam ao valor de R$ R$ 88.350″, completou a PF.

Nomeado o novo bispo da diocese de Januária

O Papa Francisco nomeou o novo bispo da diocese de Januária (MG), nesta quarta-feira, 25 de outubro. Padre Geraldo de Souza Rodrigues, atualmente pároco em Viçosa (MG), vai assumir o governo pastoral da diocese, que está vacante desde a nomeação de dom José Moreira da Silva para Porto Nacional (TO), em dezembro de 2022. Padre Geraldo de Souza Rodrigues tem 60 anos, é mineiro de Porto Firme e é presbítero da arquidiocese de Mariana (MG) desde 1988. A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao agora monsenhor Geraldo de Souza Rodrigues. Saudação da CNBB ao monsenhor Geraldo de Souza Rodrigues Estimado irmão, monsenhor Geraldo de Souza Rodrigues, Recebemos com alegria a notícia de sua nomeação como o quinto bispo da Diocese de Januária. Unidos ao clero, à vida religiosa e a todo o povo de Deus desta Igreja Particular, rendemos graças a Deus por enviar um pastor para continuar conduzindo o rebanho no anúncio do Evangelho, a caminho do Reino definitivo. Recordando uma homilia do Papa Francisco, na qual refletia sobre Nossa Senhora das Dores, padroeira da Diocese de Januária, oferecemos seu ministério episcopal à proteção da Virgem Maria: “Como Mãe, devemos pensar nela, procurá-la, rezar a ela. Ela é a Mãe. Na Igreja Mãe. Na maternidade de Nossa Senhora vemos a maternidade da Igreja que recebe a todos, bons e maus: todos”. Em Cristo, com votos de um profícuo ministério, Dom Jaime Spengler Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS Presidente da CNBB Dom João Justino de Medeiros da Silva Arcebispo de Goiânia – GO 1º Vice- Presidente da CNBB Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa Arcebispo de Olinda e Recife – PE 2º Vice-Presidente da CNBB Dom Ricardo Hoepers Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF Secretário-Geral da CNBB Informações biográficas Padre Geraldo de Souza Rodrigues, nasceu em Porto Firme, município na Zona da Mata de Minas Gerais, em 24 de outubro de 1963, filho do casal João Bernardino Rodrigues e Amélia Pires de Souza, já falecidos. Ele é o terceiro filho, entre sete irmãos, sendo um deles também sacerdote. Iniciou a preparação para o sacerdócio em 1978, quando ingressou no Seminário Menor Nossa Senhora da Assunção de Mariana. Cursou a Filosofia em 1983 e 1984, no Seminário Maior São José de Mariana, e Teologia de 1985 a 1988, no mesmo Seminário A ordenação diaconal foi na Catedral Nossa Senhora da Assunção, em Mariana, pelo então arcebispo, dom Oscar de Oliveira, aos 28 de novembro de 1987. Em 20 de maio de 1988, foi ordenado presbítero na cidade de Porto Firme, também por dom Oscar de Oliveira. Em seu ministério presbiteral, foi pároco nas paróquias São Domingos de Gusmão, em Diogo de Vasconcelos (MG); Nossa Senhora das Mercês, em Mercês (MG); São Sebastião, em Itabirito (MG); Sagrado Coração de Jesus, em Conselheiro Lafaiete (MG); Nossa Senhora das Brotas, em Entre Rios de Minas (MG); São José, em Paula Cândido (MG); e atualmente é pároco na paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Viçosa (MG). Padre Geraldo foi coordenador arquidiocesano de Catequese, representante arquidiocesano dos Presbíteros, vigário forâneo, vigário episcopal, membro do Colégio dos Consultores e do Conselho Arquidiocesano de Pastoral

BNB lança edital para pinturas de murais em fachadas de agências em Minas

Projeto Galerias Urbanas prevê intervenções artísticas em Arinos, Brasília de Minas, Janaúba, Montes Claros e Salinas O Banco do Nordeste Cultural abriu inscrições de edital para a nova edição do Programa Galerias Urbanas, que prevê intervenções artísticas nas fachadas das agências do BNB em Arinos, Brasília de Minas, Janaúba, Montes Claros e Salinas. As inscrições poderão ser feitas de forma online até o dia 5 de novembro, por meio de formulário disponível no portal da instituição. A iniciativa está sendo expandida para todos os estados da área de atuação do Banco do Nordeste, após exitoso projeto-piloto da Paraíba. O Galerias Urbanas tem como objetivo fortalecer o papel institucional do BNB como garantidor de direitos culturais e promotor da cadeia produtiva das artes visuais em sua região de atuação. O projeto teve início em outubro de 2019, quando contemplou seis agências do interior da Paraíba, onde os artistas Shiko, Thayroni Arruda, Flora Santos, Dyógenes Chaves, Thaynha, Dedoverde e Besouro confeccionaram murais em homenagem a ícones da música do estado, como Elba Ramalho, Jackson do Pandeiro, Jaguaribe Carne e Socorro Lira. Por meio da nova edição, o Programa Galerias Urbanas vai investir R$ 358 mil e contemplará 60 projetos de arte urbana. Os murais ficarão expostos em agências de Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Podem participar da seleção artistas individuais maiores de 18 anos, grupos e coletivos, com comprovada experiência na área de artes visuais, desde que residentes no estado da federação onde está localizada a agência para a qual a proposta será enviada. “O Programa Galerias Urbanas nasceu como uma retomada do diálogo entre as ações negociais e culturais desenvolvidas pelo Banco do Nordeste, após experiências exitosas, como a dos Espaços Nordeste, ocorrida entre os anos de 2009 e 2014, proporcionando à população atendida a oportunidade de conhecer a produção dos artistas paraibanos do grafite e enaltecendo a produção musical dos seus conterrâneos. Atualmente, são 18 painéis de 15 metros quadrados, distribuídas em seis agências da Paraíba”, explica Murilo Albuquerque, gerente da Célula de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste.

Multivacinação prioriza jovens do Norte do Estado

Campanha começa sábado (21) e mira 336,9 mil crianças e adolescentes da região Com público estimado no Norte de Minas em 336.929 crianças e adolescentes com idade entre um ano e menores de 15 anos (14 anos, onze meses e 29 dias), começa sábado (21), a Campanha de Multivacinação em Minas Gerais. Nesta semana, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS) está repassando a 54 municípios da sua jurisdição, 114.578 doses de imunizantes para o complemento de estoques já existentes nas secretarias de saúde. De um público estimado residentes em 86 municípios que compõem a macrorregião de saúde do Norte de Minas a terem as cadernetas de vacinação avaliadas e, se necessário, atualizadas, mais de 219,8 mil crianças e adolescentes moram em 54 municípios da área de atuação da SRS de Montes Claros. As localidades com estimativa de atender maior número de pessoas são: Montes Claros (79.533); Janaúba (14.340); Bocaiú-va (9.804); Jaíba (9.668); Salinas (7.360); Taiobeiras (6.588); Porteirinha (6.489); Rio Pardo de Minas (6.066); Espinosa (5.882); Coração de Jesus (5.088); São João do Paraíso (4.249); Francisco Sá (4.804); Grão Mogol (3.178); Capitão Enéas (3.059) e Monte Azul (3.030). VACINAS Durante a Campanha as unidades de saúde vão disponibilizar 16 diferentes vacinas: BCG; Hepatite B; Penta; Poliomielite inativada de Poliomielite oral; Rotavírus; Pneumocócica 10; Meningocócica C; Febre Amarela; Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela); DTP (difteria, tétano e coqueluche); Hepatite A; Varicela; Meningocócica ACWY; Papilomavírus Humano (HPV quadrivalente, contra câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus, pênis, orofaringe e das verrugas genitais) e contra a covid-19. A Estratégia de Multiva-cinação está sendo acompanhada no painel LocalizaSUS pois, segundo o Ministério da Saúde, a ação visa a atualização do calendário de vacinação de crianças e adolescentes. Por isso, não foi estabelecida meta de cobertura vacinal. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes explica que para a realização da Campanha de Multiva-cinação profissionais de saúde dos municípios receberam nota técnica atualizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Além disso, entre a segunda quinzena de setembro e a primeira semana de outubro, referências técnicas de imunização e de atenção primária dos municípios participaram de oficinas de Microplanejamento das Atividades de Vacinação de Alta Qualidade (AVAQ), oportunidade que aprofundaram conhecimentos sobre a importância da organização dos serviços e das equipes de saúde visando atingir bons resultados perante os mais diferenciados públicos.

Palma forrageira tem uso estratégico no Norte de Minas Gerais

A convivência com a seca nas cidades do semiárido mineiro é uma realidade que tem sido cada vez mais foco de atenção. A busca por alternativas para que o produtor rural siga trabalhando, envolvem, por exemplo, a identificação de novas espécies de forrageiras para manter a alimentação animal em dia, entre eles o uso da palma, rica em carboidratos não fibrosos, ingrediente fundamental na formulação e balanceamento de dietas para ruminantes. “É uma alternativa de redução de custos, especialmente nesta época do ano, com clima seco, onde a produção de outros alimentos, como o milho, está em baixa. Essa cactácea tem grande capacidade de fornecer energia ao animal e seu uso estratégico tem trazido bons resultados para a pecuária no semiárido. A palma ainda é negligenciada por uma questão cultural da região, que ficou associada a propriedades pobres. É preciso quebrar este paradigma, mostrar sua riqueza para a produção rural”, pontua o técnico de campo William Primo, do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Sistema Faemg Senar. Muito comum em regiões semiáridas do Nordeste brasileiro, a cultura tem ganhado adeptos no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, tornando um ingrediente essencial na composição de dietas dos animais, contribuindo diretamente para o desenvolvimento rural das regiões com baixos índices de chuva. Na propriedade do produtor de leite Uelton Moreira Cangussu, em Janaúba, a palma é usada nas épocas mais críticas de falta de chuva há quase 10 anos. A estratégia alimentar chegou no momento em que a crise hídrica estava no ápice e ele corria o risco de perder seus animais e nunca mais saiu da rotina. “Todos deveriam ter uma área de palma. Se jogar a palma embaixo da silagem, as vacas que já estão acostumadas a comer fuçam para pegar somente a cactácea, que é palatável para os animais e muito rica. Desde que passei a usar a palma noto que ajuda demais na energia dos animais, as vacas aumentam a produção de leite e eu consigo reduzir o uso de concentrado, o que torna mais barato atuar na atividade”, opina. Resiliência Em busca deste maior incentivo à cultura da palma, no início deste mês cerca de 19 mil raquetes da cactácea foram entregues a produtores da região de Espinosa, uma das regiões que mais sofre os impactos da seca, doadas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). As palmas doadas são geneticamente melhoradas e adaptadas ao semiárido, resistentes a pragas comuns, como a cochonilha. Foram entregues três espécies diferentes: palma miúda, palma orelha de elefante e palma sertânia. Mais de 30 produtores foram beneficiados pela ação, que envolveu ainda o Sindicato dos Produtores Rurais de Espinosa, o Sistema Faemg Senar, através do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), na região de abrangência do Programa Agronordeste, e Emater. “Essa ação conjunta foi construída visando o bem do produtor. Recrutamos produtores que tinham interesse em conhecer mais a cultura da palma e necessidade dessa opção de forrageira. A palma é uma alternativa para todos nós, especialmente neste período de seca”, destaca o presidente do sindicato rural, Marcos Vinícius Alves Nogueira. A maior parte dos produtores beneficiados são atendidos pelo ATeG, na pecuária de leite e corte. Maria Aparecida da Rocha Dias foi uma das beneficiadas com as raquetes de palma e acredita ser essa a grande alternativa para alimentação e boa nutrição animal em períodos de seca. “Estou em busca de aprimorar a alimentação dos animais. Convivo com a seca todos os anos, o pasto acaba. Agora, por exemplo, estou sem pasto a meses, até o próximo ciclo de chuva, no fim do ano. Quem atua na pecuária na região precisa lutar”, explica a produtora. Maria Aparecida está na fase de estruturação da atividade leiteira, se planejando para a aquisição de animais com maior aptidão para o segmento. Os impactos da seca, com a baixa oferta de alimentação, tem sido o fator que impede mais avanços. Mas ela está confiante em mudar essa rotina, e já até plantou as novas raquetes de palma na fazenda. “Por isso interessamos em plantar a palma. Eu já tinha um pouco, mas outras espécies. Agora vou aprimorar, e o técnico do ATeG já tem ajudado nessa diversificação da alimentação, para quando eu comprar novos animais o planejamento ocorrer certo. Essas novas técnicas de trabalho e manejo caíram do céu”, fala com entusiasmo Maria Aparecida. Pesquisa e congresso O Norte de Minas é uma das regiões do país que recebe constantes pesquisas que estudam melhores opções de alimentação animal adaptadas às regiões com baixos índices de chuva, caso do Projeto Forrageiras para o Semiárido, que tem apoio do Sistema Faemg Senar. Em Montes Claros existem duas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), junto a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que analisam diversas espécies de forrageiras para alimentação animal. A palma forrageira também será tema de um congresso em outubro, no Parque de Exposições de Montes Claros. Durante três dias (19, 20 e 21), o 6º Congresso Brasileiro de Palma e Outras Forrageiras para o Semiárido e o Palmatech 2023 irão reunir pesquisadores, produtores rurais, técnicos e interessados nas mais novas tecnologias envolvendo essa e outras cactáceas. Esta será a primeira vez que o congresso é realizado fora da região nordeste do Brasil. O evento é organizado pelo Sistema Faemg Senar e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/Senar-PB). Os temas tratam do manejo da planta e seu uso na pecuária, outras forrageiras adaptadas ao semiárido, fruticultura das cactáceas, assistência técnica e gestão. Um dia de campo e uma cozinha show completam a programação. Além disso, haverá a apresentação de trabalhos técnico científicos durante a programação do evento.

Cordilheira do Espinhaço: vegetação que enfrenta a ameaça da extinção

São tantas as riquezas da Cordilheira do Espinhaço, a única do país, que desde a semana passada merece série de reportagens de O NORTE, especialmente nos municípios de Grão Mogol e Botumirim, que têm dois parques administrados pelo Instituto Estadual de Florestas. Tesouro reconhecido em 2005 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera. Por Manoel Freitas* Flora dos campos rupestres, tesouros da Cordilheira do Espinhaço, Reserva da Biosfera (Manoel Freitas)Reconhecimento que deu novo status de importância socioeconômica para a proteção ambiental e o desenvolvimento turístico não apenas desses municípios, mas de outros 32 nas bacias do São Francisco, Rio Pardo e Jequitinhonha. Patrimônio que receberá todos os holofotes no período de 25 a 28 de outubro, quando Grão Mogol, distante 148 km de Montes Claros, sedia o 20º Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, conhecido no setor por ABETA Summit 2023, o maior do gênero no Brasil. Iniciativa do município e dos demais participantes do projeto Cordilheira do Espinhaço, Bocaiúva, Botumirim, Cristália, Itacambira, Olhos D’Água e Turmalina. Nessa edição, com material fotográfico colhido na Expedição que percorreu os campos rupestres de Grão Mogol e Botumirim, de 15 a 20 de setembro, o foco é a exuberância de sua flora, em especial a ameaçada. Jornada, como detalharemos em edição futura, que contou com a participação do fotógrafo de vida silvestre e ambientalista Fred Crema e do ornitólogo Eduardo Franco, seguramente o mais renomado guia de observação de vida selvagem de Minas Gerais. CENTROS MUNDIAIS DE BIODIVERSIDADE Para falar sobre a importância do cerrado de altitude, O NORTE ouviu na sexta-feira (6) quem fala de cátedra, Rúbia Santos Fonseca, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), com mestrado e doutorado em Botânica pela Universidade Federal de Viçosa, atualmente professora de Dendrologia da Universidade Federal de Minas Gerais e curadora do Herbário Norte Mineiro. “Essa vegetação encontrada nas altitudes e sobre o quartzito, é denominada campo rupestre; ela é diferente de tudo do entorno, considerada um dos centros mundiais de biodiversidade, pelo número de espécies e também pela proporção gigantesca de espécies endêmicas”, ressalta a professora, explicando que “isto é, que só ocorrem nesse ambiente e em nenhum outro lugar do planeta”. Observa que tal característica faz com que a conservação do campo rupestre seja urgente, “porque, ao perder mesmo pequenas áreas de vegetação, podemos perder para sempre muitas espécies”. Segundo a pesquisadora, vários fatores, como um ambiente muito heterogêneo de condições, como locais secos, com solos pobres, ou alagados com solos pobres, porções de turfeiras, fendas de rochas, além da superfície das rochas, associados a interações únicas com microrganismo para a obtenção de nutrientes “proporcionaram toda essa variedade de plantas que vemos pela Cordilheira do Espinhaço, que é singular em cada uma das regiões de suas montanhas”. Um exemplo, segundo Rúbia, é a espécie Discocactus Horstii, “um cacto belíssimo, já em perigo de extinção, de ocorrência restrita não só ao município de Grão Mogol, mas apenas a uma área de 13 km². Já pensou que um pequeno incêndio pode banir uma espécie do planeta!” Outro exemplo citado por ela é a Drosera graomogolensis, “pelo nome já dá para imaginar a única região onde ela ocorre, que é uma espécie de planta carnívora típica de solos pobres e parcialmente alagados, igualmente ameaçada de extinção”. Flora em perigo de extinção O perigo de extinção de várias espécies da flora da Cordilheira do Espinhaço, bem como sua diversidade, foi abordado a pedido de O NORTE pela professora Maria das Dores Magalhães Veloso, graduada em Ciências Biológicas pela Unimontes, pós-doutora pelo Instituto de Ciências Agrárias da UFMG e Pró-reitora de Pesquisa da Unimontes. “Riqueza florística exuberante, com várias espécies endêmicas, que reclama uma proteção muito grande, posto que a sua vulnerabilidade pode resultar na extinção de espécies não apenas endêmicas, como pouco conhecidas”, explica. A Pró-reitora chama atenção para “uma bromélia que faz parte do grupo de espécies alvo da Cordilheira do Espinhaço, a Sincoraea humilis, uma erva rupícola com formato de roseta, endêmica do Espinhaço, com distribuição nos municípios de Botumirim, Grão Mogol e Cristália”. Ensina que “essa joia rara ocorre em campos rupestres com 850 a 1000 m de altitude, em rochas úmidas e secas próximas a margens de rios e lagos, em locais expostos à luminosidade”, a exemplo dos indivíduos que O NORTE pôde registrar no Parque Estadual de Botumirim, no Rio de Peixe, balneário que é seu principal atrativo turístico. Por outro lado, a pós-doutora alerta: “como suas populações não são facilmente encontradas, são colocadas dentro do grupo de espécie alvo do Projeto Pro Espécies”, ou seja, ocorre em áreas prioritárias para elaborar e implementar ações de conservação que podem beneficiar espécies de invertebrados, aves, peixes, mamíferos, répteis e principalmente a flora Criticamente em Perigo (CR) de extinção. *Jornalista Via O Norte

Furto de banana – vereador “Paraíba”, de Jaíba, é preso pela Polícia Civil

Na noite de segunda-feira, 09 de outubro de 2023, o vereador Adeildo Domingos de Sousa(PSD) vulgo “Paraíba” é preso pela Polícia Civil, suspeito por furtos e receptação de bananas na fazenda de Carlos Murilo próximo da Brasnica com outros envolvidos em Verdelândia MG. De acordo informações de testemunha, o vereador comprava bananas sem as devidas notas das mercadorias. O vereador Paraíba de Verdelândia está preso e até o momento não foi divulgado nota de esclarecimento sobre os fatos pela sua assessoria. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou em Jaíba, na região Norte do estado, a operação “Donkey Kong”, de repressão aos crimes contra o patrimônio. Durante a ação, dois homens, 45 e 54 anos, foram presos por furto e receptação qualificada, respectivamente. Além disso, foram apreendidos um caminhão e um outro veículo. A investigação teve início após a vítima comparecer na Unidade Policial para relatar que há algum tempo suspeitava que parte de sua plantação de bananas estava sendo furtada. Para monitorar o local, a vítima contou que ao passar por lá identificou uma movimentação estranha, pois não havia cargas programadas para aquele dia. A vítima então, solicitou a um amigo que fizesse registros do local usando um drone, ocasião em que observou um caminhão sendo carregado com bananas de sua propriedade. O delegado de Jaíba Maxwell Gomes de Freitas que coordenou a operação, contou que imediatamente após tomar conhecimento dos fatos, determinou que a equipe de policiais civis de Jaíba realizassem levantamentos com as possíveis rotas efetivadas pelos investigados e, com o apoio de uma equipe da Regional em Janaúba, montaram a operação que resultou na interceptação do caminhão carregado de banana furtadas. “ Eles foram interceptados na altura do trevo do cemitério em Jaíba, sentido Verdelândia. Com o proprietário não havia comprovantes de pagamentos, nem notas fiscais da mercadoria “, explicou. O delegado pontuou que, simultâneo à abordagem ao caminhão uma equipe descaracterizada deslocou até a fazenda onde realizou a prisão do gerente. “ Ele foi autuado em flagrante por furto qualificado pelo abuso de confiança, já que auxiliava o furto”, explicou Maxwell. Além disso, após as entrevistas com os trabalhadores do estabelecimento rural em questão, foi constatado um mandado de prisão em aberto em desfavor de um dos funcionários, razão pela qual também foi conduzido à Delegacia de Jaíba para cumprimento. O outro suspeito foi autuado por receptação qualificada em razão da finalidade comercial que era vender o material subtraído, ele foi preso na cidade de Verdelândia. Um caminhão e outro veículo que fazia a escolta do primeiro foram apreendidos. Conforme consulta, ambos pertencem ao receptador. Inicialmente, a investigação apontou que os delitos em questão, em tese, eram praticados há cerca de 8 a 9 meses, acumulando um prejuízo ao empresário de R$ 30 mil reais. As investigações continuam com objetivo de identificar possíveis partícipes e coautores. Os dois suspeitos presos encontram-se no sistema prisional à disposição da Justiça. Jornalista Sueli Teixeira Site Boneka Jaíba

Pesquisa da Fapemig pode trazer 1º tratamento à base de plantas contra diabetes

Fitoterapia não é novidade. Nem coisa pouca. A utilização de plantas e raízes para amenizar dores e tratar males diversos já é parte da “medicina popular”. Mas vale ressaltar que o alcance vai muito além dos efeitos de um chá ou uma pomada de ervas. O estudo aprofundado do poder medicinal das plantas, principalmente relacionado a doenças crônicas, pode resultar no primeiro tratamento fitoterápico contra diabetes e obesidade no mundo. E o estudo é conduzido em solo mineiro. A pesquisadora Fernanda Magalhães é professora do curso de medicina da Universidade de Uberaba (Uniube) e responsável por um dos projetos finalistas do Prêmio Euro 2023. Encampado pela Fapemig, a agência mineira de fomento à pesquisa, no ano passado, o trabalho foca nos efeitos da planta Plathymenia reticulata Benth, popularmente conhecida como vinhoto ou vinhático, no tratamento da diabetes tipo 1 em camundongos e, recentemente, associada à Azadirachta indica, conhecida como Neem, para o tratamento contra o tipo 2. Segundo Magalhães, os primeiros resultados da pesquisa recente são muito satisfatórios e empolgantes. No modelo experimental do diabetes tipo 1, ela (planta) diminuiu bem a glicemia dos animais, diminuiu os lipídios e diminuiu também o peso. “Encontramos resultados que mostraram que a Plathymenia é muito boa. No modelo experimental do diabetes tipo 1, ela diminuiu bem a glicemia dos animais, diminuiu os lipídios e diminuiu também o peso”, diz a pesquisadora, lembrando que começou seu estudo com as plantas medicinais em 2005, inicialmente com o vinhático, para descobrir seu potencial. Publicidade Ela conta que a sugestão de trabalhar com a planta veio da vivência de um aluno que relatou histórias de pessoas do interior de Goiás que utilizavam o chá do vinhoto para controlar diabetes. “Eu sou endocrinologista, trabalho muito com diabetes, e esse aluno perguntou se a gente não poderia desenvolver um projeto para estudar essa planta. Nós formatamos um projeto experimental com animais e o iniciamos. Teve um resultado positivo”. Durante os anos e apresentações do projeto e dos resultados, os pesquisadores começaram a incorporar sugestões e aprimorar os testes. Em 2009, o grupo de pesquisa da professora entrou com um pedido de patente para o tratamento desenvolvido com a planta. O projeto continuou se aprimorando e, em 2018, eles incorporaram às pesquisas a Azadirachta para potencializar o tratamento. Origens Enquanto o vinhoto é uma planta tradicional do Cerrado brasileiro, o neem é de origem indiana e comprovada eficácia contra enfermidades. “Fizemos o estudo de toxicidade da Plathymenia por três meses. Foram 12 semanas de tratamento para ver se existiria alguma toxidade crônica e descobrimos que no extrato aquoso não tem”, diz a pesquisadora, sobre possíveis efeitos colaterais por causa do uso da planta. Na indústria farmacêutica, fitoterápicos são transformadas em extratos, comprimidos ou em substâncias desidratadas. Desde 2006, o Brasil possui a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), que inclui e regulamenta a prática de terapias não convencionais, incluindo a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Com isso, o mercado internacional desses medicamentos vem recebendo investimento para pesquisas e aprimoramentos. Uma vantagem é o potencial de não apresentar efeitos colaterais, além do baixo custo de produção. * Com informações da Fapemig